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sábado, 29 de setembro de 2012

INDÍCIOS DE DIVISÃO DE CLASSES NA IDADE DA PEDRA

A escavação arqueológica no sítio de Ein Zippori, no norte de Israel, revelou a existência de uma comunidade pré-histórica do período neolítico, onde já havia uma elite que possuía "objetos de luxo" importados de países distantes.
Os trabalhos, realizados pelo Departamento de Antiguidades de Israel, começaram há um ano, mas só agora as descobertas foram reveladas à imprensa.
No local, estava planejada a construção de uma estrada. No entanto, como essa região é conhecida pela abundância de antiguidades, costuma-se fazer a chamada "escavação de salvamento" – uma operação preliminar para garantir que os trabalhos não destruam itens importantes que podem estar enterrados na área.
Objetos raros e importados sinalizam divisão de classes sociais já no período neolítico
Os diretores da escavação, os arqueólogos Ianir Milevski e Nimrod Getzov, se surpreenderam ao descobrir uma grande comunidade pré-histórica, com restos de casas cujas fundações foram feitas de pedra e paredes erguidas com tijolos de barro.
De acordo com Milevski, costuma-se pensar que nesse período da história humana as sociedades fossem "mais igualitárias".
"No entanto, as escavações revelaram indícios de que há 7 mil anos já havia uma pequena camada da sociedade que possuía objetos raros que a maioria da população não tinha", disse Milevski à BBC Brasil.
Objetos "de luxo" importados
Na escavação, foram encontrados milhares de objetos de pedra, sílex e cerâmica, mas o que chamou a atenção dos pesquisadores foram objetos raros e feitos de materiais que não existiam nessa região.
Entre os objetos raros, estão lâminas feitas de rocha obsidiana, cuja fonte mais próxima se encontra na Turquia e placas de pedra com desenhos próprios da cultura da Mesopotâmia (onde hoje se encontra o Iraque) e da Síria.
"Entre os objetos mais importantes que descobrimos, está uma placa de pedra com a imagem de duas avestruzes talhadas. É um trabalho simples, mas muito elegante e que nos remete à cultura da Mesopotâmia daquele período", disse Milevsky.
Placa de pedra com avestruzes talhados também
 foi considerada objeto primitivo "de luxo"
Também foram descobertas pequenas bacias de pedra feitas "com uma delicadeza impressionante" e, em uma delas, estavam cerca de 200 contas de colar - pretas, brancas e vermelhas.
O arqueólogo explicou que, como a comunidade era de um período anterior à descoberta do metal, a fabricação de objetos "tão delicados" era especialmente complexa e só uma elite poderia possuir objetos de tão difícil fabricação.
"Para fazer o buraco nas contas do colar era necessária uma furadeira de poucos milímetros. Trata-se de uma técnica muito sofisticada para o período que estamos pesquisando", acrescentou Milevski.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

ADOLESCENTE É PICADO POR COBRA MAIS VENENOSA DO MUNDO E SOBREVIVE

A polícia australiana investiga como um adolescente de 17 anos sobreviveu à picada da cobra mais venenosa do mundo, a Inland Taipan, cujo veneno é capaz de matar cem pessoas com apenas uma gota.
Judith Martin, do serviço de resgate de répteis da Austrália, disse à BBC que a cobra, que foi capturada, será enviada a um programa de reprodução.
Embora a cobra viva geralmente em áreas de deserto, o incidente ocorreu nas proximidades da cidade de Sydney.
O garoto está internado em estado grave, mas sua situação é estável.
Cobra é considerada a mais venenosa do mundo; uma gota do veneno pode matar cem pessoas
"A polícia está tentando determinar como o jovem foi mordido, e espera conseguir falar com o garoto assim que ele estiver melhor", disse a polícia do Estado de New South Wales em comunicado.
Representantes do Hospital Mater, em Newscastle City, onde o garoto está sendo tratado, disseram que a administração do antídoto foi crucial para sua sobrevivência.
"Nós tínhamos um estoque de antídoto, mantemos o que chamamos de antídoto polivalente que cobre todas as nossas cobras", disse Geoff Isbister à emissora ABC News.
Descrita como tímida e reclusa, a Inland Taipan pode ter até dois metros de comprimento.
Em geral, é encontrada nos Estados de Queensland e do Northern Territory, centenas de quilômetros da cidade de Kurri Kurri, onde o incidente ocorreu.
Um zoológico próximo à cidade foi invadido no último domingo, e quatro cobras pítons e dois jacarés foram roubados, mas a polícia acredita que o incidente não esteja relacionado com a surpreendente aparição da Inland Taipan em uma área urbana.
A Serpente
Reino:
Animalia
Filo:
Chordata
Classe:
Reptilia
Ordem:
Serpentes
Família:
Elapidae
Género:
Oxyuranus

