Esta foto foi escolhida pela BBC 28 de setembro, 2012 como uma das 20 mais bonitas

Sejamos proativos nas questões relacionadas às mudanças climáticas, pois não seremos poupados de seus efeitos devastadores a curto e longo prazo.
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CONATEDU

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CONATEdu 3.0 - Congresso Nacional de Tecnologias na Educação

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

CARTA DO ZÉ AGRICULTOR - A VERDADE INGRATA DESTE BRASIL

A carta a seguir - tão somente adaptada por Barbosa Melo - foi escrita por Luciano Pizzatto que é engenheiro florestal, especialista em direito sócio ambiental e empresário, diretor de Parque Nacionais e Reservas do IBDF-IBAMA 88-89, detentor do primeiro Prêmio Nacional de Ecologia.
Prezado Luis, quanto tempo.

Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.
Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luis?
Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.
Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.
Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?
Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né .) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?
Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.
Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.
Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.
Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?
Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.
Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.
Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.
Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.
Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.
Até mais Luis.
Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.
(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.)

Aquecimento Global e a Fome.

Aquecimento Global aumentará a fome no mundo prejudicando agricultura


As mudanças climáticas já causam efeitos sobre a segurança alimentar no mundo. A afirmação foi feita pelo professor Ewen Todd, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, durante o simpósio da Associação Americana para o Avanço da Ciência, de acordo com informações do site Science Daily.
 
Efeito do Aquecimento Global

O professor organizou um estudo sobre como as alterações climáticas afetam a segurança alimentar - vários especialistas apontam que o problema vai piorar nos próximos anos se as causas das mudanças climáticas não forem enfrentadas.

"A mudança climática é inevitável e causa implicações para produtos vegetais e animais", disse Todd, que também afirmou que existe uma série de exemplos dos efeitos sobre a oferta mundial de alimentos.

Um deles é o Vibrio, um patógeno encontrado em águas quentes do oceano que, associado aos alimentos, pode provocar doenças. De acordo com o pesquisador, o patógeno se tornou mais comum no norte dos Estados Unidos nos últimos anos com o aumento da temperatura da água.

O estudioso citou as condições meteorológicas extremas, como secas e chuvas intensas, como causadores de impacto sobre a oferta mundial de alimentos. Segundo ele, em algumas áreas, as culturas estão sendo gradativamente eliminadas, resultando em aumento nos preços dos produtos e outros problemas, como as doenças.
 

Tese de psicólogo na USP - ( vale a pena ler)

 'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'

'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.

No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha
caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se
aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.

*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!

Secas na Amazônia alerta para sua extinção

A sucessão de duas secas graves na Amazônia em cinco anos ameaça a maior floresta tropical do mundo, que pode ter seus dias contados como barreira natural para as emissões de carbono no Brasil e mundo.
 

Assim advertem os cientistas do Reino Unido e do Brasil em um estudo publicado nesta quinta-feira na revista Science, no qual analisam as secas ocorridas no sudoeste da região em 2005 e em 2010. Segundo o estudo, a seca de 2010 pode ter tido maior impacto que a de 2005, na qual foram liberadas à atmosfera 5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por causa da morte e a putrefação das árvores - em 2009, os Estados Unidos emitiu 5,4 bilhões de toneladas de CO2 pela queima de combustíveis fósseis.

Os cientistas das universidades britânicas de Leeds e Sheffield e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) do Brasil mediram a queda da chuva sobre os 5,3 milhões de km² da Amazônia durante a estação da seca de 2010 e comprovaram que a seca nesse ano foi inclusive mais longa e severa que em 2005.

No entanto, os especialistas afirmaram que o episódio de 2005 tinha sido incomum e só se produz uma vez cada 100 anos. "O fato de ter dois eventos desta magnitude em um prazo tão pequeno é extremamente incomum, mas infelizmente concordo com os modelos climáticos que prevêm um futuro sombrio para a Amazônia", assinala no estudo seu autor principal, o Dr. Simon Lewis, da Universidade de Leeds.

Segundo os modelos climáticos existentes, as secas serão cada vez mais frequentes em consequência da crescente emissão de gases do efeito estufa à atmosfera. Assim, se continuar a tendência atual, "as florestas tropicais da Amazônia podem deixar de ser um valioso armazém de carbono que desacelera a mudança climática", advertiu Lewis.

Lewis e o cientista brasileiro Paulo Brando se basearam na relação entre a intensidade da seca de 2005 e a destruição de árvores para calcular o impacto da seca de 2010. Segundo seus prognósticos, as florestas da Amazônia não absorverão as frequentes 1,5 bilhões de toneladas anuais de dióxido de carbono da atmosfera em 2010 e 2011 e, nos próximos anos, liberarão cerca de 5 bilhões de toneladas adicionais, uma vez que se apodreçam as árvores mortas por falta de água.

"Não saberemos com exatidão quantas árvores morreram até que se complete uma série de análises no terreno", assinalou Brando, do Ipam. O cientista explicou que os resultados do estudo são só uma estimativa inicial e não levam em conta as emissões de CO2 provocadas pelos incêndios florestais que afetam grandes extensões da Amazônia nos anos quentes e secos.

As florestas da Amazônia, que cobrem uma área equivalente a 25 vezes o tamanho do Reino Unido e se estende por oito países, absorvem cada ano aproximadamente 1,5 bilhões de toneladas de CO2.

