Esta foto foi escolhida pela BBC 28 de setembro, 2012 como uma das 20 mais bonitas

Sejamos proativos nas questões relacionadas às mudanças climáticas, pois não seremos poupados de seus efeitos devastadores a curto e longo prazo.
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terça-feira, 18 de setembro de 2012

PORQUE HOMENS E MULHERES ENXERGAM DE MANEIRAS DIFERENTES?

Se você chega em casa recém-saída do cabeleireiro, com um tom de tintura vermelha que nunca antes havia se atrevido a usar, e seu marido a recebe com um "que lindos esses seus novos brincos", em referência a um presente de uma prima que você quase deixou de lado, pense duas vezes antes de se irritar e gritar com ele.
Não se trata –neste caso ao menos- de falta de interesse, atenção e muito menos de carinho.
De acordo com um estudo conduzido por pesquisadores dos Estados Unidos, os olhos dos homens são mais sensíveis aos pequenos detalhes e aos objetos que se movem em grande velocidade, enquanto as mulheres distinguem cores com mais facilidade.
Isaac Abramov, professor de psicologia do Brooklyn College, foi o responsável por dois estudos paralelos para determinar essas diferenças.
Em um deles, apresentou aos participantes uma amostra de uma cor específica e pediu a eles que a descrevessem empregando uma série de termos pré-determinados.
Pesquisa dos Estados Unidos mostra que homens e mulheres enxergam
 de maneiras diferentes
Desta forma, o psicólogo e sua equipe descobriram que homens e mulheres descreviam a mesma cor diante de seus olhos usando termos diferentes.
"Ambos veem o azul como azul, mas que porcentagem de vermelho veem na cor difere se o indivíduo é homem ou mulher", disse Abramov.
Assim se explica por que as mulheres são melhores quando se trata de combinar cores ou de buscar tons semelhantes entre si.
Um ponto no horizonte
O outro estudo conduzido pela mesma equipe se concentrou em como cada sexo percebe os detalhes e as imagens em movimento.
Os homens detectam os detalhes, por mínimos que seja, com mais facilidade.
"Por exemplo, se um avião ingressa em nosso campo visual, como um ponto ínfimo no horizonte, o homem o notará antes da mulher", diz o cientista.
"Ou se uma pessoa tem tendência a tornar-se míope com o tempo, se for homem, levará mais tempo até que tenha que usar óculos", acrescenta.
Diferenças
As hipóteses para explicar as razões por trás dessas diferenças são várias e dão início a uma série de debates, diz Abramov.
"Uma explicação possível é que no cérebro se encontram receptores do hormônio masculino, testosterona, e a maior concentração desse hormônio está na parte superior do cérebro –o córtex cerebral- que é a principal zona visual", destaca.
"Por que essa região do cérebro é tão sensível à testosterona também é uma questão de especulação", acrescenta.
Evolução
Outra teoria está relacionada com a evolução.
Os homens, em seu papel de caçadores, evoluíram suas capacidades que o permitiam avistar à distância uma presa ou um animal que pudesse representar uma ameaça com maior precisão, enquanto as mulheres aperfeiçoaram suas capacidades para melhorar seu desempenho como coletoras.
Abramov deixa claro que todas essas diferenças são sutis e que afetam a visão em seu nível mais primário.
Sem dúvida, por ser uma diferença biológica, não é possível treinar o olho para "melhorar" no que faz pior.
Além disso, isto não afeta a percepção – ao menos no que se sabe até o momento- já que esta se alimenta de muitos outros fatores, como a educação, a memória e os interesses.

