Esta foto foi escolhida pela BBC 28 de setembro, 2012 como uma das 20 mais bonitas

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

INGERIR REMÉDIOS COM GRAPEFRUIT (TORANJA) PODE CAUSAR DANOS À SAÚDE

Outras frutas cítricas, como a laranja, podem produzir efeitos similares. Mas há menos estudos a respeito
O número de medicamentos que, misturados à grapefruit, podem causar graves problemas de saúde, entre eles a morte súbita, disparou, alerta um pesquisador canadense.
Em artigo publicado no Canadian Medical Association, David Bailey, um cientista do instituto Lawson Health Research Institute de Londres, Ontário (sudeste), disse que mais de 85 medicamentos, muitos deles muito prescritos para transtornos médicos comuns, interagem com essa fruta, também conhecida como toranja.
Mais de 85 remédios interagem com a fruta - Foto de Jay Directo/AFP
Seu consumo traz riscos quando é misturada a certos fármacos, pois inibe uma enzima que metaboliza os medicamentos ingeridos e, consequentemente, os fármacos entram na corrente sanguínea com uma potência tal que podem causar overdose.
Entre os fármacos que interagem com o grapefruit há anticancerígenos, remédios para o coração, analgésicos e remédios para o tratamento da esquizofrenia. Todos são administrados por via oral.
Não é preciso comer muito grapefruit para que esta associação faça efeito. Beber um copo de suco de grapefruit com a medicação pode causar efeitos colaterais graves, como hemorragia gastrointestinal, insuficiência renal, problemas respiratórios e até morte súbita.
Bailey detectou o vínculo tóxico pela primeira vez há 20 anos.
Mas o número de medicamentos que potencialmente podem interagir com o grapefruit e causar graves efeitos para a saúde saltou de 17 a 43 nos últimos quatro anos, disse Bailey.
"Quão problemáticas são estas interações? A menos que os profissionais de saúde estejam conscientes de que o evento adverso que observam pode se dever à recente incorporação da toranja na dieta do paciente, é muito pouco provável que este assunto seja investigado", disse Bailey.
No geral, os pacientes não dizem que comem toranjas e os médicos não perguntam, lamentou o especialista no artigo.
O fruto traz risco quando misturado com certos fármacos, pois inibe uma enzima que metaboliza os medicamentos ingeridos e, consequentemente, os fármacos entram na corrente sanguínea com uma potência tal que podem causar overdose.
Entre os fármacos que interagem com o grapefruit há anticancerígenos, remédios para o coração, analgésicos e remédios para o tratamento da esquizofrenia. Todos são administrados por via oral.
Não é preciso comer muito grapefruit para que esta associação faça efeito. Beber um copo de suco de grapefruit com a medicação pode causar efeitos colaterais graves, como hemorragia gastrointestinal, insuficiência renal, problemas respiratórios e até morte súbita.
Outras frutas cítricas, como a laranja, podem produzir efeitos similares. Mas há menos estudos a respeito.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

BACTÉRIAS DESCOBERTAS, EM LAGO, VIVEM EMCONDIÇÕES EXTREMAS NA ANTÁRTICA

Lago Vostok, na Antártida, está a quatro mil metros abaixo da superfície de gelo e apresenta condições parecidas com as de Marte
Pesquisadores americanos anunciaram nesta segunda-feira a descoberta de bactérias que vivem em um lago salgado da Antártica sem luz ou oxigênio, um ambiente extremo que pode existir em outras partes do nosso sistema solar.
Este lago, chamado Vida, tem concentrações muito elevadas de amoníaco, nitrogênio, hidrogênio, enxofre e óxido nitroso, mas também abriga microorganismos sob 20 metros de gelo, taxa de salinidade superior a 20% e temperatura inferior a 13 graus centígrados.
"A descoberta deste ecossistema nos dá pistas não apenas sobre outros ambientes gelados e isolados da Terra, mas também sobre um modelo de vida em outros planetas cobertos de gelo que podem abrigar depósitos de sal e oceanos, como “Europa”, uma das luas de Júpiter", disse Nathaniel Ostrom, da Univerisdade de Michigan e coautor do trabalho publicado nos Anais da Academia Americana de Ciências (Pnas).
Desenho detalhado - "O lago da vida"