Meio Ambiente - Significado


O meio ambiente esta entre as matérias mais difundidas do planeta, mas apenas umas seletas minorias de cérebros privilegiados conseguiram evoluir o suficiente para entender esta complexa cadeia evolutiva da natureza. 
Meio Ambiente
O meio ambiente significa tudo que o "cerca", ou seja, o ar que respira, os alimentos que consome, a água que bebe e todas as coisas a sua volta, mesmo que esteja em sua casa, cidade, país ou em viagens interplanetárias pelo universo.
Tudo que vê ou sente, em qualquer lugar pertence ao seu meio ambiente. (Meio) significa que esta no meio de alguma coisa. O (Ambiente) pode ser sua sala, seu quarto, seu quintal, sua floresta, em resumo, todo o planeta e o próprio universo.
Agora que entendeu o sentido da palavra meio ambiente, pergunte-se, o que esta acontecendo!
Por quê? Os rios estão secando aos milhares. Por quê? O tempo está descontrolado. Por quê? Agora chove demais em alguns lugares. Por quê? Agora temos tornados. Por quê? O alimento não tem mais o sabor que antes. Por quê? As florestas estão morrendo. Por quê? Bebemos água contaminada. Porque os alimentos estão envenenados. Por quê? Nosso ar esta poluído. Por quê? Os animais estão desaparecendo. Por quê? Tantas doenças. Por quê? O crime avança. Por quê? Todos parecem não estar preocupado com seu meio ambiente.

Transformamos nossas vidas em um zoo, ficamos cativos em nossas residências, se alimentando com veneno, bebendo água de esgoto, respirando poluentes e presos atrás de grades. Construímos zoológicos para os animais e para nós mesmos, isto é vida? Para quem nasceu preso entre quatro paredes, pode até ser, mas não é, acredite.
Tínhamos um mundo belo, natural e livre e o transformamos em uma sociedade perigosa, podre, corrupta e predatória que nos levará a extinção. E até o momento nada de significativo ou concreto, foi feito, apenas conversas furadas dos políticos mundiais.
As mudanças climáticas existem a milhares de anos, tudo começou com o desmatamento indiscriminado e o aumento excessivo da demografia humana, somente há uns alguns anos a ciência comprovou os eventos catastróficos que já sabíamos a milhares de anos.
Para se tiver uma ideia, os dinossauros só foram extintos devido a um ocorrido extremo e externo do planeta, dominaram a terra por mais 150 milhões de anos, os humanos estão aqui apenas uns poucos milhares de anos, e já em fase de extinção, por arrogância, ganância, dominação e pouquíssima inteligência dos governantes.
Preservar as florestas significa proteger a água, manter o clima perfeito e o ar puro. Em poucos anos nossas florestas em pé valerá centenas de trilhões de dólares, toda a Europa se arrepende de transformar sua floresta em concreto armado.
O governo atual, só no ano de 2010 deu um prejuízo de (2.2 trilhões de reais) no meio ambiente, mente descarado através de mídias laranja muito bem pagas, para enganar a população, fingindo que cuida das nossas florestas. Muito pelo contrário, em todo o Brasil as matas atlânticas estão sendo trocadas por cana-de-açúcar e soja.
Só para se ter uma ideia, uma única árvore medicinal pode valer milhões de dólares, cortada não vale nada, depois de extinta, acabou.
Sem as florestas, ficaremos sem nossa umidade do ar comprometida, onde teremos tornado mais violentos, chuvas destrutivas que arrasarão as cidades e toda nossa agricultura, sobrará muito breve para nós brasileiro um país inóspito, sem água, temperaturas altíssimas, tornados e no final apenas um deserto sem valor.... Este é o futuro que teremos, se continuarmos acreditando em políticos...
Eles já preparam suas casas subterrâneas esperando pelo pior, enganam o povo mostrando uma falsa segurança.
Quando a terra entrar em colapso com o gás metano que já esta sendo lançado na atmosfera com o aquecimento global, somente alguma bactéria sobreviverá, a não ser que estes oportunistas gananciosos tenham suprimento para sobreviver enterrados em um buraco nos próximos 200 mil anos.
Se possuir um pouco de esperança e fé, nos apoie. Esta luta é de todos nós. O novo sistema de governo sabe o que precisa ser feito e fará tudo para viver e deixar viver depende só de você.
Este ultimo "governo" praticamente dizimou nossa fauna e flora, nossas árvores não evoluíram com raízes profundas para suportar os tornados e furacões sucumbiram aos milhões transformando nosso Brasil em cerrado.
Não há mais tempo para burocracia e papo furado de políticos, faça algo e rápido de seu apoio às causas ambientais.
O homem "vive" em seu mundinho medíocre, tentando proteger quinquilharias que enferrujam, e não protege o que realmente interessa- "sua vida". O tempo segue seu curso, o relógio não para...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Parasitologia

Parasitologia


 

Giardia

Programa apresenta o ciclo de vida da Giardia sp, os métodos profilaxicos para evitar a giardíase, e os sintomas e meios de transmissão por meio de animação divertida.
Requisitos do programa
O programa está na extensão .swf e pode ser rodado em qualquer sistema operacional desde que tenha o plugin Flash Player instalado. O arquivo deverá ser aberto utilizando um navegador de internet (recomendamos o Mozzila Firefox).
Onde conseguir?
O software é disponibilizado no Banco Internacional de Objetos Educacionais. Clique aqui para acessá-lo.
Desenvolvedor
Galembeck, Eduardo; Projeto Condigital MEC – MCT, Universidade Estadual de Campinas – Unicamp; Santoro, Carlos Eduardo; Magalhães, Tassiana; Godoy, Guilherme Filippi.
Screenshots


Animais Fluorescentes

O Segredo por trás dos Animais Fluorescentes


Peixe fluorescente (Foto: Glofish)
Peixe fluorescente (Foto: Glofish)
Elas são usadas em diferentes pesquisas científicas. Revolucionaram nossas abordagens de expressão gênica e agora fazem parte do nosso cotidiano, embora muita gente ainda ache que é coisa de outro mundo. Da ficção para a realidade e dos laboratórios para as nossas casas. As Proteínas Fluorescentes Verdes agora estão em nossos  bichos de estimação. Mas afinal o que são  estas proteínas?
As Proteínas Fluorescentes Verdes (mais conhecidas como GFPs) são moléculas originalmente extraídas da água viva Aequorea victoria, e mostraram-se particularmennte importantes para a genômica funcional – um campo da genética que pretende estudar o funcionamento dos genes apartir da expressão de seus transcritos. Sinteticamente elas permitem que os biólogos moleculares obtenham a localização exata da produção de determinadas proteínas no organismo.
Atualmente várias versões desta proteína foram produzidas em laboratório afim de se obter diferentes tonalidades de cores. Só para citar alguns exemplos temos: YFP-Yellow Fluorescent Protein, RFP-Red Fluorescent Protein e por aí vai. Foi com estas proteínas que a empresa GloFish resolveu produzir peixes fluorescentes, e para isto escolheram um espécie favorita em aquários, o paulistinha (Danio rerio), que agora exibe fluorescência quando no escuro ou exposto a luz azul. Fantástico não? Mas as invenções não param por aí: vários animais com partes do corpo (ou corpo completo) estão sendo criados para auxiliar também em pesquisas científicas. Mas como funciona a técnica das fusão de proteínas GFPs?

