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terça-feira, 23 de agosto de 2011

A VIDA TEM MAIS DE 3,4 MIL MILHÕES DE ANOS,


Cientistas descobrem os fósseis de micróbios mais antigos da Terra
Reconstrução em 3D do micróbio de 3,4 bilhões de anos achado
na Austrália (AFP/HO/NATURE, David Wacey and Derek Gertsmann)
Foram descobertos, em rochas australianas, fósseis de micróbios com mais de 3,4 mil milhões de anos que viviam num ambiente sem oxigênio e prosperaram graças a compostos à base de enxofre, revela um estudo publicado na revista Nature Geoscience.
“Temos finalmente uma boa prova de que a vida tem mais de 3,4 mil milhões de anos. Isto prova a existência de bactérias que viviam sem oxigênio”, adiantou um dos responsáveis pelo estudo, o professor Martin Brasier da Universidade de Oxford.
Segundo um comunicado desta universidade, tratam-se “dos fósseis mais antigos encontrados na Terra”.
O planeta Terra tem cerca de 4,5 mil milhões de anos. O primeiro registo de vida data de entre 3,5 mil milhões a 3,8 mil milhões de anos, de acordo com anteriores trabalhos científicos.
Os fósseis agora encontrados por David Wacey e pela sua equipe numa das mais antigas praias do planeta, num local isolado chamado Strandley Pool, estão associados a cristais microscópicos de pirite, minerais à base de sulfato de ferro.
Esses cristais serão resultado da atividade biológica (metabolismo) passada dos micro-organismos fósseis.
Os cientistas estimam poder “ter a certeza absoluta da idade” dos fósseis, já que as rochas sedimentares onde foram encontradas foram formadas entre dois episódios vulcânicos.
“Isso limita em algumas dezenas de milhões de anos” o intervalo de tempo durante o qual os fósseis se poderão ter formado, precisou Martin Brasier.
NOTA: Desde há muito, o homem tenta explicar a origem da vida. A teoria da geração espontânea formulada por Aristóteles, só no século XIX foi refutada. A panspermia, defendendo que a Terra teria sido colonizada por seres extraterrestres, não dá resposta à questão essencial. A partir da reconstituição do cenário ambiental que terá existido há 4 bilhões de anos, foi possível conceber um modelo evolucionista, tendo como etapa de partida a geração espontânea de moléculas orgânicas. Etapas seguintes teriam sido a polimerização das moléculas simples, a condensação espontânea dessas novas entidades químicas em micro gotas individualizadas e detentoras de faculdades metabólicas (protobiontes) e, finalmente, a aquisição, por parte destes, da capacidade de reprodução.
Os primeiros seres vivos assemelhar-se-iam a bactérias: eram procariontes. Inicialmente eram exclusivamente heterotróficos e anaeróbios. Depois, surgiu a capacidade de utilização da energia solar para fotossintetizar moléculas orgânicas: a autotrofia. Com a fotossíntese, o teor de oxigênio livre subiu drasticamente, passando a atmosfera de redutora a oxidante.
Com o oxigênio livre, muitas espécies foram eliminadas, mas apareceu um novo catabolismo energético de rendimento mais elevado: a respiração e também se formou o escudo de ozônio, que protege a Terra dos UV de maior energia, Teoria da Endossimbiose.
A compreensão da vida, na sua essência, evolução ou diversidade, implica que analisemos com algum cuidado o problema da sua origem.
A preocupação que nos assiste não é nem original, nem recente. Tem sido objeto de indagações incessantes, mobilizando o pensamento dos homens mais sábios de todas as civilizações e dando lugar a discursos de tipo mítico, com importantes reflexos nos planos sociocultural e religioso.

2 comentários:

  1. O mistério da vida é um enigma impressionante que faz os grandes cérebros buscarem desesperadamente a sua origem. Por mais que estudem, este assunto intrigante permanece ainda indefinido.

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  2. Depois desta decoberta muitas teorias irão cair por terra e outras vão se estabelecer de fato.

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