As altas concentrações de hidrogênio e óxido de nitrogênio em forma gasosa provavelmente proporcionam a fonte de energia química para a existência deste ecossistema isolado, estimam os cientistas. Estes gases se formam a partir de reações químicas da água muito salgada com rochas ricas em ferro.
"Não conhecíamos até agora quase nada sobre estes processos geoquímicos e da vida microbiana nestes ambientes gelados, especialmente em temperaturas abaixo de zero", disse Alison Murray, do Instituto de Pesquisas do Deserto da Universidade de Nevada.
Apesar das temperaturas baixas, da ausência de luz e da forte salinidade, este ambiente abriga uma fauna abundante de bactérias capazes de sobreviver sem a energia solar.
Estudos prévios no lago Vida revelam que estes ecossistemas bacterianos estiveram isolados de qualquer influência externa durante quase 3 mil anos, ao contrário de outros ecossistemas extremos que vivem sem luz próximos a fontes hidrotermais no fundo dos oceanos.
Quando da descoberta do Lago Vostok e a possibilidade de vida extraterrestre
A notícia promissora é esperada para lançar luz sobre a possível descoberta de vida extraterrestre, chegou recentemente da Antártida, onde um grupo de cientistas russos e engenheiros conseguiram perfurar uma superfície de gelo sólido de cerca de 12,366 pés e encontrar  um lago de água em estado líquido, o  maior dos cerca de 150 lagos preso sob a superfície de gelo do continente.
O Lago Vostok é uma massa de água sub-glaciar, localizada na Antártida, por baixo da Estação Vostok, centro de investigação russa. O lago está a quatro mil metros de profundidade abaixo do gelo, tem quarenta milhões de anos e levou vinte anos de perfuração para ser descoberta. É algo inédito para a ciência espacial e pode impulsionar outras descobertas em planetas similares, como Marte.
Dada a importância crucial de impedir a poluição da água, que é mantido líquido por pressão e calor a partir do solo abaixo do lago, medidas fortes têm sido tomadas para impedir a contaminação do composto natural.
Se confirmado vida em seu ambiente adverso, crescerá a possibilidade de vida nas luas de Júpiter, um dos planetas onde podemos considerar a possibilidade de vida extraterrestre, dada a similitude de condições entre os dois meios. As expectativas criadas para um evento desta magnitude têm sido aceitas para a comunidade científica, como também certamente mudaria a história da humanidade. Batizado pela comunidade científica de "O lago da vida" tem cerca de 300 quilômetros de comprimento, 50 quilômetros de largura e quase mil metros de profundidade em algumas zonas. Pode ter a água mais pura do planeta, espécies desconhecidas ou muito antigas.

UM REFRIGERANTE POR DIA AUMENTA RISCO DE CÂNCER DE PRÓSTATA

Homens que consomem uma lata de refrigerante por dia estão sujeitos a um risco maior de desenvolver câncer de próstata, segundo um estudo sueco anunciado nesta segunda-feira.
"Entre os homens que consomem uma grande quantidade de refrigerantes ou outras bebidas com adição de açúcar, constatamos um risco de câncer de próstata aproximadamente 40% maior", disse à AFP uma das autoras do estudo, Isabel Drake.
O estudo, que será publicado na próxima edição do American Journal of Clinical Nutrition, baseia-se no acompanhamento de mais de 8.000 homens da região da cidade de Malmö (sul da Suécia), com idade entre 45 e 73 anos, durante uma média de 15 anos. Todos anotaram minuciosamente os alimentos e bebidas que ingeriram.
O estudo acompanhou mais de 8 mil homens suecos - Foto de Ed Jones/AFP
Aqueles que beberam um refrigerante (330 ml) por dia estiveram 40% mais propensos a desenvolver câncer de próstata, necessitando de tratamento.
Além disso, aqueles que tiveram uma dieta rica em arroz e massas apresentaram 31% mais chances de desenvolver formas mais benignas do câncer. Este risco foi aumentado em 38% para aqueles que ingeriram grandes quantidades de açúcar no café da manhã, relatou a pesquisadora.
Estudos anteriores já haviam indicado que os chineses e os japoneses que viviam nos Estados Unidos, o maior consumidor de refrigerantes do mundo, desenvolveram câncer de próstata com mais frequência do que os compatriotas que permaneceram em seu país.
Uma pesquisa aprofundada sobre a resposta a diferentes dietas de acordo com a genética torna possível "adaptar as recomendações em termos de comida e bebida para certos grupos de alto risco", considerou Drake.

