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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

FÓRUM DE DAVOS AFIRMA QUE OS OCEANOS EM 2050 VÃO TER MAIS PLÁSTICO DO QUE PEIXES



Grupo considera necessária “uma reformulação total das embalagens e dos plásticos em geral”
Reciclagem de sacos plásticos ainda não é capaz de evitar que material chegue aos oceanos
O aumento da utilização de plásticos é de tal forma significativo que, em 2050, os oceanos terão mais detritos desse material do que peixes, alertou nesta terça-feira (19) o Fórum Econômico Mundial de Davos, que começa nesta quarta-feira naquela estância suíça.
“O sistema atual de produção, de utilização e de abandono de plásticos tem efeitos negativos significativos: entre US$ 80 bilhões e US$ 120 bilhões (entre 73 bilhões de euros e 109 bilhões de euros) em embalagens de plástico são perdidos anualmente. A par do custo financeiro, se nada mudar, os oceanos terão mais plásticos do que peixes [em peso] até 2050”, indicou um comunicado do fórum, que vai reunir até sábado (23) líderes mundiais e bilionários.
Essas conclusões têm como base um estudo da fundação da reconhecida velejadora britânica Ellen MacArthur, em parceria com a consultora McKinsey.
Segundo o relatório, a proporção entre as toneladas de plástico e as toneladas de peixe registradas nos oceanos era de 1 para 5 em 2014. Em 2025, será de 1 para 3 e em 2050 irá evoluir de 1 para 1.
O fórum considera necessária “uma reformulação total das embalagens e dos plásticos em geral”, bem como a procura de alternativas ao petróleo, principal matéria para a produção do plástico.
Caso não seja encontrada uma matéria alternativa, essa indústria irá consumir 20% da produção petrolífera em 2050.
Vários países tentam atualmente limitar o uso de sacos plásticos. Em Portugal, entrou em vigor em fevereiro de 2015 uma taxa (de 10 cêntimos) sobre os sacos plásticos leves.
A França quer proibir o uso único de sacos plásticos em março, enquanto o Reino Unido também aprovou uma legislação que exige que o uso de sacos plásticos seja sujeito a pagamento.

CINCO PLANETAS SE ALINHAM NO CÉU POR UM MÊS - MERCÚRIO, VÊNUS, MARTE, JÚPITER E SATURNO



Para ver o fenômeno raro, é preciso buscar um lugar onde o céu esteja bem escuro

Fanáticos por astronomia terão, a partir desta semana, uma oportunidade rara de acompanhar o alinhamento de cinco planetas.
É um evento bastante incomum, que começará nesta quarta-feira (20 de janeiro) e vai durar exatamente um mês, até 20 de fevereiro.
Pela primeira vez em 10 anos, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno poderão ser apreciados a olho nu, alinhados simultaneamente, entre o horizonte e a lua.
Considerando que a rotação em torno do Sol de cada planeta é diferente, esse é um fenômeno que pode ser considerado imperdível.
De acordo com o especialista Alan Duffy, da Universidade Swinburne, de Melbourne (Austrália), os planetas mais fáceis de serem vistos são Vênus e Júpiter.
"O grande desafio será Mercúrio", diz Duffy à publicação Australian Geographic.
Isso ocorre porque o planeta estará muito próximo ao horizonte, assim ele fica facilmente "escondido". Além disso, ele só aparece durante a madrugada.
O melhor momento para ver os cinco alienado é pouco antes do amanhece
As horas e os dias em que cada planeta podem ser vistos no céu variam conforme a localização na Terra.
A ordem da fila
O primeiro a aparecer será Júpiter. Devido ao seu brilho, será fácil de vê-lo, mesmo em áreas urbanas.
O Planeta Vermelho, Marte, virá em seguida; e Saturno estará mais abaixo, seguido de perto por Vênus.
O último será Mercúrio.
Especialistas de ambos os hemisférios, norte e sul, concordam que o melhor momento para ver os cinco alienhados é pouco antes do amanhecer.
O site Sky.org recomenda que, entre 27 de janeiro e 6 de fevereiro, as pessoas em todo o mundo usem a Lua como um guia para ver os planetas.
Os planetas estarão entre o satélite natural da Terra e o horizonte.
Alan Duffy recomenda procurar um horizonte aberto e um céu suficientemente escuro - cenário praticamente impossível de se encontrar em áreas urbanas.
Uma vez encontrado um lugar para observar o fenômeno, vale cruzar os dedos para que o céu e o horizonte estejam em condições ideais