domingo, 16 de setembro de 2012

INUNDAÇÕES EM VENEZA SERÃO PIORES COM O AQUECIMENTO GLOBAL

Investigação que analisa o fenômeno da “acqua alta” está publicada na «Climatic Change»
Uma subida moderada do nível das águas implicará um aumento drástico no número de inundações em Veneza, fenômeno conhecido como 'acqua alta'. O estudo, publicado na «Climatic Change», foi realizado por investigadores do Conselho Superior de investigações Científicas (CSIC) espanhol e da Universidade das Ilhas Baleares.
Os cientistas estimam que no final deste século a frequência anual da 'acqua alta' aumente de 1,4 até 18,5. A duração destes episódios deverá também aumentar de 12 para 72 horas, bem como a probabilidade de inundações severa, que afetarão mais 75 por cento desta cidade italiana.
A investigação aplicou os últimos conhecimentos sobre o funcionamento do Mediterrâneo na interpretação dos resultados dos modelos numéricos. Isto é uma novidade porque, até agora, dava-se mais importância ao papel que tinha a salinidade da água que poderia atenuar a subida global do nível do mar.
'Acqua Alta' na Praça de São Marcos, Veneza
Os últimos estudos indicam que este mecanismo não será eficaz no Mediterrâneo e, por isso, o nível do mar irá seguir a tendência global. No final do século XXI, o nível da água do Mediterrâneo terá aumentado aproximadamente 50 centímetros.
No entanto, estas projeções estão dependentes de vários fatores, pois não se sabe como serão as emissões de gases do efeito estufa no futuro.
O estudo projeta os efeitos do aumento do nível do mar em Veneza tendo em conta que a parte mais baixa da cidade está a 90 centímetros acima do nível do mar e a cidade encontra-se numa zona onde as marés são muito importantes.
Atualmente, a combinação da maré e de tempestades passageiras faz com que em algumas ocasiões o nível do mar supere estes 90 centímetros, inundando as parte baixas da cidade. A acqua alta acontece em média 1,4 vezes por ano, com uma intensidade média de 105 centímetros.
Devido aos prejuízos econômicos que o fenômeno arrasta o governo italiano desenvolveu o projeto MOSE, um sistema de barreiras mecânicas que tem como objetivo preservar a cidade dos episódios mais severos das inundações.

PLANTAS DA AMAZÔNIA REGULAM O CLIMA DA REGIÃO

Vegetação altera a química atmosférica
Segundo um estudo publicado na revista «Science», realizado por uma equipe de investigadores internacionais, as plantas da floresta Amazônia, no Brasil, determinam o clima. O grupo de trabalho recolheu amostras de ar numa torre localizada a 80 metros de altura para analisar no acelerador de partículas norte-americano e descobriu que a vegetação existente na floresta brasileira, libertam pequenas partículas de potássio que fazem com que chova.
Os cientistas que realizaram a experiência afirmam que 90 por cento das partículas de aerossóis, responsáveis por agregar água atmosférica em gotículas de chuva, contêm essas pequenas doses de potássio.
Plantas libertam pequenas partículas de potássio no ar
(Imagem: Jason Auch)
Os investigadores já sabiam da existência de sais de potássio em suspensão, mas não sabiam quais a sua origem. Consideram que o potássio apenas pudesse estar contido em partículas orgânicas maiores, e só apareceria depois de se degradar e não em pequenas partículas com 20 nanómetros.
Para o estudo, climatólogos do Instituto Max Planck de Química, na Alemanha, mediram as concentrações de elementos em partículas através de uma técnica especial de microscopia – que gerou feixes especiais de luz em dois grandes aceleradores de partículas, um em Berlin e outro na Califórnia. A descoberta revelou mais um mecanismo usado pela floresta para tentar reter água.
Os investigadores defendem que as plantas desenvolveram essa capacidade por seleção natural ao longo de milhares de anos. No entanto, a equipe gostaria de saber se “as plantas adquiriram essa capacidade de uma forma darwinista clássica ou se é apenas um subproduto criado por outros tipos de pressão evolutiva".

