Esta foto foi escolhida pela BBC 28 de setembro, 2012 como uma das 20 mais bonitas

Sejamos proativos nas questões relacionadas às mudanças climáticas, pois não seremos poupados de seus efeitos devastadores a curto e longo prazo.
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

EUROPA TEM MAIS DE 10 MIL ESPÉCIES DE ANIMAIS EXÓTICOS



Agência Europeia do Ambiente publica dois relatórios sobre o problema das espécies invasoras
Existem atualmente mais de 10 mil espécies na Europa que foram introduzidas – acidentalmente ou não – por humanos. Pelo menos 15 por cento dessas têm um impacto ecológico e econômico negativo. Essas espécies invasoras podem competir com espécies nativas levando-as até à destruição.
De acordo com dois relatórios agora publicados pela Agência Europeia do Ambiente (AEA), o crescente número de espécies invasoras pode, além de provocar danos às espécies autóctones, prejudicar a saúde humana. O primeiro relatório – «O impacto de espécies exóticas invasivas na Europa» – aborda a os efeitos da propagação de algumas espécies. O outro – «Indicadores de espécies exóticas invasivas na Europa» – discute a metodologia da coleta e tratamento de dados.
É através da horticultura que a maior parte das espécies exóticas são introduzidas. Outras podem ser trazidas por áreas como a agricultura, a caça, a pesca ou como animais de estimação, diz o relatório. No entanto, o transporte não é sempre intencional, como é o caso do mexilhões zebra que viajam nas águas dos lastros de muitos navios. 
Mosquito 'Aedes albopictus', ou 'tigre asiático'
O crescimento das trocas comerciais e do turismo nas décadas mais recentes levou ao aumento de espécies exóticas. As alterações climáticas podem também despenhar um papel na propagação dessas espécies, tornado algumas áreas mais favoráveis a alguns animais e plantas de outros locais.
Jacqueline McGlade, diretora executiva da AEA, afirma que em muitos locais, os ecossistemas estão fracos devido à poluição, às alterações climáticas e à fragmentação. A invasão de espécies exóticas está criando uma crescente pressão no mundo natural, o que é muito difícil de reverter.
Estas espécies podem ser também uma grande ameaça à biodiversidade. Das 395 espécies nativas da Europa listadas como estando «em perigo» na Lista Vermelha das espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, 110 estão nessa situação devido às espécies invasoras.
Também para a população europeia estas espécies podem ser um perigo. Recorde-se o caso do mosquito Aedes albopictus, ou 'tigre asiático', espécie que chegou da Ásia e se instalou no sul da Europa, provocando um surto da febre  chikungunya, no norte de Itália, em 2007.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

ENTREVISTA DE MARCELO GLEISER A MARÍLIA GABRIELA - Publicado em 09/12/2012

Marcelo Gleiser (Rio de Janeiro, 19 de março de 1959) é um físico, astrônomo, professor, escritor e roteirista. Conhecido nos Estados Unidos por seus lecionamentos e pesquisas científicas, no Brasil é mais popular por suas colunas de divulgação científica na Folha de S.Paulo [Ref. 1], um dos principais jornais do país. Escreveu sete livros e publicou três coletâneas de artigos. Já participou de programas de televisão do Brasil, dos EUA e da Inglaterra, entre eles, Fantástico. Em 2007, foi eleito membro da Academia Brasileira de Filosofia.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

SCIENCE MAGAZINE - 22 FEBRUARY 2013


Science - 22 February 2013
English | 128 pages | PDF | 133.00 Mb

Science is the academic journal of the American Association for the Advancement of Science and is considered one of the world's most prestigious scientific journals. The peer-reviewed journal, first published in 1880 is circulated weekly and has a print subscriber base of around 130,000. Because institutional subscriptions and online access serve a larger audience, its estimated readership is one million people.
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A ORIGEM DE MAMÍFEROS PLACENTÁRIOS


Um grupo de cientistas de diversos países conseguiu mapear a origem de todos os mamíferos placentários: trata-se de um pequeno animal peludo que se alimenta de insetos.
Ao contrário dos monotremados, que põem ovos, e dos marsupiais, que nutrem seus fetos em bolsas, como no caso dos cangurus, os mamíferos placentários crescem dentro de um útero e são alimentados por meio de uma placenta durante a gestação.
O grupo é vasto e inclui animais como baleias, elefantes, cachorros, morcegos e os seres humanos.
Um artigo na revista especializada Science fornece mais detalhes sobre o potencial habitat da criatura ancestral, que teria surgido pouco após o desaparecimento dos dinossauros.
O local de origem dessa espécie tinha sido tema de intensos debates durante muitos anos.
Um hipotético antepassado dos modernos mamíferos placentários (como mostrado na 
renderização de um artista)  pode ter sido uma pequena criatura insetívoro, com base 
na construção de pesquisadores de uma nova árvore da família dos mamíferos. 
Cortesia de Carl Buell
Diversidade
Os mamíferos placentários, ao contrário dos que botam ovos e dos marsupiais, são um grupo muito diverso, atualmente com mais de 5 mil espécies.
Elas incluem animais que podem voar, nadar e correr, e pesam entre algumas gramas e centenas de toneladas.
E decifrar o passado distante deles com base em fósseis e animais vivos atualmente é de fato uma tarefa subjetiva.
Mas os trabalhos mais recentes tratam da questão com detalhes sem precedentes, levando até seis anos para desenvolver uma base de dados físicos e genéticos cerca de dez vezes maior do que qualquer uma construída anteriormente – usando técnicas modernas.
Para construir essa base de dados, os especialistas juntaram mais de 4.500 detalhes de fenótipo: comprimento de membros, formato de dentes, comprimento de pelagem, se presente, dentre outros, de 86 diferentes espécies vivas e 40 fósseis de animais extintos.
Ukhaatherium nessovi (fóssil mostrado) foi uma das 40 espécies extintas de mamíferos que cientistas usaram para construir uma árvore genealógica deste mamífero. A árvore indica que mamíferos placentários modernos surgiram depois que os dinossauros foram extintos a 65 milhões de anos. Crédito: Cortesia de S. Goldberg e Novacek M. / AMNH
Maureen O'Leary, da Universidade Stony Brook, de Nova York, diz que o grupo mudou a maneira de lidar com pesquisa em paleontologia.
"A anatomia e a pesquisa em paleontologia tinham uma perspectiva muito do século 19 –de que sentaríamos em pequenos grupos em laboratórios descrevendo fósseis. Esta é uma parte muito eficiente e importante do que fazemos, mas ao tentar trazer isso para o século 21 e usando novos softwares, nós conseguimos juntar um grupo de cientistas e lidar com um problema muito maior", explica.



