Esta foto foi escolhida pela BBC 28 de setembro, 2012 como uma das 20 mais bonitas

Sejamos proativos nas questões relacionadas às mudanças climáticas, pois não seremos poupados de seus efeitos devastadores a curto e longo prazo.
gmsnat@yahoo.com.br
Um Blog diferente. Para pessoas diferentes!

Grato por apreciar o Blog.
Comentários relevantes e corteses são incentivados. Dúvidas, críticas construtivas e até mesmo debates também são bem-vindos. Comentários que caracterizem ataques pessoais, insultos, ofensivos, spam ou inadequados ao tema do post serão editados ou apagados.

EAD

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS



A acidificação dos oceanos é conhecida como a irmã gêmea das mudanças climáticas, pois o fenômeno decorre da absorção de CO2 pelos oceanos e a consequente mudança do pH das águas marinhas. Mas ao contrário da mudança do clima, que é monitorada razoavelmente bem com a medição de temperaturas em diversos pontos da superfície terrestre, no caso dos oceanos faltam registros acurados sobre o pH das águas.
Realizar testes de acidez das águas oceânicas com a tecnologia atual é difícil e caro e, com cortes drásticos nas verbas públicas dedicadas à pesquisa em países desenvolvidos – 16,3 % nos últimos três anos só nos EUA – e pouco incentivo vindo do mercado, a situação tende a perdurar.
Para mudar o estado de coisas e permitir o monitoramento dos níveis de acidez das águas, a X Prize Foundation e a milionária Wendy Smith – esposa do fundador da Google, Eric Smith – decidiram oferecer US$ 2 milhões para quem inventar sensores baratos e fáceis de operar. A ideia é dar uma solução ao problema e impulsionar a inovação para que possamos entender melhor as consequências da acidificação oceânica.
A X Prize é uma fundação criada pelo engenheiro americano Peter Diamandis – um entusiasta da tecnologia como solução para problemas contemporâneos – cuja missão é “gerar avanços para o benefício da humanidade” por meio de incentivos à competição.
Desde 1996, a fundação promoveu quatro prêmios e atualmente tem outros quatro em andamento. O primeiro e mais famosos deles, o Ansari X Prize, desafiou equipes a construir e operar uma espaçonave com capacidade para três pessoas. Os investimentos feitos pelos 26 times participantes superaram em dez vezes o valor do prêmio, de US$ 10 milhões.
Os oceanos são ainda os maiores produtores de oxigênio e consumidores de CO2, ou gás carbônico, do planeta. São, eles sim, o verdadeiro “pulmão do mundo”, ao contrário do que se propaga sobre a Amazônia.
O desafio dessa vez é construir sensores que possam ser operados em pelo menos 3 mil metros de profundidade, que tomem medidas precisas sobre a mudança do pH da água e que não precisem ser recalibrados frequentemente. De quebra, os aparelhos precisam ser baratos e acessíveis. A partir de janeiro de 2014, a competição terá prazo de 22 meses – o primeiro ano será dedicado ao desenvolvimento dos sensores e o restante do prazo a testes. O resultado deve ser anunciado em meados de 2015.
Críticos destacam que a capacidade de monitorar a acidez das águas não soluciona o problema e não atinge sua causa – as emissões de CO2. Mas mesmo que seja apenas para saber melhor o tamanho do estrago que acidificação terá para os oceanos – e seus impactos para a humanidade –, a história indica que o prêmio deve gerar resultados.
Um dos primeiros prêmios do gênero aconteceu em 1714 quando o Parlamento britânico ofereceu incentivos monetários para quem inventasse um método simples e prático para determinar com precisão a longitude em que se encontra um navio.
No século XX, com grandes corporações investindo pesado em pesquisa e desenvolvimento de produtos para criar ou manter monopólio de mercados, os prêmios quase desapareceram do cenário. Voltaram à tona nas últimas décadas com a pulverização dos mercados e a desaceleração das economias desenvolvidas.
Problemas cabeludos a solucionar é o que não falta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário