Esta foto foi escolhida pela BBC 28 de setembro, 2012 como uma das 20 mais bonitas

Sejamos proativos nas questões relacionadas às mudanças climáticas, pois não seremos poupados de seus efeitos devastadores a curto e longo prazo.
gmsnat@yahoo.com.br
Um Blog diferente. Para pessoas diferentes!

Grato por apreciar o Blog.
Comentários relevantes e corteses são incentivados. Dúvidas, críticas construtivas e até mesmo debates também são bem-vindos. Comentários que caracterizem ataques pessoais, insultos, ofensivos, spam ou inadequados ao tema do post serão editados ou apagados.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

QUATRO MANEIRAS SIMPLES DE MANTER SEU CÉREBRO JOVEM



Em teoria, é fácil manter o corpo em boas condições: basta seguir uma dieta saudável e fazer exercícios.
Tais princípios básicos deveriam ajudar a manter o cérebro saudável também. Mas pesquisas científicas recentes revelam segredos sobre outras formas de manter o cérebro jovem por mais tempo. Veja abaixo algumas dicas.
1. Cérebro ativo
Grupo que aprendeu a jogar tênis de mesa conseguiu estimular o cérebro para criar novas conexões entre os neurônios
É fundamental manter seu cérebro trabalhando. Mas é bom esclarecer que ler um pouco ou fazer palavras cruzadas não é o bastante.
Aprender algo novo pode fazer uma diferença enorme, por exemplo. Pode até paralisar a deterioração do cérebro.
O programa da BBC How to Stay Young ("Como Permanecer Jovem", em tradução livre) reuniu um grupo de pessoas com mais de 60 anos para fazer aulas de tênis de mesa. O programa descobriu que o esporte teve um efeito poderoso em seus cérebros - para alguns deles o córtex cerebral ficou até maior.
Ao começar um novo hobby que testava seus reflexos e a coordenação entre mãos e olhos, eles conseguiram estimular o cérebro para criar novas conexões entre os neurônios.
Tocar um instrumento musical também pode ser útil, já que a tarefa envolve diferentes partes do cérebro - áreas responsáveis pela coordenação motora fina, audição e visão.
Pelo fato de tantas áreas diferentes trabalharem ao mesmo tempo, a parte do cérebro que conecta os dois hemisférios - o corpo caloso - também se exercita.
Aprender a tocar um instrumento musical também ajuda a manter o cérebro jovem
E vale lembrar que nunca é tarde demais para aprender a tocar um instrumento. Um estudo americano concluiu que aprender a tocar piano melhorou a memória e outras funções cognitivas de um grupo de pessoas com idades entre 60 e 85 anos.
Atividades físicas também são boas para o cérebro. Uma pessoa pode criar mais células na área cerebral que é importante para a memória - o hipocampo - se exercitando.
E não é preciso correr uma maratona ou levantar muito peso para obter estes benefícios.
O programa da BBC descobriu que uma caminhada vigorosa durante uma hora, duas vezes pode semana, pode liberar substâncias que estimulam o crescimento de novos neurônios no hipocampo.
2. Alimentação
A alimentação correta também pode ter um papel fundamental na juventude do cérebro.

Um exemplo é a ilha japonesa de Okinawa, um local onde há um número alto de pessoas que passaram dos cem anos de idade e as taxas de demência podem ser até 50% mais baixas do que nos países ocidentais.
Alguns cientistas acreditam que um dos alimentos preferidos dos moradores da ilha tem um papel muito importante para toda esta saúde: a batata-doce roxa (que tem essa cor em seu interior e não apenas na casca).
Cientistas afirmam que esses legumes ajudam os moradores da ilha a manter uma boa circulação sanguínea, o que faz com que seus cérebros recebam bastante oxigênio.
Levando em conta que deve ser muito difícil encontrar esse tipo de batata em qualquer supermercado, o que devemos comer para ter tanta saúde?
Existem outros alimentos com essa cor púrpura e que têm este mesmo ingrediente "mágico", as antocianinas, pigmentos vegetais com poder antioxidante que ajudam na prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e doenças neurodegenerativas.
Todas as frutas e verduras frescas vão ajudar a manter a saúde, mas frutas roxas como a amora ou verduras roxas como a berinjela podem trazer ainda mais benefícios.
Outro alimento a ser levado em conta - e muito popular na cozinha japonesa - é o peixe.
Alguns especialistas afirmam que o ômega 3, um ácido graxo encontrado em alguns peixes, pode proteger as pessoas contra demência.
A dieta mediterrânea também inclui os peixes que têm ômega 3 e a organização britânica especializada em pesquisa e tratamento do Alzheimer, a Alzheimer Society, recomenda uma dieta neste estilo como uma das formas de reduzir o risco de desenvolver demência.
Já os suplementos alimentares com ômega 3 são mais polêmicos. Alguns médicos afirmam que são necessárias mais pesquisas para provar que estes suplementos oferecem tantos benefícios como o consumo de peixes.
3. Progressos na medicina
O futuro parece promissor em termos de tratamentos para o cérebro.
Por exemplo: pesquisadores conseguiram melhorar a memória de ratos idosos injetando neles o sangue de ratos jovens. Esta pesquisa já está em fase de testes em humanos.
Cientistas da Força Aérea dos Estados Unidos afirmam que uma pequena carga elétrica aplicada no couro cabeludo parece fortalecer conexões entre os neurônios.
E, também nos Estados Unidos, pesquisadores trabalham na criação de um implante que seria colocado no cérebro para ajudar as pessoas com demência a formar novas memórias.
4. Socialização
Humanos são animais sociais; precisamos uns dos outros para sobreviver.
Especialistas também recomendam atividades sociais para manter o cérebro jovem
Atividades sociais estimulam o cérebro de uma forma parecida com a de atividades como ler e fazer palavras cruzadas.
Assim como aprender coisas novas ou ser fisicamente ativo, atividades sociais ajudam a desenvolver conexões entre os neurônios em diferentes áreas do cérebro.
E as pesquisas também sugerem que as pessoas solitárias têm o dobro de chances de desenvolver o mal de Alzheimer e outros tipos de demência.

