Esta foto foi escolhida pela BBC 28 de setembro, 2012 como uma das 20 mais bonitas

Sejamos proativos nas questões relacionadas às mudanças climáticas, pois não seremos poupados de seus efeitos devastadores a curto e longo prazo.
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CONATEDU

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CONATEdu 3.0 - Congresso Nacional de Tecnologias na Educação

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

TUTORIAL: Picolé de cerveja

“Vem chegando o Verão… um calor no coração…”
… Dezembro está chegando, com ele o verão, sol, calor, mormaço e etc. Nessa época do ano, nada melhor do que uma cerveja gelada para se refrescar, não é mesmo? Cerveja e sorvete!
Pensando assim, por que não juntar as duas coisas? Ahan, estou falando de um PICOLÉ DE CERVEJA!


Não, não estou falando de, simplesmente, congelar a latinha. Afinal, o resultado desse procedimento não é muito agradável, pois quem nunca esqueceu uma cerveja no congelador?
Todavia, a “receita” do picolé de cerveja é bem fácil… Vamos à ela:


Ingredientes

- Latinhas de cerveja
- Limões
- Néctar de agave
- Palitos de churrasco ou colheres e um copos grande descartáveis, caso não queiram deixar na latinha.
Preparo
- Retire da latinha 1/4 da cerveja (jogue fora ou beba), em seguida, adicione 1 colher de chá de néctar de agave
- Adicione o suco de 1 limão – se você tiver uma boa coordenação motora, pode fazer igual o cara da foto e espremer diretamente na boca da lata. Todavia, esprema o limão num copo e depois coloque na latinha, afinal, não queremos desperdícios, e o limão pode espirrar no seu olho… Evitemos cagadas.
- Retire aquela “paradinha” no anel da latinha, você consegue, facilmente, com uma faca ou chave de fenda. Mas, NÃO quebre o anel.
- Depois, insira o palito de sorvete como mostra a imagem
- Se você está usando o copo, ao colocar a colher, ela vai tombar para as laterais, devido a falta de consistência.
Então, insira a colher, normalmente, coloque na geladeira por 1 hora (mais ou menos), depois retire e reposicione a colher no centro do copo.
- Leve ao congelador/freezer/whatever e espere a mágica
- Quanto tempo demora? Depende da potência do seu eletrodoméstico, aconselho deixar da noite para o dia.
Faça a experiência a noite, e quando acordar tenha seu café da manhã CAMPEÃO.
- Ao congelar o líquido vai se expandir, você tem 2 opções:
a) Após 1 hora de congelamento, retirar a lata e com o auxílio de um abridor, extrair a parte superior da lata.
b) Ligar o “foda-se” e deixar tudo vazar (e, por conseguinte, desperdiçar parte do picolé).
Independente da sua escolha, aconselha-se a colocar algo sob a lata, como na imagem.
Ou você vai preferir ficar limpando o congelador/freezer depois?
- No caso da lata, mesmo retirando a parte superior, após a solidificação total, você precisará cortá-la.
As latinha são facilmente cortadas com uma faca. Mas, se você quer uma desculpa para usar sua serra, agora já tem.
- Pronto! Agora é só aproveitar!
* Agave é uma planta suculenta, muito utilizada no méxico, se você observar, agave azul é um dos ingredientes da Tequila. O néctar, ou xarope, extraído dela é um adoçante 100% natural, rico em frutose (90%), sendo bom para o controle de diabetes e hipoglicemia, regulando a taxa de insulina. Tem poder adoçcante maior do que a sacarose (40% a mais com menos calorias), e também é rico em sais minerais.Estudos indicam que ele estimula o crescimento da flora intestinal e impede o crescimento de bacterias nocivas como E. coli, listeriose e salmonella e as produtoras de caries. Sendo apontada também por aumentar a absorção de calcio e magnesio.

Tem a vantagem de ter um sabor neutro o que nao é o caso do mel por exemplo, sendo mais liquido do que este, se dissolvendo facilmente em liquidos frios.
*O néctar de agave é, facilmente, encontrado em casas especializadas em produtos naturais, a embalagem com 330g deve custar em média R$ 15,00.
Gostaria
Queria compartilhar contigo os momentos mais simples
e sem importância.
Por exemplo:
sair contigo para passear, sentir-te apoiada em meu braço,
ver-te feliz ao meu lado
alheia a todo mundo que passasse.
Gostaria de sair contigo para ouvir música, ir ao cinema,
tomar sorvete, sentar num restaurante
diante do mar,
olhar as coisas, olhar a vida, olhar o mundo
despreocupadamente,
e conversar sobre "nós" – esse "nós" clandestino
que se divide em "tu e eu"
quando chega gente.
Encontrar alguém que perguntasse: "Então, como vão vocês?"
E me chamasse pelo nome, e te chamasse pelo nome
e juntasse assim nossos nomes, naturalmente,
na mesma preocupação.
Gostaria de poder de repente te dizer:
Vamos voltar pra casa...
( Como se felicidade pudesse ser uma coisa
a que tivéssemos direito como toda gente)
Queria partilhar contigo os momentos menores
da minha vida,
porque os grandes já são teus.
(Poema de JG de Araujo Jorge

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Audiobook – Augusto Cury – 12 semanas para mudar uma vida  







12 Semanas para Mudar uma Vida é muito mais que um livro. É um Programa de Qualidade de Vida. Este livro traz ferramentas psicológicas que contribuem para educar a emoção, vencer o estresse e prevenir a ansiedade e outros transtornos psíquicos. Seu objetivo é enriquecer as relações e levar o ser humano a ter sabedoria, a contemplar o belo, a se apaixonar pela vida e pela espécie humana. É uma verdadeira prática existencial para ser exercitada por todos aqueles que querem conhecer o seu próprio ser e dar um salto na qualidade de vida.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

"Talvez a gente esteja no mundo para procurar o amor, encontra-lo e perdê-lo, muitas e muitas vezes. Nascemos de novo a cada amor e, a cada amor que termina, abre-se uma nova ferida...Estou cheio de orgulhosas cicatrizes. E sei que mais cicatrizes vou adquirir, ao longo desta caminhada que se chama: viver e amar, amar e viver."
Texto Adaptado de Isabel Allende

domingo, 26 de setembro de 2010

Depois de Partir – Dublado

Ficha Técnica:
Qualidade: Excelente – 2010
Gênero: Suspense / Drama
Idioma: Dublado Português Brasil
Formato: RMVB
Titulo original: Afterwards
Duração: 01 h. 48 min.
Tamanho: 367 Mb.
Sinopse:
Nathan é um brilhante advogado que mora em Nova Iorque e possui uma carreira brilhante, bem diferente de sua vida pessoal que demoronou após o seu divórcio com Claire, seu único amor. Um dia ele conhece o doutor Kay, um médico misterioso que se apresenta como o Mensageiro e alega pressentir quando alguém está próximo da morte. Nathan custa a acreditar na profecia do médico, até que ele testemunha alguns acontecimentos que confirmam as palavras do tal médico e mostram que seus dias na terra estão se esgotando.
Elenco: John Malkovich, Romain Duris, Mark Camacho, Pascale Bussieres, Evangeline Lilly, Reece Thompson.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O Homem não descende do macaco !


Contrariamente ao cenário admitido desde Darwin, o Homem não descende do macaco, ele próprio é um macaco, tendo partilhado um "ancestral comum" com o chimpanzé. É esta a história verdadeira apresentada em duas revistas : National Geographic e Sience & Vie.

