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terça-feira, 10 de maio de 2016

CIENTISTAS DESENVOLVEM 'SEGUNDA PELE' PARA ESCONDER RUGAS E OLHEIRAS


A 'segunda pele' mantem a hidratação e parece melhorar a elasticidade da pele natural

Cientistas nos Estados Unidos desenvolveram uma película elástica e invisível que pode ser aplicada à pele para diminuir a aparência de rugas e pele flácida abaixo dos olhos e olheiras.
Depois de uma série de pequenos testes, a revista especializada Nature Materials informou que essa "segunda pele" é aplicada sobre a pele da pessoa e, quando ela seca, forma uma película que "imita as propriedades da pele jovem".
Por enquanto a película está sendo usada em testes apenas como um produto cosmético.
Mas os cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) afirmam que essa "segunda pele" poderá ser usada no futuro como protetor solar ou como uma forma de ministrar medicamentos a pacientes através da pele.
Protótipo
A equipe de cientistas americanos testou o protótipo em alguns voluntários aplicando a fórmula da região abaixo dos olhos, nos antebraços e pernas.
O polímero polissiloxano foi sintetizado usando moléculas de silicone e oxigênio. O composto foi criado para imitar a pele humana e fornecer uma camada protetora e permeável.
Segundo os pesquisadores, a película temporária mantém a hidratação da pele e ajuda a aumentar sua elasticidade.
Em um dos testes, a pele foi beliscada por um tempo e depois solta, para verificar-se o quanto tempo ela demorava para voltar a sua posição normal.
A pele abaixo do olho esquerdo foi coberta com o polímero; a pelo abaixo do olho direito não foi coberta
Com o envelhecimento, a pele perde firmeza e elasticidade e, com isso, o desempenho nesse tipo de teste fica pior.
A parte da pele que foi coberta com o polímero ficou mais elástica do que a pele sem a película. E, a olho nu, a parte com a película parecia mais macia, firme e menos enrugada.
"Há muitos desafios em desenvolver uma segunda pele que seja invisível, confortável e eficaz para manter a hidratação", afirmou Robert Langer, que liderou o trabalho no MIT.
"Ela precisa ter as propriedades óticas certas, ou não vai ter uma boa aparência, e precisa ter as propriedades mecânicas certas, ou não vai ter a força certa e não vai desempenhar seu papel corretamente."
"Estamos muito animados com as oportunidades que são apresentadas como resultado deste trabalho e ansiosos para desenvolver mais esses materiais, para melhorar o tratamento a pacientes que sofrem de várias doenças de pele", acrescentou.
Segundo os pesquisadores, a película pode ser usada o dia todo sem causar irritação e resiste ao suor e à chuva.
Por enquanto ainda são necessários mais estudos para determinar a eficácia desta segunda pele, e o polímero aguarda aprovação de órgãos reguladores.
Tamara Griffiths, da Associação Britânica de Dermatologistas, afirmou que, apesar dos resultados promissores, ainda é preciso fazer mais testes.
"Os resultados (com o) polímero parecem ser comparáveis aos de uma cirurgia, mas sem os riscos. É preciso fazer mais pesquisas, mas esta é uma abordagem nova e promissora para um problema comum. Vou acompanhar o desenvolvimento (da película) com interesse", afirmou.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

