Esta foto foi escolhida pela BBC 28 de setembro, 2012 como uma das 20 mais bonitas

Sejamos proativos nas questões relacionadas às mudanças climáticas, pois não seremos poupados de seus efeitos devastadores a curto e longo prazo.
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EAD

domingo, 28 de novembro de 2010

SERÁ DESTA VEZ, O FIM DO ABISMO ENTRE A FAVELA E A SOCIEDADE

O noticiário da imprensa, do rádio e da televisão, obrigado a cobrir os acontecimentos mais espetaculares. O Rio teve um dia de guerra contra o tráfico, com cenas típicas: fuga de bandidos armados pelo morro, veículos blindados da Marinha circulando pelas ruas, tiroteios, mortes, prisões e veículos em chamas, dão constante e regular destaque à violência nas favelas do Rio de Janeiro, provocada por minorias armadas, sejam elas de traficantes ou milicianos. Não adianta repetir que essas minorias são numericamente insignificantes, se comparadas à população de trabalhadores naquelas comunidades. O estereótipo está consolidado e revigorado por uma reiteração desses procedimentos criminosos no material de ficção que vemos em filmes e séries, nacionais ou estrangeiros, a que estamos sempre expostos.
Entenda os ataques
Uma onda de violência assola o Rio de Janeiro desde o último domingo (21), quando criminosos começaram uma série de ataques e incendiaram veículos, entre carros, coletivos e caminhões.
Na segunda-feira, as autoridades fluminenses consideraram os ataques uma resposta à política de ocupação de favelas por UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e à transferência de presos para presídios federais. A intenção seria colocar medo na população.
A polícia investiga se os ataques estão sendo orquestrados pelas facções criminosas Comando Vermelho e ADA (Amigos dos Amigos). Na quarta-feira, oito presidiários foram transferidos do Rio para o presídio de segurança máxima em Catanduvas (PR). Nesta quinta, detentos do Rio que estavam em Catanduvas foram transferidos para Porto Velho (RO).
Desde o começo da semana, uma megaoperação está sendo feita em diversas comunidades da capital, sendo a Vila Cruzeiro, no subúrbio do Rio, o local com combates mais intensos.
Uma determinação do comandante-geral da PM, Mário Sérgio Duarte, obrigou todos os policiais de folga a retornar para seus batalhões. A Marinha foi enviada para ajudar no combate e o governo federal enviou reforço da Polícia Rodoviária Federal.
Grandes quantidades de armas e drogas estão sendo apreendidas diariamente. A operação não tem data para acabar, informam as autoridades. 
O abismo entre a favela e o resto da sociedade produz uma “cidade partida”, expressão criada pelo jornalista Zuenir Ventura, na medida em que um lado cada vez mais conhece menos o outro e se relaciona com ele do jeito que o estereótipo conduz. Nesses gigantescos guetos proletários, onde uma pequena classe média, surgida nas duas últimas décadas, começa a crescer e a se organizar em busca de uma identidade, uma produção cultural nova e viçosa está florescendo sem que o resto do mundo se dê muito conta, embora o país já esteja contagiado por ela na música, na linguagem e nos costumes. E essa é uma cultura que não é apenas do gueto, mas também de nosso tempo, estejamos onde bem estivermos.
A favela carioca foi, no passado, um espaço rural, refúgio de migrantes sem teto que improvisavam seus barracos de madeira e zinco nos morros verdes do maciço da Tijuca, no cenário majestoso do Rio de Janeiro. Com a crise habitacional na cidade que cresceu de repente, ela foi se tornando dormitório operário, até que a saturação de moradias e a ideologia dominante de remoção impedissem, ao mesmo tempo, a interrupção de seu crescimento e os benefícios de uma urbanização. Nesse período, a rica cultura das favelas inventou ritmos e gêneros musicais, inventou o carnaval e o futebol como formas de expressão popular, inventou uma arquitetura pragmática e um urbanismo no caos. E, embora excluída da sociedade formal, chegou a representar internacionalmente a cultura nacional brasileira.
Apesar de seu lirismo iluminado, essa era uma cultura autopiedosa e conformada, uma margem provisória e dependente do centro, cuja única aspiração era a do reconhecimento da cidade e, se possível, a da descida individual do morro, numa ascensão que só o pandeiro e a bola podiam lhe dar.
Hoje os jovens das favelas cariocas formam uma nova geração que, rompendo com os estereótipos de que é vítima, rompeu também com o conformismo que sempre relegou os moradores dessas comunidades a uma sombra de cidadãos de segunda classe, fantasmas sociais assombrando o sono dos ricos. Esses jovens estão agora construindo sua identidade, sobretudo através da cultura. Eles se orgulham de suas comunidades, de suas famílias e de seus vizinhos, de sua atividade produtiva, de seu comportamento social, de sua pro-atividade. Não se consideram representados pelos agentes da violência e trabalham duro para obter aquilo que seria obrigação do estado lhes fornecer, como a qualquer outro cidadão da mesma urbis – educação, saúde, moradia, segurança.
Para vencer esta batalha, o apoio das comunidades é imprescindível, acho  que os moradores das favelas não querem mais o crime organizado dentro de suas comunidades, pois sua população de adolescentes estão sendo cooptados pelo crime organizado muito precocemente, tendo suas vidas ceifadas no enfrentamento entre facções rivais, polícias ou milícias. A população quer a proteção do Estado de Direito e não de um Poder Paralelo.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Placas Tectônicas  - Quer experimentar esta atividade interativa?



