Esta foto foi escolhida pela BBC 28 de setembro, 2012 como uma das 20 mais bonitas

Sejamos proativos nas questões relacionadas às mudanças climáticas, pois não seremos poupados de seus efeitos devastadores a curto e longo prazo.
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quinta-feira, 6 de junho de 2013

ESTÁ A HUMANIDADE FICANDO MAIS ESPERTA OU MAIS BURRA COM O PASSAR DO TEMPO? AMBAS AS RESPOSTAS PODEM ESTAR CORRETAS.



Enquanto as pontuações de QI estão subindo a um ritmo notável, o potencial genético subjacente dos seres humanos para inteligência pode estar em declínio, sugere um novo estudo.
Os resultados são controversos. Ainda assim, o estudo destaca o problema com a medição da inteligência ao longo do tempo: a inteligência não pode ser definida como uma coisa só. O que torna uma pessoa inteligente na savana africana poderia ser quase inútil nos centros financeiros de Hong Kong, por exemplo.
“A inteligência não está simplesmente descendo ou subindo”, disse Michael Woodley, psicólogo da Universidade de Umea, na Suécia, que liderou a nova pesquisa. “Diferentes partes da inteligência podem estar mudando de muitas maneiras diferentes.”
Você é mais inteligente do que a sua avó?


