Esta foto foi escolhida pela BBC 28 de setembro, 2012 como uma das 20 mais bonitas

Sejamos proativos nas questões relacionadas às mudanças climáticas, pois não seremos poupados de seus efeitos devastadores a curto e longo prazo.
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

OURIÇOS-DO-MAR PODEM APONTAR SAÍDA PARA CAPTURA DE CO2

A capacidade natural dos ouriços-do-mar de absorver gás carbônico pode ser um modelo para a captura e armazenagem efetivas do CO2, dizem pesquisadores britânicos.
Uma equipe de cientistas da Newcastle University, em Newcastle, Inglaterra, descobriu por acaso que os ouriços usam o metal níquel para transformar dióxido de carbono (CO2) em carbonato de cálcio, um elemento que faz parte da constituição de conchas.
Eles dizem que a técnica pode ser usada para transformar emissões de usinas de energia em carbonato de cálcio, uma substância inofensiva.
Seu estudo foi publicado na revista científica Catalysis Science and Technology.
Muitas criaturas marinhas convertem o CO2 presente na água em carbonato de cálcio.
Espécies como mariscos, ostras e corais usam o cálcio para fazer suas conchas e esqueletos.
Acaso
Quando a equipe da Newcastle University observou as larvas dos ouriços-do-mar, descobriu que havia altas concentrações de níquel em seus esqueletos externos.
Trabalhando com partículas minúsculas do metal, os pesquisadores descobriram que quando adicionavam níquel a uma solução contendo CO2 e água, o níquel removia completamente o CO2.
"É um sistema simples", disse Lidija Siller, uma das integrantes da equipe responsável pelo estudo. "Você injeta bolhas de CO2 na água onde você tem as nanopartículas de níquel e você está capturando muito mais carbono do que você normalmente faria - e depois você pode facilmente transformá-lo em carbonato de cálcio".
"Parece bom demais para ser verdade, mas funciona", ela acrescentou.
No momento, a maioria das propostas para captura e armazenagem de carbono (em inglês Carbon Capture and Storage, ou CCS) se baseiam em torno da ideia de capturar CO2 de usinas elétricas ou químicas e bombear o gás para o subsolo, onde ficaria armazenado em antigos poços de petróleo ou formações rochosas.
Ouriço do Mar pode servir de modelo para absorção de gás carbônico, dizem cientistas.
Mas ainda há dúvidas quanto à possibilidade de que o carbono armazenado vaze para a atmosfera novamente.
Os pesquisadores de Newcastle dizem que uma abordagem alternativa seria "trancar" o CO2 em outra substância, como o carbonato de cálcio ou carbonato de magnésio.
Isso já pode ser feito usando-se uma enzima chamada anidrase carbônica, mas é o método é muito caro.
Falando à BBC, o pesquisador Gaurav Bhaduri, principal autor do estudo da Newcastle University, explicou que usar o níquel seria uma opção muito mais econômica.
"A beleza do catalizador níquel é que ele continua trabalhando independentemente do pH e, por conta de suas propriedades magnéticas, pode ser capturado novamente e reutilizado várias vezes", ele explicou.
"Também é muito barato, mil vezes mais barato do que a anidrase carbônica. E o subproduto - o carbonato - é útil e não causa danos ao meio ambiente".
Calcula-se que o carbonato de cálcio constitua 4% da crosta terrestre.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

ABDUÇÃO

FUI ABDUZIDO PELA MINHA MOTO, ELA ME FORÇOU A PASSAR AS FÉRIAS DE VERÃO COM ELA!!! POR FAVOR NÃO ENTRE EM CONTATO COM AS AUTORIDADES, ESTOU BEM!
Irresistível

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O PRÉ-SAL E UM DOS 14 PROJETOS MAIS POLUENTES DO MUNDO.

O Greenpeace divulgou um relatório nesta semana listando os 14 projetos mais poluentes do mundo. Segundo a ONG, se esses projetos entrarem em operação, ficará difícil para o planeta reverter a tendência de aumento das médias de temperatura no mundo. O documento estima que os novos projetos devem aumentar as emissões globais de gases de efeito estufa em 20% até 2020.
Um dos 14 projetos destacados é brasileiro: a exploração de petróleo no pré-sal. Segundo o relatório, o pré-sal deve emitir mais de 330 milhões de toneladas de CO2 por ano – uma quantidade equivalente ao total de emissões da África do Sul. Além disso, o Greenpeace acredita que a exploração de petróleo em águas profundas é arriscada, com alta probabilidade de vazamentos, e ameaça a vida marinha da costa brasileira, incluindo recifes de corais e baleias jubarte. O desastre no Golfo do México e o recente vazamento da Chevron são citados como exemplos do dano que um grande vazamento em águas profundas poderia causar.
Os 14 projetos mais poluentes no mundo atual
Além do pré-sal, o documento destaca a expansão do carvão na China, a exploração de petróleo no Golfo do México e os projetos para se explorar petróleo e gás na Ártico – possíveis graças ao derretimento das geleiras no Polo Norte. O documento também questiona o plano do governo da Austrália de exportar carvão, a produção de petróleo e gás no Mar Cáspio e a produção de petróleo no Iraque pós-guerra.
Confira o relatório na íntegra, em inglês: Point of no return.
Gráfico: Época. Fonte: Greenpeace