Aqui tem um flash sobre " placas tectônicas". É muito bom para estudar em casa pois tem informação e atividades interativas para estudar no seu ritmo. Basta clicar com o mouse no botão assinalado com o círculo vermelho (está no fundo de cada página). É só seguir o "caminho".

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Introdução à Filosofia: Os Filósofos e seus pensamentos malucos - Parte 4

Introdução à Filosofia: Os Filósofos e seus pensamentos malucos - Parte 4

BBB
Sempre que escutamos falar em filosofia a primeira coisa que vem à nossa cabeça é que isto é coisa de maluco: homens que ficaram a vida inteira pensando sobre coisas que ninguém sequer sonhava pensar.
Enquanto a maioria das pessoas pensa sobre coisas banais, (quem vai ganhar no “Big Brother Brasil”?; Qual o fuxico sobre a vizinha bonita?; como emagrecer em um dia?; qual o melhor celular para se “tirar uma onda”?; o que comprar sem necessidade?; entre outros) o filósofo, ao contrário, irá pensar e fazer perguntas fundamentais sobre estas mesmas coisas com a intenção de criar novas informações sobre elas e com a intenção de propor uma mudança na maneira como as enxergamos e perguntamos (qual a importância dos “Reality Show”?; o que é a beleza?; o que é ser saudável?; qual a importância da tecnologia na vida humana?; o que é a lógica de consumo?; por exemplo). 
Portanto, o filósofo intenciona, incessantemente, produzir um olhar analítico, crítico e reflexivo sobre todos os fenômenos que fazem parte do dia-a-dia em nossa vida. Ele busca conhecer mais e melhor as coisas à sua volta com a intenção de demonstrar novas possibilidades de existência daquilo que todos acham comum, corriqueiro, normal.
Com este novo olhar do filósofo é que podemos dizer que produzimos uma teoria do conhecimento. Ou seja, a cada pensamento novo dos filósofos sobre as coisas da realidade foram sendo produzidos novos conhecimentos sobre o mundo: a astronomia, a matemática, a física, a história, a geografia, a medicina, a sociologia, a política, a religião, a arte, e, finalmente, a própria filosofia.
O que os Filósofos sempre fazem é tentar encontrar uma ordem conceitual na desordem do mundo ou aplicar ao mundo uma ordem conceitual. Dizendo de outra maneira, cabe à filosofia ordenar o mundo a partir de idéias, conceitos, e hipóteses para que todos possam viver melhores, em um mundo em movimento, em transformação e que, a cada instante, nos surpreende com o surgimento de coisas novas que não sabemos o que é. Assim nascem as explicações das coisas no mundo, para tentar tornar acessíveis e ordenadas as coisas e o mundo à nossa volta.
Mas será que no mundo em que vivemos somente o filósofo é capaz de pensar e produzir teorias de conhecimento que expliquem e ordenem as coisas e o mundo? Ou nós, simples mortais, também podemos pensar e olhar de maneira diferenciada para as coisas e o mundo, buscando conhecê-los e atribuir-lhes novas explicações e conceitos?
Ora todos nós nascemos filósofos: pensamos, analisamos, questionamos, criticamos. As condições da vida e da cultura nos fazem perder o gosto pelo questionamento.
Quando uma criança se coloca a questionar o mundo à sua volta e faz questionamentos aos pais perguntado o porquê disto?; o que é aquilo?; como fazer isto?; ela está exercitando o filósofo dentro de si. Mas os pais, na maioria das vezes, “matam” o filósofo que está nascendo na criança respondendo-lhe: porque não; não sei; ou simplesmente diz à criança parar deixar de ser chata. Ou seja, se a criança estava sobre o pêlo do coelho e quando ele andava no mundo ela o admirava, se espantava e se questionava, agora, com a falta de respostas dos pais ela está enfiada e encolhida dentro do pêlo do coelho. Por mais que ele ande no mundo de nada adiantará: a criança/filósofo nada verá, nada admirará, nada a espantará e nada questionará.
Platão (428/27 – 347 a. C.) e Aristóteles (384 – 322 a. C.) deram à filosofia uma de suas melhores definições. Eles viram a filosofia como um discurso admirado e/ou espantado com o mundo.  O filósofo, portanto, é o sujeito que se espanta e se admira com o mundo à sua volta. Fazer a pergunta inocente da criança (o que é?) é estar na atitude filosófica, é pensar filosoficamente.
Assim, todos nós podemos voltar a deixar nascer o filósofo que está preso dentro de nós. Como a “lâmpada mágica de Aladim”, podemos nos polir e fazer sair de nós uma pessoa nova que olhe para o mundo e o admire, o questione e se espante com ele.
 Desta maneira, poderemos todos nós, pensarmos, analisarmos, criticarmos, refletirmos sobre as coisas e o nosso mundo a fim de criarmos novas teorias de conhecimento.
Todos os profissionais do mundo como os políticos, os empresários, os professores, os médicos, os dentistas, os advogados, os astronautas, entre outros, um dia foram e tiveram a inocência e o olhar da criança. Hoje são eles que criam os conhecimentos e as explicações sobre as coisas e sobre os fenômenos do mundo.
Portanto, as coisas e o mundo só existirão no momento em que nos admirarmos e nos espantarmos com ele. Espantemo-nos com o mundo!

