Esta foto foi escolhida pela BBC 28 de setembro, 2012 como uma das 20 mais bonitas

Sejamos proativos nas questões relacionadas às mudanças climáticas, pois não seremos poupados de seus efeitos devastadores a curto e longo prazo.
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

SALAMANDRA MANCHADA - O PRIMEIRO VERTEBRADO A APROVEITAR A ENERGIA SOLAR



Os animais são estranhos. Eles ignoram a fonte abundante de energia acima de suas cabeças - o sol, e eles preferem obter energia pelo trabalhoso método de comer e digerir comida. Por que não fazem como as plantas, e usam a luz do sol?
Bom, alguns animais fazem, como os corais que têm algas (que por sua vez produzem açúcares), além de um monte de animais que copiaram esta ideia, por exemplo esponjas e lesmas-do-mar. Tem também a vespa que converte luz solar em eletricidade. Existe até a suspeita de que alguns afídios aproveitam a luz solar de alguma forma.
Mas, se você olhar esta lista, vai ver que nenhum deles é um vertebrado. Até agora, não se conhecia nenhum vertebrado que aproveitasse a luz solar. Recentemente, um suspeito de longa data, a salamandra manchada, Ambystoma maculatum, foi confirmada como um animal que aproveita a luz solar.
Já se sabia, pelo menos desde 1888, que as salamandras tinham um relacionamento com as algas Oophila amblystomatis. A salamandra coloca seus ovos na água, e as algas os colonizam.
E é um relacionamento que tem todo jeito de ser simbiótico, ou seja, os dois ganham vantagens sobre ele. Os embriões liberam seus dejetos que são aproveitados pelas algas que, com os dejetos e a luz do sol, produzem oxigênio. E é um relacionamento tão importante que os embriões que têm pouca ou nenhuma alga morrem com frequência.
Salamandra Manchada (Ambystoma maculatum), em um relacionamento de longo prazo com algas (Imagem: Michael Redmer/Getty)
Em 2011, os cientistas fizeram nova descoberta: a alga estava entrando dentro dos embriões, e, em alguns casos, dentro das células dos embriões. Provavelmente, os embriões estavam pegando mais do que oxigênio das algas – estavam pegando a glucose produzida por elas. Em outras palavras, as algas estavam funcionando como geradores de energia interna para as salamandras.
Para testar esta hipótese, Erin Graham, da Universidade Temple, em Filadélfia, Pensilvânia (EUA) e seus colegas incubaram ovos de salamandra em água contendo carbono-14, radioativo. As algas usam este isótopo na forma de dióxido de carbono, produzindo glucose radioativa.
Graham descobriu que os embriões se tornaram radioativos – e não deveriam. Como estavam dentro dos ovos, tudo que eles precisavam do meio ambiente era oxigênio. O ovo continha, ou deveria conter, todo o nutriente que eles precisavam, e certamente não tinha carbono-14.
Graham descobriu também que, se os embriões se desenvolvessem no escuro, não se tornavam radioativos, comprovando que realmente era a atividade de fotossíntese das algas que estava fornecendo carbono-14 aos embriões.
Esta simbiose não é essencial, mas é importante, já que sem as algas a taxa de sobrevivência dos embriões é menor, e o crescimento deles é mais lento.
Ainda não se sabe como as algas entram nas células da salamandra, mas a descoberta abre a possibilidade para que existam outros vertebrados que se aproveitem da fotossíntese de forma semelhante. Todos os animais que põem ovos na água são bons candidatos. Algum outro anfíbio ou peixe pode estar fazendo isto, mas é pouco provável que uma ave ou mamífero esteja. As crias destes animais ficam seladas do ambiente durante seu desenvolvimento. [NewScientist]

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

NASA ENCONTRA EVIDÊNCIAS DE UM ANTIGO LAGO EM MARTE



Uma nave espacial norte-americana que orbita Marte encontrou evidências da existência de um antigo lago de cratera alimentado por águas subterrâneas, o que respalda as teorias de que o planeta vermelho pode ter abrigado vida, informou a NASA este domingo.
Informações obtidas pelo espectrômetro da NASA Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) mostram vestígios de carbonato e minerais de argila, geralmente formados na presença de água, na parte inferior da cratera McLaughlin, a 2,2 quilômetros de profundidade.
As setas apontam para camadas de minerais de argila e carbonato em áreas que podem ter abrigado lago em Marte (Foto: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona)
"Estas novas observações sugerem a formação de carbonatos e argila em um lago alimentado por águas subterrâneas na bacia fechada da cratera", informou a NASA sobre as descobertas, publicadas na edição online da revista Nature Geoscience.
"Algumas pesquisas propõem que o interior da cratera captura na água", disse a agência espacial norte-americana e acrescentou que "na zona subterrânea poderia ter havido ambientes úmidos e potenciais hábitat".
Foto da superfície de Marte obtida com câmera do robô Curiosity
"A cratera carece de canais de grande afluência, por isso, o lago era provavelmente alimentado por águas subterrâneas", disseram os cientistas.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

