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sábado, 16 de janeiro de 2016

CIENTISTAS DIZEM TER ENCONTRADO ABISMO GIGANTESCO ESCONDIDO SOB O GELO DA ANTÁRTIDA



 Mapa, em inglês, mostra área onde ficaria cânion oculto na Antártida
Um vasto e desconhecido sistema de cânions pode estar escondido embaixo das geleiras da Antártida.
Sinais de sua presença foram encontrados nas formações da superfície do continente gelado, em uma região inexplorada chamada Terra da Princesa Elizabeth.
Se confirmada, em uma pesquisa geofísica formal que está em andamento, a rede sinuosa de cânions teria cerca de mil quilômetros de comprimento e, em alguns trechos, até 1 km de profundidade.
Essas dimensões fariam da formação algo maior que o famoso Grand Canyon, nos Estados Unidos.
"Sabemos, com base em outras áreas da Antártida, que as formas que o gelo assume na superfície são obviamente dependentes do que existe abaixo dele. Isso porque o gelo flui a partir dessas formações", explicou o pesquisador Stewart Jamieson, da Universidade de Durham, no Reino Unido.
"Quando olhamos para a Terra da Princesa Elizabeth a partir de dados de satélite, há aparentemente algumas características na superfície gelada que, para nós, lembram muito a existência de um cânion", continua o especialista.
"Nós rastreamos formações rochosas do centro da Terra da Princesa Elizabeth até a costa, no sentido norte. Trata-se de um sistema bastante substancial", afirmou ele à BBC.
Há ainda suspeitas de que a rede de cânions seja conectada a um lago subglacial, também desconhecido, que cobriria uma área de até 1,25 mil quilômetros quadrados.
A Terra da Princesa Elizabeth (Princess Elizabeth Land, no mapa em inglês) é uma das áreas menos exploradas da Antártida, e novo foco dos times internacionais de cientistas
A interpretação inicial que aponta a existência do sistema de cânions é baseada em informações de radar, colhidas em dois locais.
Esses radares conseguem ver através das camadas de gelo, chegando à cama de rochas abaixo delas.
A suspeita é consistente, afirma o professor do Imperial College London (Reino Unido), um dos integrantes da equipe.
"Descobrir um novo abismo gigantesco, que supera o Grand Canyon, é uma perspectiva tentadora", afirmou.
"Geocientistas na Antártida estão fazendo experimentos para confirmar o que nós estamos vendo nos dados iniciais, e esperamos anunciar nossas descobertas em um encontro do ICECAP2 (grupo de colaboração internacional que explora a área centro-leste da Antártida) no fim de 2016."
Pesquisas
A maior parte da Antártida é alvo de pesquisas geofísicas que têm registrado a topografia do continente.
Mas ainda há duas áreas ainda muito desconhecidas: a Terra da Princesa Elizabeth, onde se encontraria o cânion, e a Recovery Basin ("Bacia de recuperação", em tradução literal).
Aeronaves com sensores sobrevoam a Antártida para mapear topografia local (Foto: ICECAP2)
Ambas ficam no leste da Antártida e são agora alvo de intenso estudo.
Equipes internacionais – compostos por cientistas de Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, China e outros países – estão usando aeronaves com sensores para sobrevoar centenas de quilômetros quadrados da superfície gelada.
Quando o rastreamento estiver completo, os pesquisadores terão uma visão abrangente de como a paisagem da Antártida realmente é debaixo de todo o gelo.
Esse conhecimento é fundamental para tentar entender como o continente gelado pode reagir em um mundo mais quente, por exemplo.
Fonte: Jonathan Amos BBC News

COMO SURGIU O OXIGÊNIO NA TERRA?


Assim cientistas imaginam que a Terra fosse antes do surgimento do oxigênio.