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

DESCOBERTO EM MARTE O LEITO SECO DE UM RIO DE 1.500 KM DE EXTENSÃO



Os astrônomos da ESA, a Agência Espacial Europeia, liberaram imagens 3D incríveis da parte superior da região Reull Vallis, de Marte, que revelam o leito seco de um rio de 1.500 km de comprimento.
Originalmente, o rio, que em partes tinha 7 km de largura e 300 metros de profundidade, corria das serras de Promethei Terra para a enorme bacia Hellas. Para comparar, o Rio Amazonas tem a largura máxima de 11 km (estação da seca) a 50 km (estação das chuvas), com 100 metros de profundidade.
As câmeras estereoscópicas a bordo do Mars Express também revelaram numerosos tributários que alimentavam o rio gigantesco.
À direita das imagens, podem ser vistas as montanhas de Promethei Terra, elevando-se a 2.500 metros acima das regiões planas ao redor, uma paisagem não muito diferente de outras do nosso planeta.
A equipe de cientistas da Mars Express informou que o rio tinha água em abundância entre 3,5 e 1,8 bilhões de anos atrás, durante o período Hesperiano.
Depois, começou o período “Amazoniano”, que invadiu o Reull Vallis com uma geleira. Esta geleira escavou o vale em que o rio estava, empurrando detritos e gelo, e causando as bordas vivas que podem ser vistas nas imagens.
Reunindo os dados dos robôs e sondas da NASA e ESA, percebe-se que Marte sofreu os mesmos processos geológicos que aconteceram na Terra.
Geólogos planetários acreditam que o Reull Vallis é idêntico a outros vales glaciais da Terra, como o que pode ser visto no Yosemite, EUA. A certo ponto, Marte pode ter se parecido com isto:
Muito mais tarde, o vale sofreu o impacto de meteoros, originando as crateras que podem ser vistas nas imagens abaixo. Acredita-se que elas e outros aspectos da paisagem podem conter bastante gelo.[ESA, Gizmodo]
Vista aérea, em cor natural
Vista em perspectiva, mostrando um tributário conectando com o rio, no meio da imagem
As setas na foto destacam o rio e um dos seus tributários
O Reull Vallis em uma vista de perspectiva, com uma cratera preenchida de sedimentos em primeiro plano
Imagem estereoscópica, para quem tiver óculos anaglíficos (lente esquerda vermelha, lente 
direita azul ou ciano) para ver em 3D

SALAMANDRA MANCHADA - O PRIMEIRO VERTEBRADO A APROVEITAR A ENERGIA SOLAR



Os animais são estranhos. Eles ignoram a fonte abundante de energia acima de suas cabeças - o sol, e eles preferem obter energia pelo trabalhoso método de comer e digerir comida. Por que não fazem como as plantas, e usam a luz do sol?
Bom, alguns animais fazem, como os corais que têm algas (que por sua vez produzem açúcares), além de um monte de animais que copiaram esta ideia, por exemplo esponjas e lesmas-do-mar. Tem também a vespa que converte luz solar em eletricidade. Existe até a suspeita de que alguns afídios aproveitam a luz solar de alguma forma.
Mas, se você olhar esta lista, vai ver que nenhum deles é um vertebrado. Até agora, não se conhecia nenhum vertebrado que aproveitasse a luz solar. Recentemente, um suspeito de longa data, a salamandra manchada, Ambystoma maculatum, foi confirmada como um animal que aproveita a luz solar.
Já se sabia, pelo menos desde 1888, que as salamandras tinham um relacionamento com as algas Oophila amblystomatis. A salamandra coloca seus ovos na água, e as algas os colonizam.
E é um relacionamento que tem todo jeito de ser simbiótico, ou seja, os dois ganham vantagens sobre ele. Os embriões liberam seus dejetos que são aproveitados pelas algas que, com os dejetos e a luz do sol, produzem oxigênio. E é um relacionamento tão importante que os embriões que têm pouca ou nenhuma alga morrem com frequência.
Salamandra Manchada (Ambystoma maculatum), em um relacionamento de longo prazo com algas (Imagem: Michael Redmer/Getty)
Em 2011, os cientistas fizeram nova descoberta: a alga estava entrando dentro dos embriões, e, em alguns casos, dentro das células dos embriões. Provavelmente, os embriões estavam pegando mais do que oxigênio das algas – estavam pegando a glucose produzida por elas. Em outras palavras, as algas estavam funcionando como geradores de energia interna para as salamandras.
Para testar esta hipótese, Erin Graham, da Universidade Temple, em Filadélfia, Pensilvânia (EUA) e seus colegas incubaram ovos de salamandra em água contendo carbono-14, radioativo. As algas usam este isótopo na forma de dióxido de carbono, produzindo glucose radioativa.
Graham descobriu que os embriões se tornaram radioativos – e não deveriam. Como estavam dentro dos ovos, tudo que eles precisavam do meio ambiente era oxigênio. O ovo continha, ou deveria conter, todo o nutriente que eles precisavam, e certamente não tinha carbono-14.
Graham descobriu também que, se os embriões se desenvolvessem no escuro, não se tornavam radioativos, comprovando que realmente era a atividade de fotossíntese das algas que estava fornecendo carbono-14 aos embriões.
Esta simbiose não é essencial, mas é importante, já que sem as algas a taxa de sobrevivência dos embriões é menor, e o crescimento deles é mais lento.
Ainda não se sabe como as algas entram nas células da salamandra, mas a descoberta abre a possibilidade para que existam outros vertebrados que se aproveitem da fotossíntese de forma semelhante. Todos os animais que põem ovos na água são bons candidatos. Algum outro anfíbio ou peixe pode estar fazendo isto, mas é pouco provável que uma ave ou mamífero esteja. As crias destes animais ficam seladas do ambiente durante seu desenvolvimento. [NewScientist]