Octavio Silvério de Souza Vieira Neto

Introdução à Filosofia: Mas Qual a Utilidade da Filosofia? - Parte 3

Introdução à Filosofia: Mas Qual a Utilidade da Filosofia? - Parte 3

"O destino de nosso tempo está caracterizado pela racionalização e
 intelectualização e, acima de tudo, pelo desencantamento do mundo."

Sempre que procuramos querer saber o valor e a utilidade de alguma coisa em nossa vida é normal que olhemos para esta coisa tentando nos convencermos sobre o modo como a usamos em nosso dia-a-dia.  Ou seja, se estamos olhando para um sapato logo pensamos que ele é muito importante para nós porque ajudará a manter nossos pés secos, confortáveis, sem a aspereza do contato com o chão, por exemplo. O que queremos de um sapato é que tenha uma utilidade para a nossa vida e que ele atenda às nossas necessidades. Por isto que não deixamos de comprá-lo e utilizá-lo como um dos principais assessórios de nossa vida.
Moda
Este mesmo pensamento nós teremos para quase todas as coisas que estão à nossa volta. As roupas, a televisão, o computador, o relógio, o copo, os talheres do jantar, os livros, o celular, a geladeira, o sabonete, enfim, se algo apresenta uma potencialidade a nos satisfazer em nossas necessidades, dizemos que esta coisa tem um valor para a nossa vida e é útil.
Contudo, existem outras coisas no mundo que são úteis. Porém não estão no mundo para satisfazerem nossas necessidades diretas como o sapato , o relógio, ou o sabonete.
É o caso do conhecimento. Quando um cientista descobre maneiras diferentes de fazer em laboratório cheiros diversos aos que conhecemos, não reconhecemos a utilidade destes cheiros. Mas quando o perfumista faz maravilhosos perfumes, cremes e sabonetes que estarão nas nossas casas e vidas, passamos a reconhecer nestes produtos sua utilidade e a utilidade da ciência. Da mesma forma acontece com a pasta de dentes, com as sopas instantâneas, com os sucos de saquinhos, entre outros, que são consumidos por todos em larga escala.  
Então, quando estamos estudando matemática, física, química, geografia, língua portuguesa, inglês, entre outros, conseguimos perceber a utilidade destes conhecimentos para as nossas necessidades: a matemática na hora de fazermos compras e somarmos o valor dos produtos e o dinheiro que teremos para pagá-las; a física quando formos calcular a distância de um local ao outro e o tempo que gastaremos para percorrê-lo; a química quando ocorrer reações ao jogarmos água sobre o óleo quente na hora de fazermos o arroz; a geografia quando quisermos conhecer o espaço em que estamos situados; a língua portuguesa para entendermos um ao outro e para assistirmos televisão, ler um livro, ver jornais; o inglês para entendermos algumas palavras de filmes legendados.
Mas dentre todas estas utilidades dos conhecimentos qual seria a utilidade da Filosofia? E o que é a Filosofia?
O Filósofo grego Pitágoras (Séc. VI a.C.) disse certa vez que o filósofo (Philos = amante + Sophia = sabedoria) é o amante do saber e a Filosofia é a busca amorosa pelo saber.
Quanto à utilidade da Filosofia, a coisa fica um pouco mais complicada. Pois se colocarmos cinco filósofos e fizermos esta pergunta a eles, com certeza surgirão cinco respostas diferentes do que seja a utilidade da filosofia.
Contudo, entre todas as respostas possíveis para entendermos qual a utilidade da filosofia uma ecoará em todas as palavras dos filósofos: a filosofia é útil porque faz os seres humanos pensarem, conhecerem as palavras e se libertarem dos conceitos que os oprimem, as ideologias.
Portanto, como bem disse a Professora, Filósofa e Doutora em Filosofia da USP, Marilena Chauí:
Qual será, então , a utilidade da filosofia?

Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil;, se não se deixar guiar pela submissão às idéias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da historia for útil;  se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política for útil; se  dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa pratica que deseja a liberdade e a felicidade para todos for útil, então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes(CHAUÍ, 2004, P.24).

A Filosofia, portanto, tem muita importância e é muito útil para a nossa vida, uma vez que ela possibilitará ao seres humanos a aquisição de um novo olhar diante da realidade. A Filosofia permitirá que nós percebamos a utilidade de todas as coisas à nossa volta. Pois a Filosofia nos fará ter uma visão analítco-crítico-reflexiva sobre nós mesmos, sobre as coisas e sobre o mundo a nossa volta. 
Portanto, o que temos a fazer?
Analisar, investigar e refletir sobre todas as coisas e sobre o mundo, tendo atitudes filosóficas que nos façam olhar melhor e mais profundamente a realidade à nossa volta, tendo um olhar crítico diante da realidade.

domingo, 14 de novembro de 2010

Desertificação - Livro

Desertificação - Livro

Autor: UNESCO
Categoria: Biologia Geral
Formato: .pdf
Tamanho: 4,60 MB


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Psicultura Ecológica - Livro

Título: Psicultura Ecológica
Autor: Garutti
Idioma: Português
Formato: PDF
Número de Páginas: 330
Tamanho do arquivo: 1,85 MB
 

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O professor está sempre errado!
O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
 
É jovem, não tem experiência.
 
É velho, está superado.
 
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
 
Tem automóvel, chora de “barriga cheia’.
 
Fala em voz alta, vive gritando.
 
Fala em tom normal, ninguém escuta.
 
Não falta ao colégio, é ’caxias’.
 
Precisa faltar, é ’turista’.
 
Conversa com os outros professores, está ‘malhando’ os alunos.
 
Não conversa, é um desligado.
 
Dá muita matéria, é ‘conteudista’.
 
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
 
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
 
Não brinca com a turma, é um chato.
 
Chama a atenção, é um grosso.
 
Não chama a atenção, não sabe se impor.
 
A prova é longa, não dá tempo.
 
A prova é curta, tira as chances do aluno.
 
Escreve muito, não explica.
 
Explica muito, o caderno não tem nada.
 
Fala corretamente, ninguém entende.
 
Fala a ‘língua’ do aluno, não tem vocabulário.
 
Exige, é rude.
 
Elogia, é debochado.
 
O aluno é reprovado, é perseguição.
 
O aluno é aprovado, deu ‘mole’.
 
É o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele.
                                                                                                         
                                     (fonte – Revista do Professor de Matemática, no.36,1998.)

ATITUDE SUSTENTÁVEL - FAÇA A SUA PARTE

VOCÊ SABIA?
Todos os anos 310 milhões de caixas de lenços de papel são consumidos na Grã Bretanha (lenços de papel não são recicláveis). Se cada habitante do planeta utilizasse uma caixa de lenço de papel por mês não haveria mais árvores no mundo.

Se o desmatamento persistir, no futuro próximo, mais de 1 milhão de espécies de animais serão extintas, única ocorrência desse tipo nos últimos 65 milhões de anos.

É necessária uma floresta inteira - mais de 500 mil árvores - para se produzir os jornais que os americanos consomem semanalmente. O americano médio utiliza aproximadamente 2600 quilos de papel por ano, enquanto o consumo de papel per capita no Brasil foi de 28 quilos em 1989.

Produzir papel a partir de papel "velho" consome cerca de 50% menos energia do que fabricá-lo a partir de árvores; utiliza-se 50 vezes menos água, alem de reduzir a poluição do ar em 95%.

Cada tonelada de papel reciclado representa 3 metros cúbicos de espaço disponível nos aterros sanitários. (Aterro sanitário é um depósito de lixo fiscalizado e que segue certas normas técnicas para nivelar terrenos públicos).

O Brasil produz anualmente cerca de 4700 toneladas de papel e apenas 30% são recicladas.


QUE PAPELÃO!
Se o mundo reciclasse metade do papel que consome, 40 mil quilômetros quadrados de terras seriam liberados do cultivo de árvores para a indústria de papel.
Devido ao alto consumo de papel em todo o planeta, florestas estão sendo destruídas para em seu lugar serem plantados eucaliptos, utilizados na produção de papel. Porém, os eucaliptos absorvem muita água da terra, afetando o equilíbrio do solo. Isso pode causar erosão e danos ecológicos, pois incontáveis espécies de animais deixarão de existir com o fim das matas.
Além disso, as árvores absorvem grande parte do gás carbônico presente na atmosfera. Sem árvores, o gás carbônico permanecerá no ar, contribuindo para o efeito estufa.

