Esta foto foi escolhida pela BBC 28 de setembro, 2012 como uma das 20 mais bonitas

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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A QUASE 2 MILHÕES DE KM DA TERRA, SATÉLITE CAPTURA IMAGEM INÉDITA DE ECLIPSE LUNAR


Um satélite americano estacionado a um milhão de milhas (1,6 milhão de km) da Terra conseguiu um registro único de um eclipse lunar.
Lançada em fevereiro, a espaçonave DSCOVR tem uma câmera focada constantemente na face iluminada da Terra.
As imagens são usadas para rastrear elementos móveis, como nuvens e tempestades de areia, e para monitorar o clima.
Mas, em 27 de setembro, o satélite estava na exata posição para ver a Lua passar atrás da Terra e por sua sombra.
Em solo, observadores do céu viram o corpo lunar se transformar em uma sombra vermelha. Isso ocorre porque alguma luz solar ainda atinge a superfície da Lua após ser filtrada pela atmosfera terrestre.
Esta é a visão do eclipse lunar do lado não iluminado da Terra
"Nossa câmera é normalmente focada na Terra, mas usamos a Lua para calibragem", disse Jay Herman, o principal investigador da Nasa (agência espacial americana) no sistema de câmeras do DSCOVR, chamado Epic.
"Isso é o que estávamos fazendo naquele momento. Estávamos focando na Lua e a Terra entrou na frente cerca de quatro horas antes de o eclipse ser visto em nosso planeta. Isso é porque estávamos em uma posição angular, bem ao lado da linha Sol-Terra."
"A Terra está em rotação quando passa. É algo único porque você pode observar o movimento das nuvens", disse Herman durante encontro da União Americana de Geofísica, em São Francisco (EUA).
Relatórios mostram que o satélite DSCOVR está em ótimo estado.
Um de seus objetivos é mapear o comportamento das nuvens. Os diferentes filtros de onda do sistema permitem estimar a altura das nuvens. Isso é importante para monitorar sistemas meteorológicos e entender o impacto das nuvens no clima. Algumas ajudam a resfriar o planeta ao refletir a luz solar de volta para o espaço, enquanto outras esquentam a Terra ao conservar calor.
Image copyright Nasa Image caption As nuvens produzidas por navios no Pacífico podem ser vistas a um milhão de milhas de distância
Neste trabalho, o sistema Epic já detectou coisas inesperadas, como o rastro de navios. Não são as ondas produzidas por embarcações, mas as nuvens que seus sistemas de exaustão lançam na atmosfera.
"Foi surpreendente para nós poder observar isso a um milhão de milhas, e as imagens são melhores quando usamos um comprimento de onda maior, porque isso fornece um maior contraste com a escuridão do oceano", disse Alexander Marshak, cientista do projeto.
Um dos instrumentos do satélite, hoje em fase de testes, é um radiômetro que mede o total de energia solar refletida na Terra, bem como o calor emitido pelo planeta.
Principal investigador dos dados fornecidos por esse equipamento, Steven Lorentz, do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA, diz que a quantidade de energia solar refletida depende dos continentes e oceanos em foco. A Terra refletia mais calor, segundo ele, quando a África estava em foco (superfícies terrestres são mais brilhantes do que superfícies marítimas), e a Antártica também ficava visível durante o verão no hemisfério sul.
Esta é a face da Terra, com a África e a Antártica, que reflete a maior quantidade de energia solar
"Os dois polos do planeta aparecem de forma muito visível nos dados. Quando a Terra está inclinada nesta ou naquela direção, isso faz realmente diferença no albedo planetário (poder de reflexão da luz solar). Isso só reforça a importância do gelo para o clima, porque se os polos não estivessem ali, ou se diminuírem, a quantidade de energia (calor) no sistema irá aumentar."
Segundo outro membro do projeto, o cientista Adam Szabo, as medições do satélite não são novidade, pois também são feitas por equipamentos que orbitam a Terra. A vantagem está, diz, no posicionamento do DSCOVR.
"Posicionado entre o Sol e a Terra, o satélite enxerga toda a face iluminada da Terra todo o tempo, permitindo à Terra rotacionar em torno do equipamento em vez de o satélite girar ao redor do planeta."

SATÉLITE EUROPEU DISPONIBILIZA IMAGENS EM ALTA RESOLUÇÃO DA TERRA – ENCONTRE SUA CASA


O delta do rio Okavango, em Botswana, na África, se torna um oásis nesta época do ano pelo efeito de fortes chuvas. As dunas de Kalahari aparecem à esquerda em coloração rosa