Basicamente os cientistas isolam um gene alvo, isto é, aquele  que gostariam de estudar sua expressão no organismo vivo, e o fusionam com o gene da GFP. Durante a transcrição gênica, os mesmos estarão unidos. Assim teremos uma proteína quimérica (híbrida)  que será expressa pelo organismo. Como a GFP é um proteína pequena, ela não chega a interferir na atividade das proteínas ou na sua interação com outros componentes celulares. Isto permite o estudo da expressão de um gene alvo in vivo o que não é realizado por técnicas de análise de transcritos gênicos, normalmente usados em laboratórios de genética molecular (chips gênicos e hibridizações). E a técnica foi tão revolucionária que em 2008 rendeu o prêmio Nobel para seus descobridores.
Xenopus tadpole fluorescente

Para você saber mais acesse:
GFP : The Site

Ilustração Científica

Ilustração Científica: A Exatidão em Traços


Ciência também é feita com grafite e aquarela. A maior prova disso são as ilustrações científicas, imagens que acompanham o texto científico, geralmente publicadas em livros e revistas do gênero. Muitos ilustradores são cientistas que têm vocação para a arte. Outros são artistas que gostam de ciência. Não basta conhecer o que está sendo ilustrado, também é preciso saber escolher a melhor técnica artística para obter um bom resultado. Em épocas em que não existia a fotografia, no entanto, o registro de imagens científicas (especialmente as biológicas) era feito por meio de desenhos à mão. O desenho científico deve mostrar o máximo de clareza e nitidez de modo a reproduzir todos os os detalhes com o máximo de exatidão e sua capacidade de sintetizar informações visuais é realmente impressionante, o que faz com que os pesquisadores optem por utilizá-lo, em vez de lançar mão da fotografia. Abaixo selecionamos alguns sites que apresentam belas ilustrações científicas feitas por diversos cientistas e pintores ao redor do mundo.
Audubon’s Birds
O site Audubon’s Birds of America da University of Pittsburgh mostra uma série de ilustrações John James Audubon um ilustrador científico que foi responsável por uma das maiores coleções de desenhos de aves da América que se tem notícia. O conjunto de ilustrações foi publicado no livro “Birds of America” e a universidade americana de Pittsburgh é a feliz proprietária de um dos 120 exemplares existentes do seu livro., saindo dela a iniciativa de escannear e disponibilizar a coleção de imagens na internet.

Ernst Haeckel: Kunstformen der Natur O site contém uma grande coleção de ilustrações de fitoplânctons e zooplanctons feitas pelo naturalista alemão Ernst Haeckel. As obras são belíssimas pela riqueza de detalhes e pela propria natureza das algas que lembram formas caledoscópias. Sem dúvida todos os desenhos irão agradar não somente aos biólogos como também qualquer pessoa que aprecie arte.

Water Colours of Fungi by Konrad Schieferdecker
Site com diversas ilustrações da área micológica feitas pelo nauralista alemão Konrad Schieferdecker que publicou diversos artigos especializados na área com maravilhosas ilustrações feitas a aquarela de novas espécies de fungo macro e microscópios. Ao todo existem 19 artigos especializados da área com muitas ilustrações detalhistas. A coleção pertence ao Departamento de Micologia de Botanische Staatssammlung München e todos apresentam licença livre para propósitos não comerciais.
Gina Mikel é uma ilustradora científica contemporânea, seus desenhos não focam para determinado grupos de seres, mas abragem plantas e animais de diferentes espécies. Sua coleção é vasta. As ilustrações apresentam direitos autorais e para a utilização das mesmas é necessário entrar em contato diretamente com a autora.
Cornelia-Hesse-Honegger Website
Desde 1967, por exemplo, a ilustradora científica Cornelia Hesse-Honegger visitou 25 locais radioativos, incluindo o local do desastre da usina de Chernobyl. Ela documenta as mutações que ocorrem nos insetos em decorrência da radiação desses lugares, criando belas ilustrações em aquarela.
Modificações em espécies de Chenorbyl desenhadas por  Cornellia Hesse
David Maddison
Neste site você encontrará ilustrações científicas de David Madosn, biólogo estudioso da evolução de besouros. As imagens foram feitas no período de 1976 a 1984 e fazem parte da coleção particular.
Besouro da espécie Hexarthrius parryi (Fonte: David Maddison website)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Jabuticaba Uma Fruta Nacional e Maravilhosa!!!