A vida é frágil na África, mas alguns restos mortais têm uma história para contar.
A bacia de Afar localiza-se mesmo em cima de uma falha, em alargamento, da crosta terrestre. Ao longo das eras, os vulcões, os terramotos e a lenta acumulação de sedimentos convergiram entre si para enterrar as ossadas e, muito mais tarde, as devolverem à superfície sob a forma de fósseis.

De acordo com o paleoantropólogo Tim White, da Universidade da Califórnia, "há milhões de anos que morrem pessoas neste lugar. De vez em quando, temos a sorte de descobrir aquilo que delas resta".
No ano passado, Outubro, o projeto de investigação Middle Awash, co-dirigido por Tim White juntamente com os colegas Berhane Asfaw e Giday Wolde Gabriel, anunciou um achado produzido 15 anos antes: a descoberta do esqueleto de um membro da família humana morto há 4,4 milhões de anos num local denominado Aramis, cerca de trinta quilómetros a norte do lago Yardi. Pertencente à espécie Ardipithecus ramidus, esta adulta (batizada "Ardi") tem mais de um milhão de anos do que a famosa Lucy e fornece informação sobre um dos problemas-chave da evolução: a natureza do antepassado que partilhamos com os chimpanzés.


Por mais sensacional que seja, o Ardipithecus ramidus representa um mero momento no nosso percurso evolutivo, desde a época em que éramos obscuros símios até nos tornarmos na espécie que detém nas suas mãos o destino do planeta. À superfície da Terra, não existe lugar melhor do que o curso médio do Awash para observar o modo como esta transformação teve lugar. Além de Aramis, os estratos ali existentes representam outros 14 períodos cronológicos diferentes e proporcionaram a descoberta de hominídeos (membros da nossa exclusiva linhagem, igualmente denominados hominíneos), desde formas ainda mais antigas e primitivas do, que o Ardipithecus ramidus até representações iniciais do Homo sapiens.
Para Tim White muitas destas "janelas temporais" situam-se em tão estreita proximidade que se poderia literalmente passar de uma para outra no curso de um par de dias.


Adaptado de um artigo publicado na revista National Geographic - Julho 2010

Seleção natural não é sinônimo de “perfeição natural”


A seleção natural não tem a capacidade de eliminar as doenças oncológicas, e alguns cientistas acreditam que a selecção natural fornece as “ferramentas” para o crescimento dos tumores.

Os seres vivos ao longo da evolução desenvolveram uma extraordinária mas complexa adaptação, mas no entanto continuam vulneráveis às doenças. Entre as doenças mais mortíferas – e sem dúvida a mais enigmática – encontramos o câncer.

Um tumor cancerígeno está ironicamente bem adaptado para sobreviver, e realiza-o da maneira mais “grotesca”. As suas células continuam a dividir-se muito para além do que fazem as células normais.

Destroem tecidos vizinhos para criarem espaço para crescerem e enganam o organismo para receberem energia para continuarem a crescer em quantidade e em tamanho. Mas, os tumores que nos metem medo não são parasitas estranhos, vírus  HIV, que desenvolveram estratégias estranhas e sofisticadas para atacarem o nosso corpo.

Os tumores são criados pelas nossas próprias células, e “viram-se” contra nós. Podemos lhes chamar de: “dormindo com o inimigo”. Os tumores não são raridades bizarras como algumas doênças genéticas letais.

Num artigo publicado na Scientific American novembro 2008, edição especial – Câncer, Carl Zimmer explica de que forma a seleção natural consegue limitar de forma tênue a capacidade do organismo desenvolver o câncer. A seleção natural forneceu-nos algumas defesas que procuram atrasar a doênça permitindo que ela surja em idades avançadas mas não a eliminou. Estudos realizados demonstraram que as forças evolutivas favoreceram alguns genes que contribuem para o desenvolvimento do câncer ou mesmo da sua agressividade. Ao tentarem compreender a história evolutiva do câncer, os cientistas buscam novos “ângulos” de estudo no combate deste flagelo.

Alguns exemplos: as drogas utilizadas em quimioterapia muitas vezes perdem eficácia no combate a células cancerígenas. O processo tem uma enorme semelhança com a evolução à resistência de drogas que são utilizadas no combate ao HIV. As mutações que permitem às células cancerígenas sobreviver à quimioterapia permitem que as células tumorais tenham vantagem sobre as células normais vulneráveis.

Uma nota final:
O câncer é uma consequência da forma como somos e para que somos feitos.

Somos colônias temporárias, um produto dos nossos genes, de forma a assegurarem a sua propagação para a próxima geração.

Uma solução final para o câncer?
É simples : mudar a forma como temos reprodução.

Uma visão endossimbiótica da vida (Lynn Margulis) com uma ideia fundamental  do livro “O Gene Egoísta” de Richard Dawkins.

"O que é o gene egoísta? Não é apenas um fragmento físico único de ADN. Tal como no caldo primitivo, ele é todas as réplicas de um fragmento particular de ADN, distribuído por todo o mundo. Se nos permitíssemos falar sobre os genes como se tivessem objetivos conscientes, certificando-nos sempre de que podemos traduzir de novo a nossa linguagem descuidada para termos respeitáveis, poderíamos perguntar: o que está um gene egoísta isolado  tenta fazer? Está  tentando tornar-se mais numeroso no pool de genes.

Basicamente, ele consegue isto ajudando a programar os corpos nos quais se encontra, para sobreviverem e se reproduzirem. Agora, porém, estamos a realçar a sua condição de agência dispersa, existente em muitos indivíduos diferentes ao mesmo tempo. O ponto fulcral deste capítulo é que o gene poderá ser capaz de auxiliar réplicas de si mesmo localizadas noutros corpos. Sendo assim, aquilo que poderá aparecer como altruísmo individual existe, afinal, em função do egoísmo do gene."

Retirado do livro "O Gene Egoísta - Richard Dawkins"

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

EM BUSCA DO SEXO PERDIDO


É um homem! Não, é uma mulher! Ai! É melhor definir o que é ser-se homem ou mulher.


Há dois anos, num episódio do Dr. House, série II a equipe liderada pelo sempre simpático médico House enquanto tratava uma jovem supermodelo viciada em heroína, descobre que por trás do corpo kate mossiano se esconde uma fábrica de testosterona. Tudo isto sem a jovem saber. Um pouco ao estilo “descobre o homem que há em ti”.

2009, Berlim. Uma jovem sul-africana acaba de vencer a prova de 800 metros estabelecendo uma nova marca mundial. Um jornal australiano, publica a história da presença de testículos intra-abdominais secretando testosterona que tornavam a atleta, demasiado masculina.
Como podemos ter dúvidas sobre esta pessoa? Como poderá esta jovem ter enganado tanta gente? E terá sido ela que enganou ou terá sido engano ao nascer, naquele momento em que o obstreta levanta o recém nascido pelas pernas e diz com aquele sorriso por trás da máscara : “é uma menina”!.
Na revista Science et Vie, número de Janeiro, vem a explicação. Na realidade temos três (na realidade cinco) sexos. Admirado(a)?
Sexo genético – 46, XX para as meninas; 46 XY para os meninos.
Sexo gonocórico – presença de ovários nas meninas; presença de testículos nos meninos.
Sexo fenotípico – aparecimento de órgãos genitais, e caracteres sexuais secundários.
Podemos ainda juntar um quarto sexo – psíquico e um quinto – social.
Confuso? Também acho! A verdade é que o sexo que vem na certidão de nascimento tem por base apenas um dos critérios – fenotípico.


