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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

SENSOR IMPLANTADO PARA MONITORAR DESENVOLVIMENTO DE TUMORES CANCERÍGENOS


Uma equipe de investigadores alemães, da Technical University Munich (TUM), liderada por Sven Becker, desenvolveu um sensor que pode ser implantado junto de tumores para monitorizar o seu crescimento. A aplicação capta níveis de oxigênio próximos do tecido para detectar se o tumor está se desenvolvendo.
Os resultados são posteriormente transmitidos por ‘wireless’ à equipe médica – reduzindo a necessidade de scanners e idas frequentes ao hospital para vigiar o crescimento do tecido. Por exemplo, se os níveis de oxigênio descerem demasiado, poderá indicar um crescimento mais agressivo e alertar o corpo clínico.
Os especialistas esperam com isto conseguir tratamentos mais direcionados e menos agressivos. Os engenheiros médicos da TUM pretendem agora desenvolver um aparelho que inclua medicação para que esta possa aplicar diretamente doses terapêuticas de quimioterapia na área afetada. Assim, os pacientes serão tratados mais rapidamente e de forma menos tóxica.
Aplicação capta níveis de oxigênio próximos do tecido
O sensor ainda está em fase de desenvolvimento, mas os cientistas consideram que possa estar pronto dentro de dez anos para uso médico.

MAIS ANTIGO MACHADO DE PEDRA, ACHEULENSE, FOI ENCONTRADO NO QUÊNIA


Ferramentas com 1,76 milhões anos têm mais 350 mil anos do que as que se conheciam
Os machados foram descobertos no Quênia

A descoberta de machados de pedra acheulenses (cultura do Paleolítico Inferior caracterizada por utilizar certo tipo de utensílios, bifaces, de pedra e situada na época do segundo interglacial) na mesma camada de sedimentos onde se encontram ferramentas mais primitivas pode indicar que hominídeos que fabricaram diferentes tecnologias terão coexistido.
Descobertas perto do lago Turkana, no Quênia, por uma equipe de paleontólogos e geólogos franceses e norte-americanos, as ferramentas terão sido talhadas por Homo erectus há 1,76 milhões de anos. Os mais antigos complexos desta indústria eram mais recentes em 350 mil anos. O estudo está publicado na «Nature».
As novas peças confirmam que aqueles hominídeos que se estenderam pela Eurásia e África há dois milhões de anos eram capazes de modelar grandes bifaces. O seu tamanho indica que poderiam ser utilizadas para descarnar animais de grande porte como os elefantes.
As ferramentas foram encontradas em Kokiselei, a poucos quilômetros do local onde a equipe de Richarg Leakey descobriu, em 1984, o esqueleto mais completo de um Homo erectus, conhecido como o homem de Nariokotome (ou Turkana).
Os geólogos, dirigidos por Christopher J. Lepre, do Departamento de Ciências Planetárias e da Terra, da Universidade de Rutgers, dataram os sedimentos em função da polaridade magnética da Terra existente naquele momento.
Biface acheulense de 200 000 anos, encontrado em Madrid (Espanha).
Os investigadores destacam o fato de existiram ferramentas de duas tecnologias distintas (uma mais primitiva do que a outra) misturadas, o que pode significar que o Homo habilis e Homo erectus chegaram a viverem na mesma época ou que os segundos utilizaram ambas as tecnologias conforme as suas necessidades.

QUER AJUDAR OS FILHOS COM OS TRABALHOS ESCOLARES?