MOSQUITO DA DENGUE E A RESISTÊNCIA AOS REPELENTES



Uma pesquisa conduzida por cientistas na Grã-Bretanha revelou que o mosquito da dengue aparentemente desenvolveu resistência a um princípio ativo presente na maioria dos repelentes atualmente comercializados no mundo, inclusive no Brasil.
A substância, conhecida como DEET, (designação genérica dada ao composto orgânico N,N-dietil-meta-toluamida e N,N-dietil-3-metilbenzamida), é largamente empregada em repelente contra insetos, combatendo mosquitos, pernilongos, muriçocas e borrachudos. O composto age interferindo nos receptores sensoriais desses animais, inibindo seu desejo de picar o usuário.
O estudo, divulgado pela publicação científica Plos One, analisou a reação de mosquitos da espécie Aedes aegypti, vetores da dengue e da febre amarela, à substância. Os cientistas concluíram que, ainda que inicialmente repelidos pelo composto químico, os insetos depois o ignoraram.
Eles recomendaram que governos e laboratórios farmacêuticos realizem mais pesquisas para encontrar alternativas à DEET.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dengue é hoje a doença tropical que se propaga mais rapidamente no mundo. Nos últimos 50 anos, sua incidência aumentou 30 vezes, o que pode transformá-la em uma pandemia, advertiu o órgão.
Pesquisa destaca necessidade de desenvolver novos repelentes
Isca
Para provar a eficácia da DEET os cientistas pediram a voluntários que aplicassem repelente com DEET em um braço e soltaram mosquitos.
Como esperado, o repelente afastou os insetos. No entanto, poucas horas depois, quando ofereceram aos mesmos mosquitos uma nova oportunidade de picarem a pele, os cientistas constataram que a substância se mostrou menos eficiente.
Para investigar os motivos da ineficácia da DEET, os pesquisadores puseram eletrodos na antena dos insetos.
"Nós conseguimos registrar a resposta dos receptores na antena dos mosquitos à DEET, e então descobrimos que os mosquitos não eram afetados pela substância", disse James Logan, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, instituição que realizou o estudo.
"Há algo sobre ter sido exposto ao composto químico pela primeira vez que muda o sistema olfativo dos mosquitos. Ou seja, a substância parece mudar a capacidade dos mosquitos de senti-la, o que a torna menos eficiente", acrescentou.
Cientistas constaram que, após primeiro contato com DEET,
mosquitos ignoraram substância
Uma pesquisa anterior feita pela mesma equipe descobriu que as mudanças genéticas em uma mesma espécie de mosquito podem torná-los imunes à DEET.
"Os mosquitos evoluem muito rapidamente", disse ele. "Quanto mais nós pudermos entender sobre como os repelentes funcionam e os mosquitos os detectam, melhor poderemos trabalhar para encontramos soluções para o problema quando tais insetos se tornarem resistentes à substância".
O especialista acrescentou que as descobertas não devem impedir as pessoas de continuarem usando repelentes com DEET em áreas de alto risco, mas salientou que caberá aos cientistas tentar desenvolver novas versões mais efetivas da substância.
Para complementar o estudo, os pesquisadores britânicos agora planejam entender por quanto tempo o efeito dura depois da primeira exposição ao composto químico.
A equipe também deve estudar o efeito em outros mosquitos, incluindo espécies que transmitem malária.
Brasil
No Brasil, a dietiltoluamida está presente na maioria dos repelentes encontrados à venda. Produtos com termetrina e citronela também podem ser achados, mas em menor número.
Não é a primeira vez, entretanto, que a substância causa polêmica.
No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu à consulta popular uma proposta de resolução para assegurar a segurança e a eficácia dos repelentes a ser adotada pelos fabricantes.
"É comum que depois de algum tempo os mosquitos adquiram certa imunidade ao produto, ainda que sejam necessários mais estudos para comprovar tal tese."
Jorge Huberman, pediatra.
No documento, cujo objetivo era disciplinar o comércio desse tipo de produto, o órgão determinava, por exemplo, a proibição do uso de repelentes com DEET em crianças menores de dois anos, além de informar sobre a necessidade de um estudo prévio para produtos com dosagem acima de 30% para um público acima de 12 anos. Em altas dosagens, especialmente em crianças, repelentes com DEET podem ser tóxicos.
Em entrevista à BBC Brasil, Jorge Huberman, pediatra e neonatologista do Hospital Albert Einstein e diretor do Instituto Saúde Plena, sugeriu alternativas ao uso de repelentes com DEET.
"Como alternativa, as pessoas podem usar repelentes com citronela e tomar complexo B, cujo cheiro desagrada os mosquitos, além, é claro, de usar mosquiteiros", disse.