Vamos esclarecer um pouco mais isto de ser “masculino”.
O feto, na fase inicial de desenvolvimento, é indefinido relativamente ao gênero, independentemente ou não de receber instruções do cromossoma Y. Como os espermatozóides e os óvulos são gerados fora do seu limite, durante alguns meses tudo é neutro, mas o corpo acaba por ser invadido pelo sexo. As várias centenas de células germinativas (os precursores dos espermatozóides e dos óvulos) respondem a um sinal e, após uma breve passagem pelo que será mais tarde o coração, mudam-se de armas e bagagens para o futuro lar. Dezenas de genes auxiliam-nas durante este percurso. Uma vez instaladas na sua morada permanente, as células germinativas e o emaranhado de tecidos ambíguos que originam o pênis em metade da população de bebês dão o primeiro passo, apesar de reversível, para o estado adulto. As gônadas decidem o seu destino e a maioria das vezes os donos seguem-no.
O gene SRY entra em ação cerca de um mês após a fertilização, quando o embrião mede aproximadamente 1 centímetro de comprimento. 
Os ratinhos inativam-no logo, mas nos homens e nos porcos o gene transmite a sua mensagem até à idade adulta, embora se desconheça a razão. Homens e porcos, foi apenas um exemplo, fica melhor que homens e cavalos, etc.
Em seguida, um pequeno bloco de tecido envolvido na manutenção do equilíbrio hídrico modifica o seu curso. Essa interessante protuberância é acompanhada pelos progenitores dos órgãos genitais e nos rapazes afasta-se do precursor do rim (que possui um toque feminino nas células que com ele contatam). Os testículos e seus seguidores emergem de uma espécie de origami biológico executado com dois tubos: os duetos de Müller e de Wolff. Talvez seja por isso que dizem ser importante a mãe grávida ouvir música clássica, rsrsrsrsrsrsrsrsr.
Os seus canais pouco eróticos são dobrados, cortados e fundidos de maneira a formarem genitália adulta: masculina, a partir do órgão de Wolff, e feminina a partir do de Müller. Parece que estamos a falar da montagem das tubulações hidráulica de nossas casas, mas é muito semelhante. Recomendo a leitura de "Quando éramos peixes" de Neil Shubin.
Um determinado tipo de células no jovem testículo produz urna proteína que leva o tubo de Müller ao suicídio. Logo o canal de Wolff inicia as tarefas masculinas e, após uma breve carreira como mero diretor de urina, molda-se para formar as canalizações, válvulas reservatórios e estações de tratamento que auxiliam o esperma na sua viagem. Tal como a maioria dos hormonios, esta substância inibidora mulleriana desempenha outras funções. Avisa os testículos de quando devem mudar-se para a sua residência adulta e é necessária mesmo nas mulheres, nas quais suspende a formação de óvulos até à puberdade.
Enquanto decorrem a cirurgia e a escultura internas, ganha forma a genitália externa. O pênis faz a sua aparição como uma desinteressante massa de tecido, uma dobra acompanhada de uma saliência. Esta humilde estrutura transforma-se num falo pela fusão da seção dobrada, enquanto a saliência se torna o escroto. Os testículos funcionam melhor a temperaturas mais baixas e permanecem no interior do corpo até ao momento do nascimento, altura em que descem até à sua morada através de um ligamento rígido, o gubernáculo (assim denominado devido ao leme num navio grego). Os elefantes não se dão a esse trabalho e retêm os órgãos no interior do corpo sem problemas aparentes, mas os jovens rapazes nessa situação são estéreis. Nos ratinhos e outras criaturas os testículos migram para dentro e para fora do corpo segundo a estação do ano. Os ratinhos são as cobaias do laboratório, por isso estão sempre presentes.

E se os hormônios ou os receptores hormonais funcionarem mal?
É aqui que tudo dá em confusão. O sexo genético pode ficar invertido em relação ao sexo gonocórico.

Se os testículos de um embrião masculino não se produzirem, ou ocorrer problemas na produção de testosterona, o aparelho genital será feminino.
À nascença os órgãos genitais externos são totalmente femininos e ninguém desconfia que a pequena bebê tem testículos no interior e um sexo genético masculino. Pode também ocorrer a situação inversa, mas não interessa para a postagem. E podem ocorrer situações intermediarias desde disfunções genéticas e hormonais com situações de masculinização ou feminização incompleta, pseudo-hermafroditismo, hermafroditismo. Isto é, cada caso é único. O problema é quando um ser humano único tem de entrar num caso ou no outro.
Fonte : Science et Vie; A Descendência do Homem (Steve Jones)

Casos interessantes : neste link – peixes que trocam de sexo e outras curiosidades : http://super.abril.com.br/superarquivo/1995/conteudo_114593.shtml
Link para o artigo da Science et Vie : https://docs.google.com/fileview?id=0ByqDP65wn94_YTY1ZDA0MjctNzM2NC00ZTU1LTliZjQtMjZkYzMyZjhlZTBk&hl=pt_PT

Homem na Lua


O homem; as viagens















O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.

Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.

Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro — diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto — é isto?
idem
idem
idem.

O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.

Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para tever?
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.

Restam outros sistemas fora
do solar a colonizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
Carlos Drummond de Andrade - As Impurezas do Branco - Editora José Olympio

A EVOLUÇÃO DA EVOLUÇÃO


Quando Charles Darwin escreveu A origem 'as espécies, abordou a evolução de organismos que variam de orquídeas a baleias, mas, notadamente, deixou de fora de sua obra-prima um debate consistente sobre a origem dos humanos, limitando-se a comentar: "Luz será lançada em relação à origem do homem e sua história". Estudiosos atribuem o referido silêncio de Darwin sobre o assunto à sua relutância em alfinetar ainda mais a instituição vitoriana, e sua mulher devota, para quem a origem de todas as coisas - principalmente os humanos - era obra divina.

Thomas Henry Huxley, o biólogo conhecido como o "bulldog de Darwin" não guardava nenhuma restrição. Em 1863 escreveu a obra Evidence as to man´s place in nature, onde aplicou abertamente a teoria da evolução de Darwin aos humanos, defendendo que certamente descendíamos dos macacos. Doze anos mais tarde, o próprio Darwin, possivelmente encorajado pela iniciativa de Huxley, escreveu A descendência do homem, onde declarava o chimpanzé e o gorila nossos parentes vivos mais próximos, com base nas semelhanças anatómicas; e ainda previa que nosso ancestral mais remoto poderia ser encontrado na África, habitat atual dos primatas vivos.
Ao mesmo tempo, tinha-se notícia de apenas um punhado de fósseis humanos, todos eles de Neandertais de sítios na Europa Ocidental.
Desde então, diversas evidências com fósseis e análises genéticas validaram as alegações de Darwin. Hoje sabemos que nosso parente mais próximo é o chimpanzé e que os humanos surgiram na África entre cinco e sete milhões de anos atrás, depois que nos diversificamos da linhagem do chimpanzé.
Descobriu-se também que durante boa parte da pré-história nossos antecessores dividiram o planeta com uma ou mais outras espécies de hominídeos. Mas, longe de ser uma sucessão linear de criaturas pouco a pouco mais eretas, a árvore genealógica humana exibe diversos galhos secos.
Falta muito ainda para completar a história de nossa origem.
Os Paleontólogos estão ansiosos para encontrar fósseis do último ancestral comum entre chimpanzés e humanos, por exemplo. Os investigadores querem saber como exatamente o Homo sapiens conseguiu superar os Neandertais e outros humanos arcaicos. Pairam ainda muitos mistérios sobre nosso passado coletivo. E as considerações de Darwin sem dúvida continuarão a iluminar o caminho até resolvê-los .
Adaptado da Revista Scientific American - A Evolução da Evolução