Se você pudesse construir uma máquina do tempo e voltar ao passado distante da Terra, teria uma surpresa desagradável: não seria possível respirar. Sem a ajuda de equipamentos, você asfixiaria em questão de minutos.
Isso porque durante a primeira metade da vida de nosso planeta não havia oxigênio na atmosfera. O gás tão fundamental para a vida como conhecemos surgiu há apenas cerca de 2,4 bilhões de anos.
O "Grande Evento da Oxidação" foi uma das coisas mais importantes a acontecer neste planeta. Sem ele, jamais poderia haver animais respirando oxigênio, como insetos, peixes e, certamente, humanos.
Tapetes
Por décadas, cientistas trabalharam para entender como e por que o oxigênio surgiu. E eles suspeitam que a própria vida foi responsável por criar o ar que respiramos.
As mais recentes descobertas sugerem que a vida passava por uma tremenda transformação antes da "Grande Oxidação". Um salto evolucionário que ajuda a explicar o que conhecemos hoje.
Formada há 4,5 bilhões de anos, a Terra, na época da Grande Oxidação, já era habitada. Mas apenas por organismos unicelulares. Não está exatamente claro quando a vida começou no planeta, mas os fósseis mais antigos desses microrganismos datam de pelo menos 3,5 bilhões de anos atrás. Isso sugere que a vida já existia na terra há quase 1 bilhão de anos antes da "Grande Oxidação".
A grande oxidação transformou para sempre a vida na Terra.
Essas formas de vida simples são as grandes suspeitas do surgimento do oxigênio. Um grupo em particular se destaca: as cianobactérias. Esses microrganismos hoje em dia são conhecidos por formar "tapetes azuis ou verdes" em lagos e oceanos.
Suas ancestrais inventaram um truque que se tornou adotado por muitas outras espécies. Desenvolveram uma forma de tirar energia da luz do sol e usá-la para produzir açúcares da água e do dióxido de carbono.
O processo é conhecido como fotossíntese e hoje é a forma como todas as plantas do mundo de alimentam. Aquela árvore na esquina de sua casa está usando o mesmo processo químico desenvolvido por cianobactérias há bilhões de anos.
Do ponto de vista das bactérias, fotossínteses têm uma inconveniência: produzem oxigênio como dejeto. O gás em nada serve para elas, que então o liberam para o ar. Sendo assim, a explicação para a "Grande Oxidação é simples": cianobactérias bombearam oxigênio "rejeitado" para a atmosfera, transformando a Terra.
Mas se isso explica por que surgiu o oxigênio em nosso planeta, ao mesmo tempo não explica quando. Cianobactérias já habitavam a Terra bem antes da "Grande Oxidação", segundo especialistas. "Elas estão provavelmente entre os primeiros microrganismos que tivemos neste planeta", diz Bettina Schirrmeister, da Universidade de Bristol, no Reino Unido.
Cientistas afirmam que já havia cianobactérias há pelo menos 2,9 milhões de anos, devido a evidências da existência de "bolsões" isolados de oxigênio. Isso significa que as cianobactérias já bombeavam o gás pelo menos meio bilhão de anos antes de ele surgir na atmosfera. Como?
Uma explicação é que uma série de elementos em volta - possivelmente gases resultantes da atividade vulcânica - reagiram com o oxigênio e o "eliminaram". Schirrmeister, porém, afirma que pode ter sido uma questão de eficiência na produção das cianobactérias. "Alguma inovação evolucionária nas cianobactérias as ajudou a ter mais sucesso e importância no ecossistema".
Existem diversos tipos de cianobactérias.
Algumas cianobactérias mais modernas fizeram justamente isso: enquanto a vasta maioria das bactérias é unicelular, as cianobactérias são multicelulares. Células individuais se uniram para formar filamentos, como vagões de trem.
E vão além: algumas produzem células especializadas, uma versão simplificada do que acontece, por exemplo, com animais, que têm células especializadas para músculos, nervos e sangue.
Descendentes
Schirrmeister acredita que a multicelularidade pode ter sido um marco para os antepassados da cianobactérias, oferecendo vantagens. Nos anos mais primitivos da Terra, organismos unicelulares viviam em camadas lamacentas, que os cientistas chamam de tapetes.
Em cada um desses tapetes poderiam estar diversos tipos de cianobactérias junto com vários outros vizinhos. Uma cianobactéria multicelular teria uma vantagem clara para rivais: mais facilidade para se prender a rochas e resistir a movimentos.
Bactérias multicelulares modernas também se movimentam por seus tapetes, o que sugere uma habilidade também compartilhada com bactérias primordiais. Isso pode ter sido uma vantagem na luta pela sobrevivência. Em uma época que a terra não tinha a Camada de Ozônio, o planeta era bombardeado com radiação ultravioleta do sol.
"Em formações modernas, cianobactérias mudam de posição para se proteger dos raios solares. As cianobactérias multicelulares podem ter desenvolvido a habilidade de se posicionar de maneira ideal no tapete".
A ideia é interessante, mas para isso as cianobactérias tiveram que evoluir para organismos multicelulares antes da "Grande Oxidação". Schirrmeister passou os últimos anos tentando determinar quando. A pista está nos genes das bactérias. Examinando os genes compartilhados por espécies de cianobactérias e identificando pequenas diferenças entre eles, Schirrmeister construiu uma espécie de árvore genealógica das criaturas.
Plantas usam a luz do sol para fabricar açúcares, processo conhecido como fotossíntese.
A partir dali, ela concluiu, em estudo publicado em 2011, que a maioria das cianobactérias modernas descende de ancestrais multicelulares. Isso sugeriu que a multicelularidade é antiga, mas ainda não havia uma data.
Em um segundo estudo, publicado em 2013, Schirrmeister argumentou que a multicelularidade ocorreu pouco antes da "Grande Oxidação", quando as cianobactérias estavam se diversificando rapidamente. Em um terceiro estudo, com base em análises de 756 genes presentes em todas as espécies de cianobactérias, Schirrmeister finalmente estimou que a multicelularidade ocorreu por volta de 2,5 bilhões de anos atrás - antes da "Grande Oxidação".
Evolução
Mesmo que esses resultados sejam confirmados, ainda restam duas grandes questões. A primeira: a evolução realmente ofereceu vantagens às cianobactérias? Não podemos saber, mas podemos descobrir por meio de testes com cianobactérias modernas unicelulares e multicelulares em diferentes condições.
Certos tipos de cianobactéria se organizam em uma espécie de "barbante".
A segunda pergunta é mais complicada: por que as cianobactérias demoraram tanto para desenvolverem a multicelularidade? Se essa condição lhes dava vantagem, por que não evoluíram mais cedo e detonaram antes a "Grande Oxidação"?
"Nosso próximo passo é descobrir quais genes são responsáveis pela multicelularidade nas cianobactérias", diz Schirrmeister. Se muitos genes forem necessários para a mudança, é compreensível que cianobactérias tenham demorado para evoluir.
Qualquer que tenha sido a causa, a verdade é que a "Grande Oxidação" foi um dos mais importantes eventos na história da Terra. Mas não foi uma boa notícia para todos: na verdade, foi péssima para os então habitantes do planeta.
Animais mais complexos não poderia existir sem oxigênio.
"O oxigênio deve ter sido letal para muitos tipos de bactérias e podemos presumir que houve grande mortandade", explica a cientista.
A longo prazo, porém, a oxidação permitiu que um novo tipo de vida evoluísse. O oxigênio é um gás reativo - é por isso que alimenta chamas - e, quando alguns organismos aprenderam usá-lo, passaram a ter acesso a uma nova fonte de energia.
Ao respirar oxigênio, organismos ficaram mais ativos e puderam crescer mais. Ao ir além da simples multicelularidade desenvolvida pelas cianobactérias, alguns organismos ficaram mais complexos: viraram plantas e animais, de esponjas e vermes a peixes. E, por fim, humanos.
Se Schirrmeister estiver correta, as primeiras cianobactérias multicelulares podem ter sido o gatilho da evolução da vida mais complexa na Terra.
Nada mal para um bando de micróbios...
Fonte: Michael Marshall BBC Earth.