O mundo está cheio de evidências de que os humanos modernos sabem muito mais coisas do que os seus antepassados.
Além dos muitos avanços tecnológicos, há outro indício de que os seres humanos estão ficando mais espertos. É o chamado efeito Flynn, em homenagem ao pesquisador James Flynn, professor emérito da Universidade de Otago, na Nova Zelândia.]
Desde o QI, ou quociente de inteligência, os testes foram revistos e padronizados várias vezes nos últimos 100 anos. Para ver o efeito Flynn, os cientistas têm seus voluntários testados com as gerações anteriores. Flynn e seus colegas descobriram que em todo o mundo, as novas gerações obtiveram maior pontuação nos testes antigos do que os examinandos originais fizeram.
Os aumentos são poucos e variam de acordo com o local, mas tendem a ser em torno de três pontos de QI extras por década.
Flynn e muitos outros pesquisadores suspeitam que o aumento de QI é reflexo de um ambiente moderno. O QI é em parte hereditário e em parte ambiental; enriquecer o ambiente de uma criança com oportunidades para aprender fará com que ela tenha um QI mais elevado posteriormente. Uma melhor nutrição, maior escolaridade e maior estímulo também poderia explicar o efeito Flynn.
Se você perguntasse a alguém no século 19 a relação entre um cão e uma lebre, ele provavelmente veria algo concreto, com base em sua experiência da vida real com os dois animais, Woodley disse. “O cão caça à lebre” pode ser uma resposta típica.
Hoje, as pessoas são ensinadas a pensar mais abstratamente. A pessoa moderna seria mais propensa a dizer que ambos são mamíferos, por exemplo.
“Este tipo de heurística e os hábitos modernos de pensamento mudaram a forma como as pessoas se aproximaram de responder os testes de QI”, disse Woodley.
O outro lado da moeda
Polêmico estudo diz que estamos ficando mais burros
Mesmo que o efeito Flynn mostre que o QI vem aumentando, alguns pesquisadores defendem uma visão mais obscura. Os seres humanos não estão ficando mais inteligentes, dizem eles. Pelo contrário.
Em novembro de 2012, o pesquisador Gerald Crabtree publicou dois artigos na revista Trends in Genetics que sugerem que a inteligência da humanidade atingiu seu ápice entre 2.000 e 6.000 anos atrás. [Polêmico estudo diz que estamos ficando mais burros]
Crabtree baseou esta afirmação na genética. Cerca de 2.000 a 5.000 genes controlam a inteligência humana, ele estimou. À taxa na qual se acumulam mutações genéticas, Crabtree calculou que nos últimos 3.000 anos, toda a humanidade tem sofrido, pelo menos, duas mutações prejudiciais para estes genes determinantes para o intelecto. Nem toda mutação causará dano – genes vêm em pares, e algumas fragilidades causadas pela mutação podem ser encobertas pela metade saudável do par, mas o cálculo sugere que a inteligência é mais frágil do que parece.
Além disso, ele argumentou, a inteligência não é tão importante para os seres humanos evolutivamente hoje como era quando a espécie era caçadora. O homem moderno raramente enfrenta tais testes de vida ou morte que exigem inteligência, Crabtree escreveu.
Outra teoria sustenta que a capacidade genética para a inteligência da humanidade está em declínio por causa de um fenômeno chamado de acasalamento disgênico. Desde meados de 1800, o QI e a reprodução eram negativamente correlacionados, os estudos descobriram. As pessoas que são mais inteligentes têm menos filhos. Como a inteligência é parte genética, alguns pesquisadores argumentam que o QI deve estar caindo.
Em vez disso, os resultados estão subindo, criando um paradoxo entre as teorias.
Compreender o paradoxo da inteligência
Agora, Woodley e seus colegas acreditam ter resolvido esse paradoxo, e as notícias não são boas.
Olhando para trás na inteligência histórica, os pesquisadores não se focaram nos testes de QI, mas sim no tempo de reação. O tempo de reação simples (a quantidade de tempo que demora a se responder a um estímulo) é correlacionada com o QI, Woodley disse, e não é tão sensível a fatores culturais como os testes de QI são.
“A ideia é que os tempos de reação representam a sua capacidade de envolver-se em processamento cognitivo muito básico e elementar”, disse ele.
Na década de 1880, o cientista inglês  Sir Francis Galton mediu os tempos de reação de 2.522 homens e 888 mulheres a partir de uma ampla variedade de condições socioeconômicas. Ele descobriu que o tempo de reação médio dos homens a um estímulo era de 183 milissegundos, e de mulheres era de 187 ms.
Doze estudos semelhantes foram realizados após a década de 1940 e, por outro lado, encontraram um tempo médio de reação para os homens de 250 ms e para mulheres de 277 ms – algo notavelmente mais lento.
Woodley e seus colegas desenvolveram um trabalho recente, incluindo dados adicionais e combinando os estudos novos e antigos para ter certeza de que eles estavam medindo as mesmas coisas. Apesar do fato de que os temporizadores terem melhorado desde a década de 1880, Woodley está confiante de que as medidas de Galton são precisas. Galton usou uma máquina baseada no pêndulo para reações de tempo, e essas máquinas são geralmente precisas dentro de 10 ms.
Os dados de Galton também se comportam como o esperado. Por exemplo, os grupos com mais endogamia obtiveram um pior desempenho no teste de tempo de reação.
“Nós encontramos uma tendência muito grande com o passar do tempo e a queda na velocidade de reação”, disse ele, “o que é consistente com a ideia de que a genética tem influído na diminuição da inteligência da humanidade.”
O que isso sugere é que, mesmo com o aumento do QI com a educação e a saúde, a capacidade da humanidade para ficar mais esperta está diminuindo. Em essência, o efeito Flynn pode estar escondendo um declínio subjacente.
“Uma analogia seria usar sementes de baixa qualidade, mas fertilizantes de alta qualidade”, disse Woodley , referindo-se a ideia de que um ambiente de alta qualidade pode estar mascarando o declínio nos genes “inteligentes”.
Se for verdade, as razões são desconhecidas. As possibilidades vão desde a exposição a neurotoxinas na sociedade moderna até a seleção natural. [LiveScience]

O QUE É A FORÇA DA GRAVIDADE?



A gravidade é uma das quatro forças fundamentais da natureza, juntamente com as forças eletromagnética, forte e fraca.

