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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Animais Fluorescentes

O Segredo por trás dos Animais Fluorescentes


Peixe fluorescente (Foto: Glofish)
Peixe fluorescente (Foto: Glofish)
Elas são usadas em diferentes pesquisas científicas. Revolucionaram nossas abordagens de expressão gênica e agora fazem parte do nosso cotidiano, embora muita gente ainda ache que é coisa de outro mundo. Da ficção para a realidade e dos laboratórios para as nossas casas. As Proteínas Fluorescentes Verdes agora estão em nossos  bichos de estimação. Mas afinal o que são  estas proteínas?
As Proteínas Fluorescentes Verdes (mais conhecidas como GFPs) são moléculas originalmente extraídas da água viva Aequorea victoria, e mostraram-se particularmennte importantes para a genômica funcional – um campo da genética que pretende estudar o funcionamento dos genes apartir da expressão de seus transcritos. Sinteticamente elas permitem que os biólogos moleculares obtenham a localização exata da produção de determinadas proteínas no organismo.
Atualmente várias versões desta proteína foram produzidas em laboratório afim de se obter diferentes tonalidades de cores. Só para citar alguns exemplos temos: YFP-Yellow Fluorescent Protein, RFP-Red Fluorescent Protein e por aí vai. Foi com estas proteínas que a empresa GloFish resolveu produzir peixes fluorescentes, e para isto escolheram um espécie favorita em aquários, o paulistinha (Danio rerio), que agora exibe fluorescência quando no escuro ou exposto a luz azul. Fantástico não? Mas as invenções não param por aí: vários animais com partes do corpo (ou corpo completo) estão sendo criados para auxiliar também em pesquisas científicas. Mas como funciona a técnica das fusão de proteínas GFPs?

Basicamente os cientistas isolam um gene alvo, isto é, aquele  que gostariam de estudar sua expressão no organismo vivo, e o fusionam com o gene da GFP. Durante a transcrição gênica, os mesmos estarão unidos. Assim teremos uma proteína quimérica (híbrida)  que será expressa pelo organismo. Como a GFP é um proteína pequena, ela não chega a interferir na atividade das proteínas ou na sua interação com outros componentes celulares. Isto permite o estudo da expressão de um gene alvo in vivo o que não é realizado por técnicas de análise de transcritos gênicos, normalmente usados em laboratórios de genética molecular (chips gênicos e hibridizações). E a técnica foi tão revolucionária que em 2008 rendeu o prêmio Nobel para seus descobridores.
Xenopus tadpole fluorescente

Para você saber mais acesse:
GFP : The Site

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