NÍVEL DO MAR SUBIU SETE CENTÍMETROS NOS ÚLTIMOS 20 ANOS



Cientista afirma que novos dados são os mais confiáveis conseguidos até agora
Contribuição da fusão do gelo da Groenlândia e Antártida para o aumento do nível do mar é de 0,59 milímetros por ano
Nos últimos anos, a comunidade científica publicou pelo menos 29 estimativas diferentes sobre a quantidade de camadas de gelo que tem contribuído para a subida do nível do mar. Os resultados oscilavam entre 1,9 e os 0,2 milímetros anuais.
A nova estimativa, realizada por alguns dos mais prestigiados cientistas do clima e recentemente publicada na «Science», situa a contribuição da fusão do gelo da Groenlândia e Antártida em 0,59 milímetros por ano, em média, desde 1992.
O estudo refere que os níveis globais do mar subiram 3,3 milímetros por ano durante esse período de tempo, o que faz com que o aumento seja de aproximadamente sete centímetros nas duas últimas décadas.
Andrew Shepherd, investigador da Universidade de Leeds (Reino Unido) e autor principal do estudo, referiu em videoconferência com jornalistas que estas estimativas de perda de gelo nas camadas continentais “são as mais confiáveis realizadas até agora”.
O investigador acrescenta que o estudo “acaba com 20 anos de incertezas acerca das alterações nas massas de gelo da Groenlândia e Antártida”. Este registo pretende, também, servir de base de referência para estudos futuros.
A investigação examina os três métodos que se utilizaram para medir o degelo por distintos grupos e estabelece critérios comuns que permitem aos cientistas descartar algumas observações atípicas e demonstrar que os resultados obtidos são corretos.

2012 FOI UM DOS DEZ ANOS MAIS QUENTES DESDE 1880, SEGUNDO A NASA

O ano de 2012 foi um dos dez mais quentes desde 1880, seguindo a continuada subida de temperaturas globais, segundo uma revisão anual das temperaturas médias da Terra feita pelo Instituto Goddard de Estudos Espaciais, da NASA e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). O ano de 1998 foi considerado o nono mais quente em 132 anos.
O instituto, sediado em Nova Iorque, comparou a média da temperatura global desde meados do século XX. A comparação mostra que a Terra continua a sofrer temperaturas mais quentes do que há várias décadas. No entanto, há uma discrepância face à NOAA, já que a NASA apontou 2012 como o nono mais quente desde o início dos registros, em 1880, enquanto a NOAA avaliou-o com o décimo mais quente.
2012 foi o 36º ano consecutivo com temperaturas superiores à média
A temperatura da superfície global em 2012, incluindo terra e água, foi 0,56 graus centígrados superior à média registrada entre 1951 e 1980 – o que foi suficiente para causar um aumento nas máximas extremas.
O ano passado foi também o 36º ano consecutivo com temperaturas superiores à média do século XX na Terra, segundo os investigadores da NASA e da NOAA.
“Mais um ano em números, em si, não significa muito”, referiu o climatologista Gavin Schmidt, do Instituto Goddard, segundo se lê na página da NASA. Tendo em conta que o termómetro global tem estado mais ou menos estabilizado nos últimos dez anos, mas e “esta década é mais quente do que a anterior, e aquela foi mais quente do que a precedente. O planeta está a aquecer porque estamos a enviar quantidades crescentes de dióxido carbono (CO2) para a atmosfera”, continuou.
A NOAA sublinha no seu relatório que muitas regiões do mundo ficaram mais quentes do que a média em 2012, o que inclui a maior parte das Américas, da Europa, da África e da Ásia.
O estudo das duas agências pode ser visto aqui.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

CRÂNIOS DEFORMADOS SÃO ACHADOS EM CEMITÉRIO ANTIGO NO MÉXICO

Segundo especialista, os povos mesoamericanos costumavam deformar o crânio de determinados grupos em sua civilização para diferenciá-los na sociedade.
No norte do México, um cemitério com cerca de mil anos de idade foi descoberto por arqueólogos próximo ao povoado de Onavas. As informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Antropologia e História do país constam que no local foram enterradas 25 pessoas, sendo que 13 delas possuem deformações cranianas curiosas.
Segundo análises, também foi descoberto que cinco corpos possuem mutilações dentárias e que somente um esqueleto do cemitério era de uma mulher.
De acordo com uma das responsáveis pela exploração da área, Cristina Garcia, da Universidade Estadual do Arizona, nos EUA, afirmou que os povos mesoamericanos costumavam deformar o crânio de determinados grupos em sua civilização para diferenciá-los na sociedade.
Os povos mesoamericanos costumavam deformar o crânio de determinados grupos em sua civilização para diferenciá-los na sociedade.
Os arqueólogos puderam observar que o sítio onde o cemitério foi achado possui características únicas, pois misturam elementos de diferentes culturas do norte do país.
Entre os 25 corpos encontrados, oito eram de adultos enquanto 17 eram de menores em uma faixa etária que varia entre cinco meses de idade e 16 anos. A quantidade significativa de crianças nos túmulos pode de indicar que suas mortes podem ter sido provocadas justamente pela prática de deformação craniana.
“Isso pode ser confirmado pelas evidências encontradas no cemitério de Sonora, em que os cinco corpos com mutilação dentária eram de pessoas com mais de 12 anos”, completa. De todos os esqueletos, apenas oito pertenciam a adultos: os demais eram de crianças a partir de 5 meses até adolescentes de 16 anos – e o fato de não terem sido detectadas doenças aparentes sugere que vários morreram justamente por causa de uma prática de deformação craniana feita de modo descuidado.
 “Deformação craniana em culturas mesoamericanas era usada para diferenciar um grupo social, e para propósitos de rituais, enquanto a mutilação dentária em culturas como a de Nayarit era vista como um rito de passagem para a adolescência”, explica a arqueóloga Cristina Garcia Moreno, diretora do projeto que encontrou o cemitério.
Embora os acessórios e as deformações tivessem um caráter de distinção, “nesse caso você não consegue reconhecer qualquer diferença social, pois os enterros parecem ter as mesmas características”, explica a arqueóloga. “Também não conseguimos determinar por que alguns usavam ornamentos e outros não, ou por que, entre os 25 esqueletos, apenas um era de mulher”. Assim, os restos, que datam do ano 943, ainda guardam muitos mistérios.[PastHorizons] [io9]