Esta foto foi escolhida pela BBC 28 de setembro, 2012 como uma das 20 mais bonitas

Sejamos proativos nas questões relacionadas às mudanças climáticas, pois não seremos poupados de seus efeitos devastadores a curto e longo prazo.
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

“GELO DE FOGO” ESCONDIDO EM PERMAFROST É FONTE DE ENERGIA DO FUTURO?



O mundo é viciado em combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural), e é fácil entender o porquê: baratos, abundantes e fácil de extrair, eles alimentam o desenvolvimento da indústria mundial.
Cada vez mais, porém, os governos vêm buscando alternativas aos hidrocarbonetos tradicionais – seja porque são altamente poluentes ou porque sua extração tem se tornado mais difícil, à medida que algumas reservas vão se esgotando.
Um substituto potencial – em enormes quantidades – foi encontrado e repousa profundamente sob permafrost (solo gelado do Ártico) ou os leitos dos oceanos: o hidrato de metano.
Apesar de potencialmente menos poluente que petróleo e carvão, porém, sua extração apresenta enormes riscos ambientais.
RESERVAS GIGANTES
Conhecido como “gelo que arde”, o hidrato de metano consiste em cristais de gelo com gás preso em seu interior. Eles são formados a partir de uma combinação de temperaturas baixas e pressão elevada e são encontrados no limite das plataformas continentais, onde o leito marinho entra em súbito declive até chegar ao fundo do oceano.
Acredita-se que as reservas dessa substância sejam gigantescas, observa Chris Rochelle, do Serviço Geológico Britânico. A estimativa é de que haja mais energia armazenada em hidrato de metano do que na soma de todo petróleo, gás e carvão do mundo.
Ao reduzir a pressão ou elevar a temperatura, a substância simplesmente se quebra em água e metano – muito metano.
Um metro cúbico do composto libera cerca de 160 metros cúbicos de gás, o que o torna uma fonte de energia altamente intensiva. Por causa disso, da sua oferta abundante e da relativa facilidade para liberar o metano, um número grande de governos está cada vez mais animado com essa nova fonte de energia.
DESAFIOS TÉCNICOS
O problema, porém, é extrair o hidrato de metano. Além do desafio de alcançá-lo no fundo do mar, operando sob altíssima pressão e baixa temperatura, há o risco grave de desestabilizar o leito marinho, provocando deslizamentos.
Uma ameaça ainda mais grave é o potencial escape de metano. Extrair o gás de uma área localizada não é tão complicado, mas prevenir que o hidratado se quebre e libere o metano no entorno é mais difícil.
E isso tem consequências sérias para o aquecimento global – estudos recentes sugerem que o metano é 30 vezes mais danoso que o CO2.
Por causa desses desafio técnicos, ainda não há escala comercial de produção de hidrato de metano em qualquer lugar do mundo. Mas alguns países estão chegando perto.
Os Estados Unidos, o Canadá e o Japão já investiram milhões de dólares em pesquisa e já realizam alguns testes, desde 1998. Os mais bem sucedidos ocorreram no Alasca em 2012 e na costa central do Japão em 2013, quando, pela primeira vez, houve uma exitosa extração de gás natural a partir de hidrato de metano no mar.
Os Estados Unidos lançaram um programa de pesquisa e desenvolvimento nacional já em 1982 e, em 1995, tinham terminado a sua avaliação dos recursos disponíveis do gás de hidratos no país. Desde então, têm realizado projetos-piloto na costa da Carolina do Sul, no norte do Alasca e no Golfo do México. Cinco ainda estão em execução.
Exploração comercial
O interesse do Japão é óbvio, assinala Stephen O’Rourke, da empresa de consultoria energética Wood Mackenzie: “Japão é o maior importador de gás do mundo”.
No entanto, ele ressalta que o orçamento anual do Japão para pesquisa na área é relativamente baixo – US$ 120 milhões (cerca de R$ 270 milhões). Os planos do país de produzir em escala comercial no fim desta década, portanto, parecem muito otimista. Mas mais à frente, o potencial é enorme.
“O gás metano pode mudar o jogo para o Japão”, diz Laszlo Varro, da Agência Internacional de Energia (IEA).
Em outros países, porém, os incentivos para explorar o gás comercialmente são menores por enquanto. Os Estados Unidos estão priorizando suas reservas de gás de xisto, recurso que também é abundante no Canadá. Já a Rússia ainda tem enormes reservas de gás natural.
A China e a Índia, com sua feroz demanda por energia, são uma história diferente. No entanto, eles estão muito atrás em seus esforços para explorar o recurso.
“Houve alguns progressos recentes, mas não prevemos produção comercial antes de 2030″, afirma O’Rourke.
De fato, a IEA não incluiu gás hidratado nas suas projeções globais de energia para os próximos 20 anos.
RISCOS
Mas se essa fonte for explorada, o que parece provável no futuro, as implicações ambientais podem ser extensas.
Apesar de ser menos poluente que o carvão ou o petróleo, continua sendo um hidrocarboneto e, portanto, emite CO2. E há ainda o risco mais sério da liberação direta de metano na atmosfera.
Alguns argumentam, porém, que pode não haver alternativa, na medida em que o aumento da temperatura global pode provocar a liberação do gás “naturalmente”, devido ao aquecimento dos oceanos e ao derretimento das calotas polares.
“Se todo o metano for liberado, nós vamos ver um cenário de filme Mad Max”, diz Varro. “Mesmo usando estimativas conservadoras sobre as reservas de metano, isso faria todo o CO2 de recursos fósseis parecer uma piada”, destacou.
“Por quanto tempo o gradual aquecimento global pode prosseguir sem liberar o metano? Ninguém sabe. Mas quanto mais ele avança, mais perto chegamos de jogar roleta russa”, acrescentou.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