O que fazer?
O papel de jornal é, provavelmente, o material de mais simples reciclagem, uma vez que não há casa onde não existam jornais velhos. Começar por aí pode ser um bom método para alterar os hábitos.

Guarde jornais:
Não jogue fora os jornais velhos.
Separe em diferentes pilhas: revistas de papel brilhante e capas impressas em cores, que não são tão facilmente recicláveis.
Organize-se. O primeiro passo para um programa pessoal de reciclagem de jornais é criar, em casa, um lugar onde se possa guardá-los sempre.

Recicle:
Descubra algum lugar perto de sua casa que compre materiais para reciclagem. Para isso, telefone à regional da prefeitura mais próxima e informe-se. Outra opção é procurar nas Páginas Amarelas.

VOCÊ SABIA?
15% dos plásticos rígidos e filmes consumidos no Brasil retornam à produção como matéria-prima. Deste total, 60% provêm de resíduos industriais e 40% do lixo urbano.

36% do papel e papelão que circularam no País em 1997 retornaram à produção através da reciclagem; 75% do total de papéis circulantes no mercado são recicláveis.

Em geral, os sacos de plásticos parecem mais práticos que os de papel, mas não são biodegradáveis, além de serem fabricados a partir de petróleo, um recurso não-renovável, e o tempo de decomposição do papel varia de 2 a 4 semanas, enquanto os sacos e copos plásticos podem variar de 200 a 450 anos.

A tinta usada nos sacos plásticos contem cádmio, um metal pesado e altamente tóxico. Assim, cada vez que um saco plástico impresso à tinta é incinerado, gases tóxicos são liberados.

Os sacos plásticos, se jogados no mar, podem acabar matando os animais estrangulados ou engasgados ao engolir essas embalagens.

Alguns mercados italianos já suspenderam o uso de sacolas de plásticos.

Os sacos de papel, por outro lado, são reutilizáveis e biodegradáveis, mas também agridem o meio ambiente. Os sacos de supermercado são feitos de papel virgem, não reciclados, porque os fabricantes afirmam que é necessário empregar papel de fibra longa, mais resistente, para o transporte de mercadorias.

Em 1988, foram distribuídas no Brasil cerca de 80 mil toneladas de sacos plásticos e de papel.

Nos Estados Unidos, começa a ser fabricado um plástico feito a partir do amido de milho, que não polui e se decompões em um ou dois anos.

O que fazer?
Papel ou plástico? Pense duas vezes antes de escolher qualquer um deles no caso de compras pequenas. Reutilize os sacos posteriormente; os de papel são recicláveis. E de acordo com a entidade ecológica Save A Tree, é preciso uma árvore de 15 a 20 anos de idade para se fazer apenas setecentos sacos de papel.
Melhor ainda: quando você for ao supermercado leve uma sacola de pano ou uma outra também resistente, ou ainda carrinho de feiras. Será que esses bilhões de sacos e sacolas que carregamos todos os anos são realmente necessários?

DÚVIDAS?
Onde Jogar o oléo das frituras feitas em casa?
Mesmo que não façamos muitas frituras, quando o fazemos, jogamos óleo na pia ou por outro ralo, certo?
Este é um dos maiores erros que podemos cometer.
Porque fazemos isto? Perguntam vocês. Porque infelizmente ninguém nos diz como fazer, ou não nos informamos. Sendo assim, o melhor que tem a fazer é colocar o óleo utilizado numa daquelas garrafas de plástico (por exemplo, as garrafas pet de refrigerantes), fechá-las e colocá-las no lixo normal (ou seja, o orgânico).
Todo lixo orgânico que colocamos nos sacos vai para um local onde são abertos e triados, quando há um programa de reciclagem. Assim, as nossas garrafinhas são abertas e vazadas no local adequado, em vez de irem juntamente com os esgotos para uma ETE - Estação de Tratamento de Esgoto, exigindo o uso de milhares de reais a mais para o seu tratamento.
UM LITRO DE ÓLEO CONTAMINA CERCA DE 1 MILHÃO DE LITROS DE ÁGUA (o equivalente ao consumo de uma pessoa no período de 14 anos).
De nada adianta criticar os responsáveis pela poluição da Baía da Guanabara(RJ), rio Paraíba do Sul (RJ), rio Muriaé e Carangola (RJ), rio Tietê (SP), entre outros, se não fizermos a nossa parte.