As forças eletromagnéticas descrevem os fenômenos elétricos e magnéticos, as forças fracas são aquelas que explicam os processos de decaimento radiativo, tais como o decaimento nuclear e de várias partículas “estranhas”, e as forças fortes são aquelas responsáveis pelos fenômenos que ocorrem a curta distância no interior do núcleo atômico.
A gravidade é a força que atrai dois corpos um para o outro. Por causa dela, maçãs caem em direção ao solo, e os planetas do nosso sistema orbitam o sol. Quanto maior a massa de um objeto, mais forte sua atração gravitacional.
A gravidade é o que nos faz ter peso. Quando nos pesamos, a balança indica o quanto a gravidade está agindo em nosso corpo. A fórmula para determinar o peso de qualquer objeto ou pessoa é: peso é igual a massa vezes a gravidade. Na Terra, a gravidade é uma constante de 9,8 metros por segundo ao quadrado, ou 9,8 m/s².
Historicamente, filósofos como Aristóteles pensavam que objetos mais pesados aceleravam em direção ao chão mais rápido. Experimentos posteriores, no entanto, mostraram que este não era o caso. A razão pela qual uma pluma cai mais lentamente do que uma bola de boliche é por causa da resistência do ar, que atua na direção oposta à da aceleração devido à gravidade.
Newton, pai da gravidade
Sir Isaac Newton foi o físico que desenvolveu a Teoria da Gravitação Universal, na década de 1680. Ele descobriu que a gravidade atua sobre toda a matéria e é uma função de massa e distância.
Todo objeto atrai todos os outros objetos com uma força que é proporcional ao produto das suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas. A equação é geralmente expressa como:
“Fg = G (m1 ∙ m2) / r2” sendo que
  • Fg é a força gravitacional;
  • m1 e m2 são as massas dos dois objetos;
  • r é a distância entre os dois objetos;
  • G é a constante gravitacional universal.

A equação de Newton funciona muito bem para prever de que maneira objetos como os planetas do sistema solar se comportam.

Einstein, generalizador da gravidade

Newton publicou seu trabalho sobre a gravitação em 1687. Suas ideias reinaram como a melhor explicação até que Albert Einstein veio com a sua Teoria Geral da Relatividade, em 1915.
Na teoria de Einstein, a gravidade não é uma força, mas sim a consequência do fato de que deforma o espaço-tempo da matéria. Uma previsão da relatividade geral é que a luz se desvia em torno de objetos maciços.
Com sua brilhante ideia de que tempo e espaço são relativos e estão profundamente entrelaçados, Einstein acabou redefinindo a teoria de Newton, ligando massa e gravidade ao espaço-tempo.
Segundo a Teoria Geral da Relatividade, em alguns tipos de brinquedo comuns em parques de diversões, a rotação da máquina mantém as pessoas grudadas na cadeira pela força centrífuga, como se houvesse uma “gravidade artificial”. A gravidade real também funciona assim – o sol curva tanto o espaço ao seu redor que mantém a Terra em sua órbita, como se ela estivesse “grudada na cadeira” (a mesma ideia explica porque estamos “presamos” ao chão do planeta e não “caímos” para o espaço profundo – por causa da curvatura criada pela Terra no espaço ao seu redor).
Einstein também descobriu que, quanto maior a gravidade, mais lento é o ritmo da passagem do tempo. Por isso, ele chamou essa força de “curvatura no tecido espaço-tempo”.
Curiosidades
  • A gravidade na lua é cerca de 16% do que na Terra, Marte tem cerca de 38% da atração da Terra, enquanto o maior planeta do sistema solar, Júpiter, tem 2,5 vezes a gravidade da Terra.
  • Embora ninguém tenha “descoberto” a gravidade, reza a lenda que o famoso astrônomo Galileu Galilei fez alguns dos primeiros experimentos com gravidade, derrubando bolas da Torre de Pisa para ver quão rápido elas caíam.
  • Isaac Newton tinha apenas 23 anos e estava voltando da universidade quando percebeu uma maçã caindo em seu jardim e começou a desvendar os mistérios da gravidade (no entanto, é provavelmente um mito que a maçã tenha caído na sua cabeça – é mais possível que o acontecimento tenha apenas despertado a ideia no físico).
  • Uma das primeiras medidas da Teoria da Relatividade de Einstein foi o desvio da luz das estrelas perto do sol durante um eclipse solar em 29 de maio de 1919.
  • Buracos negros são estrelas maciças colapsadas com uma gravidade tão forte que nem a luz consegue escapar deles.
  • A Teoria Geral da Relatividade de Einstein é incompatível com a mecânica quântica, o conjunto de leis bizarras que governa o comportamento das partículas minúsculas, como fótons e elétrons, que compõem o universo.[LiveScience, UFRGS, Abril]

