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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

NOVA TÉCNICA PARA “FAZER CHUVA”


Investigadores da Universidade de Genebra desenvolvem método utilizando raios laser
Uma nova técnica que num futuro pode provocar chuva está a ser desenvolvida por uma equipe de investigadores da Universidade de Genebra e de institutos de investigação alemães.
O método utiliza um laser que provoca a condensação de água e o crescimento de gotas na atmosfera até vários micrometros de diâmetro; isto desde que haja uma humidade relativa superior a 70 por cento. O estudo está publicado na «Nature Communications».
Investigadores utilizaram laser para condensar água
Os cientistas experimentaram o laser sobre o rio Ródano (Suíça) e verificaram que se formaram gotas. Estas não são, no entanto, suficientemente pesadas para que se faça chuva. Os investigadores acreditam que quando conseguirem fazê-las umas centenas de vezes maiores poderão provocar aguaceiros.
O método funciona através do disparo de raios laser para o ar, criando partículas de ácido nítrico que atraem as moléculas de água e evitam que se evaporem.
As partículas de tamanho micrométrico formam-se de maneira estável e persistem durante pelo menos 20 minutos, o que, segundo os cientistas, demonstra que a condensação não é algo transitório que acontece só durante o disparo do laser. É sim um processo que permite o crescimento de gotas estáveis.
O senão desta técnica é que, para funcionar, é necessário existir já uma humidade elevada, não sendo assim útil para climas secos, onde a chuva é mais necessária. Os investigadores afirmam que vão continuar a aperfeiçoar a técnica.
Acrescentando que a mesma equipe tinha feito já uma primeira experiência, de uma forma ainda mais rudimentar, ano passado, em Berlim. 

BRASILEIROS CRIAM NEURÔNIOS EM LABORATÓRIO


Técnica faz com que células regridam ao seu estado embrionário
Células da pele são transformadas em neurônios.
Uma equipe de investigação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil) conseguiu recriar, em laboratório, os neurônios de um paciente com esquizofrenia, através de uma técnica que faz com que as células regridam ao seu estado embrionário.
A equipe obteve células da pele do paciente para produzir as chamadas células pluripotentes – células capazes de dar origem a qualquer tecido do organismo, com a exceção da placenta –, que são posteriormente ‘induzidas’, através da ativação de um conjunto de genes, a retornar ao estado embrionário, aquele que origina células de pele, de músculos e neurônios.
O grande objetivo deste estudo, a ser publicado na «Cell Transplation», é que no futuro possam ser transformadas em tecido e possam criar órgãos para transplantes sob medida, sem risco de rejeição, já que o DNA é o mesmo que o do paciente.
O trabalho coordenado por Stevens Kastrup Rehen, que e tem como primeiras autoras Bruna Paulsen e Renata de Moraes Maciel, apenas terá aplicação imediata para criar modelos precisos de doênça.
Os cientistas verificaram que os neurônios "esquizofrênicos" consomem mais oxigênio e também produzem níveis aumentados de radicais livres, que podem causar danos fatais às células.

ENJOOS EXCESSIVOS NA GRAVIDEZ PROVOCAM DISTÚRBIOS NOS BEBÊS


Primeiro estudo sobre efeitos a longo prazo da Hiperêmese gravídica
Hiperêmese gravídica pode levar à interrupção da gravidez
Os vômitos e náuseas excessivos e persistentes durante a gravidez e que, por vezes, podem conduzir à hospitalização dão origem a uma condição designada por hiperemese gravídica (HG) que não afeta apenas as grávidas, mas também os bebês, revelou um estudo publicado no “Journal of Developmental Origins of Health and Disease”.
De acordo com este trabalho, as crianças cujas mães sofreram de HG foram 3,6 vezes mais propensas a sofrer de ansiedade, distúrbio bipolar e depressão na vida adulta do que os bebês cujas progenitoras não sofreram dessa condição.
Estudos anteriores já tinham constatado que as crianças nascidas de mulheres que tiveram náuseas persistentes nos três primeiros meses da gravidez tinham mais problemas de atenção e de aprendizagem aos 12 anos. Outras apontavam ainda que a má nutrição fetal, uma consequência frequente da HG, pode conduzir a uma fraca saúde quando adulto.
"Apesar da Hiperêmese gravídica, poder causar fome e desidratação na gravidez, nenhum estudo tinha determinado os seus efeitos a longo prazo nas crianças nascidas de mães com este problema", referiu Marlena Fejzo, coautora do estudo.
Depois de entrevistarem 155 pessoas, das quais algumas tinham sofrido com a condição da mãe e outras não tinham passado por este problema, os investigadores verificaram que 16% dos voluntários que foram expostos ao HG tinham depressão, contra três por cento do grupo de controle (aqueles que não nasceram de mães com HG). Além disso, oito por cento do grupo exposto foram diagnosticados com perturbação bipolar, contra dois por cento do grupo de controle.
Esta diferença também se revelou no que diz respeito à ansiedade, pois sete por cento dos expostos a HG sofriam de ansiedade na vida adulta, comparados a dois por cento do grupo de controle. "Ao todo, 38 por cento dos casos do grupo exposto relataram distúrbio psicológico ou comportamental, em comparação a 15 por cento do grupo de controlo", afirmaram os cientistas.
Estas taxas mais elevadas podem ser causadas pela desnutrição e desidratação prolongadas das mães durante o desenvolvimento do cérebro do feto. A ansiedade e o stress, comuns durante e após a HG, também poderiam desempenhar um papel importante nos problemas físicos e psicológicos.
Análises anteriores também já tinham verificado que mulheres com histórico familiar desta condição foram até 17 vezes mais propensas a sofrer do mesmo problema.

VÍRUS DO SARAMPO PODE AJUDAR NO COMBATE AO CÂNCER


Estudo publicado na “PLoS Pathogen"
Vírus afeta um receptor comum e altamente expresso nas células cancerígenas do pulmão
Cientistas canadenses descobriram que um marcador de células tumorais é um receptor para o vírus do sarampo, o que sugere ser possível a utilização deste para ajudar a combater o cancro.
Os vírus causam infecções ao ligarem-se a proteínas específicas na superfície das células chamadas receptores.  De acordo com um artigo publicado na “PLoS Pathogen", uma equipe liderada por Chris Richardson, da Escola de Medicina de Dalhousie,  no Canadá, descobriu que o marcador  PVRL4 (nectin-4) é o receptor do vírus do sarampo em  questão que se encontra nas células das vias respiratórias (alvo deste vírus, assim como os pulmões).
Além disso, grandes quantidades de PVRL4 também estão presentes em muitos cânceres que se originam nas células do pulmão, cólon, mama e ovários.
O receptor foi descoberto mediante uma comparação de proteínas produzidas em células cancerígenas susceptíveis ao vírus com proteínas de células resistentes. Dado que o PVRL4 se encontra em muitos tipos de câncer humanos, o vírus do sarampo pode ser usado especificamente para infectar as células cancerosas e ativar o sistema imunológico contra os tumores.
A capacidade dos vírus do sarampo para matar as células cancerígenas foi previamente estudada por cientistas da Clínica Mayo, nos EUA, mas esta é a primeira vez que se demonstra que o vírus tem como alvo um receptor comum e altamente expresso nas células cancerígenas do pulmão, cólon, mama e ovários. Desta forma, o método poderá vir a ser usado para combater vários tipos de câncer.

AMERICAN SCIENTIST - JULHO/AGOSTO 2011 (HQ PDF)



American Scientist

American Scientist - July/August 2011 (HQ PDF)
English | 84 pages | True PDF | 13.00 Mb

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