As 7 pragas do século

As 7 pragas do século

1. RUPTURA DA CAMADA DE OZÔNIO
A camada de ozônio na estratosfera terrestre, a 17 quilômetros de altitude, filtra os raios solares ultravioletas, que podem causar mudanças climáticas e câncer de pele. Ele é causado por grandes concentrações de compostos químicos industriais, denominados em conjunto de clorofluorcarbono (CFC), conhecido também como gás freon. Ele é usado em grande escala na produção de aerossóis, refrigeradores e produtos de limpeza.
2. A DESERTIFICAÇÃO
O primeiro sintoma é o aparecimento de manchas no solo. Depois a vegetação vai ficando escassa e, por fim, morre. As manchas aumentam e transformam-se em grandes áreas arenosas, sem água, onde a vida animal e vegetal é impossível. As principais causas da desertificação são as queimadas, o desmatamento, a expansão de culturas intensivas para terras de várzea, mais adequadas a criação de gado, e o mau uso da água subterrânea para irrigação.
3. A CHUVA ÁCIDA
A queima da vegetação natural e de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão mineral, liberam gás carbônico e uma série de outros gases que alteram a composição química da atmosfera. É isso que da origem às chuvas ácidas consideradas, nos países industrializados, o maior dos problemas resultantes da poluição. Repletas de poluentes e compostas por ácido sulfúrico.
4. O EFEITO ESTUFA
O aquecimento da superfície do planeta resulta do chamado efeito estufa, expressão adotada para indicar o aprisionamento do calor por gases atmosféricos como o metano, vapor de água, óxido de nitrogênio clorofluorcarbonos (CFC) e, especialmente, o gás carbônico. Produzidos em larga escala nas atividades urbanas e industriais, eles formam uma espécie de parede de vidro ou saco plástico que retém junto ao planeta uma parte dos raios solares que, em condições normais, seriam rebatidos para o espaço.
Entre os resultados desastrosos do efeito estufa, estariam distúrbios climáticos como se-cas, furacões, aumento das chuvas e nevadas derretimento do gelo dos pólos (com a conseqüente elevação do nível do mar provocando inundações) e diminuição na produção de alimentos.
5. OS ACIDENTES NUCLEARES
Desde 1945, ano que marca o fim da Segunda Guerra Mundial e, ao mesmo tempo o início da era atômica para toda a humanidade, já foram registrados, e divulgados, mais de 200 acidentes nucleares na face da terra. E os casos não divulgados quantos seriam? Um reator nuclear é uma espantosa concentração de energia poluidora; vários reatores nucleares são uma assustadora concentração de poder politico. Claro que os cuidados, de maneira geral, vem sendo redobrados; mas mesmo assim o transporte de plutônio e o destino do lixo atômico deverão figurar entre os maiores desafios do homem, meio século depois de Hiroshima.
6. EXTINÇÃO DAS ESPÉCIES
Preservar as espécies é indispensável para manter a estabilidade da biosfera. Uma grande floresta, por exemplo, é uma peça chave no clima global. E mais: as plantas e os animais contidos ali dentro constituem um valioso material genético para o desenvolvimento da farmacologia e da biotecnologia. Destruir ou sufocar essas form as de vida representa, para o homem, não exatamente conquistar terreno, mais sim ir fechando espaços em torno de si próprio, até a última borboleta, e aí vai ser tarde.
7. O LIXO URBANO
“A riqueza gera o desperdício”. Os países ricos investiram em coleta, separação e reciclagem de materiais como vidro, plásticos, metais e papéis e também no aproveitamento da parte orgânica. Nos países pobres, entretanto, os recursos tecnológicos para tratamento racional do lixo são ineficientes ou insuficientes. Quando algo está no ar, ou na água, ou na cadeia alimentar então o problema é geral. Esse é, com maior ou menor carga dramática, o quadro de qualquer metrópole do Terceiro Mundo, no limiar do terceiro milênio.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Eu sei, mas não devia

  * Autora: Marina Colasanti

Eu sei mas não devia. Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não Ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltada porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo de viagem. A comer sanduíches porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz, aceita a ler todo dia de guerra, dos números de longa duração.
A gente acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. A lutar para ganhar o dinheiro com que se paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar muito mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir revistas de anúncios. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. A luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. As bactérias de água potável. À contaminação de água do mar. À morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente se senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só o pé e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica insatisfeito porque tem sempre o sono atrasado.
A gente se acostuma parar para não ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma a tudo isso para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que de tanto se acostumar, se perde de si mesma.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Fósseis de Transição

Os Tetrápodes mais antigos foram descobertos na parte oriental da Groelândia por uma expedição dinamarquesa, em 1929. Datam da última fase do período devoniano. Dois gêneros concentraram a atenção dos investigadores da maior época dos tetrápodes – o Ichthyostega e o Acanthostega.