O Sentinel-2a, novo satélite de observação da União Europeia, entrou em operação.
Usuários podem agora, mediante um registro simples na internet, baixar qualquer imagem do planeta.
O satélite, que estava em teste desde seu lançamento, em junho, registra imagens da superfície em luz comum e infravermelha.
Suas imagens serão usadas por pesquisadores para acompanhar uma série de situações, do crescimento das megalópoles ao desenvolvimento das principais culturas de alimentos do mundo. Outro emprego promissor será em estudos climáticos.
A cidade de Swakopmund está coberta por nuvens na imagem, mas as dunas do deserto da Namíbia estão visíveis. O Sentinel-2a irá operar também com uma plataforma adicional, permitindo maior chance de observações diretas do solo
A política de dados abertos da União Europeia permite que qualquer pessoa possa baixar e manipular as imagens do Sentinel.
E diferentemente de registros de satélites especializados, que são de difícil interpretação, as imagens coloridas do Sentinel-2a são simples.
A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), que controla o satélite, espera uma grande demanda pelas imagens. O site do sistema, inclusive, enfrentava problemas de instabilidade nesta semana, provavelmente motivados pelo alto tráfego.
Milhares de pessoas já se registraram para fazer downloads do Sentinel - a maioria estava interessada nos registros mais complexos de radar produzidos por outro equipamento da mesma família, o Sentinel-1a.
"Esperamos que a procura por dados do Sentinel supere todos os precedentes. Já está sendo algo nunca visto. Nunca tivemos tantos downloads", afirmou Volker Liebig, diretor de Observação da Terra na ESA.
O trabalho do Sentinel foi apresentado durante a Conferência do Clima de Paris, cidade retratada na imagem
"É difícil estimar qual será a demanda para o Sentinel-2a, mas certamente será em petabytes." Um petabyte equivale a aproximadamente a 200 mil DVDs.
Imagens óticas (basicamente aquelas que podemos ver) são a pedra fundamental da observação da Terra, e aparecem cada vez mais em aplicativos móveis e na internet.
Um grande sucesso nessa área é a série do programa americano Landsat, que há mais de 40 anos fornece um registro contínuo das mudanças do planeta.
Incêndios florestais em Kalimantan, na Indonésia, responsáveis por problemas de poluição no Sudeste Asiático neste ano
O Sentinel-2a terá um papel complementar ao Landsat, mas com maior capacidade - o que explica a estimativa de alta procura pelas imagens.
Os instrumentos do 2a são sensíveis a um maior número de espectros de luz, permitindo o discernimento de mais informações sobre a superfície. Também irão cobrir uma faixa maior de solo (290 km contra 185 km no Landsat). Suas imagens coloridas possuem ainda uma resolução de dez metros, contra 30 metros do sistema americano.
O Sentinel-2a ainda não opera em plena capacidade, mas especialistas avaliam que os primeiros registros já cumprem as expectativas de qualidade.
O Sentinel-2a integra uma série de sensores da União Europeia e é gerenciado pela agência espacial do bloco
Bianca Hoersch, da ESA, diz que ajustes de qualidade estão em curso, e que o download de um registro de 5 GB deverá demorar menos de dez minutos.
Quem planeja baixar imagens do satélite deverá ter memória suficiente no computador, pois os arquivos são pesados.
O próximo satélite da família Sentinel a ser lançado dentro do bilionário programa Copernicus da União Europeia é o 3a. O foco desse equipamento, que deverá ser lançado no próximo mês, será os oceanos.

NOVA TERAPIA GENÉTICA FAZ CÉLULAS DE CÂNCER COMETEREM 'SUICÍDIO'

Uma nova terapia genética permitiu modificar células de câncer de próstata para que o corpo do paciente possa atacá-las e matá-las.
A técnica descoberta por cientistas americanos induz o tumor a se autodestruir - daí o nome "terapia do gene suicida".
A pesquisa identificou um aumento de 20% no índice de sobrevivência de pacientes com câncer de próstata após cinco anos de tratamento.
Mas um especialista em câncer consultado pela BBC disse que estudos adicionais são necessários para comprovar a eficácia do tratamento.
No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais frequente entre homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. É também o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens - representa cerca de 10% do total de cânceres.
Taxas de sobrevivência de pacientes submetidos ao estudo após cinco anos foram de 97% e 94%
O estudo, conduzido por pesquisadores do Hospital Metodista de Houston, no Texas, parece mostrar que essa "terapia do gene suicida", combinada com radioterapia, pode ser um tratamento promissor para o câncer de próstata no futuro.
A técnica envolve a modificação genética de células cancerosas, que passam a emitir um "sinal" ao sistema imunológico para atacá-las.
Em geral, o corpo não reconhece células cancerosas como inimigas, porque elas se desenvolvem a partir de células saudáveis comuns.
Diferentemente de uma infecção, que motiva reação do corpo, o sistema imunológico não reage para matar células cancerosas.
Em geral, corpo não reconhece tumor como inimigo, porque ele se desenvolvem a partir de células saudáveis. A nova técnica pretende alterar essa lógica
Usando um vírus para transportar a terapia genética até o tumor, o resultado é que as células se autodestroem, alertando o sistema imunológico do paciente para lançar um ataque em massa.
Sobrevivência
Em dois grupos de 62 pacientes, um recebeu a terapia genética duas vezes e o outro grupo - todos com uma forma agressiva de câncer de próstata - foi tratado três vezes.
Os dois grupos também receberam radioterapia.
As taxas de sobrevivência após cinco anos foram de 97% e 94%, respectivamente. Embora o estudo não tenha empregado grupo de controle, os pesquisadores dizem que os resultados mostram um avanço de 5% a 20% em relação a estudos anteriores sobre tratamentos de câncer de próstata.
Biopsias realizadas dois anos após o estudo deram negativo em 83% e 79% dos pacientes dos dois grupos.
Brian Butler, da equipe do Hospital Metodista de Houston, disse que a descoberta poderá mudar a forma como o câncer de próstata é tratado.
"Poderemos injetar o agente diretamente no tumor e deixar o corpo matar as células cancerosas. Uma vez que o sistema imunológico tenha conhecimento das células cancerosas, se elas voltarem, o corpo saberá como matá-las."
Nova geração
Kevin Harrington, professor de imunoterapia oncológica no Instituto para Pesquisa do Câncer, em Londres, disse que os resultados são "muito interessantes", mas citou a necessidade de mais estudos.
"Podemos precisar de um teste aleatório para mostrar se esse tratamento é melhor do que apenas a radioterapia. Os vírus usados nesse estudo não se reproduzem. A nova geração de terapias virais pode se replicar seletivamente em células cancerosas - algo que pode matar o câncer de forma direta - e também ajudar a espalhar o vírus para células cancerosas vizinhas", afirmou.
Harrington disse ainda que seria "interessante" testar o tratamento com vírus que podem se reproduzir, para verificar se os resultados podem ser ainda mais efetivos.