Crise é oportunidade

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

NASA MOSTRAM QUAIS SÃO OS PAÍSES MAIS POLUÍDOS DO MUNDO



Nasa mostra, em laranja e vermelho, as áreas mais poluídas em 2014; em azul, aquelas com melhor ar

Imagens divulgadas pela Nasa revelam quais são os países mais poluídos do mundo – e quais partes do globo reduziram ou aumentaram suas emissões nos últimos dez anos.
Embora ainda estejam entre as áreas com o pior ar em todo o mundo, Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão apresentaram melhora entre 2005 e 2014, de acordo com as imagens da agência espacial americana.
No continente europeu, a queda da poluição chegou a até 50%, como resultado da maior restrição sobre os poluentes, mesmo em meio ao escândalo de fraudes no controle de emissões de veículos que abateu a Volkswagen, gigante do setor automotivo.
No Brasil, os mapas mostram que o quadro geral se manteve similar, ainda longe dos altíssimos lançamentos de gases ocorridos nas regiões mais desenvolvidas do mundo – porém, centros tradicionalmente mais poluídos, como a Grande São Paulo, continuam com altos e preocupantes índices, semelhantes às de outras metrópoles globais.
No mapa acima, de 2005, "área vermelha" era maior nos Estados Unidos e na Europa, mas menor no norte da China
Desde 2004, a Nasa monitora as emissões em todo o planeta por meio de um instrumento instalado em seu satélite Aura. Entre elas, as de dióxido de nitrogênio, resultado da queima de combustíveis fósseis, principalmente por carros, pela produção de energia e pela atividade industrial.
O gás se transforma no “mau” ozônio ao reagir com compostos orgânicos voláteis, quando exposto à irradiação solar. O resultado dessa mutação é o poluente respiratório mais presente no ar que respiramos – por isso, o dióxido de nitrogênio é usado, em geral, como indicador da qualidade do ar em geral, principalmente nas cidades grandes de países desenvolvidos ou em desenvolvimento.
“Ao monitorar do espaço as emissões de dióxido de nitrogênio, conseguimos ver os efeitos de fatores como a energia, políticas ambientais e até conflitos civis a qualidade do ar ao redor do globo”, afirmou, em comunicado divulgado pela Nasa, o cientista Bryan Duncan, que lidera o estudo no centro de voo espacial Goddard.
Mudanças na Europa entre 2005 e 2014; quanto mais forte é o azul, maior foi a queda nas emissões
Onde a poluição cresceu
Em países como China, Índia e parte do Oriente Médio, principalmente na região do Golfo Pérsico, locais cujas economias e atividade industrial estão em expansão, a poluição aumentou.
As imagens da Nasa, porém, mostram um movimento interessante no norte chinês, onde estão as cidades mais industrializadas e a produção de energia se torna cada vez mais intensa. Enquanto a área, em geral, apresentou um aumento considerável da emissão do gás, Pequim, a capital do país, registrou uma considerável redução.
Segundo Duncan, isso é resultado de uma maior pressão da crescente classe média de Pequim por um ar melhor – a metrópole é historicamente considerada uma das cidades mais poluídas do mundo, e imagens constantemente a mostram coberta sob uma nuvem de poeira e com parte de seus habitantes usando máscaras nas ruas.
Mapa mostra que emissões caíram entre 2005 e 2014 na Síria em guerra (área com manchas em azul) e avançaram no Iraque, que produz muito petróleo (onde há mais marcas vermelhas, à direita)
Os mapas da agência espacial americana mostram também os efeitos da movimentação demográfica, como a ocorrida por causa da guerra civil na Síria: enquanto os índices de dióxido de carbono caíram consideravelmente no país, principalmente em cidades maiores como a capital Damasco e Aleppo, as emissões cresceram nos países da vizinhança que mais receberam refugiados sírios.
Nos Estados Unidos, embora as emissões tenham sido reduzidas em geral, elas avançaram até 30% em algumas áreas de Estados como o Texas e a Carolina do Norte, onde há intensa produção de petróleo e gás natural.
 Áreas "vermelhas", mais poluídas, diminuíram nos EUA entre 2005 (acima) e 2014 (abaixo)