AUMENTO DA ACIDEZ DO MAR DISSOLVE CONCHA DE CRIATURAS MARINHAS

Acidez maior dos oceanos está afetando o ecossistema, segundo pesquisa
Lesmas-do-mar que vivem na Antártida estão sendo afetadas pelo alto nível de acidez das águas marinhas, segundo uma nova pesquisa científica.
Uma equipe internacional de cientistas descobriu que a concha das lesmas está sendo corroída pela água do mar.
Segundo especialistas, a descoberta é importante para se determinar o impacto da acidificação do oceano na vida marinha.
Os resultados foram publicados na revista científica Nature Geoscience.
Ecossistemas
As lesmas-do-mar são importantes na cadeia dos alimentos dos oceanos. Além disso, elas são um bom indicador de quão saudável está o ecossistema.
"Eles são um item importante para diversos predadores – como plânctons maiores, peixes, pássaros, baleias", diz Geraint Tarling, que é coautor do estudo e diretor de Ecossistemas Oceânicos da entidade britânica de pesquisas British Antarctic Survey.
Imagens de Limacina helicina antarctica (a partir do qual o perióstraco foi removido) mostrando os diferentes níveis de dissolução. a) e b) animal, Intacto sem quaisquer indícios de dissolução. c, Nível I: a camada superior prismático ligeiramente dissolvida. d, Nível II: a camada prismática parcialmente ou completamente ausente e a matriz lamelar parcialmente exposta com porosidade crescente na camada superior cristalino. e, f, Nível III: a matriz cruzada lamelar mostrando sinais de dissolução através de grandes áreas do escudo, e a casca se tornando mais frágil devido à fragmentação.
O estudo foi um projeto de pesquisadores da BAS, da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), a US Woods Hole Oceanographic Institution e da faculdade de ciências ambientais da Universidade de East Anglia.
A acidificação do oceano ocorre devido à queima de combustíveis fósseis. Parte do dióxido de carbono que está na atmosfera é absorvido pelo oceano. Esse processo altera a composição química da água, que fica mais ácida.
Os dados foram coletados em uma expedição do barco Southern Ocean, em 2008. Os cientistas analisaram o que acontece quando a água marinha do fundo é empurrada para a superfície por ventos.
Essa água é mais ácida e acaba corroendo a aragonita – a substância que forma as conchas das lesmas-do-mar e o perióstraco, ou periostracum, que é a camada mais externa da concha de um molusco ou de braquiópode, similar a uma película de espessura variável, composta unicamente de material orgânico.
"As lesmas-do-mar não necessariamente morrem por conta da corrosão nas suas conchas, mas isso as deixa mais vulneráveis a predadores e a infecções, o que tem consequências no resto da cadeia de alimentação."
Tarling disse que o estudo ainda é um piloto para outras pesquisas que virão, mas que ele já forneceu dados importantes sobre como o ecossistema reagirá a mudanças futuras no oceano.
"Foram necessários vários anos para que desenvolvêssemos uma técnica sensível o suficiente para que analisássemos o exterior das conchas, com auxílio de microscópios de alta potência, já que as conchas são muito finas e os padrões de dissolução são muito súteis", afirmou o pesquisador.



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

DE QUANTAS SENHAS VOCÊ PRECISA SE LEMBRAR POR DIA?