O ESTRANHO FURACÃO TROPICAL CUJA FORMAÇÃO RARA VEM SURPREENDENDO OS CIENTISTAS


Foto de satélite do raríssimo furacão de janeiro no Atlântico

O El Niño, apelido dado ao ciclo climático que resulta em um aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, voltou surpreender os cientistas.
O fenômeno - que afeta o clima em todo o planeta - está sendo apontado como responsável pela raríssima formação de um furacão no Atlântico em janeiro.
"Alex", cuja chegada a território europeu está prevista para este final de semana, no arquipélago português de Açores, é apenas a quarta tempestade do gênero a se formar no Atlântico neste mês específico desde que tiveram início os registros, em 1851. E apenas a primeira desde 1938.

Autoridades portuguesas pediram aos mais de 245 mil moradores de Açores que se preparem para ventos de até 160 km/h e ondas de até 18 metros de altura - a defesa civil está em alerta para inundações e deslizamentos de terra.
A chamada temporada de furacões no Atlântico normalmente ocorre entre junho e novembro, embora a cada 10 anos seja registrada pelo menos uma tempestade fora desta "janela". Para os cientistas, a formação deste furação é consequência da intensidade incomum do El Niño deste ano - segundo a Organização Meteorológica Mundial, trata-se de um dos mais fortes desde a década de 50.
O arquipélago de Açores tem cerca de 250 mil habitantes

O El Niño ocorre a cada sete anos e, segundo especialistas, o fenômeno está ligado a secas e inundações ao redor do mundo.
O furacão Alex se formou por volta de 7 de janeiro, na costa sudeste dos Estados Unidos. Cientistas estimam que a tempestade não fará mais entradas na Europa e que provavelmente se dirigirá a Groenlândia.