terça-feira, 10 de maio de 2016

CIENTISTAS DESENVOLVEM 'SEGUNDA PELE' PARA ESCONDER RUGAS E OLHEIRAS


A 'segunda pele' mantem a hidratação e parece melhorar a elasticidade da pele natural

Cientistas nos Estados Unidos desenvolveram uma película elástica e invisível que pode ser aplicada à pele para diminuir a aparência de rugas e pele flácida abaixo dos olhos e olheiras.
Depois de uma série de pequenos testes, a revista especializada Nature Materials informou que essa "segunda pele" é aplicada sobre a pele da pessoa e, quando ela seca, forma uma película que "imita as propriedades da pele jovem".
Por enquanto a película está sendo usada em testes apenas como um produto cosmético.
Mas os cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) afirmam que essa "segunda pele" poderá ser usada no futuro como protetor solar ou como uma forma de ministrar medicamentos a pacientes através da pele.
Protótipo
A equipe de cientistas americanos testou o protótipo em alguns voluntários aplicando a fórmula da região abaixo dos olhos, nos antebraços e pernas.
O polímero polissiloxano foi sintetizado usando moléculas de silicone e oxigênio. O composto foi criado para imitar a pele humana e fornecer uma camada protetora e permeável.
Segundo os pesquisadores, a película temporária mantém a hidratação da pele e ajuda a aumentar sua elasticidade.
Em um dos testes, a pele foi beliscada por um tempo e depois solta, para verificar-se o quanto tempo ela demorava para voltar a sua posição normal.
A pele abaixo do olho esquerdo foi coberta com o polímero; a pelo abaixo do olho direito não foi coberta
Com o envelhecimento, a pele perde firmeza e elasticidade e, com isso, o desempenho nesse tipo de teste fica pior.
A parte da pele que foi coberta com o polímero ficou mais elástica do que a pele sem a película. E, a olho nu, a parte com a película parecia mais macia, firme e menos enrugada.
"Há muitos desafios em desenvolver uma segunda pele que seja invisível, confortável e eficaz para manter a hidratação", afirmou Robert Langer, que liderou o trabalho no MIT.
"Ela precisa ter as propriedades óticas certas, ou não vai ter uma boa aparência, e precisa ter as propriedades mecânicas certas, ou não vai ter a força certa e não vai desempenhar seu papel corretamente."
"Estamos muito animados com as oportunidades que são apresentadas como resultado deste trabalho e ansiosos para desenvolver mais esses materiais, para melhorar o tratamento a pacientes que sofrem de várias doenças de pele", acrescentou.
Segundo os pesquisadores, a película pode ser usada o dia todo sem causar irritação e resiste ao suor e à chuva.
Por enquanto ainda são necessários mais estudos para determinar a eficácia desta segunda pele, e o polímero aguarda aprovação de órgãos reguladores.
Tamara Griffiths, da Associação Britânica de Dermatologistas, afirmou que, apesar dos resultados promissores, ainda é preciso fazer mais testes.
"Os resultados (com o) polímero parecem ser comparáveis aos de uma cirurgia, mas sem os riscos. É preciso fazer mais pesquisas, mas esta é uma abordagem nova e promissora para um problema comum. Vou acompanhar o desenvolvimento (da película) com interesse", afirmou.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