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

The Man From Earth


Titulo original: The Man From Earth
Gênero: Drama - Ficção
Ano de Lançamento: 2007
Duração: 87 minutos
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Qualidade: DVDRip
Formato: Avi
Tamanho: 691 mb





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Uma festa de despedida ao professor John Oldman muda inexplicavelmente de intento quando este decide contar aos seus amigos que tem... 14 mil anos. Dando ordem a uma larga e extensa discussão científica entre alguns dos mais conceituados professores da Universidade em que leccionava, todo o tipo de dogmas, desde dos religiosos aos científicos, são colocados sobre suspeita, num ambiente céptico e pirrônico que irá provocar algumas crispações. Baseado na última obra de uma dos mais aclamados escritores de ficção científica, Jerome Bixby, "The Man from Earth" é, mais do que um bom filme, uma grande lição sobre a história do nosso planeta.
    
Se você achou o título drástico demais, aja num impulso e desista de ler esse texto agora. Se não, parabéns, você ainda tem chances de salvar seu relacionamento.
Num relacionamento, muitas vezes, agimos por impulso e iniciamos brigas desnecessárias. Isso sem mencionar quando, nesse mesmo rompante, proferimos acusações e palavras impensadas, que podem complicar ainda mais a situação.
E aí, o que poderia ser uma conversa racional e madura se transforma num escândalo, recheado de palavras esdrúxulas e impublicáveis.
É óbvio que um casal deve sempre conversar sobre seus problemas — e, muitas vezes, a conversa se torna uma discussão, mais popularmente chamada de “briga”. Porém, até mesmo durante um conflito há que se manter a cabeça fria e se colocar no lugar do outro, não importando quem está errado.
Sou da opinião de que devemos pensar muito bem antes de falar, para evitar dizer algo de que possamos nos arrepender e que pode, inclusive, ser usado contra nós mesmos no futuro.
Nem vou entrar no mérito de quando a briga passa dos limites… agressões, arremesso de objetos, etc. já ultrapassa o senso aceitável de convivência entre dois seres humanos que supostamente se amam.
O que eu quero dizer com tudo isso é que, na hora da raiva, da fúria, temos mesmo vontade de jogar tudo para o alto, falar tudo e mais um pouco, descontar toda a nossa ira… Mas, na hora em que a poeira abaixa e começamos a pensar nos despautérios que cometemos, bate o arrependimento. E aí, pedir desculpas, até pode acalmar as coisas por um tempo, mas jamais apagará todos os insultos que disparamos na pessoa amada.
Uma vez, duas, vá lá. Mas, se isso se torna frequente, pode ter certeza de que também estará progressivamente debilitando sua relação.
Então pense bem, antes de começar uma "briga", quando na relação você observar que está para acontecer, cale-se, emudeça, pois não existe briga de um só, pondere não responda, espere os ânimos acalmarem e só bem depois, começe um diálogo tranquilo.
Assim você estará salvando o seu relacionamento.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A MENTE APAGA REGISTROS DUPLICADOS

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos..
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio.... você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:
Nosso cérebro é extremamente otimizado.
Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo.
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).
Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -.... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...

ROTINA
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo:

M & M (MUDE E MARQUE).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.
MUDE DE PAISAGEM, TIRE FÉRIAS COM A FAMÍLIA (SUGIRO QUE VOCÊ TIRE FÉRIAS SEMPRE E, PREFERENCIALMENTE, PARA UM LUGAR QUENTE, UM ANO,FRIO NO SEGUINTE) E MARQUE COM FOTOS, CARTÕES POSTAIS E CARTAS. TENHA FILHOS (ELES DESTROEM A ROTINA) E SEMPRE FAÇA FESTAS DE ANIVERSÁRIO PARA ELES, E PARA VOCÊ (MARCANDO O EVENTO E DIFERENCIANDO O DIA).

USE E ABUSE DOS RITUAIS PARA TORNAR MOMENTOS ESPECIAIS DIFERENTES DE MOMENTOS USUAIS.

Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo. Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.

Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.

Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. Seja diferente.

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos.. em outras palavras...

V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.

E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos.

Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?

BOA SORTE EM SUAS EXPERIÊNCIAS PARA EXPANDIR SEU TEMPO, COM QUALIDADE, EMOÇÃO, RITUAIS E VIDA.

E S CR EVA EM
TA*MANH*OS _DIFERENTES__ _E EM CORES____DI__ F__E__ REN__TES_ !
CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...
V I V A !!! V I V A !!! V I V A !!! V I V A !!! V I V A !!!

Por Airton Luiz Mendonça
(Artigo do jornal O Estado de São Paulo)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010


Por que Jesus Cristo escolheu os mais pobres se ele tinha o poder de se juntar aos mais ricos ?



Vamos começar por um pequeno trecho bíblico:
"Jesus estava em Jerusalém durante a festa da Páscoa. Vendo os sinais que ele fazia, muitos acreditaram no seu nome. Mas Jesus não confiava neles, pois conhecia a todos. Ele não precisava de informações a respeito de ninguém, porque conhecia o homem por dentro" (Jo 2: 23-25).

Cristo passou trinta anos de sua vida apenas estudando, adquirindo conhecimentos que lhe levaram a seguinte conclusão: "devemos acumular tesouros nos céus, por que lá ninguém, nem ladrão rouba, nem a traça corroi".

Vejamos também um pouco da Filosofia Budista: "O homem é extremamente egoísta, esquece a riquesa espiritual e se liga totalmente aos bens materiais. É tão egoista que até na hora da morte, pede para não morrer".

E o que diz a Filosofia Seicho-No-Ie: "Devemos, através do conhecimento espiritual manter a mente rica, quando temos a mente rica em bens espirituais, as riquesas materiais se juntam em torno dela".

Na época em que Cristo surgiu, o mundo passava por uma grande e equivocada evolução política, nada diferente do que está contecendo agora no ano de 2010. O homem se ligava totalmente aos bens materiais, e quanto mais poder tinha sobre eles, mais sua alma se dividia entre seus bens, tornando-a enfraquecida, pobre em conhecimento da sua própria origem, fazendo com que ele perdesse o caminho de volta para casa.

Vendo a mundo político atual, sabemos que o dinheiro dos que trabalham, e que clamam por um mundo social melhor, não retorna em forma de hospitais e bom atendimento médico, fazendo com que milhões de pessoas morram anualmente assassinadas por quem tem o poder e a cobiça. Não retorna em forma de escola e conhecimento para que o poder da sabedoria nos cidadãos não enxergue a bandidagem, atrás dos muros do poder.

O que Cristo sabia e que a maioria dos seres humanos não, é que quanto mais bens materiais adquiridos por cobiça e não por necessidade, mais a alma se divide, e quanto mais a alma se divide, ao voltar a sua origem, volta diluída, e ao retornar a Terra, em seu ciclo constante e eterno, não voltará com a mesma forma completa de um ser humano, será dividida e distribuída em pequenos seres.

