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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

ALZHEIMER PODE ESTAR LIGADO AO DIABETES

Grande problema pela frente, se a doença de Alzheimer for comprovada ser uma forma de diabetes
O cérebro humano evoluiu para procurar alimentos ricos em gordura e açúcar. Mas uma preferência que começou como um mecanismo de sobrevivência que, em nossa época de abundância, tornam-se uma compulsão autodestrutiva.
Por trabalhar incessantemente mesmo durante o sono, quando está “descansando”, nosso cérebro demanda uma boa quantidade de energia para funcionar. Ao longo de centenas de milhares de anos, dietas ricas em açúcar e gordura foram necessárias para a evolução – hoje, porém, cada vez mais pessoas “passam do ponto”.
É bem sabido que a má alimentação pode causar obesidade e diabetes, e há evidências de que podem desencadear mal de Alzheimer também – doença que alguns estudos sugerem que seja um tipo de diabetes. Recentemente, a neuropatologista Suzanne de la Monte, da Universidade de Brown (EUA), investigou como a falta de insulina pode prejudicar o cérebro.
O hormônio é conhecido por controlar os níveis de açúcar na corrente sanguínea, e baixa sensibilidade a ele por parte de determinadas células (do fígado, de gordura e dos músculos) está ligada a diabetes tipo 2. Em seu estudo, de la Monte interrompeu o fluxo de insulina para o cérebro das cobaias (ratos, no caso). Resultado: as áreas de memória foram seriamente prejudicadas, cobertas por placas, e muitos neurônios se desgastaram e perderam suas conexões – sintomas típicos da doença de Alzheimer.
Os diabéticos estão proibidos de comerem açúcar, doces e de ingerirem bebidas alcoólicas.
Talvez ainda seja cedo para dizer se existe uma “diabetes tipo 3″ (como alguns pesquisadores têm sugerido), mas não há dúvida de que a lista de problemas causados por uma alimentação ruim não para de crescer – e, ainda assim, o comércio de alimentos altamente gordurosos ou ricos em açúcar continua firme e forte.
Em artigo não assinado, a equipe editorial da revista New Scientist questiona possíveis ações para reverter essa onda de má alimentação: processar empresas que vendem alimentos perigosos, aumentar os impostos sobre esses produtos (como é feito na Dinamarca, por exemplo), fazer campanhas de conscientização, ou usar substâncias químicas para bloquear esse desejo exagerado que tantos nutrem por fast food.
Cada proposta levanta questionamentos (impedir que consumidores comprem um produto que, em excesso, pode fazer mal a eles, não seria contra a liberdade individual?). Assim, a situação não é simples como pode parecer à primeira vista. “Mas o cérebro humano também evoluiu para encontrar soluções engenhosas para problemas intratáveis”, escreve a equipe. “Ele ainda pode vir para seu próprio resgate”. 


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