Olha aí que interessante!!!
A jabuticaba, nossa pequena notável!!!
Fruta 100% brasileira. É dela que vamos falar. Discreta no quintal de nossa casa, ela contém teores espantosos de substâncias protetoras do peito. Ganha até da uva, e provavelmente do vinho, que é festejado no mundo inteiro por evitar infartos. Você vai conhecer agora uma revelação científica, e das boas, que acaba de cair do pé!
A química Daniela Brotto Lopes Terci nem estava preocupada com as coisas que se passam com o coração. Tudo o que ela queria, em um laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, era encontrar na natureza pigmentos capazes de substituir os corantes artificiais usados na indústria alimentícia.
E, claro, quando se fala em cores, a jabuticaba chama a atenção.
Roxa? Azulada? Cá entre nós, jabuticaba tem cor de... jabuticaba.
Mas o que tingiria a sua casca? A cientista quase deu um pulo para trás ao conferir: "enormes porções de antocianinas", foi a resposta.
Desculpe o palavrão, mas é como são chamadas aquelas substâncias que, sim, são pigmentos presentes nas uvas escuras e, consequentemente, no vinho tinto, apontados como grandes benfeitores das artérias.
Árvore de Jabuticaba carregada de frutos
Daniela jamais tinha suspeitado de que havia tanta antocianina ali, na jabuticaba, aliás, nem ela nem ninguém.
“Os trabalhos a respeito dessa fruta são muito escassos”, tenta justificar a pesquisadora, que também mediu a dosagem de antocianinas da amora.
Ironia, o fruto da videira saiu perdendo no ranking, enquanto o da jabuticabeira......
Dê só uma olhada (o número representa a quantidade de miligramas das benditas antocianinas por grama da fruta):
Jabuticaba: 314
Amora: 290
Uva: 227
As antocianinas dão o tom. 'Se um fruto tem cor arroxeada é porque elas estão ali', entrega a nutricionista Karla Silva, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, no Rio de Janeiro.
No reino vegetal, esse tingimento serve para atrair os pássaros.  E isso é importante para espalhar as sementes e garantir a perpetuação da espécie', explica Daniela Terci, da Unicamp.
Para a Medicina, o interesse nas antocianinas é outro. “Elas têm uma potente ação antioxidante”, completa a pesquisadora de Campinas. Ou seja, uma vez em circulação, ajudam a varrer as moléculas instáveis de radicais livres. Esse efeito, observado em tubos de ensaio, dá uma pista para a gente compreender por que a incidência de tumores e problemas cardíacos é menor entre consumidores de alimentos ricos no pigmento.
Ultimamente surgem estudos apontando uma nova ligação: as tais substâncias antioxidantes também auxiliariam a estabilizar o açúcar no sangue dos diabéticos.
Se a maior concentração de antocianinas está na casca, não dá para você simplesmente cuspi-la. Tudo bem, engolir a capa preta também é difícil. A saída, sugerida pelos especialistas, é batê-la no preparo de sucos ou usá-la em geléias. A boa notícia é que altas temperaturas não degradam suas substâncias benéficas.
Os sucos, particularmente, rendem experiências bem coloridas. A nutricionista Solange Brazaca, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba, interior paulista, dá lições que parecem saídas da alquimia. “Misturar a jabuticaba com o abacaxi resulta numa bebida azulada”, ensina. “Já algumas gotas de limão deixam o suco avermelhado”. As variações ocorrem devido a diferenças de pH e pela união de pigmentos ácidos.
Mas vale lembrar a velha máxima saudável: bateu, tomou. “Luz e oxigênio reagem com as moléculas protetoras”, diz a professora.
 Não é só a saúde que sai perdendo: o líquido fica com cor e sabor alterados.
Aliás, no caso da jabuticaba, há outro complicador. Delicada, a fruta se modifica assim que é arrancada da árvore. “Como tem muito açúcar, a fermentação acontece no mesmo dia da colheita”, conta a engenheira agrônoma Sarita Leonel, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu. A dica é guardá-la em saco plástico e na geladeira. Agora, para quem tem uma jabuticabeira, que privilégio!
A professora repete o que já diziam os nossos avós: “Jabuticaba se chupa no pé”.
O branco tem seu valor.
A bioquímica Edna Amante, do laboratório de frutas e hortaliças da Universidade Federal de Santa Catarina, destaca alguns nutrientes da parte branca e mais consumida da jabuticaba. “É na polpa que a gente encontra ferro, fósforo, vitamina C e boas doses de niacina, uma vitamina do complexo B que facilita a digestão e ainda nos ajuda a eliminar toxinas”.
Ufa! E não só nessa polpa, mas também na casca escura, você tem excelentes teores de pectina. “Essa fibra tem sido muito indicada para derrubar os níveis de colesterol, entre outras coisas”, conta a nutricionista Karla Silva. A pectina, portanto, faz uma excelente dobradinha com as antocianinas no fruto da jabuticabeira. Daí o discurso inflamado dessa especialista, fã de carteirinha: “A jabuticaba deveria ser mais valorizada, consumida e explorada”.
Nós concordamos, e você?
A jabuticabeira
Nativa do Brasil, ela costuma medir entre 6 e 9 metros e é conhecida desde o período do descobrimento. “A espécie é encontrada de norte a sul, desde o Pará até o Rio Grande do Sul”, diz o engenheiro agrônomo João Alexio Scarpare Filho, da ESALQ. Segundo ele, a palavra jabuticaba é tupi e quer dizer “fruto em botão”.
A invenção é esta: vinho de jabuticaba. O nome não deixa de ser uma espécie de licença poética, já que só pode ser denominado vinho pra valer o que deriva das uvas. Mas, sim, existe um fermentado feito de jabuticaba que, aliás, já está sendo exportado.
 “O concentrado da fruta passa um ano inteiro em barris de carvalho”, conta o farmacêutico-bioquímico Marcos Antônio Cândido, da Vinícola Jabuticabal, em Hidrolândia, Goiás.
A jabuticaba é a matéria-prima de delícias já conhecidas, como a geléia e o licor, e também de uma espécie de vinho. Quem provou a bebida garante: é uma delícia.

Tire proveito da jabuticaba
Atributos, para essa fruta tipicamente brasileira, são o que não faltam. Vitaminas, fibras e sais minerais aparecem nela ao montes.
Agora, para melhorar ainda mais esse perfil nutritivo, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas descobriram que ela está cheia de antocianinas, substâncias que protegem o coração.
Mais uma razão para que a jabuticaba esteja sempre em seu cardápio.

Em 100 gramas ou 1 copo: 
Calorias 51 / Vitamina C 12 mg / Niacina 2,50 mg  / Ferro 1,90 mg / Fósforo 14 g .