Figura 1 - Ichthyostega
Existe uma perspectiva ingênua da “escala da vida” que descreve a evolução dos vertebrados como uma série linear ascendente anfíbio – réptil – mamífero – ser humano. Os tetrápodes possuíram de certo um antepassado comum, mas os anfíbios modernos representam o término de um grande ramo, e não o começo de uma série.
Os primeiros répteis fossilizados têm quase a mesma idade que os primeiros anfíbios do grupo que terá dado origem a rãs e salamandras. Deste modo, em vez de uma escala do anfíbio ao réptil, tanto o registo fóssil como o estudo de vertebrados modernos sugerem uma ramificação inicial do tronco dos tetrápodes em dois membros principais – os Anfíbios e os Amniotas (répteis, aves e mamíferos).
O antepassado comum deste tronco tem sido tema investigação e desde há muito que tem sido considerado que o “elo” destes grupos de vertebrados corresponderia aos peixes Sarcopterígios.
Dois grupos de Sarcopterígios foram relativamente importantes na fauna do Devônico : os peixes pulmonados e os crossopterígios. Estes peixes apresentavam barbatanas lobadas.
Ao longo do processo evolutivo terão surgido seres vivos que apresentariam alterações nestas barbatanas lobadas, quer noutras estruturas do esqueleto destes peixes devônicos.


Figura 2
Na figura 2, podemos observar este conjunto de alterações, onde as barbatanas lobadas peitorais (nageoire pectorales) e pélvicas (nageoire pelviennes) terão estado na origem de membros dotados de patas e dedos, alterações do osso do maxilar (mâchoire), desaparecimento da barbatana caudal, alongamento do focinho (museau), com soldagem de alguns ossos, desaparecimento do opérculo ósseo que recobria as brânquias, assim bem como dos ossos que ligavam a cabeça à cintura escapular (ceinture scapulaire), isto é, dos ombros (épaules).
O Ichthyostega, apresenta características importantes na reconstituição deste puzzle do tronco dos tetrápodes, mas não é um “fóssil de transição”. Apresentava membros bem desenvolvidos possuindo 5 dedos nas patas dianteiras e sete nas traseiras, as quais eram posicionadas mais para nadar por entre a vegetação aquática dos pântanos onde viviam, do que para andar em terra, o que os tornava inaptos (em terra moviam-se como a foca) ao ambiente terrestre.

Em 1999, dois professores de paleontologia Neil Shubin, da Universidade de Chicago, e Edward Daeschler, da Academia de Ciências Naturais da Filadélfia, começaram uma exploração da parte ártica do Canadá na tentativa de encontrar o "elo perdido" que explicaria a transição da água para a terra.

"A incrível descoberta veio quando um dos membros da equipe encontrou o focinho de um animal de cara achatada despontando de um penhasco - e isso é totalmente o que você quer encontrar porque, se tiver sorte, o resto do esqueleto estará enterrado no penhasco" (Shubin, Quando Éramos peixes – Estrela Polar).

A equipe encontrou três fósseis da nova espécie Tiktaalik roseae, em bom estado de conservação e quase completos, em uma área do Árcico chamada Território Nunavut. O maior fóssil tem quase 3 metros de comprimento. O fóssil tem algumas características dos peixes, como barbatanas e escamas nas costas. Mas ele também tem várias características em comum com criaturas terrestres. O animal tem uma cabeça chata com os olhos no topo, semelhante à de um crocodilo, e o início de um pescoço, o que não existe nos peixes.
"Quando nós olhamos dentro da barbatana observamos um ombro, um cotovelo e uma versão inicial de um pulso, o que é muito similar a animais que também habitam a terra", afirmou Shubin.
"Essencialmente nós temos um animal feito para poder se sustentar no chão."

Os cientistas acreditam que a posição dos olhos da criatura significa que ela provavelmente viveu em águas rasas. "Nós estamos capturando uma transição muito significativa num momento-chave. Andrew Milner, um paleontólogo do Museu de História Natural de Londres, disse que é raro encontrar um fóssil em condições tão boas. "Esse material é incrível porque inclui um esqueleto quase completo - o que é sempre útil porque ao invés de montar o fóssil a partir de pedaços podemos ver o esqueleto inteiro e ter certeza de que se trata da forma como o animal era composto." A professora Jennifer Clack, da Universidade de Cambridge, disse que a descoberta pode acabar virando um "ícone evolutivo" tão importante quando o Archaeopteryx, um animal que marca a transição de répteis para aves.