ESTRUTURA HIDROLÓGICA DE PLANTAS VASCULARES ENVOLVIDAS NA TRANSFERÊNCIA DE ÁGUA DO SOLO PARA A ATMOSFERA



A planta contém dois sistemas de transporte quase independentes: o floema (sistema vivo, que carrega substâncias metabolizadas principalmente no sentido descendente a partir da copa, de e para órgãos de armazenagem), e o xilema (constituído principalmente de tecido morto, o qual transporta água e nutrientes no sentido ascendente, a partir das raízes).
Xilema e Floema
Os vasos condutores de água
São construídos de sequências de células mortas, grandes e alongadas, cujas paredes laterais, por diferentes processos, se tornaram espessas e impermeáveis à água e com padrões distintos de poros sobre elas distribuídos. As paredes transversais das células se desintegraram de tal forma que o resultado é uma série de tubos que comunicam diretamente a fonte de água nas raízes com seu destino final, a atmosfera que envolve a folhagem. Os vasos terminam fechados em suas extremidades inferiores entre as células absorventes das raízes, e em suas extremidades superiores eles terminam entre as células fotossintéticas das folhas.
Sistema Ascendente e Descendente
Entre os vasos do xilema existem fibras mais curtas quase sólidas, que têm aparentemente função puramente mecânica e células de parênquima vivo que envolvem os raios medulares, que por sua vez comunicam os vasos com tecidos de partes externas do caule, incluindo-se o floema de onde se extraem materiais para armazenamento temporário.
Representação esquemática do sistema vascular da planta.
O sistema radicular
A arquitetura (aparência e conformação) do sistema radicular depende das condições externas.
É proposto que culturas estabelecidas com suprimento adequado de água tendem a produzir um sistema radicular confinado à superfície do solo, ao passo que culturas submetidas a indiferentes suprimentos de água tem desenvolvimento radicular mais profundo. Alguma evidência dessa sugestão foi encontrada, mas frequentemente existe uma variação maior entre sistemas radiculares submetidos a dado regime de água, do que entre profundidade radicular média de plantas de regimes de água contrastantes.
O comprimento total e taxa de crescimento das raízes fornecem parâmetros convenientes para comparar o comportamento de plantas sob diferentes tratamentos.
A rizosfera é confinada principalmente a um volume de solo úmido suficiente para suprir a demanda evaporativa da parte aérea; enquanto a água é “extraída” do solo, as raízes tendem a se expandir ao longo de gradientes de água, mas permanece a possibilidade de absorção de água de qualquer parte do solo previamente esgotada, caso esta seja remolhada.
Os órgãos extremos das raízes que entram em contato com o solo são os pêlos absorventes; cada um é uma protuberância de uma única célula da epiderme. Os pelos absorventes tem vida curta e desaparecem depois de alguns dias para serem repostos por novos, formados imediatamente após ao ápice radicular em avanço.
 Cada raiz termina em um ponto de crescimento sobreposto por uma coifa razoavelmente distinta, que é uma proteção de células muscilaginosas cuja finalidade é dita como auxiliar ao avanço da extremidade em crescimento, lubrificando os agregados do solo.
Caules e folhas
Os caules sustentam os órgãos fotossintéticos e reprodutivos no meio ambiente apropriado para suas funções e também contêm os sistemas de transporte que os comunicam com as raízes.
A parte aérea consiste normalmente em caules e folhas verdes. A estrutura da folha reflete sua tão importante função fotossintética. Na superfície superior, imediatamente abaixo da epiderme está o parênquima palissádico, constituindo-se de células em contato estreito, providas de cloroplastos. Entre este e a epiderme inferior está uma zona de células livremente dispostas em espaços vazios entre elas, chamado parênquima lacunoso ou esponjoso, também fotossintético. O contato entre os espaços vazios do parênquima esponjoso e a atmosfera externa é feita pelos poros estomatais.  
Estômatos
Cada estômato consiste num par de células de guarda alongadas, ocasionalmente sendo suplementadas com células subsidiárias, como acontece nas gramíneas. Ao contrário do restante das células epidermais, as células de guarda contêm cloroplastos. A forma das células de guarda é tal que quanto túrgidas, suas paredes adjacentes se separam para formar um poro. A forma e largura do poro determinam sua habilidade em permitir a passagem de vapor e gases. A abertura do poro diminui proporcionalmente à redução de pressão de turgor nas células de guarda; quando elas estão flácidas, o estômato está completamente fechado. Os estômatos, em grande número por centímetro quadrado, estão geralmente dispostos na face inferior das folhas, mas em algumas espécies eles também poder estar presentes na face superior, mas em menor número. Estômatos podem ser encontrados em alguns caules, mas nunca em raízes.
O sistema condutor
Consiste em grupos superiores e inferiores de células vivas de paredes finas, em íntimo contato com os terminais de tubos mortos de paredes espessas que contêm poros no sentido lateral, o que permite comunicação entre eles e os outros tecidos nos caules. Na extremidade inferior do sistema, as células de paredes finas mais externas estão em contato com as camadas de água que envolvem as partículas do solo, enquanto que na extremidade superior as células de paredes finas formam os limites de cavidades de ar dentro das folhas; estas cavidades comunicam-se com a atmosfera externa através de poros, que se podem fechar ao receber estímulo apropriado. Assim, existe uma coluna contínua de água ligando a água do solo à atmosfera, tendo mecanismos de regulagem em ambas as extremidades (células vivas nas quais a passagem de água depende do potencial osmótico, de seu conteúdo e do potencial da água da atmosfera ou do solo), e um mecanismo secundário de regulagem (os estômatos) colocado entre o ar contido dentro da folha e o ar da atmosfera externa.
Medida da abertura estomatal
A porosidade de uma superfície de folha pode ser medida, utilizando-se de porômetros, forçando-se o ar por uma pequena zona coberta, fazendo-o penetrar nos espaços intercelulares e daí para a atmosfera através dos estômatos localizados fora da zona coberta da folha.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