Cristo na realidade não escolheu os mais pobres, mais os mais ricos em bens espirituais, pessoas com as suas almas completas, livres dos grilhões dos bens materiais, onde a riqueza está na alma, onde o conhecimento mais fácil se concentra e se reproduz, por isso seus dizeres se espalham até hoje, através de pessoas felizes e que oram por esta felicidade. E continuarão eternamente a se desenvolver, para o bem da humanidade, em sua volta para sua casa de origem, a casa do Pai.

CURIOSIDADES SOBRE A ÁGUA

Quer saber um pouco mais sobre a água? Do que ela é composta? Qual a quantidade disponível no planeta? Leia algumas curiosidades:
  1. A água não é só uma mera substância química formada por átomos de hidrogênio e oxigênio. Nela, surgiu a primeira forma de vida do planeta há milhões de anos; dela o processo evolutivo caminhou até formar nossa espécie e continua a manter toda a diversidade que conhecemos.
  2. 3/4 da superfície do nosso mundo são cobertos por água, sendo 97% salgada, e apenas 3% doce. Contudo, do percentual total da água doce existente, a maior parte encontra-se sob a forma de gelo nas calotas polares e geleiras, parte é gasosa e parte é líquida - representada pelas fontes subterrâneas e superficiais. Já os rios e lagos, que são nossas principais formas de abastecimento, correspondem a apenas 0,01% desse percentual, aproximadamente.
  3. Há 2.000 anos, a população mundial correspondia a 3% da população atual, e o volume de água permanece o mesmo o daquela época.
  4. A partir de 1950, o consumo de água, em todo o mundo, triplicou. O consumo médio de água, por habitante, foi ampliado em cerca de 50%. Para cada 1.000 litros de água utilizada pelo homem, resultam 10.000 litros de água poluída (ONU, 1993).
  5. No Brasil, mais de 90% dos esgotos domésticos e cerca de 70% dos efluentes industriais não tratados são lançados nos corpos d'água.
  6. O homem pode passar até 28 dias sem comer, mas apenas 3 dias sem beber água.
  7. O gotejamento de uma torneira chega a um desperdício de 46 litros de água por dia, aproximadamente 1380 litros por mês, ou seja, mais de um metro cúbico por mês, o que significa uma conta mais alta.
  8. Um filete de água de mais ou menos 2 milímetros totaliza 4140 litros num mês. E um filete de 4 milímetros, 13260 litros por mês de desperdício.
  9. Um buraco de 2 milímetros no encanamento pode causar um desperdício de 3.200 litros por dia, isto é, mais de três caixas d'água.
  10. Na Terra, tudo é mantido graças à presença desse líquido vital: as cidades, as indústrias, as plantações e, mesmo o oxigênio que você respira, cerca de 70% dele, vem das microscópicas algas habitantes dessa enorme massa formada por rios, lagos e oceanos.

A superioridade das fêmeas

A superioridade das fêmeas


Dois galos no mesmo terreiro!! Sempre ouvi dizer que não dava certo! E parece que há uma certa verdade científica neste ditado popular.

A superioridade é sobretudo das fêmeas, e não dos machos. As fêmeas vão até ao fim na escolha do esperma que preferem.
As galinhas ejectam imediatamente a maior parte do ejaculado, de forma que a maioria das células nem inicia a corrida. Mesmo passando a primeira barreira, os viajantes ardentes têm de nadar através de um trato interno tortuoso, perdendo-se em canais de armazenamento, cada um deles com um filtro na abertura, onde podem permanecer durante dias ou semanas. Muitos dos que chegam a porto seguro são deficientes — possuem duas caudas ou uma cabeça fracturada —, mas todos os que são liberados parecem de perfeita saúde.
O armazenamento de esperma permite que uma fêmea recolha amostras de vários parceiros até se decidir sobre quem entra no santuário.
Numa experiência misturaram-se as doações de quinze perus machos e inseminou-se uma fêmea com o cocktail. A receptora eliminou as células de segunda categoria e apenas um animal fertilizou todo a ninhada. Como exemplo da sutileza da escolha, os galos mais vistosos e dominantes atraem mais parceiras, mas as células sexuais dos seus subordinados têm melhor desempenho uma vez no interior das receptoras.
Estes fato está de acordo com a lógica de Darwin: a competição por um parceiro e a escolha por outro.
Fonte : Steve Jones (A Descendência do Homem)

A MEIOSE - RESUMIDAMENTE

A meiose é um dos principais fatores de variabilidade genética, uma vez que combina a informação genética dos cromossomas homólogos existentes nas células que sofrem esse processo, permitindo assim a produção de células geneticamente diferentes entre si e com metade do número de cromossomas da célula inicial.
MEIOSE

O processo (que aqui se descreve de forma simplificada) desenrola-se em duas fases, correspondendo cada uma delas a uma divisão do núcleo. Na primeira divisão meiótica (meiose I) os cromossomas homólogos, previamente duplicados, vão-se condensando, acabando por estabelecer uma sinapse ou emparelhamento, que se prolonga desde a profase até à metafase. Em cada par assim organizado, encontra-se um cromossoma de cada progenitor. Durante esse período, os cromatídios dos cromossomas homólogos estabelecem contacto físico em determinados pontos (pontos de quiasma), correspondentes aos locais onde poderá ocorrer troca de fragmentos entre os cromossomas homólogos.

Este processo, designado crossing-over, constitui o primeiro factor de variabilidade, uma vez que esses pontos de ligação são aleatórios. O segundo ocorre após a metafase, altura em que se dá início à anafase com a ascensão polar dos cromossomas homólogos, constituídos ainda por dois cromatídios, agora recombi-nados. Este processo, designado separação ou segregação dos homólogos, constitui outro importante fator de variabilidade, uma vez que é imprevisível a direcção em que cada cromossoma de cada par de homólogos vai migrar. Os núcleos-filhos resultantes podem considerar-se já haplóides, uma vez que são constituídos apenas por um cromossoma de cada par de homólogos. A segunda parte da divisão da meiose (meiose II) é similar à mitose. Os cromatídios de cada cromossoma, alinhados no plano equatorial de cada célula durante a metafase II, separam-se ao nível do centrómero e migram, durante a anafase II, para pólos opostos, passando a constituir cromossomas.

CROMOSSOMAS

O último abraço


Os animais - humanos e moscas-da-fruta incluídos têm dois conjuntos completos de cromossomas. Por esta razão, são tecnicamente conhecidos como diplóides (dois conjuntos em Grego).

Alguns peixes e anfíbios e muitas plantas têm até seis conjuntos de cromossomas, mas nós só temos dois.

Um conjunto vem das nossas mães através do óvulo; o outro vem do es­perma do nosso pai. Assim que os dois conjuntos de cromossomas se encontram no mesmo óvulo fertilizado, dividem-se quando ele se divide e continuam a fazê-lo ao longo da vida, copiando-se e dividindo-se mecanicamente e cum­prindo a sua função de uma forma geral.

Na maioria das células do nosso corpo, as chamadas células somáticas, os cromossomas que vêm da mãe e os cromossomas que vêm do pai, pouco têm a ver uns com os outros. Os seus genes prosseguem o trabalho de passar instruções à célula e esta ouve e obedece. Normalmente, ouve os genes de ambos os progenitores porque geralmente dizem a mesma coisa. Às vezes, no caso de características geneticamente domi­nantes como olhos castanhos, é preferida uma versão das instruções em relação à outra. Em todas as nossas células, as conversas entre os genes dos nossos pais continuam através dos cromossomas que herdámos deles, mesmo quando eles próprios já morreram.