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

RIOS “VOADORES” DA AMAZÔNIA TRANSPORTAM ÁGUA PARA BRASIL E AMÉRICA DO SUL

Enquanto a seca causa estragos no mundo e cresce a inquietação com colheitas e reservas hídricas, o piloto e aventureiro anglo-suíço naturalizado brasileiro Gérard Moss mostra os "rios voadores" da Amazônia, cursos d'água atmosféricos que têm origem na floresta e alimentam as chuvas no Brasil e na América do Sul.
"As mudanças climáticas estão cobrando seu preço, os Estados Unidos vivem a pior seca em meio século, a Rússia sofre com a seca, na Índia há anos as monções não são regulares, e no Brasil parece que somos menos afetados porque temos a maior floresta tropical do mundo, que ajuda a regular o clima", explica Moss, enquanto pilota seu monomotor com destino a Goiânia (centro).
Durante o voo, Moss observa um indicador que mede a umidade do ar sobre o cerrado. Ele usa o medidor para localizar os "rios voadores", nome dado às massas de vapor d'água que a Amazônia lança na atmosfera.
Nuvens se refletem nas águas do Rio Negro, perto da cidade de Tumbira, 
na Amazônia brasileira Foto de Evaristo Sá/AFP/
"Pouca gente sabe que na Amazônia uma única árvore pode colocar na atmosfera mais de 1.000 litros d'água em um dia, e que a selva amazônica consegue colocar mais água na atmosfera em um dia do que a transportada pelo rio mais caudaloso do mundo, o Amazonas", explica.
Em expedições em avião e balão, Moss leva cinco anos demonstrando que a floresta amazônica não só limpa o ar do planeta, como garante umidade e chuvas para o Brasil e parte da América do Sul, uma região enorme produtora e exportadora de alimentos.
Os rios voadores, conta, partem da Amazônia até os Andes, que agem como barreira natural, e redirecionam as gigantescas massas de vapor principalmente rumo ao centro-oeste, o sudeste e o sul do Brasil, mas também para o norte de Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia, e ainda para Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.
"O Peru recebe um pouco desta água, mas se não houvesse a cordilheira, certamente receberia tudo", explica Moss.
Nascido na Inglaterra e criado na Suíça, entre Montreux e Vevey, o apaixonado piloto de 57 anos chegou ao Brasil nos anos 1980 para trabalhar na exportação de soja, e uma década depois mudou radicalmente de trabalho para se dedicar ao meio ambiente, ao lado da esposa Margi Moss, fotógrafa nascida no Quênia.
Ele ganhou fama em 2001, quando fez a primeira volta ao mundo em planador motorizado, uma aventura que durou 100 dias, durante os quais fazia transmissões ao vivo, todos os domingos, para a televisão brasileira.
Em 2003, o casal embarcou em um pequeno hidroavião com o qual coletou durante um ano mais de mil amostras dos rios e lagos mais remotos do país, que possui 12% das reservas de água doce do planeta.
"Constatamos que 85% das águas são limpas, o que demonstra que o Brasil tem uma grande riqueza, mas também que nas regiões habitadas a qualidade é péssima, não se investe para preservar esta riqueza", lamenta Moss.
De Belém a São Paulo sobre um rio voador
A aventura aérea e ambiental prosseguiu em 2006, com o projeto Rios Voadores, no qual embarcaram importantes cientistas que já tinham advertido para o fenômeno e agora utilizam os dados para confirmá-lo.
Eles criaram equipamentos adaptados ao monomotor e a um balão aeroestático, com o qual Moss percorreu o país para condensar e analisar gotas do vapor atmosférico originadas na Amazônia.
O piloto chegou a viajar oito dias na trajetória de um rio voador, da cidde amazônica de Belém ao Pantanal (centro-oeste) e a São Paulo (sudeste). "Era uma massa enorme de vapor d'água, equivalente ao que São Paulo consome em 115 dias, foi muito bom para divulgar os nossos resultados", explica.
Com estes estudos, o respeitado Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) traça diariamente trajetórias das correntes de umidade amazônica por todo o Brasil, enquanto o projeto se concentra agora em divulgar os resultados para alcançar seu objetivo: ajudar a salvar a Amazônia.
"Nosso objetivo é que uma criança em São Paulo ou um produtor do sul saibam que sua agricultura e sua energia dependem muito da água que chega da Amazônia", diz Moss.
Os cientistas calculam que quase 20% da Amazônia já tenha sido destruída e alguns indicam que se a destruição chegar a 35% ou 40%, atingirá um ponto sem volta frente ao avanço do cerrado.
O Brasil alcançou um pico de desmatamento em 2004, com 27.000 km2. Conseguiu reverter a tendência a mínimos históricos, mas ainda perde 6.400 km2 de selva amazônica por ano.
Fonte: AFP