Nota: O Pioneirismo em fabricação de vinhos de Jabuticaba no Brasil, ocorreu no município de Varre Sai, no Noroeste Fluminense, que por sinal tem no mês de julho o seu famoso Festival de Vinho, de Jabuticaba é claro, que todos os anos atrai milhares de turistas de todo o país, interessados em saborear o vinho artesanal, produzido nas adegas do município e conhecer um pouco mais da cultura dos italianos que colonizaram o município e passaram a fabricar o vinho de jabuticaba, pois no local não havia como plantar uvas, devido ao clima.

Expedição na selva encontra espécie de peixe inédita em reserva do PA

Nova espécie tem olhos e cabeça 'proporcionalmente grandes', diz artigo. Descoberta foi feita durante expedições para conhecer área da Calha Norte.
Estudo publicado pela revista científica Zootaxa e divulgado nesta quarta-feira (23) detalha a descoberta de uma nova espécie de peixe encontrado no Igarapé Curuá, afluente do Rio Amazonas, na região da Estação Ecológica Grão Pará.
peixe (Foto: Divulgação)
Espécie Stenolicmus ix
Único exemplar da espécie foi observado no Igarapé Curuá, afluente do Amazonas. (Foto: Divulgação)
A oficialização da nova descoberta amplia os resultados de expedições realizadas para conhecer a biodiversidade na região da Calha Norte e das reservas, que foram criadas em 2006 e permaneciam inexploradas. As expedições de reconhecimento foram organizadas em parceria pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, pela organização não governamental (ONG) Conservação Internacional (CI) e pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará (Sema-PA).
A nova espécie é conhecida pelos cientistas apenas pelo exemplar encontrado durante a expedição na Calha Norte. O peixe foi coletado com uma peneira no Rio Curuá, no Pará, e estava junto com outras 15 espécies observadas.
Segundo o pesquisador Wolmar Wosiacki, que descreveu a nova espécie em coautoria com os cientistas Luciano Montag e Daniel Coutinho, o peixe, acredita-se, é difícil de ser encontrado devido ao seu tamanho. A espécie Stenolicmus ix difere de outras pelo comprimento dos barbilhões, filamentos encontrados na área nasal e maxilar.
A nova espécie também é diferente pelo padrão da cor na região dorsal do tronco. Outra característica observada pelos cientistas foi o formato dos olhos e o comprimento da cabeça, "proporcionalmente grandes".

Fonte: G1 - Globo Natureza, São Paulo

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

INSETOS

                                     O mundo em miniatura
Os insetos são animais invertebrados da classe Insecta, o maior e, na superfície terrestre, mais largamente distribuído grupo de animais do filo Arthropoda.
Os insetos são o grupo de animais mais diversificado existente na Terra, possuem mais de 800 mil espécies descritas - mais do que todos os outros grupos de animais juntos. Os insetos podem ser encontrados em quase todos os ecossistemas do planeta, mas só um pequeno número de espécies se adaptaram à vida nos oceanos. Existem aproximadamente 5 mil espécies de Odonata (libelinhas), 20 mil de Orthoptera (gafanhotos), 170 mil de Lepidoptera (borboletas), 120 mil de Diptera (moscas e mosquitos), 82 mil de Hemiptera (percevejos e afídeos), 350 mil de Coleoptera (besouros) e 110 mil de Hymenoptera (abelhas, vespas e formigas).

      A ciência que estuda os insetos é a Entomologia. 
Alguns grupos menores de insetos, com uma anatomia semelhante, como os colêmbolos, estão agrupados com os insetos no subfilo Hexapoda. Os verdadeiros insetos distinguem-se dos outros artrópodes por serem ectognatas, ou seja, com as peças bucais externas e por terem onze segmentos abdominais. Muitos artrópodes terrestres, como as centopeias, mil-pés, escorpiões e aranhas são muitas vezes consideradas erradamente como insetos.Morfologia
      Anatomia externa do Inseto 
Os insetos são geralmente pequenos e têm o corpo segmentado e protegido por um exosqueleto de quitina. O corpo do inseto é dividido em três tagmas: cabeça, tórax e abdómen. Na cabeça do inseto encontram-se um par de antenas sensoriais, um par de olhos compostos, dois ou três olhos simples ou ocelos e as peças bucais: um par de mandíbulas, um par de maxilas e a hipofaringe. Outras estruturas do inseto que fazem parte do aparelho bucal dos insetos são o lábio, o labro, um par de palpos labiais, um par de palpos maxilares e o clípeo. Essas peças são modificadas em cada grupo de insetos para atender aos diferentes hábitos alimentares, formando diversos tipos de aparelho bucal (sugador, mastigador e lambedor).
Insetos podem ser caracterizados como animais de simetria bilateral e segmentados como os demais artrópodes e também com os anelídeos. São, porém, os únicos artrópodes que possuem asas, que são finas expansões do exoesqueleto, possibilitando a dispersão por distâncias maiores.
O tórax do inseto é dividido em três segmentos: protórax, mesotórax e metatórax cada um com um par de patas e, nos alados (Pterygota), um ou dois pares de asas, um no mesotórax e outro no metatórax.
O abdómen em geral do inseto apresenta onze segmentos, mas em muitos esse número é reduzido. Podem ser encontrados apêndices no 11° segmento, estes são chamados cercos. Além disso, é no abdómen que se encontram as estruturas reprodutivas. Nos machos o segmento genital é o 9°, onde há a abertura genital. Nas fêmeas são os segmentos 8° e 9°. Os machos de algumas espécies podem apresentar um par de ganchos no segmento genital que auxilia na cópula como nos percevejos (Hemiptera), outros insetos possuem estilos (par de pequenos prolongamentos) como baratas e louva-a-deus. As fêmeas de muitos insetos possuem ovopositores, apêndices dos segmentos genitais adaptados a postura de ovos. São compostos de três pares de valvas, um no 8° segmento e dois no 9° segmento.
Anatomia de um inseto
A- Cabeça B- Tórax C- Abdómen
1. antena
2. ocelo (inferior)
3. ocelo (superior)
4. olho composto
5. cérebro (gânglios cerebrais)
6. protórax
7. artéria dorsal
8. tubos traqueais e espiráculos
9. meso-tórax
10. meta-tórax
11. asa (1ª)
12. asa (2ª)
13. intestino médio (mesêntero)
14. coração
15. ovário
16. intestino posterior (proctodeo)
17. ânus
18. vagina
19. gânglios abdominais
20. túbulos de Malpighi
21. tarsômero
22. garras tarsais
23. tarso
24. tíbia
25. fémur
26. trocanter
27. intestino anterior (estomodeo)
28. gânglios torácicos
29. coxa
30. glândula salivar
31. gânglio sub-esofágico
32. peças bucais
Anatomia Interna do inseto