ESTRUTURA HIDROLÓGICA DE PLANTAS VASCULARES ENVOLVIDAS NA TRANSFERÊNCIA DE ÁGUA DO SOLO PARA A ATMOSFERA



A planta contém dois sistemas de transporte quase independentes: o floema (sistema vivo, que carrega substâncias metabolizadas principalmente no sentido descendente a partir da copa, de e para órgãos de armazenagem), e o xilema (constituído principalmente de tecido morto, o qual transporta água e nutrientes no sentido ascendente, a partir das raízes).
Xilema e Floema
Os vasos condutores de água
São construídos de sequências de células mortas, grandes e alongadas, cujas paredes laterais, por diferentes processos, se tornaram espessas e impermeáveis à água e com padrões distintos de poros sobre elas distribuídos. As paredes transversais das células se desintegraram de tal forma que o resultado é uma série de tubos que comunicam diretamente a fonte de água nas raízes com seu destino final, a atmosfera que envolve a folhagem. Os vasos terminam fechados em suas extremidades inferiores entre as células absorventes das raízes, e em suas extremidades superiores eles terminam entre as células fotossintéticas das folhas.
Sistema Ascendente e Descendente
Entre os vasos do xilema existem fibras mais curtas quase sólidas, que têm aparentemente função puramente mecânica e células de parênquima vivo que envolvem os raios medulares, que por sua vez comunicam os vasos com tecidos de partes externas do caule, incluindo-se o floema de onde se extraem materiais para armazenamento temporário.
Representação esquemática do sistema vascular da planta.
O sistema radicular
A arquitetura (aparência e conformação) do sistema radicular depende das condições externas.
É proposto que culturas estabelecidas com suprimento adequado de água tendem a produzir um sistema radicular confinado à superfície do solo, ao passo que culturas submetidas a indiferentes suprimentos de água tem desenvolvimento radicular mais profundo. Alguma evidência dessa sugestão foi encontrada, mas frequentemente existe uma variação maior entre sistemas radiculares submetidos a dado regime de água, do que entre profundidade radicular média de plantas de regimes de água contrastantes.
O comprimento total e taxa de crescimento das raízes fornecem parâmetros convenientes para comparar o comportamento de plantas sob diferentes tratamentos.
A rizosfera é confinada principalmente a um volume de solo úmido suficiente para suprir a demanda evaporativa da parte aérea; enquanto a água é “extraída” do solo, as raízes tendem a se expandir ao longo de gradientes de água, mas permanece a possibilidade de absorção de água de qualquer parte do solo previamente esgotada, caso esta seja remolhada.
Os órgãos extremos das raízes que entram em contato com o solo são os pêlos absorventes; cada um é uma protuberância de uma única célula da epiderme. Os pelos absorventes tem vida curta e desaparecem depois de alguns dias para serem repostos por novos, formados imediatamente após ao ápice radicular em avanço.
 Cada raiz termina em um ponto de crescimento sobreposto por uma coifa razoavelmente distinta, que é uma proteção de células muscilaginosas cuja finalidade é dita como auxiliar ao avanço da extremidade em crescimento, lubrificando os agregados do solo.
Caules e folhas
Os caules sustentam os órgãos fotossintéticos e reprodutivos no meio ambiente apropriado para suas funções e também contêm os sistemas de transporte que os comunicam com as raízes.
A parte aérea consiste normalmente em caules e folhas verdes. A estrutura da folha reflete sua tão importante função fotossintética. Na superfície superior, imediatamente abaixo da epiderme está o parênquima palissádico, constituindo-se de células em contato estreito, providas de cloroplastos. Entre este e a epiderme inferior está uma zona de células livremente dispostas em espaços vazios entre elas, chamado parênquima lacunoso ou esponjoso, também fotossintético. O contato entre os espaços vazios do parênquima esponjoso e a atmosfera externa é feita pelos poros estomatais.  
Estômatos
Cada estômato consiste num par de células de guarda alongadas, ocasionalmente sendo suplementadas com células subsidiárias, como acontece nas gramíneas. Ao contrário do restante das células epidermais, as células de guarda contêm cloroplastos. A forma das células de guarda é tal que quanto túrgidas, suas paredes adjacentes se separam para formar um poro. A forma e largura do poro determinam sua habilidade em permitir a passagem de vapor e gases. A abertura do poro diminui proporcionalmente à redução de pressão de turgor nas células de guarda; quando elas estão flácidas, o estômato está completamente fechado. Os estômatos, em grande número por centímetro quadrado, estão geralmente dispostos na face inferior das folhas, mas em algumas espécies eles também poder estar presentes na face superior, mas em menor número. Estômatos podem ser encontrados em alguns caules, mas nunca em raízes.
O sistema condutor
Consiste em grupos superiores e inferiores de células vivas de paredes finas, em íntimo contato com os terminais de tubos mortos de paredes espessas que contêm poros no sentido lateral, o que permite comunicação entre eles e os outros tecidos nos caules. Na extremidade inferior do sistema, as células de paredes finas mais externas estão em contato com as camadas de água que envolvem as partículas do solo, enquanto que na extremidade superior as células de paredes finas formam os limites de cavidades de ar dentro das folhas; estas cavidades comunicam-se com a atmosfera externa através de poros, que se podem fechar ao receber estímulo apropriado. Assim, existe uma coluna contínua de água ligando a água do solo à atmosfera, tendo mecanismos de regulagem em ambas as extremidades (células vivas nas quais a passagem de água depende do potencial osmótico, de seu conteúdo e do potencial da água da atmosfera ou do solo), e um mecanismo secundário de regulagem (os estômatos) colocado entre o ar contido dentro da folha e o ar da atmosfera externa.
Medida da abertura estomatal
A porosidade de uma superfície de folha pode ser medida, utilizando-se de porômetros, forçando-se o ar por uma pequena zona coberta, fazendo-o penetrar nos espaços intercelulares e daí para a atmosfera através dos estômatos localizados fora da zona coberta da folha.