A Oxyuranus microlepidotus, conhecida comumente como Inland Taipan, é uma serpente endêmica da Austrália, da família Elapidae. Embora altamente venenosa, é muito tímida e reclusa, e sempre prefere fugir do problema (a palavra "feroz" do seu outro nome de fato descreve seu veneno, mas não o temperamento).
Pode chegar a 2,5 m de comprimento e é considerada a serpente mais venenosa do mundo. Uma picada desta serpente pode levar um ser humano à morte em apenas 20 minutos, com a introdução de até 60 mg de veneno.
Sua cabeça é arredondada e comprida, e mais escura que o resto do corpo. No inverno a cor é preto brilhante, alterando-se para marrom-escuro no verão. Esta mudança de cor sazonal serve o propósito de termorregulação, permitindo que a cobra absorva mais luz nos meses de frio, a taipan é nativa das regiões áridas da Austrália central.
Região de  habitat da Inland Taipan (em vermelho)


Seu alcance se estende desde o sudeste do Território do Norte no oeste de Queensland. Seu veneno provoca a coagulação do sangue da vitima, enquanto neurotoxinas destroem o sistema nervoso, e outras toxinas atacam os músculos.

EPIDEMIA DE EBOLA JÁ MATOU MAIS DE 30 PESSOAS NO CONGO

A epidemia do vírus ebola que afeta o nordeste da República Democrática do Congo provocou 33 mortes desde 15 de setembro, e o número de casos registrados aumentou levemente, segundo um balanço provisório do ministério da Saúde.
Até 25 de setembro foram registrados 79 casos (19 confirmados, 32 prováveis e 28 suspeitos) e 33 mortes.
Segundo os exames de laboratório, sete mortes estão diretamente vinculadas ao vírus ebola. A taxa de mortalidade é de quase 42%, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em Kinshasa.
A doença é transmitida por contato direto com o sangue, com as secreções corporais, por via sexual e pela manipulação sem precaução de cadáveres contaminados através de uma prática ancestral africana, de lavar os corpos antes do funeral, de acordo com autoridades sanitárias e de saúde pública. Embora esta seja a nona epidemia de Ebola no Congo, é a primeira a atingir o território de Haut-Uélé, no nordeste do país. O Ebola não tem cura e é mortal entre 40% e 90% dos casos. A doença provoca um expressivo sangramento interno.
Inicialmente restrita a Isiro, uma cidade ao norte de Haut-Uélé, a epidemia de Ebola agora já chegou a Viadana, uma cidade localizada a 75 quilômetros da origem da doença. De acordo com a equipe médica local, o vírus foi transmitido para uma mulher de Viadana que foi a um funeral de uma vítima de Isiro. Ela, então, voltou para Viadana onde contaminou várias pessoas e morreu.
Enfermeira (E) e médico cuidam de paciente diagnosticado com o vírus Ebola
Com este fato, um novo centro de quarentena foi criado em Viadana para isolar as pessoas que possam estar contaminadas, de acordo com o Dr. Jacques Gumbaluka, o chefe medico do distrito. Três pessoas já morreram em Viadana.
A lavagem e a exibição de corpos durante os funerais, uma tradição local, têm a função de mostrar amor e respeito pelos mortos. Mas a prática facilita a propagação da epidemia à medida que dezenas de pessoas entram em contato com as vítimas do vírus mortal.
Segundo Faida Kanyombe, responsável pela organização Médicos sem Fronteiras na província atingida, os casos de Ebola que foram identificados estão ligados a certas práticas como automedicação e a lavagem de corpos. "As pessoas querem tocar e ver o corpo, uma tradição africana", disse ele.
Cerca de 170 pessoas estão sendo monitoradas depois que entraram em contato com pacientes infectados e 28 casos já foram identificados, dos quais 8 foram confirmados. Campanhas educativas lideradas pelos Médicos sem Fronteiras, a Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde do Congo estão sendo realizadas na região para alertar as pessoas dos riscos ligados a esta prática. Equipes médicas locais dizem que as pessoas estão respondendo bem às campanhas embora a epidemia ainda não esteja totalmente sob controle. As informações são da Associated Press.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