Morfologia do Inseto
Os insetos são protostômios, triblásticos e celomados. Têm um sistema digestivo completo, consistindo num tubo que vai da boca ao ânus. O sistema excretor do inseto consiste em túbulos de Malpighi para a remoção dos dejetos nitrogenados e no intestino posterior para a osmorregulação: através do intestino posterior, os insetos são capazes de reabsorver água com os iões K+ e Na+ e, por isso, eles normalmente não excretam água com as fezes, permitindo-lhes conservá-la e, assim, sobreviver em ambientes áridos.
A respiração dos insetos é realizada por um sistema de traquéias que transportam o oxigênio dentro do corpo. Estas traquéias têm aberturas na cutícula chamadas espiráculos, por onde são feitas as trocas gasosas. O sistema circulatório dos insetos, como nos restantes artrópodes, é aberto: o coração bombeia a hemolinfa através de artérias para espaços que rodeiam os órgãos; quando o coração se descontrai, a hemolinfa volta para dentro deste órgão.

     Biologia do Inseto
Muitos insetos possuem um ou dois pares de asas localizadas no segundo e terceiro segmentos torácicos e são o único grupo de invertebrados que desenvolveu a capacidade de voar, o que teve um importante papel no seu sucesso reprodutivo. Os insetos alados e as espécies relacionadas que perderam secundariamente as asas estão agrupadas nos Pterygota.
Em alguns insetos, o vôo depende muito da turbulência atmosférica, mas nos mais “primitivos” está baseado em músculos que fazem bater as asas. Noutras espécies mais “avançadas”, do grupo Neoptera, as asas podem ser dobradas sobre o dorso, e quando em uso são acionadas por uma ação indirecta de músculos que atuam sobre a parede do tórax. Estes músculos contraem-se quando se encontram distendidos, sem necessitarem de impulsos nervosos, permitindo ao animal bater as asas muito mais rapidamente.
Os insetos jovens, depois de sairem dos ovos, sofrem uma série de mudas ou ecdises a fim de poderem crescer – uma vez que o exosqueleto não lhes permite crescer sem o mudarem. Nas espécies que apresentam metamorfose incompleta, os juvenis, chamados ninfas, não possuem asas, e são basicamente iguais aos adultos na forma do corpo; na metamorfose completa, característica dos Endopterygota, a eclosão do ovo produz uma larva, geralmente em forma de verme (a lagarta) que, depois de crescer, se transforma numa pupa que, muitas vezes, se encerra num casulo, ou numa crisálida, que muda consideravelmente de forma, antes de emergir como adulto.
Algumas espécies de insetos, como as formigas e as abelhas, vivem em sociedades tão bem organizadas que são por vezes consideradas superorganismos.
Muitos insetos possuem orgãos dos sentidos muito refinados; por exemplo, as abelhas podem ver a luz ultravioleta e os machos das falenas têm um forte olfacto que lhes permite detectar as feromonas de fêmeas a quilómetros de distância.
       O papel dos insetos no meio ambiente e na sociedade humana
Muitos insetos são considerados daninhos porque transmitem doenças (mosquitos, moscas), danificam construções (térmitas) ou destróem colheitas (gafanhotos, gorgulhos) e muitos entomologistas econômicos ou agronômicos se preocupam com várias formas de lutar contra eles, por vezes usando insecticidas mas, cada vez mais, investigando métodos de biocontrolo.
Borboleta visitando uma flor. Apesar destes insectos prejudiciais terem mais atenção, a maioria das espécies são benéficas para o homem ou para o meio ambiente. Muitos ajudam na polinização das plantas (como as vespas, abelhas e borboletas) e evoluíram em conjunto com elas – a polinização é uma espécie de simbiose que dá às plantas a capacidade de se reproduzirem com mais eficiência, enquanto que os polinizadores ficam com o néctar e pólen. De fato, o declínio das populações de insetos polinizadores constitui um sério problema ambiental e há muitas espécies de insetos que são criados para esse fim perto de campos agrícolas.
Alguns insetos também produzem substâncias úteis para o homem, como o mel, a cera, a laca e a seda. As abelhas e os bichos-da-seda têm sido criados pelo homem há milhares de anos e pode dizer-se que a seda afectou a história da humanidade, através do estabelecimento de relações entre a China e o resto do mundo. Em alguns lugares do mundo, os insectos são usados na alimentação humana, enquanto que noutros são considerados tabu. As larvas da mosca doméstica eram usadas para tratar feridas gangrenadas, uma vez que elas apenas consomem carne morta e este tipo de tratamento está a ganhar terreno actualmente em muitos hospitais.
    Além disso, muitos insetos, especialmente os escaravelhos, são detritívoros, alimentando-se de animais e plantas mortas, contribuindo assim para a remineralização dos produtos orgânicos.
    Embora a maior parte das pessoas não saiba, provavelmente a maior utilidade dos insetos é que muitos deles são insectívoros, ou seja, alimentam-se de outros insetos, ajudando a manter o seu equilíbrio na natureza. Para qualquer espécie de inseto daninha existe uma espécie de vespa que é, ou parasitóide ou predadora dela. Por essa razão, o uso de inseticidas pode ter o efeito contrário ao desejado, uma vez que matam, não só os insetos que se pretendem eliminar, mas também os seus inimigos.

