Maria Lucimar Pereira poderá ser a mulher mais idosa do mundo
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| Maria Lucimar Pereira com a sua família (créditos: INSS/Survival) |
A Survival International, organização de defesa dos direitos dos povos indígenas tribais, revelou hoje que encontrou uma brasileira que poderá ser a pessoa mais velha do mundo, completando 121 anos dia 3 de Setembro, próximo sábado. Maria Lucimar Pereira é uma índia de etnia caxinauás e habita no oeste da Amazônia. O seu registro de nascimento, aprovado em 1985, mostra que nasceu 1890.
Uma dieta à base de carne grelhada, mandioca, papas com banana e ausência de sal, açúcar e alimentos processados parece ser a causa da longevidade. Stephen Corry, diretor da Survival International considera “refrescante ver uma comunidade que manteve um forte vínculo com o seu território ancestral desfrutar dos benefícios dessa opção”.
Apesar da sua idade, Maria mantém-se saudável e ativa. Passeia pela aldeia, partilha histórias e visita frequentemente os seus familiares. Fala apenas caxinauá e costuma ir a Feijó, a cidade mais próxima.
Nesta comunidade de caxinauás, a longevidade é frequente. Dos seus 80 habitantes, quatro têm mais de 90 anos. Comem alimentos naturais, rejeitando a comida processada disponível na cidade.
Ao longo da sua vida, Maria testemunhou alguns dos episódios mais dramáticos da história da Amazônia. Durante a chamada “febre da borracha” entre meados do século XIX e primeiras décadas de XX, a população indígena foi escravizada. Viveu em condições penosas, tendo apenas 10% sobrevivido. No Brasil vivem atualmente 7500 caxinauás. São mais numerosos nas regiões de floresta tropical no leste peruano.
Mulheres centenárias
A brasileira Maria Gomes Valentim, reconhecida pelo Guiness como a mulher mais idosa, morreu em Junho passado, poucas semanas de completar 115 anos. O recorde passou para a norte-americana Besse Cooper, que completou na passada sexta-feira 115 anos. O ano passado, a televisão da Geórgia apresentou Antisa Khvichava, que teria completado 130 anos dia 8 de Julho. A informação não foi confirmada pelo Guiness, pelo que o título de Decano da Humanidade continua a pertencer a Besse Cooper.





