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terça-feira, 3 de maio de 2016

AVANÇO DE SUPERGONORREIA QUE PODE SE TORNAR INCURÁVEL PREOCUPA GRÃ-BRETANHA


Médicos temem que em breve seja impossível tratar a doença, que é transmitida sexualmente e pode levar à infertilidade.

Médicos disseram estar "extremamente preocupados" com a disseminação de uma supergonorreia na Inglaterra.
Por causa de uma nova bactéria, um alerta nacional foi emitido no ano passado quando foram registrados casos em Leeds, no condado de Yorkshire, na região central do país. Um dos principais tratamentos contra a doença mostrou-se ineficaz contra esta variedade.
A agência governamental Public Health England reconheceu que medidas tomadas para conter a epidemia tiveram "sucesso limitado".
Até o momento, foram confirmados por meio de testes de laboratório 34 casos de supergonorreia, mas acredita-se que esta seja apenas a ponta do iceberg, já que um portador da infecção pode não apresentar sintomas.
Resistência
O surto começou em casais heterossexuais, mas agora é detectado também em homens gays. "Estávamos preocupados que ela poderia se espalhar entre homens que fazem sexo com outros homens", diz o consultor médico especializado em saúde sexual Peter Greenhouse.
"O problema é que (eles) tendem a disseminar infecções mais rapidamente, já que trocam de parceiros com maior frequência."
Esse grupo também têm maior probabilidade de casos de gonorreia na garganta, onde é maior a chance do organismo desenvolver resistência a antibióticos já que estes medicamentos são administrados em menor dosagem para infecções nesta área do corpo, que também está repleta de outras bactérias que podem ser resistentes a drogas.
A gonorreia é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, transmitida por sexo vaginal, oral e anal sem proteção e muito adaptável e resistente a antibióticos.
Por isso, duas drogas - azitromicina e ceftriaxona - são usadas conjuntamente. Mas, agora, a resistência à azitromicina está se espalhando, e médicos receiam ser uma questão de tempo até que o mesmo ocorra com a ceftriaxona.
Acredita-se que, entre os infectados, cerca de um a cada dez homens heterossexuais e mais de três quartos das mulheres e de homens gays não apresentam sintomas, que podem incluir uma secreção esverdeada ou amarela nos órgãos sexuais, dores ao urinar e sangramento.
Se não for tratada, a infecção pode levar a infertilidade e a inflamação pélvica crônica, e ser transmitida para um bebê durante a gravidez.
Sexo seguro
Médicos britânicos de renome alertam que há um risco real da gonorreia tornar-se incurável. "Não podemos nos dar ao luxo de sermos complacentes", diz Gwenda Hughes, chefe para infecções sexualmente transmissíveis da Public Health England.
"Se surgirem variedades de gonorreia resistentes tanto à azitromicina quanto à ceftriaxona, as opções de tratamento serão limitadas já que não existe nenhum antibiótico disponível para tratar esse tipo de infecção."
Sexo seguro para minimizar o risco de contágio
Ele pede que a população pratique sexo seguro para minimizar o risco de contágio.
Também há uma campanha em curso para incentivar pessoas infectadas que alertem seus parceiros sexuais - após testes indicarem que 94% de parceiros estavam infectados.
No entanto, a agência diz que os resultados desta campanha foram "limitados".
A Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV disse ser necessária uma reação rápida à infecção.
Sua presidente, Elizabeth Carlin, afirmou que a "disseminação da gonorreia altamente resistente à azitromicina é motivo de enorme preocupação e que é essencial tomar toda medida possível para impedir que se espalhe ainda mais."
"Falhar ao responder de forma adequada a isso ameaça nossa habilidade de tratar a gonorreia de forma eficaz e leva a uma deterioração da saúde de indivíduos e da sociedade como um todo."
Porém, o consultor Peter Greenhouse diz que os serviços públicos de saúde sexual estão passando por seu "momento de maiores restrições" devido a um corte de recursos e que o surgimento da superbactéria se dá em meio às "condições de uma tempestade perfeita".
Ao mesmo tempo, o governo britânico anunciou uma nova ferramenta para ajudar que clínicos gerais reduzam o número de antibióticos prescritos, ao comparar seus hábitos com os de outros especialistas.
"Quero que antibióticos sejam prescritos somente quando forem necessários", disse o secretário de Saúde, Jeremy Hunt.
Fonte: Saúde da BBC News

segunda-feira, 2 de maio de 2016

O QUE É E PARA QUE SERVE A PRÓSTATA, PRINCIPAL FOCO DE CÂNCER MASCULINO


Cerca de 1 em cada 7 homens será diagnosticado com câncer de próstata ao longo da vida