     Taxonomia dos Insetos
Existem divergências entre os diversos autores a respeito da classificação dos Insectos. Portanto esta pode se apresentar ligeiramente diferente de acordo com a fonte consultada.
Subclasse Apterygota
Archaeognatha
Monura - extinta
Thysanura (traça (Br), lepisma (Pt)
Collembola - colêmbolos
Diplura - dipluros
Protura - proturos

Subclasse Pterygota
Infraclasse Palaeoptera
Palaeodictyoptera - extinta
Ephemeroptera (efémeras)
Odonata (libelinhas, libélulas, cavalinhos-do-diabo ou lavadeiras (Br))
Infraclasse Neoptera
Superordem Orthopterodea
Blattodea (baratas)
Mantodea (louva-a-deus)
Isoptera (térmitas ou cupins)
Zoraptera
Grylloblattodea
Dermaptera (tesourinhas)
Plecoptera
Orthoptera (gafanhotos, grilos)
Phasmatodea (bichos-pau, timemas)
Embioptera (embiídeos)
Mantophasmatodea
Superordem Hemipterodea
Psocoptera
Phthiraptera (piolhos)
Hemiptera (percevejos)
Thysanoptera (trips ou tripes)
Superordem Endopterygota
Miomoptera - extinta
Megaloptera
Raphidioptera
Neuroptera (formiga-leão)
Coleoptera (besouros, escaravelhos, joaninhas, gorgulhos etc.)
Strepsiptera
Mecoptera
Siphonaptera (pulgas)
Protodiptera extinta
Diptera (moscas e mosquitos)
Trichoptera
Lepidoptera (borboletas, mariposas)
Hymenoptera (formigas, abelhas, vespas etc.)

Fósseis
O estudo de insetos fossilizados chama-se paleoentomologia.

Ligações externas
Tree of Life Project – Insecta
Insect pictures -- from Webster's 1911
Site geral sobre os insetos
ESALQ Entomological Museum (USP Brazil - english/português)
Site sobre Insetos da University of British Columbia - em inglês
 
 Insetos
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Uniramia
Classe: Insecta
Linnaeus, 1935

Baleia Azul e seus Ancestrais

Baleia Azul e seus Ancestrais
(Balaenoptera musculus)

 
A baleia-azul  é um mamífero marinho. Como outras baleias, as baleias  azuis usam lâminas córneas na sua cavidade bucal para filtrar seu alimento (krill) da água do mar, alimentando-se também de pequenos peixes e lulas. A baleia-azul é o maior animal já vivo, podendo chegar a mais de  33 metros de comprimento e mais de 200 toneladas de peso.
EM EXTINÇÃO
A baleia-azul possui uma pequena aleta (abertura) que é visível apenas num curto período, quando a baleia mergulha. Tal aleta pode produzir jatos de água de até nove metros altura. O seu pulmão pode conter aproximadamente cinco mil litros de ar.
É também o animal mais ruidoso do mundo. Emitem sons de baixa frequência que atingem os 188 decibéis — mais fortes que o som de um avião a jacto — que podem ser ouvidos a mais de 800 quilómetros de distância. 



Taxonomia
A baleia-azul é uma das sete espécies de baleia no género Balaenoptera. A espécie é dividida em três subespécies:
B. m. musculus, as populações do Atlântico Norte e Pacífico Norte,
B. m. intermedia, a população do Oceano Antártico e
B. m. brevicauda que é uma baleia pequena conhecida também como a baleia-pigmeu, encontrada no Oceano Índico e Pacífico sul.

Tamanho

Comparação de tamanho de um humano em relação à baleia-azul.A baleia-azul é provavelmente o maior animal que já existiu na face da Terra. A maior criatura conhecida da era dos dinossauros era o seismossauro da era Mesozóica, com um peso superior a 100 toneladas e comprimento estimado de 40 metros, embora alguns cientistas afirmem que poderiam chegar a 52 metros de comprimento. Há incertezas sobre a maior baleia-azul já capturada. A maioria das informações vem de baleias-azuis mortas em águas antárticas durante a primeira metade do século XX, coletadas por baleeiros não instruídos em técnicas de coleta zoológica. As baleias mais longas já registradas foram duas fêmeas com 33,6 e 33,3 metros de comprimento, respectivamente, porém existem algumas disputas sobre a confiabilidade destas informações. A maior baleia medida por cientistas no Laboratório Americano de Pesquisas de Mamíferos Marinhos media 29,9 metros, o mesmo comprimento de um avião Boeing 737.


A cabeça de uma baleia-azul é tão grande que cinqüenta pessoas poderiam apoiar-se em sua língua. Um bebê (humano) poderia engatinhar através das principais artérias da baleia-azul e um humano adulto poderia até se arrastar pela sua aorta. Uma baleia-azul recém-nascida pesa mais que um elefante adulto e tem cerca de 7,6 metros de comprimento. Durante os seus primeiros sete meses de vida, bebês de baleia-azul tomam cerca de 380 litros de leite todo dia. Bebês de baleias-azuis ganham peso rapidamente, 91 kg a cada 24 horas. O orgão reprodutor do macho (o pênis), chega a medir 3 metros de comprimento.

Apesar de serem mamíferos, as baleias não amamentam seus filhotes pelas tetas. O leite da baleia é tão gorduroso que ela o solta na água, de onde o filhote o suga, já que água e gordura não se misturam.


Baleias azuis são difíceis de se pesar dado o seu imenso tamanho. A maioria das baleias azuis morta por baleeiros não têm o seu peso tomado como um todo, mas sim, corta-se a baleia em peças menores, que podem ser pesadas mais facilmente. Isto causa um erro na tomada do peso total da baleia, devido à perda de sangue e outros fluidos. De qualquer maneira, tomadas entre 160 a 190 toneladas foram registadas para espécimes com mais de 27 metros de comprimento. O peso de um indivíduo de trinta metros de comprimento é estimado em torno de duzentas toneladas. A mais pesada baleia-azul já pesada é uma fêmea que pesava quase 390 toneladas.