No entanto, numa idade muito precoce em todos nós, muito antes de nas­cermos, algumas células são postas de lado para um objectivo diferente.


São as chamadas células germinativas, para distingui-las das células somáticas que constituem o resto dos nossos corpos. Estas células especiais estão a ser prepa­radas para a tarefa de transmitir os genes à geração seguinte. Urna vez seleccio­nadas, levam uma vida muito diferente das suas companheiras somáticas.
En­quanto as células somáticas irão acabar por morrer, as células germinativas podem saborear a imortalidade. Embora os pormenores do desenvolvimento sejam radicalmente diferentes entre homens e mulheres, a interacção genética crucial dos cromossomas continua a ser a mesma para ambos os sexos.

Após muitas sessões de divisão celular — muito mais nos homens do que nas mulheres - as células germinativas atingem o ponto em que têm de reduzir os seus cromossomas de dois conjuntos para um, por forma a embalá-los em óvulos ou em espermatozóides.

Isto acontece na última divisão celular. No entanto, mesmo antes dessa última divisão, acontece algo de extraordinário. Os dois conjuntos de cromossomas, que até então levaram vidas completamente independentes, juntam-se para um último abraço.

Muito gentilmente, os cromossomas encontram o número oposto e, come­çando pelas pontas, deitam-se delicadamente ao lado uns dos outros até se entrelaçarem. Depois, acontece o milagre. Aparecem rupturas invisíveis no interior dos braços que se tocam.
Muito suavemente, a extremidade cortada de um cromossoma procura e junta-se à ruptura que se abriu no seu parceiro. Enzimas regeneradoras fecham as feridas e os cromossomas começam a libertar-se livres do seu abraço. Quando se separam pela última vez, deixam-se ficar um último momento nos locais em que essas trocas íntimas tiveram lugar até que, por fim, são separados para sempre pela força da vida.

Qual pode ser o objectivo desta estranha ligação?

Mesmo que dure apenas alguns momentos, o seu impacte em todos nós é maior do que se possa imaginar. É a própria essência do sexo. Os cromossomas que emergem do abraço final mudaram a sua identidade e os seus genes. Estes encontros silenciosos alteraram o cromossomas de forma irrevogável. Antes de se tocarem e terem trocado o seu ADN, eram todos idênticos, cópias exactas dos cromossomas herdados de ambos os progenitores.
Depois de terminado o abraço, são agora mosaicos desses cromossomas, parte de um progenitor e parte do outro. Como estas trocas ocorrem aleatoriamente em determinado ponto ao longo dos cromossomas, cada mosaico é ligeiramente diferente de todos os outros.

Os novos cromossomas têm todos um conjunto completo de genes, mas as versões foram misturadas em cada um deles, criando uma variedade quase ilimitada de combinações pron­tas a serem transmitidas à geração seguinte. É esta a razão de sermos todos dife­rentes. Aparte os gémeos idênticos, não há duas pessoas que tenham exacta­mente a mesma composição genética.

Graças ao último abraço dos nossos cromossomas, irmãos, irmãs e gêmeos não idênticos nunca herdam a mesma combinação de genes.

Texto adaptado de "A maldição de Adão", de Bryan Sykes. Fórum da Ciência

O declínio do Y

O grande declínio dos cromossomas sexuais iniciou-se muito antes da evolução de homens, ratos ou mamíferos, logo após a separação entre os nossos antepassados e os das aves, há cerca de 300 milhões de anos.

O Y data de uma época anterior ao desaparecimento dos dinossauros, quando os fetos arbóreos e os répteis simples dominavam a Terra.

O ADN de uma das extremidades do X actual assemelha-se à do seu par Y, sendo a extremidade oposta completamente distinta. Tal como um fecho éclair que se abre, a divergência difundiu-se a partir de uma das extremidades, outrora idênticas. A ruptura foi brusca e os cromossomas masculinos de uma variedade de mamíferos apresentam um padrão salteado, e não gradual, de separação descontínuo relativamente aos cromossomas femininos.

Adicionalmente, vastos blocos de genes inverteram a sua ordem. A primeira combinação ocorreu quando os antepassados das aves e dos mamíferos se separaram. A recombinação mais recente não se deu até ao aparecimento da linhagem hominídea, há algumas dezenas de milhões de anos. Estas convulsões empurraram o SRY para a extremidade do cromossoma Y oposta à do seu homólogo no X.

O Y viveu muitas outras aventuras na sua jornada decadente. O ADN que encerra divide-se em duas partes, algumas secções assemelham-se ao cromossoma X, outras encontram o seu par noutro cromossoma qualquer.
O Y é um clube de genes exclusivo para homens e alguns dos seus membros vêem de muito longe.
Muitos homens são incapazes de produzirem espermatozóides viáveis, uma condição denominada azoospermia. Tal como os seus donos, o Y é frágil e cerca de um homem em cada 100 é infértil devido a uma nova mutação, muitas vezes manifestada como uma pequena quebra no cromossoma. Os genes envolvidos nesta quebra esclarecem-nos acerca da natureza masculina.

As mulheres, possuindo dois cromossomas sexuais idênticos, parecem ser mais simétricas do que os seus companheiros XY. Na realidade, os homens são muito mais simétricos. O Y é de certa forma uma grande sala de espelhos molecular. Nele residem inúmeros palíndromos genéticos, sequências extensas e invertidas de ADN cujas porções repetidas e simétricas retêm uma perfeita homologia ao longo de um vasto número de bases.

«Madam, I'm Adam» é uma frase suficientemente cavalheiresca, mas as suas onze letras são desvalorizadas pelos seus equivalentes moleculares, que podem conter até 3 milhões de unidades de ADN. Desconhece-se a razão da resistência destes segmentos à degradação, mas de alguma forma os machos conseguem mante-los sob controlo. Os principais genes implicados na azoospermia residem precisamente nesta região e quase todos os homens com este problema sofreram uma quebra no mesmo local do cromossoma.

Uma pesquisa informática revela que alguns dos vinte e tal genes do cromossoma Y têm equivalente no seu ancestral X. Outros não. Poucos se assemelham a genes de outros cromossomas, o que não constitui qualquer surpresa, dado que estas estruturas frequentemente se quebram e religam à medida que a evolução decorre. Os migrantes passaram por algumas alterações do estado do mar desde que chegaram ao oceano dos palíndromos, mas retêm grande parte da sua identidade. No entanto, outros passageiros alcançaram o seu refúgio de uma forma muito diferente.

Para sintetizar uma proteína é transcrita uma longa molécula mensageira a partir do ADN. Esta molécula contém secções úteis e vários fragmentos sem informação aparente. Estas porções redundantes são removidas por um conjunto de enzimas especiais e as instruções processadas (agora sem interrupções) são transferidas para as fábricas celulares. Por que razão é a vida tão perdulária, ninguém o sabe.

Um grupo de genes do Y é desprovido desses pedaços supérfluos e existe na forma de versões compactas de um conjunto de membros de uma família dispersos pelo genoma. O seu estado reduzido indica uma história inesperada.
O ADN dos mamíferos encontra-se cercado por vírus. Alguns desviam pedaços de mensagens processadas a caminho das fábricas celulares e insinuam-se juntamente com os seus passageiros num novo local. Muitos genes baseados no Y surgiram desta forma.
O gene, que, uma vez inactivado, causa muitos casos de infertilidade,
é um recém-chegado. Nos lémures, os nossos parentes primatas distantes, encontra-se noutro cromossoma, enquanto nos macacos, nos chimpanzés e em nós próprios a estrutura abriu caminho até ao mestre da masculinidade.