Ela é a causa principal de câncer nos homens, mas muitas pessoas não sabem o que é, nem para que serve. Estamos falando da próstata.
Segundo uma pesquisa da Prostate Cancer UK, instituição de caridade dedicada à pesquisa do câncer de próstata, um em cada cinco britânicos não sabem nem que tem esta glândula.
É algo alarmante, levando em conta que o câncer de próstata é a causa mais comum de morte por câncer em homens.
O ex-jogador de futebol da Inglaterra e do Newcastle United, Les Ferdinand, que viu sua avô sofrer da doença no final da vida, disse: "Não me surpreende que muitos homens não saibam o que sua próstata faz - é uma glândula fácil de ignorar. Até o câncer de próstata afetar minha família, meu conhecimento era bem pequeno."
A sociedade Americana Contra o Câncer estima que, nos Estados Unidos, em 2016, foram diagnosticados cerca de 181 mil casos novos de câncer de próstata e foram registrados mais de 26 mil mortos por esta causa.
No Brasil, os dados mais recentes do Inca (Instituto Nacional do Câncer) apontam que são registrados mais de 61 mil novos casos da doença por ano, com mais 13,7 mil mortes.
O que é?
Sintomas do câncer de próstata são em sua maioria problemas urinários (Foto: Reprodução/TV Globo)
A próstata é uma glândula que se encontra debaixo da bexiga e em frente ao reto.
O tamanho da próstata muda com a idade. Em homens mais jovens, é do tamanho aproximado de uma noz. Mas pode ser muito maior em idosos.
Logo atrás da próstata encontram-se as glândulas chamadas vesículas seminais, que produzem a maior parte do líquido do sêmen.
A uretra, que transporta a urina e o sêmen para fora do corpo pelo pênis, passa pelo centro da próstata.
A função principal da próstata é fabricar o líquido prostático, protegendo os espermatozoides, aumentando as possibilidades reprodutivas e maximizando as possibilidades de fecundação.
Sintomas do câncer de próstata são em sua maioria problemas urinários
Câncer de próstata
A ignorância sobre esta glândula, principalmente por parte dos homens, preocupa especialistas.
"Os homens são muito ignorantes a respeito da próstata e isso é algo muito preocupante porque, atualmente, é o câncer que mais afeta os homens", disse à BBC Angela Culhane, diretora do Prostate Cancer UK.
"As coisas que são afetadas pela doença na próstata, como a ejaculação, a função sexual, o fluxo urinário e a incontinência não são temas sobre os quais as pessoas conversam na hora do jantar ou em bares", destaca.
Cerca de um em cada sete homens será diagnosticado com câncer de próstata ao longo da vida, segunda a Sociedade Americana do Câncer.
O câncer de próstata ocorre principalmente entre homens de idade avançada.
Cerca de seis em dez casos são diagnosticados em pessoas de 65 anos ou mais, e é raro aparecer antes dos 40.
A idade média do diagnóstico é 66 anos.
Homens com mais de 50 anos ou com fatores de risco devem consultar médico
"Um homem de cerca de 30 anos sem nenhum fator de risco não deve se preocupar muito, mas os homens com mais risco devem conversar com seus médicos", diz Culhane.
"Se tem antecedentes familiares, são negros (homens negros têm o dobro de probabilidade de desenvolver câncer de próstata do que a população geral) ou tem mais de 50 anos, devem consultar médicos."
1.      Devido a sua localização, os principais sintomas são urinários:
2.      Necessidade de urinar com mais frequência, sobretudo à noite
3.      Necessidade de correr para o banheiro
4.      Dificuldade de começar a urinar
5.      Pouco fluxo urinário ou demora para urinar
6.      Sensação de que bexiga não esvazia completamente 