Excesso de senhas provoca irritação e "fadiga" em usuários!
 Talvez você comece com as senhas para destravar o celular e para ligar o computador da empresa. Na internet, usará senhas para acessar e-mail, Facebook, Twitter, sites de comércio online e assinaturas de sites de notícias. No meio do dia, é hora de lembrar o código do vale-refeição ou do cartão de crédito. Vai sacar dinheiro? Usará a senha alfabética exigida por alguns caixas eletrônicos.
Essa profusão de códigos que somos obrigados a memorizar abre debates sobre segurança online e já ganhou até nome: "password fatigue" ou "password overload" (fadiga ou sobrecarga de senhas, em tradução livre).
Uma pesquisa de agosto da empresa de tecnologia Janrain, feita com 2,2 mil americanos, apontou que 58% dos entrevistados têm cinco ou mais senhas para lembrar, e 30% têm dez senhas.
Mais de um terço deles declarou que preferiria cumprir uma tarefa doméstica – lavar roupa ou limpar o banheiro – a criar um novo cadastro de login e senha.
‘Dor de cabeça’
A atriz brasileira Marianna Armellini se inclui entre as que preferem lavar roupa a inventar uma nova senha. "Anoto as senhas e depois não lembro onde anotei. Entro em pânico se não vejo aquele campo de 'esqueceu a senha'", diz à BBC Brasil.
Algumas das coisas que mais a irritam: memorizar as senhas de sites pouco acessados, como os de milhagem, e aquela autenticação feita por perguntas e respostas. "Como vou lembrar o nome da minha professora preferida do primário?", brinca.
Pesquisa nos EUA aponta que 58% dos entrevistados têm cinco ou mais senhas para memorizar
As senhas acabaram virando tema de um programa humorístico do grupo cênico As Olívias, do qual Marianna faz parte. No vídeo, disponível no YouTube, a personagem dela fica em apuros ao esquecer a senha do cartão durante uma compra – seria a combinação da data da primeira menstruação e do número do sutiã, ou a data do término do casamento?
"Tenho um amigo que, depois que esqueceu a senha para destravar seu iPhone, precisou trocar de telefone! É uma dor de cabeça, porque toda a sua vida está (no aparelho)", conta Marianna.
A professora de inglês Ana Bailune, de 47 anos, de Petrópolis (RJ), diz que as senhas a confundem "a ponto de eu ter que telefonar ao meu marido durante as compras para que ele me ajude a lembrar a senha dos cartões de crédito".
Ela usa com frequência quase dez senhas, entre celular, e-mail, cartões, sites de compras, conta no banco e blogs.
"Uma vez, tentei associar os números a eventos reais, como datas de aniversário, números de casas onde moramos, etc. Não deu certo. Pensava: 'de quem era mesmo o aniversário? Ah, da minha mãe! mas quando é o aniversário dela?'"
Segurança
"Senhas me confundem a ponto de eu ter que telefonar ao meu marido durante as compras para que ele me ajude a lembrar a senha dos cartões de crédito"
Ana Bailune, professora
Para alguns especialistas, essa sobrecarga se dá porque a internet originalmente não foi pensada para conter tantos dos nossos dados pessoais.
Como hoje uma grande parte da nossa vida está sob esses códigos, quão seguros eles são - ou deveriam ser?
Joseph Bonneau, que estudou senhas e segurança cibernética na Universidade de Cambridge, diz que muitas das senhas escolhidas pelas pessoas são extremamente fracas, como ABCDE. Ainda assim, ele não acha que o tema deva ser encarado com paranoia.
"Minha sugestão é ter senhas bem seguras para coisas importantes, como o cartão de banco e e-mail." Nesses casos, diz, vale evitar números associados à sua vida e apostar em em combinações aleatórias de letras e números que, como serão usadas com frequência, acabarão sendo memorizadas.
Para cadastros menos importantes, senhas simples bastam, diz ele.
Outra sugestão de Bonneau é usar "password managers" (gerenciadores de senha), programas que, sob uma única senha mestra, geram códigos para as demais senhas que você precisar. Basta, então, memorizar a senha mestra.
A ideia não é unânime entre os analistas, até porque, caso você esqueça a senha mestra, terá uma grande dor de cabeça.
Alguns sites exigem senhas que desafiam o poder de memória dos usuários
Mas atenção: Bonneau lembra que de nada adiantam essas precauções se o seu computador estiver infectado com programas malignos como "keyloggers", que "leem" tudo o que for digitado ou clicado. Aí, por melhor que seja a sua senha, ela será lida pelo hacker.
Para se prevenir, evite digitar senhas importantes em computadores de lan-houses e, no computador pessoal, tome cuidado ao instalar programas e mantenha antivírus e atualizações em dia.
Sites ‘confusos’
Um empecilho extra é que, mesmo que usuários queiram criar senhas simples, muitas vezes são forçados pelos sites de cadastro a montar combinações difíceis de letras maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais.
A professora Cristina Asperti, 58 anos, de São Paulo, já desistiu de fazer compras em muitos sites por não se lembrar das senhas. "Os sites estão mais confusos do que eles imaginam e mais difíceis do que deveriam", opina.
Em casos assim, será muito perigoso anotar as senhas, para não ter que memorizá-las?
                      Com tantos códigos, muitos acabam recorrendo à opção de 'esqueci minha senha'

"O que você tem que se perguntar é: de quem quer se proteger?", afirma o brasileiro Dinei Florencio, pesquisador na Microsoft Research. "Se o risco maior for o de encontrarem a anotação em sua casa, então não anote. Mas se o agressor em potencial for remoto, não há problema em anotar."
Ele diz que muitos previram a extinção do sistema de senhas online, mas este sobrevive porque traz vantagens: "É conveniente, amigável ao usuário e as pessoas já conhecem seu mecanismo".
Joseph Bonneau acredita que, na próxima década, talvez precisemos memorizar menos senhas, já que alguns sites começam a fazer logins integrados (ou seja, com um mesmo cadastro você acessa mais de um site).
Quanto a sistemas alternativos de verificação – biométricos, por exemplo –, Florencio acha que eles demorarão a ser aplicados em grande escala. Um dos motivos é que demandariam que usuários instalassem softwares, câmeras, leitores...
"Até que outros sistemas sejam igualmente amigáveis, será difícil substituir as senhas", opina ele. "E acho que seus inconvenientes ainda são pequenos em comparação aos benefícios e ao controle que elas proporcionam aos usuários."
BBC