Nota :
O termo "fósseis, ou formas, de transição" tem vindo a cair em desuso, pois refere-se a espécies extintas que representam um estádio intermédio entre dois grupos de organismos, e incorporam simulta­neamente características ancestrais (ou plesiomórficas) e derivadas (ou apomórficas) dos mesmos.
Curiosamente, os paleontólogos empregam pouco o termo "fóssil de transição", frequentemente mais usado aquando das discussões criacionistas. Talvez porque, ao lidarem com fósseis, os paleontólogos compreendem que, salvo casos de evolução rápida, estes são o resultado de uma mudança gradual e todos eles são, no limite, fósseis de transição (excepto se não tiverem descendentes), mesmo que essa transição morfológica seja apenas ligeira.

Um exemplo típico de "forma de transição" seria o Acanthostega, não sendo verdadeiramente um peixe nem um anfíbio. O Acanthostega tem características anatômi­cas de ambos os grupos, logo não cabe nesta classificação (que não deixa de ser arbitrária, logo, irremediavelmente, revelando parte da natureza dos seres vivos). Onde colocá-lo então? Tal como o Acanthostega tantos outros se iam juntando ao saco das "formas de transição". O que se ia verificando é que cada vez mais formas eram "formas de transição". Onde colocar os sinapsídeos, são répteis ou mamíferos? Onde colocar o Archaeopteryx, é um réptil ou uma ave? Onde colocar o Cyclosaurus, um réptil ou um anfíbio? As "formas de transição" são não a exceção, mas a regra.

INFORMAÇÃO NUTRICIONAL

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Espécies Exóticas - Ruptura dos Habitats Naturais


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     A invasão de espécies exóticas, juntamente com a destruição dos habitats naturais e, recentemente, o aquecimento global são considerados as principais causas de perda de biodiversidade de espécies.
     Dentro do que entendemos por espécies exóticas existe o que se chama de "espécies exóticas invasoras" com as quais realmente devemos nos preocupar, pois essas vêm causando sérios desequilíbrios nas populações de espécies nativas. Entre os exemplos de espécies que se enquadram nesta classificação temos o caramujo-africano, o mexilhão dourado, o capim-vermelho o tucunaré nativo da Amazônia e hoje já estabelecido em outras bacias hidrográficas do Brasil (Rio Paraguai, Rio Tietê, Rio São Francisco,Rio Paraíba do Sul), o bagre africano também presente em muitas bacias hidrográficas do Sudeste.
     As principais consequências das chamadas bioinvasões além da perda da biodiversidade são: homogeneização dos ambientes, alterações dos ciclos ecológicos naturais e alteração das dinâmicas populacionais. Existem alguns aspectos relacionados com a biologia das espécies invasoras que as habilitam a ter sucesso na conquista de novas áreas: crescimento rápido e reprodução precoce, elevado sucesso reprodutivo, sementes pequenas e abundantes, banco de sementes de longa viabilidade, alelopatia, se reproduzem via sementes e de forma vegetativa, maior plasticidade e capacidade de adaptações, elevado potencial dispersor, colonizador e dominador nos ambientes invadidos.
     As principais causas da introdução das espécies exóticas são: a introdução de espécies exploradas para fins ornamentais, plantas cultivadas com fins alimentares, introdução involuntária, plantas forrageiras utilizadas para pastagens e cultivadas com fins silviculturais. Quando mais complexa for a organização estrutural, maior riqueza de espécies, maior integridade, maior a diversidade de grupos, maior será a resistência deste ambiente à invasão de espécies exóticas. Atualmente, existem 480 espécies consideradas exóticas invasoras, das quais se estima que cerca de 30% correspondem a espécies com potenciais de originar as chamadas pragas.

Um Grande Abraço a Democracia e outro às Mulheres de Nosso País

Como um grande heterosexual que sou, dou um grande abraço nas mulheres deste País, com a eleição da primeira Presidente, literalmente, sem "saco roxo" desculpem a infâmia. Ser mulher e ocupar espaços neste País de machista é realmente uma tarefa para Hércules, deus da mitologia grega, ainda mais chegar a Presidente. Quantos homens devem estar segurando o "saco" com vontade de arrancá-lo fora e jogar para os cães, ou melhor para as cadelas (rsrsrsrsrsrsr). Parabéns Dilma, parabéns mulheres de nosso País, é chegado a hora de vocês. Viva a democracia, viva aos homens de boa vontade que soube valorizar e escolher uma mulher como governante, sexo que deixou de ser frágil e, que a muito vem demostrando capacidade e experiência na condução da formação de uma sociedade mais justa e menos preconceituosa.
O que seria de nós homens se não houvessem essas Deusas em nossas vidas.
Viva as mulheres que ocupam o poder, e aos homens que respeitam essa condição. A democracia "impera" em nosso meio.
Um grande  abraço Dilma, e te abraçando abraço a todas as mulheres de nosso país.
Parabéns Brasil.