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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

ÓLEO DE COENTRO PODE SUBSTITUIR ANTIBIÓTICOS


O óleo de coentros é tóxico para uma ampla gama de bactérias nocivas, concluiu um estudo da Universidade da Beira Interior, Portugal, publicado no “Journal of Medical Microbiology”. Desta forma, a sua utilização, seja na cozinha ou em fármacos, tem potencial para prevenir doenças transmitidas por alimentos e até mesmo tratar infecções resistentes aos antibióticos, indica o trabalho.
Coentros são muito utilizados na cozinha mediterrânica
O efeito do óleo de coentros foi testado em 12 estirpes de bactérias, entre as quais a E.coli, a Salmonella enterica, a Bacillus cereus e a Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA). Todas elas mostraram uma redução do crescimento, sendo que a maioria delas foi eliminada por soluções que continham até 1,6 por cento de óleo de coentros. Apenas a Bacillus cereus e a Enterococcus faecalis resistiram ao efeito bactericida desta solução.
Para além de os coentros serem uma planta aromática amplamente utilizada na cozinha mediterrânica, o óleo é um dos 20 mais utilizados em todo o mundo, sendo já utilizado como aditivo alimentar. Produzido a partir de sementes da planta, o óleo de coentros tem benefícios para a saúde já reconhecidos há vários séculos da “medicina popular”, onde estão incluídos o alívio da dor, cólicas, convulsões ou náuseas, o tratamento de infecções fungicas e uma ajuda na digestão.
O estudo da UBI não demonstra apenas que o óleo tem um efeito anti-bacteriano, mas explica também o seu funcionamento no organismo, que até agora não era conhecido. “Os resultados indicam que o óleo de coentros danifica a membrana que envolve a célula bacteriana. Isso interrompe a barreira entre a célula e o seu meio ambiente e inibe os processos essenciais, incluindo a respiração, o que acaba por conduzir a célula bacteriana à morte", explicou Fernanda Domingues, cientista que liderou o estudo.
Óleo é produzido a partir das sementes da planta
O grupo de investigadores sugeriu também que o óleo poderá ter importantes aplicações na indústria alimentar e médica. "Anualmente, nos países desenvolvidos, cerca de 30 por cento da população sofre de doenças transmitidas por alimentos. Esta pesquisa incentiva o desenvolvimento de novos aditivos alimentares que contenham óleo de coentros para combater patogênicos de origem alimentar e prevenir a deterioração de origem bacteriana", assegurou a cientista.
A líder do estudo frisou ainda que "o óleo de coentros também poderia tornar-se uma alternativa natural aos antibióticos comuns, já que pode ser usado como medicamentos na forma de loções, antissépticos orais e até mesmo comprimidos, para combater infecções bacterianas multi resistentes que, de outra forma, não poderiam ser tratadas, fato que melhoraria significativamente a nossa qualidade de vida".

domingo, 28 de agosto de 2011

HIBRIDAÇÃO COM NEANDERTAIS MELHOROU RESISTÊNCIA IMUNOLÓGICA DOS “HOMO SAPIENS”