KROKODIL – A DROGA QUE FAZ O USUÁRIO APRODECER EM VIDA!!!

Imagens mostram os efeitos causados pelo uso da droga russa chamada Krokodil. As fotos são impressionantes, mas será que isso é verdadeiro ou falso? As fotografias apareceram na web em 2010 e se espalharam juntamente com um texto afirmando que aquilo mostrado seria o efeito destrutivo de uma nova droga russa. Pessoas com profundas feridas nas pernas, braços e outras partes do corpo como se tivessem sido derretidas vivas! Será que isso é verdade mesmo? 
AVISO: IMAGENS FORTES!
 
Verdadeiro ou falso? 
O caso é verdadeiro! 
A droga existe mesmo! Krokodil Surgida na Sibéria, em 1992, a Krokodil foi criada como uma alternativa mais barata à heroína. Ela é feita a partir da desomorfina, um sedativo e analgésico 10 vezes mais forte que a morfina. Para produzir a droga, são usados alguns componentes improvisados (porém, fáceis de serem adquiridos), como gasolina, querosene, solventes de pinturas, comprimidos de codeína e até fósforo (tirado da lateral das caixinhas de fósforos). Tudo é cozido sem a mínima higiene e cuidado. O produto resultante dessa porcaria é injetado direto na corrente sanguínea (onde houver uma veia fácil).
Um laboratório na Rússia onde é preparada a droga!
Usuária com o braço totalmente corroído pela droga Krokodil! Verdadeiro ou falso?
Foto - Reprodução/Internet
Apesar da “viagem” proporcionada pela Krokodil ser comparada à da heroína, o tempo que ela dura no organismo é pouco, o que obriga ao usuário a se picar novamente em poucos minutos. Como o tempo de preparo é muito maior do que tempo que o “barato” dura no usuário, a Krokodil é feita aos montes – vários e vários litros de uma vez – e, enquanto alguns vão se drogando, outros já vão preparando a nova “fornada” da droga! Com tantos produtos químicos embutidos, a “crocodilo” começa a causar uma irritação no local da aplicação. Essa irritação vai aumentando até necrosar a área onde foi aplicada e chega a deixar expostos ossos e músculos do doente. Na maioria dos casos, o membro afetado acaba tendo que ser amputado!
Quando o efeito da Krokodil passa, as dores são terríveis!

O nome Krokodil 
O nome “Krokodil” vem de “crocodilo” mesmo, como você já deve ter imaginado! Ela foi batizada assim porque a pele dos usuários dessa droga vai ficando esverdeada e cheia de escamas, lembrando a pele do réptil. Não há muito apoio do governo russo para ajudar nas casas de reabilitação de lá. A desintoxicação é bastante lenta e dolorosa. Da Rússia para o mundo Apesar de ser um “sucesso” na Rússia, a Krokodil já está se espalhando por vários países da Europa e há relatos de que essa praga já tenha chegado aos Estados Unidos.
krokodil4
Verdadeiro ou falso? O caso é verdadeiro! A droga existe mesmo! Krokodil Surgida na Sibéria, em 1992, a Krokodil foi criada como uma alternativa mais barata à heroína. Ela é feita a partir da desomorfina, um sedativo e analgésico 10 vezes mais forte que a morfina. Para produzir a droga, são usados alguns componentes improvisados (porém, fáceis de serem adquiridos), como gasolina, querosene, solventes de pinturas, comprimidos de codeína e até fósforo (tirado da lateral das caixinhas de fósforos). Tudo é cozido sem a mínima higiene e cuidado. O produto resultante dessa porcaria é injetado direto na corrente sanguínea (onde houver uma veia fácil).
 A seguir, a primeira parte do documentário “Lágrimas de Krokodil”: O documentário completo pode ser visto com legendas em português no site Vice News
Veja mais fotos de um reduto onde viciados russos preparam e consomem essa terrível droga. Conclusão A história é real! A droga Krokodil existe mesmo e faz esse estrago todo que você viu nesse artigo! 
SUGERIMOS QUE VOCÊ NEM CHEGUE PERTO DESSA (E DE NENHUMA OUTRA) DROGA!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