terça-feira, 14 de maio de 2013

TERIAS CORAGEM DE DAR UM MERGULHO NA PISCINA DO DIABO?

A famosa “Piscina do Diabo” fica situada nas Cataratas de Vitória na fronteira entre a Zâmbia e o Zimbabué. Confere o que estes amigos foram capazes de fazer nesta piscina natural, mais abaixo a seguir ao vídeo, podes ver algumas fotos.
Segue o vídeo:









segunda-feira, 13 de maio de 2013

DEVIDO A AUMENTO DAS TEMPERATURAS AS FLORESTAS VÃO CRESCER NO ÁRTICO

Investigação adianta que fenômeno terá impactos a nível global
Distribuição da distribuição no Ártico em 2050
Numa investigação agora publicada na «Nature Climate Change» sugere-se que o aumento das temperaturas vai conduzir a um massivo incremento da cobertura vegetal do Ártico. Os cientistas apresentam novos modelos que projetam um aumento de 50 por cento durante as próximas décadas. Mostram, também, que este fenômeno vai acelerar o ritmo do aquecimento global.
“Esta redistribuição generalizada da vegetação no Ártico terá impactos que se irão repercutir em todo o ecossistema global”, diz Richard Pearson, autor principal do estudo e investigador do Museu Americano de História Natural para a Biodiversidade e a Conservação.
O crescimento das plantas nos ecossistemas do Ártico aumentaram nas últimas décadas, uma tendência que coincide com o aumento das temperaturas, que chega quase ao dobro da taxa global. Os cientistas desenvolveram modelos que predizem estatisticamente os tipos de plantas que podem crescer sob determinadas condições meteorológicas.
Embora contenham um certo grau de incerteza, este tipo de modelos são uma forma eficaz de estudar o Ártico, visto que o clima extremo limita a variedade de plantas que pode nascer. Por isso, este sistema é mais simples para estabelecer modelos, se comparado com outros para regiões como os trópicos, por exemplo.
Os modelos revelam o potencial de redistribuição massiva da vegetação no Ártico tendo em conta o clima futuro, com uma mudança prevista em metade da vegetação e um aumento massivo da cobertura arbórea.
Na Sibéria, por exemplo, as árvores poderão espalhar-se a centenas de quilómetros a norte da linha que atualmente as delimita. “Estes impactos estendem-se muito além da região do Ártico”, diz Peason.“Por exemplo, algumas espécies de aves migram sazonalmente de latitudes mais baixas na procura de determinados habitats de espaço aberto que lhes permitam fazer nidificar no solo”.
Os investigadores analisaram igualmente as respostas climáticas a múltiplas alterações ecológicas. Descobriram, por exemplo, que o efeito de albedo (relativo à quantidade de luz refletida) terá maior impacto sobre o clima. Quando o Sol incide na neve, a maior parte da radiação é refletida de volta ao espaço. Mas quando chega a uma zona escura ou coberta de árvores ou arbustos é mais absorvida, fazendo com que a temperatura na zona aumente. E isto tem relação com o aquecimento global, pois, explicam os investigadores, quanto mais vegetação houver mais aquecimento se produzirá.
“Estudando a relação observada entre as plantas e o albedo, percebemos que as mudanças na distribuição da vegetação poderão provocar uma aquecimento maior do que o previsto”, diz o co-autor Scott Goetz, do Woods Hole Research Center.