Estudo sugere que devido a cruzamento o homem moderno ficou apto a sobreviver na Europa
Homem de Neandertal dotou "sapiens" de um melhor sistema imunitário
Quando saiu de África e rumou até à Europa, o homo sapiens teve contato com o Homo neanderthalensis. Essa teoria ficou provada quando, há não muito tempo, investigadores do Instituto Max Plank (Alemanha) descobriram que o ser humano moderno, europeu e asiático têm entre um e quatro por cento de DNA Neandertal.
Um artigo agora publicado na «Science» vem acrescentar que a genética dos homo sapiens foi melhorada pelo cruzamento. A equipe de investigação identificou vários genes e regiões do DNA que foram ‘cedidos’ pela aquela espécie ao sistema imunológico que o ser humano ainda possui.
Dirigido por Peter Parham (Universidade de Stanford), o estudo permitiu conhecer os genomas tanto de Neandertais como de hominídeos de Denisova (espécie recentemente descoberta na gruta de Denisova, Sibéria).
Investigações anteriores tinham já sugerido que o cruzamento entre estes três hominídeos que habitavam o planeta há 60 mil anos aconteceu na Eurásia, razão pela qual se identificou 2,5% de DNA Neandertal em todos os humanos não africanos. Também se detectou parte de DNA denisoviano em populações asiáticas, sobretudo na Melanésia, onde a percentagem de DNA ancestral ascende a 6%.
O que este estudo traz de novo é a importância da hibridação. As atenções dos investigadores centraram-se no sistema antígeno leucocitário humano (HLA), pois este está submetido à pressão das doenças e entra facilmente em mutação.
A comparação das sequências genômicas mostrou que vários genes do HLA (como o B*51 e o C*07) eram próprios da evolução dos Neandertais e passaram para as populações de sapiens. O mesmo se passava com uma região chamada HLA classe I. As percentagens da presença entre os europeus era de 50 por cento, nos asiáticos de 80 por cento e nas populações da Papua Nova Guiné até 95 por cento. No entanto, não se encontrava entre a população africana.
Foram também encontrados nos asiáticos genes próprios do genoma dos hominídeos de Denisova.
Os autores defendem que a mestiçagem com outras espécies melhorou os humanos modernos para os defender de agentes  patogênicos presentes na Europa e na Ásia. Trata-se, afirma, de um “exemplo claro de seleção natural”: aqueles que possuíam os genes protetores, ou seja, os híbridos, ficaram mais aptos para sobreviver. 

BACTÉRIA PODE REVOLUCIONAR COMBATE À DENGUE


“Wolbachia” permite que insetos não sejam infectados pelo vírus
Aedes aegypti vive em países tropicais e subtropicais
Uma nova investigação indica que há uma bactéria capaz de travar a dengue, uma doença que, nos países tropicais e subtropicais, afeta entre 50 e cem milhões de pessoas e mata 20 mil pessoas por ano, sendo que não existe qualquer vacina que a possa prevenir.
Esta doença é provocada por quatro estirpes de um vírus que infecta as pessoas através das picadas do mosquito Aedes aegypti. O vírus causa febre, dores musculares e pode ser fatal, nos casos de febre hemorrágica.
Até agora, a única forma de combater a doença consiste no controle da população de mosquitos. Contudo, dois artigos publicados na “Nature”, indicam que a bactéria agora detectada é capaz de transformar completamente populações locais de mosquitos em poucos meses.
Há dois anos, a equipe de cientistas utilizou a bactéria Wolbachia - presente naturalmente nos mosquitos - para diminuir o tempo de vida do inseto e prevenir o desenvolvimento do vírus. No entanto, esta primeira tentativa falhou, pois a bactéria era muito forte e matava rapidamente os mosquitos.
Depois disso, os investigadores recorreram a uma estirpe da Wolbachia menos violenta e obtiveram um resultado inesperado ao verificar que a bactéria impedia o inseto de ficar infectado pelo vírus da dengue sem matá-lo. Até agora, ainda não se sabe como é que a bactéria protege o mosquito do vírus, mas os investigadores acreditam que pode ser um processo molecular, um aumento da resposta imunitária ou ambos.
Wolbachia não se transmite ambientalmente
 A Wolbachia não se propaga ambientalmente. É hereditária, o que facilita a sua propagação entre mães e filhos. Além disso, os investigadores sabem que só sobrevivem os ovos de mães infectadas pela e que aqueles de insetos fêmea saudáveis que são fertilizados por machos com a bactéria acabam por morrer.
Após perceberem este processo, o grupo de especialistas soltou milhares de mosquitos infectados com a bactéria em Queensland, na Austrália, sendo que a bactéria prosperou. Houve localidades onde a percentagem de mosquitos capturados com a bactéria variava entre 80 e 100 por cento. Também foram encontrados elementos da nova população espalhados em locais onde não foi libertado nenhum inseto.
Com esta taxa de sucesso, o mundo científico está confiante no “início de uma nova era de controle de doenças transmitidas por mosquitos”, disse Jason Rasgon, especialista do Instituto de Investigação de Malária de Johns Hopkins, em Maryland, EUA, num comentário sobre a descoberta publicado também na “Nature”, acrescentando que, como “a população de mosquito é alterada em vez de ser eliminada, os efeitos nos ecossistemas serão mínimos.” Esta técnica poderá agora ser implementada em outros locais do mundo, como Brasil, Vietnam, Tailândia e Indonésia.