O grande salto deu-se após a cisão entre os ancestrais dos lémures e dos humanos, há 50 milhões de anos, o que, para um evolucionista, é como se fosse anteontem.

O Y, ao que parece, é pragmático e contenta-se em receber qualquer imigrante, independentemente da forma como chega, desde que tenha utilidade, mas está pronto a ignorar aqueles que não a têm. Muitos dos colonizadores são desafortunados. Produzindo proteínas sem grande valor para o macho, acabam por estar sujeitos à degradação.

Este conflito interminável impulsionou o estado masculino para uma escala muito mais alargada do que o próprio cromossoma Y. Este estado é atingido de formas distintas — e, à primeira vista, não relacionadas — em diferentes criaturas. Estas variações sugerem grandes avanços e recuos estratégicos na luta pela masculinidade.

Nas aves, o mundo encontra-se virado do avesso. Os machos são efectivamente XX (com dois grandes elementos determinantes do sexo) e o sexo oposto XY (com um cromossoma grande e um pequeno). O X e o Y aviários não têm paralelo nos humanos, mas apresentam semelhanças com um cromossoma diferente (um antepassado do nosso cromossoma 9), provai de uma origem independente. O sistema das cobras, com machos XX, é semelhante à das aves, mas neste caso outro par de cromossomas tomou o lugar de estandarte da
virilidade.

A mosca-da-fruta adquire o estado masculino de outra forma. Os machos são XY, mas o género da mosca não depende de um gene especial, mas sim de um equilíbrio entre o número de cromossomas X e os restantes. As crias nascidas com apenas um X (sem o Y) são fêmeas, pois o SRY está ausente para as levar pelo caminho alternativo. Contudo, as moscas nessas condições são machos devido a terem metade do número de cromossomas X. As abelhas e as vespas vão mais longe neste conceito de machos como fêmeas diminuídas, já que os primeiros possuem metade do número total de cromossomas.

Determinadas plantas possuem um cromossoma Y, que deve ter evoluído independentemente do nosso. Por fim, certas criaturas recorrem a estratégias que, à primeira vista, desafiam as nossas regras familiares. A identidade não é determinada internamente, mas a partir do mundo exterior.

Na Idade Média, a vida parecia simples: calor do lado direito do útero gerava um rapaz; do lado esquerdo, uma rapariga. Esta visão excêntrica não é totalmente falsa, pois em muitas espécies de peixes e répteis o sexo depende da temperatura de incubação do ovo.
Como frequentemente acontece, os pormenores são ambíguos.
Para os aligatores, o calor gera machos e o frio fêmeas. Já para a maioria das tartarugas é verdadeiro o inverso.
Ovos aquecidos crescem mais rapidamente e geram progenitura de maior porte. Como os machos aligatores formam um harém, compensa qualquer macho ser o maior possível — daí a geração de machos a temperaturas médias. Muitas tartarugas (gerando machos em ninhos mais frios) acasalam pacificamente no oceano, não constituindo qualquer vantagem os machos terem um tamanho maior. No entanto, as fêmeas grandes põem mais ovos.

Para encerrar a questão, as tartarugas-mordedoras (animais de água doce que guerreiam entre si pelas fêmeas) regressam ao padrão dos aligatores, produzindo machos a partir de ovos aquecidos.

O sexo responde a muitas outras pressões exteriores. Em determinada lesma-do-mar de gostos banais um jovem animal afortunado por conhecer uma fêmea torna-se macho, e vice-versa. Uma elevada densidade populacional em certas espécies de insectos leva à geração de machos e os peixes possuem toda uma gama de transições de género dependentes da temperatura emocional, mais do que física, pois uma fêmea muda de sexo quando deixada só num grupo de fêmeas ansiosas por encontrarem um parceiro.

Embora o fim seja alcançado através de uma variedade de meios, a masculinidade em si parece suficientemente simples. Os aligatores, as moscas, os pavões, as lesmas e os peixes não são muito diferentes dos homens na sua paixão partilhada pelo esperma. Por que razão é o seu estado definido de formas tão díspares? O sexo e os machos são mais antigos do que as pessoas ou os aligatores e por isso parece-nos bizarro que os seus mecanismos de controlo se tenham transformado tanto.

Retirado de "A descendência do Homem, Steve Jones. Gradiva

Os Relógios Moleculares
Um dos conceitos evolucionários mais úteis para aplicações é o dos relógios moleculares, pelos quais um fragmento de ADN acumula mutações a uma razão suficientemente regular para servir de medida de há quanto tempo duas espécies se separaram de um ancestral comum.

O tique-taque das mutações
No exemplo acima, duas espécies tiveram um ancestral comum há 50 milhões de anos, e a sequência de ADN de um gene em particular compartilhado por elas sofre pelo menos uma alteração a cada 25 milhões de anos. Portanto, hoje o ADN das espécies difere em quatro posições. Se soubermos o padrão de mutação (por exemplo, através de genes de evidências fósseis ou de espécies com parentesco próximo), podemos inferir o período de tempo de 50 milhões de anos para as quatro diferenças actuais de ADN.

Árvores Evolucionárias

Cientistas podem aplicar a técnica do relógio molecular a um grupo de espécies relacionadas para deduzir sua árvore evolucionária, ou filogenia. Aqui, por exemplo, o ADN das espécies A e B diferem entre si em quatro posições, mas cada um difere da espécie C em oito posições. Portanto, a estirpe da espécie C separou-se do ancestral comum às estirpes A e B o dobro de tempo antes que as linhagens individuais A e B.
A, B e C podem também representar estirpes de vírus em mutação por um período de tempo de uns poucos anos.



Um relógio... molecular
Nos últimos anos, a informação sobre a origem e a migração das linhagens maternas e paternas tem evoluído bastante, podendo para muitos casos ser possível datar com maior ou menor precisão a presença dessas linhagens numa determinada região. Como? Usando o «relógio molecular».

Este relógio baseia-se na medição de acontecimentos perió­dicos, de modo semelhante à ocorrência de um sismo, à erup­ção de um vulcão ou à passagem do cometa Halley perto da Terra. Estes acontecimentos têm precisões muito distintas, con­siderando sempre uma determinada escala temporal. Nor­malmente, há a tendência para usar como referência a escala de duração da vida humana, no entanto, se a escala for a da vida do planeta, a frequência de ocorrência de um sismo ou de uma erupção vulcânica está muito dentro dos desvios esperados.
O acontecimento periódico no relógio molecular é a mu­tação, ou seja, toda a modificação da informação genética original que resulta da introdução de um erro de cópia nas transmissões ao longo das gerações.