A “CAPITAL MUNDIAL DOS RELÂMPAGOS” - OLOGÁ NA VENEZUELA



Relâmpago visto de Ologá - local foi considerada “capital” do fenômeno. - Imagem Arianna Arteaga Quintero
Na localidade de Ologá, sobre o lago de Maracaibo (oeste da Venezuela), é quase impossível observar uma noite completamente escura.
Entre abril e novembro, relâmpagos aparecem e desaparecem de forma constante no céu, um fenômeno que virou rotineiro para os moradores e é visto como "milagre" por visitantes.
Por ano, ocorrem em média 297 tempestades elétricas, que proporcionam este espetáculo de luzes naturais.
O número é da agência espacial americana, a Nasa, em parceira com a USP e as universidades de Maryland e Alabama (ambos nos EUA), que nesta terça-feira confirmaram que o lago de Maracaibo é a "capital" dos relâmpagos na Terra.
Por ano, ocorrem 297 tempestades de relâmpagos no lago
Os especialistas consideravam, até o momento, que a maior concentração de raios se originava na bacia do rio Congo, na África.
"Até a investigação, acreditávamos que nenhuma zona tiraria o trono da África Central como a número 1 em ocorrência de relâmpagos. Foi possível determinar que o campeão era o lago de Maracaibo devido à minuciosa análise realizada", disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, Richard Blakeslee, cientistas da Nasa responsável pelo estudo, publicado no boletim da Associação Americana de Meteorologia (AMS).
Segundo Blakeslee, foi preciso analisar 16 anos de dados para chegar a estas conclusões.
Em todo o lago
Lago Maracaibo é o maior da América do Sul
O fenômeno era conhecido na Venezuela como "Relâmpago do Catatumbo" porque se acreditava que ele só ocorria no delta do rio Catatumbo, quando ele desemboca no lago de Maracaibo, o maior da América do Sul.
Os cientistas analisaram milhares de dados captados por um sensor de raios chamado Lightning Imaging Sensor (LIS, na sigla em inglês), que a Nasa pôs no satélite Tropical Rainfall Measuring Mission (TRMM), que produziu cerca de 17 anos de informação sobre chuvas tropicais.
"Foi quase no final da missão que finalmente observamos os pontos quentes dos relâmpagos", diz Blakeslee.
Ainda que o cientista da Nasa detalhe a informação sobre o que acontece no lago, ele nunca esteve lá pessoalmente.
Já o guia turístico Alan Highton construiu há décadas um acampamento sobre a água do lago na localidade de Ologá, onde recebe turistas que querem "a experiência do relâmpago".
"Acho que o estudo da Nasa confirma que é preciso mudar o nome do fenômeno, porque não acontece só em Catatumbo. Há anos vemos isso ocorrer por todo o lago", disse ele.
Mudança climática
Palafitas sobre o Congo Mirador, perto do Rio Catatumbo
Além de dar um recorde à Venezuela, o estudo pode produzir informações importantes sobre a mudança climática no planeta, indicou Blakeslee.
"Foi cogitada a hipótese de que relâmpagos e tempestades elétricas podem ser um indicador sensível da mudança de temperatura", indicou.
É por isso, acrescenta, que compreender a relação dos raios e relâmpagos com o clima severo e a química atmosférica é chave na criação de políticas públicas para o meio ambiente.
Para Highton, porém, o reconhecimento do lado de Maracaibo tem valor para as comunidade que moram no lugar e vão atrair os olhos do mundo para um fenômeno raro.
Fonte: BBC