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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A PROVA REAL DO AQUECIMENTO GLOBAL - VELEIRO NAVEGA POR ROTA MARÍTIMA ANTES CONGELADA NO ÁRTICO

Uma expedição composta por três tripulantes navegou pela primeira vez na Passagem Noroeste, uma perigosa via marítima do Ártico, antes congelada e só acessível agora devido ao derretimento provocado pelo aquecimento global.
O veleiro sueco Belzebub II, com 9,4 metros, navegou pelo estreito de McClure, a rota marítima mais ao norte, nos limites dos Territórios do Noroeste do Canadá.
Os tripulantes, o americano Morgan Peissel, o canadense Nicolas Peissel e o proprietário do barco, o sueco Edvin Buregren, disseram ter sido a primeira vez que uma embarcação atravessou a passagem, com exceção dos barcos quebra-gelo.
Eles relataram a expedição de três meses de duração no site belzebub2.com.
A viagem começou em Newfoundland, no Canadá, seguiu para a Groenlândia, e através do Ártico canadense, buscando documentar o rápido recuo do gelo polar e provocar conscientização sobre os efeitos do aquecimento global.
"Ao navegar por esta rota recém aberta, esperamos que nossa expedição tenha um pequeno papel em chamar mais atenção para as mudanças climáticas e contribuir para uma mudança mais ampla de atitude", escreveram no site.
"O Ártico está derretendo a uma taxa alarmante e esta é a prova clara da nossa desarmonia com o planeta", acrescentaram.
"Nossa intenção de navegar por um histórico trecho marítimo que tradicionalmente costuma ser congelado foi dar um claro exemplo visual da extensão do recuo do gelo polar", emendaram.
A chegada do veleiro em Nome, Alasca, é aguardada para esta quarta-feira.
Imagem de satélite da NASA mostra as condições do gelo ártico no final da temporada de degelo, em setembro de 2007
O estreito de McClure (em inglês: McClure Strait) é um estreito localizado no Arquipélago Ártico Canadiano e constitui o extremo mais ocidental da Passagem do Noroeste. Administrativamente, as suas costas pertencem aos Territórios do Noroeste, Canadá.
As aguas do estreito ligam o mar de Beaufort, a oeste, com o Viscount Melville Sound a leste. Está limitado a nordeste pela ilha Príncipe Patrick, ilha Eglinton e ilha Melville, e a sudoeste pela ilha Banks. Tem um comprimento de cerca de 330 km e largura mínima de cerca de 95 km.
O estreito de McClure
Localização do estreito de McClure.

  Nunavut
  Territórios do Noroeste
  Território de Yukon
  Regiões não pertencentes ao Canadá (Alasca e Gronelândia)
Percorrendo-o de este a oeste, na margem norte fica a ilha Melville, as costas da península de Dundas, com os cabos de Hay e Dundas, o profundo golfo de Liddon (entre o cabo James Ross e a ponta Bailey), a baía de Hardy (entre a ponta Bailey e o cabo Smyth), o cabo Victoria, e a baía Warrington. Navegando para oeste e deixando para trás a ilha Melville, ficam as águas do estreito de Kellet (entre a ilha Melville e a ilha Eglinton) e depois as do canal Crozier (entre a ilha Eglinton e a ilha do Príncipe Patrick). Segue a costa meridional da ilha Patrick, um troço onde se encontram a baía Butter, o Walker Inlet (entre o cabo Cam e Mecham), a baía Wolley, a ponta Domville e finalmente a baía Dyer.
Recebeu o seu nome em homenagem ao explorador irlandês Robert McClure, o primeiro a navegar pelas suas águas.
Dado que está cronicamente bloqueado com uma espessa banquisa, é geralmente intransitável para os navios na maior parte do ano, mas a recente subida de temperaturas deixou-o transitável no Verão desde 2007.
Em 1954, um quebra-gelos dos E.U.A. conseguiu atravessá-lo pela primeira vez, abrindo o último obstáculo para estabelecer por mar uma rota mais curta na região ártica canadiana. Em 1969, o SS Manhattan, um petroleiro registado nos E.U.A., foi libertado dos gelos por um quebra-gelos do Canadá, e obrigado a viajar através das águas territoriais canadianas para completar a sua passagem para oeste. Existe uma controvérsia entre Canadá e Estados Unidos sobre as águas territoriais das ilhas do Ártico e a aplicação do limite territorial às 12 milhas costeiras.
O estreito de McClure tem estado completamente aberto (livre de gelo) desde princípios de Agosto de 2007. A Agência Espacial Europeia informou que a Passagem do Noroeste tem estado aberta completamente por causa da fusão do gelo marinho, deixando livre uma longamente procurada, mas historicamente intransitável rota marítima entre Europa e Ásia.

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