População e pesca

Esqueleto de baleia-azul em frente ao Long Marine Laboratory da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.Baleias azuis não são fáceis de se capturar, matar e estocar. A sua velocidade e poder mostram que elas não foram o alvo de baleeiros antigos que, ao invés, tinham como alvo cachalotes. Como o número dos últimos declinou, baleeiros começaram a olhar com mais cobiça a baleia-azul. Em 1864, o navio a vapor norueguês Svend Foyn foi equipado com arpões especialmente concebidos para capturar grandes baleias. De início problemático, o método eventualmente entrou em moda e no final do século XIX o número de baleias-azuis no Atlântico Norte estava em declínio.

A matança de baleias-azuis espalhou-se rapidamente, e em 1925, os Estados Unidos, o Reino Unido e o Japão tinham se juntado à Noruega na caça às baleias-azuis, capturando e matando-as e processando-as em grandes navios-fábricas. E, em 1930, 41 navios mataram 28.325 baleias azuis. No final da segunda guerra mundial, populações de baleias azuis já eram escassas, e em 1946, as primeiras leis que restringiam o comércio de baleias foram introduzidas. Tais leis eram ineficientes devido à falta de diferenciação entre diferentes espécies. Espécies ameaçadas de extinção podiam ser igualmente caçadas com aquelas que tinham uma população relativamente abundante. Quando a caça da baleia-azul finalmente foi proibida, nos anos 60, 350 mil baleias azuis haviam sido mortas. A atual população mundial de baleias azuis é estimada entre três a quatro mil, com duas mil concentradas na costa californiana. Tal grupo representa a maior esperança num longo e gradual processo de aumento populacional da baleia-azul, que está nas listas dos animais ameaçados de extinção desde os anos 60.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Uma Impressora à Serviço do Meio Ambiente

Uma Impressora à Serviço do Meio Ambiente



Apesar dos incríveis avanços científicos e com tantas tecnologias a nosso dispor (smartphones, e-readers etc) ainda precisamos usar o velho e bom papel. Infelizmente os nossos gastos com papel podem significar muito para o meio ambiente. Pense o tempo, energia e dinheiro gasto com a impressão de várias edições de uma revista ou livros. A utilização de papel não deixa de ser um problema. Mesmo que ainda exista a reciclagem há um gasto enorme na produção e logística, pois o mesmo precisa ser recolhido, processado, transportado… Agora imagine se a sua própria impressora pudesse reciclar o papel. Como? Talvez você diria que somente um engenharia pesada poderia produzir tal impressora, pois é, os japoneses conseguiram mais uma vez… A impressora PrePeat, lançada no Japão não usa tinta e necessita de folhas de papel especial, que contêm pigmentos ativados pelo calor – e, por isso, pode ser apagado e reutilizado mais de 1000 vezes.
O preço da impressora ainda é bem caro, mas acreditamos que um dia possa se popularizar, e quem sabe, talvez, todas as outras utilizem esta mesma tecnologia.
Assista o vídeo abaixo sobre seu funcionamento:

Para saber mais acesse:
Engadget – PrePeat rewritable printer lets you undo print jobs, no ink or toner used

A REGENERAÇÃO DO FÍGADO


O fígado é o único órgão de mamíferos capaz de regenerar e é por este motivo que o transplante pode ser  realizado tanto de doadores com morte cerebral como de doadores vivos que transplantam somente uma parte do órgão.  O homem já conhece essa impressionante capacidade desde a Antiguidade. A mitologia grega, por exemplo, conta que o titã Prometeu ao ter criado o homem os deu o fogo que era exclusivo dos deuses, fazendo assim que fossem superiores a todos animais, como castigo foi condenado por Zeus, o deus do Olimpo, a passar a eternidade acorrentado a uma rocha, sofrendo o ataque de um abutre que lhe devorava o fígado de tempos em tempos. Um castigo doloroso baseado na idéia de regeneração do órgão.
Castigo de Prometeu (Foto:Wikipedia)
Castigo de Prometeu
Este fenômeno, no entanto, não trata-se verdadeiramente uma “regeneração”, mas sim de hipertrofia (aumento do tamanho das células) e hiperplasia (aumento do número de células) do tecido. A regeneração não se completa porque em algumas regiões não são formados vasos sanguíneos que antes existiam. E uma curiosidade: a “regeneração” do fígado não é eterna como no caso de Prometeu. Existe uma limitação já que o órgão após sofrer danos começa a se desenvolver com aspecto fibroso. A presença de doenças que provocam insuficiência hepática  grave (cirrose causada por vírus da hepatite C e B, por exemplo)  ou a presença de tumores malignos podem invalidar o órgão,  e nesses casos, não tem jeito, o único recurso terapêutico é a substituição do fígado doente por um fígado sadio.
Algumas curiosidades que você precisa saber sobre o fígado:
É a maior glândula do corpo humano e situa-se à direita do estômago. Produz a bile, que é lançada no duodeno pelo canal colédoco.
O fígado produz  heparina, substância anticoagulante.
Serve como reserva de glicose para o organismo. O acúmulo ocorre na forma de glicogênio.
É responsável pela desentoxicação do corpo, em casos de ingestão de medicamentos ou envenenamento.
É uma glândula mista, isto é desempenha função tanto endócrina (libera hormônios na corrente sanguínea) quanto exócrina (libera fora da corrente).
Fígado

Fígado de uma ovelha: (1) lobo direito, (2) lobo esquerdo, (3) lobo caudado, (4) lobo quadrado, (5) artéria hepática e veia porta, (6) nódulos linfáticos hepáticos, (7) vesícula biliar.
Fonte:
Drauzio Varela (site do famoso médico)
Associação Brasileira de Transplantes de Órgão (ABTO)
Grupo de Hepatologia e Transplante de Fígado