   Fonte: BBC Mundo

ASTRÔNOMOS DESCOBREM PLANETAS “POTENCIALMENTE HABITÁVEIS” EM ÓRBITA DE ESTRELA ANÃ FRIA



Astrônomos do ESO (Observatório Europeu do Sul) localizaram três planetas potencialmente habitáveis a apenas 40 anos-luz da Terra.
Os planetas têm tamanhos e temperaturas semelhantes aos de Vênus e da Terra e, de acordo com os astrônomos, são a melhor aposta na busca por vida fora do Sistema Solar. Os planetas orbitam uma estrela anã muito fria - são os primeiros planetas descobertos em torno de uma estrela tão pequena e de brilho tão fraco.
A pesquisa, liderada por Michaël Gillon, do Instituto de Astrofísica e Geofísica da Universidade de Liège, na Bélgica, foi publicada na edição desta segunda-feira da revista científica Nature.
Os astrônomos suspeitaram da existência de planetas no entorno da estrela, quando, usando o telescópio robótico TRAPPIST, de La Silla, no Chile - operado de uma sala de controle na Universidade de Liège, na Bélgica -, perceberam que a luz da estrela diminuía um pouco em intervalos regulares, indicando que havia objetos passando entre a estrela e a Terra.
Após outras observações feitas com o supertelescópio VLT, também no Chile, os astrônomos descobriram que a estrela anã, rebatizada de Trappist-1, é muito mais gelada e vermelha que o Sol, porém pequena, um pouco maior do que Júpiter.
Eles descobriram também que os planetas que orbitam a Trappist-1 são de tamanhos parecidos aos da Terra. A órbita de dois deles é de 1,5 dia e 2,4 dias, respectivamente. Já o terceiro planeta tem um órbita menos constante, que varia de 4,5 a 7,3 dias.
"Com tempos de órbitas tão curtos, eles estão entre 20 e 100 vezes mais perto da estrela do que a Terra do Sol. A estrutura deste sistema planetário está muito mais próxima em escala do sistema das luas de Júpiter do que do Sistema Solar", diz Michaël Gillon.
Imagem ESOM. Kornmesser
Aquário
Este tipo de estrela é muito comum na Via Láctea e vive por muito tempo, mas os cientistas nunca tinham descoberto planetas ao redor delas. Apesar de estar muito perto da Terra, a Trappist-1 não pode ser vista a olho nu ou com um telescópio simples, porque é muito escura e vermelha. Ela fica na constelação de Aquário.
O estudo traz novas perspectivas na busca por planetas habitáveis, já que cerca de 15% das estrelas próximas ao Sol são deste tipo.
"Por que estamos tentando detectar planetas como a Terra ao redor das menores e mais geladas estrelas nas vizinhanças do Sistema Solar? O motivo é simples: sistemas em torno destas pequenas estrela são os únicos locais onde podemos detectar vida em um exoplaneta do tamanho da Terra com a tecnologia disponível atualmente", diz Michaël Gillon, principal autor do estudo.
"Se quisermos encontrar vida em outro lugar no Universo, é aí que podemos começar a procurar", conclui.
O coautor Emmanuël Jehin explica que, até então, a existência de "mundos vermelhos" orbitando essas estrelas supergeladas era puramente teórica.
"Isso realmente é uma mudança de paradigma em relação à população do planeta e os caminhos para acharmos vida no Universo", afirma. "Temos não só um adorável planeta em torno de uma estrela vermelha mas um sistema completo, com três planetas!"
Imagem ESOM. Kornmesser
Buscando pista sobre habitabilidade (na luz)
Os astrônomos tentarão buscar sinais de vida ao estudar o efeito que a atmosfera do planeta (quando este fica entre a estrela anã e a Terra) tem sobre a luz que chega à Terra. Esse efeito costuma ser imperceptível em planetas do tamanho da Terra que orbitam estrelas maiores, por causa do brilho destas. Mas, como esta estrela é fraca e fria, o efeito pode ser detectado.
Mas apesar de orbitarem muito próximo à estrela, os dois planetas mais internos do sistema recebem bem menos radiação do que a Terra recebe do Sol - já que a estrela emite menos luz que o Sol. Com isso, ele ficam fora da chamada "zona de habitabilidade" do sistema. Os astrônomos acreditam, porém, na possibilidade de algumas partes deles serem habitáveis.
Já o terceiro planeta, mais externo, pode se encontrar na zona de habitabilidade - sua órbita ainda não é suficientemente conhecida para garantir isso. Mesmo assim, é provável que receba menos luz que a Terra.
"Graças a vários supertelescópios atualmente em construção, logo poderemos estudar a composição atmosférica desses planetas e ver primeiro se possuem água e depois se apresentam traços de atividade biológica", diz Julien de Wit, do Massachusetts Institute of Technology (MIT) nos EUA, um dos coautores do trabalho. "Trata-se de um enorme passo na procura de vida no Universo."