Investigadores da Universidade Ben-Gurion de Negev (BGU), em Israel, sugerem que os pais que querem melhorar a motivação da criança para fazer os trabalhos escolares de casa têm de mudar a sua própria atitude e comportamento.
No estudo, os cientistas descobriram que se os pais tinham uma atitude mais positiva, de apoio e comunicassem o valor da aprendizagem enquanto motivação, ao invés de se focarem em terminar uma tarefa ou obter a melhor nota, então a atitude e motivação da criança melhorava.
Idit Katz, Avi Kaplan e Tamara Buzukashvily, recomendam aos pais dar algumas escolhas aos filhos, incluindo quando e onde fazer os trabalhos de casa.
 Mudança de atitude para melhorar a motivação
Pais com atitude positiva melhoram a motivação da criança
“Os pais podem melhorar um senso de competência permitindo que as crianças estruturem as suas próprias tarefas e dando à criança a sensação de que é amada e admirada, independentemente se é bem sucedida em matemática ou línguas”, afirmam.
O estudo também mostra que os pais devem perguntar-se sobre suas próprias motivações, atitudes e competências, antes de tentar ‘mudar’ a criança. Além disso, os programas educativos que tentam mudar a atitude e motivação dos alunos em relação aos trabalhos de casa não devem excluir os pais uma vez que o comportamento destes é essencial.
Para realizar a investigação, foi preenchido um inquérito em duas escolas de ensino fundamental, com 135 alunos do quarto ano e um dos pais de cada criança. Os estudantes responderam a questionários sobre o nível de motivação para fazer os trabalhos de casa, enquanto os pais responderam a questionários sobre a vontade de ajudar. Isto permitiu examinar percepções do ambiente de casa a partir de duas perspectivas.
Entre a amostra, mais de 60 por cento dos pais relatou estar envolvido nos trabalhos de casa dos filhos uma vez por semana e 35 por cento indicou estar envolvido todos os dias ou mais de uma vez por semana. Apenas quatro por cento disse que nunca está envolvida nos trabalhos de casa do seu filho.
NOTA: Aqui no Brasil, entregam a criança na escola e coloca a responsabilidade total, de educar, em cima dos professores, como se fossemos mágicos. Os pais deveriam ser mais presentes na escola, interagindo com ela. A Escola não resolve o problema do aluno, se em casa o seu contexto de vida é totalmente oposto ao ambiente escolar. Na verdade a mudança de atitude dos pais não melhoraria só o rendimento escolar, mais a criança totalmente, principalmente no que concerne a socialização da mesma. Se continuar da maneira que está, professor será uma profissão em extinção.

FALAR MAIS RÁPIDO NEM SEMPRE É MAIS EFICIENTE!


Línguas que são faladas mais depressa têm uma menor densidade de informação
As línguas precisam de mais ou menos tempo para contar a mesma história
Um estudo recente sobre a taxa de informação do discurso de sete línguas conclui que há uma variação considerável na velocidade em que línguas são faladas, mas muito menos variação no grau de eficiência dessas línguas em comunicar a mesma informação.
O estudo intitulado A cross-linguistic perspective on speech information rate é da coautoria de François Pellegrino, Coupé Christophe e Marsico Egidio, da Universidade de Lyon e do Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS, na sigla francesa).
A investigação trás um novo ponto de vista sobre o modo pelo qual as línguas garantem uma comunicação eficiente da informação.
Para realizar o estudo, os investigadores basearam-se em 20 textos curtos (cada um composto por cinco frases) traduzido em sete línguas (chinês, inglês, francês, alemão, japonês, italiano e espanhol) e pronunciados por cerca de 60 falantes nativos.
Segundo François Pellegrino, os resultados sugerem que “as línguas precisam de mais ou menos tempo para contar a mesma história”.
No estudo, por exemplo, “os textos falados em inglês são muito mais curtos do que os seus homólogos japoneses. Apesar dessas variações, há uma tendência para regular a taxa de informação, como mostrado pela forte correlação negativa entre a taxa silábica e a densidade da informação”. Ou seja, as línguas que são faladas, mais rápido (que têm uma maior taxa silábica) tendem a conter menos informação em cada sílaba individual (têm uma menor densidade de informação).
“Os resultados mostram que são possíveis diversas estratégias de codificação. Por exemplo, o espanhol é caracterizado por uma taxa rápida de sílabas de baixa informação, enquanto o mandarim apresenta um ritmo silábico mais lento com sílabas mais informativas”, descreve o cientista.
Além disso, os investigadores descobriram “uma forte relação entre a densidade de informação das sílabas e a complexidade da sua estrutura linguística”, acrescenta.
Estes resultados confirmam a existência de diferentes formas linguísticas de ‘empacotar’ informações em sílabas que, eventualmente, interagem com a velocidade de leitura real para resultar numa tendência em direcção a uma taxa de informação uniforme.