ENERGIA EÓLICA - PORQUE SE DEVE INVESTIR NELA


Denomina-se energia eólica a energia cinética contida nas massas de ar em movimento (vento). Seu aproveitamento ocorre por meio da conversão da energia cinética de translação em energia cinética de rotação, com o emprego de turbinas eólicas, também denominadas aerogeradores, para a geração de eletricidade, ou cata ventos (e moinhos), para trabalhos mecânicos como bombeamento d’água.
Assim como a energia hidráulica, a energia eólica é utilizada há milhares de anos com as mesmas finalidades, a saber: bombeamento de água, moagem de grãos e outras aplicações que envolvem energia mecânica. Para a geração de eletricidade, as primeiras tentativas surgiram no final do século XIX, mas somente um século depois, com a crise internacional do petróleo (década de 1970), é que houve interesse e investimentos suficientes para viabilizar o desenvolvimento e aplicação de equipamentos em escala comercial.
A primeira turbina eólica comercial ligada à rede elétrica pública foi instalada em 1976, na Dinamarca. Atualmente, existem mais de 30 mil turbinas eólicas em operação no mundo.
Vantagens para a sociedade em geral
·         É inesgotável;
·         Não emite gases poluentes nem geram resíduos;
·         Diminui a emissão de gases de efeito de estufa (GEE).
·         Vantagens para as comunidades onde se inserem os Parques Eólicos
·         Os parques eólicos são compatíveis com outros usos e utilizações do terreno como a agricultura e a criação de gado;
·         Criação de emprego;
·         Geração de investimento em zonas desfavorecidas;
·         Benefícios financeiros (proprietários e zonas camarárias).
Vantagens para o estado
·         Reduz a elevada dependência energética do exterior, nomeadamente a dependência em combustíveis fósseis;
·         Poupança devido à menor aquisição de direitos de emissão de CO2 por cumprir o protocolo de Quioto e diretivas comunitárias e menores penalizações por não cumprir;
·         Possível contribuição de cota de GEE para outros setores da atividade econômica;
·         É uma das fontes mais baratas de energia podendo competir em termos de rentabilidade com as fontes de energia tradicionais.
Vantagens para as Concessionárias
·         Os aerogeradores não necessitam de abastecimento de combustível e requerem escassa manutenção, uma vez que só se procedem à sua revisão em cada seis meses.
·         Excelente rentabilidade do investimento. Em menos de seis meses, o aerogerador recupera a energia gasta com sua fabricação, instalação e manutenção.
Turbinas de geração de Energia eólica
 Energia que se renova
Principais Desvantagens da energia eólica
·         A intermitência, ou seja, nem sempre o vento sopra quando a eletricidade é necessária, tornando difícil a integração da sua produção no programa de exploração;
·         Pode ser ultrapassado com as pilhas de combustível (H2) ou com a técnica da bombagem hidroelétrica.
·         Provoca um impacto visual considerável, principalmente para os moradores em redor, a instalação dos parques eólicos gera uma grande modificação da paisagem;
·         Impacto sobre as aves do local: principalmente pelo choque destas nas pás, efeitos desconhecidos sobre a modificação de seus comportamentos habituais de migração;
·         Impacto sonoro: o som do vento bate nas pás produzindo um ruído constante (43dB(A)). As habitações mais próximas deverão estar no mínimo a 200m de distância.