RIO NA CHINA FICA TOTALMENTE VERMELHO EM POUCOS MINUTOS DEVIDO A CORANTES ALIMENTAR DESPEJADOS DIRETAMENTE NO RIO

Moradores afirmam que nunca viram isso acontecer. Reprodução/dailymail.co.uk
Moradores da aldeia Xinmeizhou, na China, ficaram perplexos quando acordaram neste sábado (26) e viram que o rio que corta a cidade estava totalmente vermelho. 
De acordo com o tabloide britânico Daily Mail, testemunhas afirmam que às 5 horas da manhã as águas estavam da cor normal, mas que em poucos minutos, se transformaram em vermelho. Ainda disseram que o líquido tinha um cheiro estranho.
Na Wan, um dos moradores, disse que ficou impressionado porque o rio é bom. “Nós sempre pescamos aqui e até bebemos a água desse rio por que é boa. Ninguém tem ideia do que aconteceu, nem por que ficou tão poluído, já que não existem fábricas que despejam qualquer coisa aqui”.
Especialistas ambientais recolheram amostras da água e dizem que pode ser uma espécie de corante alimentar que uma das empresas mais próximas usa em seu produto. 
Eles acreditam que alguém foi até o rio para descarregar os restos do material usado. Os investigadores procuram a fonte do problema. 
A China é o país mais poluidor do Planeta em março deste ano. resíduos industriais incendiaram um rio em Zhejiang.
As chamas atingiram cerca de quatro metros de altura
Um rio pegou fogo na quinta-feira (6) de março deste ano, por causa da excessiva poluição em Zhejiang, no leste da China. 
Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio foi causado por um cigarro aceso jogado n'água o que inflamou os resíduos químicos que flutuam na superfície.
As chamas que subiram cerca de quatro metros de altura incendiaram uma grade de madeira ao redor do rio. O fogo atingiu vários carros estacionados ao longo do rio.
 
Foto: Reprodução/dailymail.co.uk
Os moradores da região disseram que o rio tem sido poluído há anos por empresas da região. Eles dizem que as indústrias liberam óleos e produtos químicos na água 
Foto: Reprodução/dailymail.co.uk
No combate ao fogo, os bombeiros tiveram que usar extintores com uma espuma especial para apagar as chamas na superfície do rio. A polícia está investigando a origem dos produtos químicos que causaram o incêndio.
Os locais dizem também que o escritório de proteção ambiental do município se recusou a tomar medidas contra as empresas que jogam seus resíduos químicos no rio. Até hoje nenhuma ação foi tomada pois as autoridades temem que a economia local seja prejudicada 
Foto: Reprodução/dailymail.co.uk
Peng Tu, 38, uma moradora da região, disse que não foi uma surpresa ver o rio em chamas. — O cheiro foi insuportável durante anos, mas ninguém nunca fez nada. Talvez agora as autoridades façam alguma coisa 

Foto: Reprodução/dailymail.co.uk 

sábado, 26 de julho de 2014

TERRÍVEL CARACOL É CONSIDERADO O ANIMAL MAIS VENENOSO DO MUNDO

Seu veneno é um coquetel de moléculas peptídicas neurotóxicas
Vamos admitir, as conchas dos caracóis marinhos são verdadeiras obras de arte, possuindo uma combinação de cores que hipnotiza qualquer pessoa, mas, quando estivermos falando do caracol-do-cone é melhor você correr. Pegar nele? Nem pense nisso!
Essa espécie de caracol, cujo nome científico é Connus pannaeus possui um veneno poderosíssimo formado por centenas de compostos, muitos deles encontrados até em venenos de cobra. Possui um substância que é particularmente centenas de vezes mais potente que a morfina. Pesquisas revelam que apenas uma gota do veneno desse “dócil” animal é suficiente para matar 20 pessoas adultas.
Apesar de terrível ele não é uma descoberta científica recente, a cerca de 25 anos os cientistas da Universidade de Utah isolaram a molécula do veneno desse caracol e constataram que possuía um poder analgésico nos humanos. Os estudos não pararam por aí, esse só foi o ponta pé inicial de uma série de estudos que duraram mais de 20 anos para conseguirem sintetizar em laboratório o mesmo composto que atualmente é utilizado em um novo fármaco, chamado de Prialt (princípio ativo é a ziconotida).
Umas das grandes vantagens desse novo medicamento é seu absurdo poder analgésico, sendo classificado como mil vezes mais potente que a morfina. O grande problema da morfina é o seu poder de viciamento por ser uma molécula opióide, derivado de ópio. Já a ziconotida não possui efeito viciante.
Muitas das moléculas que compõem o seu veneno ainda não possuem estudos que provem ou indiquem suas respectivas ações, porém, existem cerca de 6 tipos de toxinas que são bastante estudadas e suas ações no corpo humano são completamente elucidadas.
O caracol-do-cone possui um “dente” formado por quitina possuindo aspecto de um arpão cheio de microfarpas. O veneno é injetado de modo absolutamente rápido e não existe nenhuma espécie de antídoto para quem for “picado”. Foto: Reprodução/WikipédiaCommons
É importante salientar que esse veneno pode ser retirado de todos os caracóis do gênero Conus. O gene responsável pela fabricação do veneno parece ter sofrido uma mutação ao longo das gerações o que proporciona ao animal produzir suas toxinas rapidamente e com uma variedade espantosa de moléculas.