ESTUDO SOBRE CÂNCER DESVENDA NOVA FORMA DE PRODUZIR NYLON

O Nylon poderá ser fabricado de forma ecológica e mais barata
Foi por mero acaso que investigadores do Instituto Duke Câncer Institute (EUA) descobriram uma molécula que serve para produzir nylon de uma forma mais barata e ecológica. O estudo, publicado agora na «Nature Chemical Biology» surgiu da ideia de que algumas das alterações genéticas e químicas nos tumores cancerosos podem ser aproveitados para fins benéficos.
“No nosso laboratório, estudam-se as mudanças genéticas que fazem que os tecidos sãs comecem a funcionar mal e produzam tumores. O objetivo desta investigação é compreender como os tumores se desenvolvem com o objetivo de desenvolver melhores tratamentos”, diz Zachary J. Reitman, investigador e autor principal do estudo.
Parte da informação obtida neste processo abriu caminho à descoberta de um método mais eficaz de produzir nylon. Este material, uma fibra têxtil sintética, está presente em vários produtos como roupa, tapetes ou peças de automóveis. Um componente chave para a sua produção é o ácido adípico, um dos compostos químicos mais usados do mundo.
Atualmente, ele é produzido a partir de combustíveis fósseis e a contaminação que liberta no processo de refinamento é um dos principais causadores do aquecimento global. Os investigadores centraram as suas atenções no ácido devido às semelhanças entre as técnicas de investigação do câncer e a engenharia bioquímica.
O processo de fabricação de nylon é atualmente muito poluente
Ambos os campos se baseiam nas enzimas, moléculas que convertem um químico noutro. As enzimas desempenham um papel importante tanto nos tecidos sãs como nos tumores e também se utilizam para converter matéria orgânica em materiais sintéticos, tais como o ácido adípico.
Um dos caminhos mais prometedores para a produção de ácido adípico ecológico estuda uma série de enzimas para converter açúcares baratos neste ácido. No entanto, a enzima crítica chamada desidrogenase 2 nunca se produziu, pelo que faltava um “elo de ligação” na “linha de montagem”.
É aqui que a investigação sobre o cancer entra em jogo. Em 2008 e 2009, os investigadores de Duke identificaram uma mutação genética nos glioblastomas e outros tumores do cérebro que alteram a função de uma enzima conhecida como isocitrato desidrogenase.
Os investigadores desconfiavam já que a mutação genética observada no câncer podia dar lugar a uma mudança funcional similar numa enzima intimamente relacionada que se encontra na bactéria da levedura, que daria lugar à desidrogenase 2, necessária para a produção ecológica do ácido.
Os cientistas tinham razão. A mutação funcional observada no câncer pode aplicar-se a outras enzimas estreitamente relacionadas criando um resultado benéfico, neste caso o “elo perdido” que podia permitir a produção de ácido adípico a partir de açúcares baratos.