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quarta-feira, 29 de junho de 2016

ANFÍBIOS MUTANTES COM PELE TRANSPARENTE E MEMBROS EXTRAS SÃO DESCOBERTOS NA RÚSSIA



Em razão do aumento da poluição, recentemente, cientistas capturaram um total de 60 anfíbios (entre eles sapos) mutantes próximo da cidade de Krasnouralsk, na região de Tyumen Oblast, Rússia.
Os animais possuíam uma pele completamente transparente, através da qual seus esqueletos e órgãos internos podiam ser vistos, enquanto outros possuíam dedos extras em cada membro ou crescimento anormais nos ombros.
Rãs Mutantes
Segundo o chefe de zoologia, Vladimir Vershinin, do Instituto de Ciências Naturais da Universidade do Distrito Federal de Ural, os anfíbios tinham um defeito relacionado a falta de pigmentação. “Seus olhos são absolutamente pretos e os órgãos internos visíveis através da barriga. Você pode literalmente ver o coração deles batendo”, disse.
Os cientistas russos afirmam que a poluição ambiental é a grande responsável pela mutação dos animais. “Os ovos de rã não têm uma membrana própria que os protegem de um ambiente poluído”. A pesquisa em questão havia sido realizada em áreas poluídas próximas a Krasnouralsk, mas que nunca tinham encontrado sapos mutantes nessa região.
Agora, os pesquisadores planejam realizar testes nas rãs para tentar estabelecer as causas exatas das mutações. Até o momento, a mais propensa causalidade é uma fábrica abandonada de produtos químicos nas proximidades. Segundo Dr. Vershinin, esses químicos vazaram dos tanques de armazenamento para os lagos, deixando as águas cor de laranja.
Cidade de Krasnouralsk, na região de Tyumen Oblast, Rússia.
No entanto, eles também consideram a possibilidade de uma larva parasita, que penetra os girinos, como prováveis responsáveis. A cidade de Krasnouralsk foi fundada em 1832, como uma região muito rica em ouro. Toda a área é bem abastecida de recursos naturais como cobre, ferro, platina, amianto e carvão. Porém, as operações de mineração também acabaram deixando sua marca na natureza, a paisagem hoje, é afirmada como poluída e apresenta riscos à saúde humana.
Fonte: Daily Mail -] (Fotos: Reprodução / Daily Mail)

terça-feira, 28 de junho de 2016

MISTÉRIO DE GENES DO DESENVOLVIMENTO ATIVADOS APÓS A MORTE INTRIGA CIENTISTAS


Estudos em animais e humanos indicaram que alguns genes continuam ativos no corpo horas após a morte.

Por definição, a morte ocorre quando os órgãos de qualquer ser vivo param de funcionar. O cérebro deixa de enviar sinais e os sistemas cardíaco e respiratório colapsam.
Mas o que acontece se uma parte do corpo não apenas continua viva, mas fica inclusive mais ativa?
Cientistas americanos identificaram mais de mil genes que funcionam até quatro dias após a morte em peixes e camundongos.
Em dois estudos publicados no site bioRxiv, pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, descobriram como estes genes são ativados momentos antes da morte.
Na maior parte dos casos, a ativação faz sentido: os genes estão relacionados a funções como estimular a inflamação, ativar o sistema imunológico e combater o estresse.
Porém, outros casos deixaram os pesquisadores intrigados, pois até onde se sabia, só eram ativados em embriões para ajudar no desenvolvimento do feto.
"É de cair o queixo que os genes do desenvolvimento se ativem após a morte", disse à revista Science o microbiólogo e coordenador do estudo, Peter Noble.
Alguns genes passam a vida desativados - até o momento da morte.
Para ele, uma explicação possível é que as condições celulares em um corpo que acaba de morrer são parecidas com as de um feto em estágio embrionário.
Outra descoberta que chamou atenção dos especialistas foi observar como os genes que promovem o desenvolvimento de vários tipos de câncer se tornam mais ativos no momento da morte.
Isto pode explicar por que alguns receptores de órgãos transplantados de pessoas falecidas há pouco tempo desenvolvem um risco maior de câncer, explica Noble.
"É importante entender o que acontece com os órgãos após a morte de uma pessoa, especialmente se eles vão ser transplantados", disse à Science o farmacólogo molecular Ashim Malhortra, da Universidade do Pacífico, em Oregon.
Decifrando a vida
Outro resultado da pesquisa pode ser ajudar no desenvolvimento de técnicas para determinar com mais exatidão a hora da morte - crucial, por exemplo, em investigações criminais.
O estudo americano levou em conta as conclusões de estudos feitos na Universidade de Granada, na Espanha, que identificaram uma série de genes ativos em cadáveres humanos mais de 12 horas após a morte.
A equipe americana observou sistematicamente quase 37 mil genes de pequenos peixes de água doce de nome científico Danio rerio (popularmente conhecidos como paulistinha) e mais de 37 mil genes de camundongos.
Destes, mais de 500 continuaram ativados - em cada um dos animais - até quatro dias após a morte.
Para Noble, entender o comportamento dos genes no momento da morte "pode nos dar muita informação sobre a vida".