Sabemos que toda a informação para a Vida se escreve através de um tetra-alfabeto composto pelas seguintes letras (quimicamente falando, estas letras correspondem a bases azotadas): A (adenina), T (timina), C (citosina) e G (guanina). Apesar de ser muito mais simples do que quase todos os sistemas de escrita actuais, que se caracterizam pela com­binação de aproximadamente 26 letras, este minialfabeto codifica milhões de informações genéticas, de modo análogo à formação de muitos milhares de palavras através de dife­rentes arranjos e tamanhos de letras. Para se ter uma ideia do grau de complexidade do alfabeto para a Vida, basta compará-lo com o muito mais simples alfabeto binário usado na informática. E daqui se compreende o grande in­vestimento científico na investigação do uso de moléculas orgânicas, nomeadamente o ADN, como microcondutores para os futuros computadores superpotentes.
Como ocorre então a mutação? Imagine-se, por exemplo, a transcrição da seguinte frase: «Nós somos máquinas de sobrevivência - robots cegamente programados para pre­servar as moléculas conhecidas por "genes".» Ora, numa nova edição do livro O Gene Egoísta, de Richard Dawkins (obra que celebrou 30 anos em 2006), alguns erros tinham escapado à correcção de provas (proof-reading) e a frase aparecia assim: «Nós máquinas somos de sobrevivência -robots cetamente programados para preservar as moléulas conhecidas por "genes".»
Podemos ver que, nesta péssima nova edição, existem três
erros:
(1) troca de ordem ou inversão entre as palavras «somos» e «máquinas»;
(2) uma substituição pontual de uma letra g por t em «cegamente»;
(3) e uma deleção ou perda de uma letra c em «moléculas».
Estes erros podem afetar letras, palavras ou frases. Pas­sando para a linguagem da Vida, as mutações, sejam inser­ções (ganhos), deleções (perdas), inversões (trocas de ordem) ou substituições, podem envolver uma única base, várias bases, afetar todo um gene e até mesmo porções extensas do cromossoma.

Deve referir-se que a mutação é a primeira causa da diversidade, mas muitos outros fenómenos também dão o seu contributo, condicionando a evolução. Como sobrecar­regariam demasiado este capítulo, remete-se o leitor inte­ressado para o apêndice.

Uma estenógrafa consegue, em média, contabilizar o nú­mero de erros ocorridos por página transcrita. Paralelamente, é possível estimar o número de mutações que ocorrem, num determinado período de tempo, para uma certa porção do genoma. Há porções do genoma onde ocorrem mais mutações, mas, em geral, a mutação é um fenómeno raro. Claro que um indivíduo poderia passar várias vidas a comprar bilhetes da loteria sem acertar na sorte grande, mas, dado que a população humana mundial é constituída por um enorme efetivo, estão continuamente a ser atribuídos prémios chorudos. Assim, não é difícil entender a enorme variabilidade/diversidade genética existente nas populações humanas.

De modo a assegurar que somos capazes de distinguir geneticamente os indivíduos, estudamos preferencialmente as regiões do genoma que mutam mais rapidamente. Por exemplo, ocorre uma mutação em cada 20180 anos numa das regiões da molécula de ADN mitocondrial que muta mais rapidamente. Esta região é denominada, por essa razão, região hipervariável, sendo constituída por cerca de 276 «letras». O cromossoma Y também possui regiões mais mutáveis do que outras.

A existência de zonas com diferentes taxas de mutação numa molécula permite vários relógios moleculares, mais rápidos ou mais lentos. A comparação de duas datações moleculares é mais informativa do que o uso de apenas uma. Os dois relógios moleculares devem providenciar esti­mativas aproximadas; se tal não acontecer, pelo menos uma das zonas não permite inferências muito seguras.

Para se converter o número de mutações observadas em anos do calendário, é necessária a existência de momentos bem datados do registo fóssil que permitam efectuar uma calibração para as diferentes sequências de ADN. A calibração mais usada para datações de linhagens humanas é a divergência entre o ramo evolutivo que levou ao Homem e o ramo evolutivo que levou ao chimpanzé, que está mais ou menos bem datada há 5-7 milhões de anos. Sabendo que o homem e o chimpanzé divergem em x mutações numa dada zona do genoma, tendo decorrido 5-7 milhões de anos para a acumulação dessa diversidade, é possível obter a datação para duas linhagens em estudo, as quais divergem y muta­ções nessa mesma região genómica.

Outras condições são ainda necessárias para se poder estabe­lecer uma idade para as linhagens femininas e masculinas. Primeiro, essa linhagem deverá ter sido bem-sucedida na sua transmissão ao longo das gerações. Segundo, deverá ter decor­rido algum tempo para que essa linhagem tenha adquirido a variabilidade no local onde foi inserida. Por outras palavras, o relógio molecular, que tem apenas divisões temporais para segundos, não consegue ser suficientemente sensível para estimar o vencedor da corrida dos 200 metros nas olimpíadas da trans­missão genética.
Também é evidente que a datação das linhagens de ADN rnitocondrial e de cromossoma Y é muito mais directa do que a das regiões autossómicas. De fato, o fenómeno de recombinação que ocorre nos autossomas, com o subsequente rearranjo da diversidade entre diversas linhas evolutivas, torna qualquer datação um paradigma complexo.
Extraído de "O Património Genético Português - Gradiva"

Procurar conteúdo gratuito na internet pode custar caro

Pesquisa mostra riscos de buscar músicas, ringtones e vídeos gratuitos

por Redação Galileu
Baixar músicas e vídeos gratuitos na internet pode parecer um bom negócio à primeira vista, mas muitas vezes o barato sai caro.
Uma recente pesquisa da empresa de antivírus McAfee aponta que digitar a palavra "free" (gratuito) ao procurar por conteúdo de entretenimento em sites de busca aumenta significativamente as chances de acessar um site que hospeda vírus ou códigos maliciosos.
 Shutterstock

No caso da busca por toques de celular gratuito, por exemplo, o risco aumenta em até 300%, e palavras específicas, como "lyrics" (letras de música) e "mp3", aumentam ainda mais a chance de se encontrar um site infectado. Segundo a pesquisa, 12% dos sites que oferecem conteúdo não-autorizado contêm vírus e, destes, 7% estão associados a organizações que realizam crimes virtuais.
O que muitos usuários não sabem é que, ao concordar com os termos de uso do site, estão também autorizando seu computador a fazer parte dessas associações, acessando e interagindo com os computadores envolvidos. Os crimes envolvem desde lavagem de dinheiro a roubo de dados pessoais e financeiros.
As dicas dadas pela McAfee para reduzir os riscos de entrar nos sites infectados são evitar o uso da palavra "free" nas buscas e não clicar em links de anúncios de sites desconhecidos, além de, é claro, manter o software de segurança em dia. 
Retirado da Revista Galileu.

sábado, 18 de setembro de 2010

A VERDADE SOBRE A GRIPE SUÍNA

Energia eólica pode suprir a demanda de energia do planeta



Segundo a revista "Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)"tem uma bôa noticia para quem é adepto da energia limpa A energia eólica, como a solar, traz esperanças na luta contra o aquecimento global. No Brasil, se os cálculos do estudo estiverem certos, só os aerogeradores terrestres produziriam, no mínimo, cerca de 14 vezes a eletricidade consumida no País. Para os aerogeradores marítimos, a proporção seria de cerca de três vezes as necessidades brasileiras.
Os aerogeradores implantados em terra firme conseguiriam produzir o equivalente a 40 vezes o consumo mundial de eletricidade e cerca de cinco vezes o consumo de energia em todas as suas formas.
O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ênio Bueno, especialista em energia eólica, pondera que o estudo leva em conta apenas o potencial de aproveitamento dos ventos para geração de energia. "Seria preciso considerar também a viabilidade técnica em cada local e a viabilidade financeira", aponta. "Isso reduz muito a previsão dos pesquisadores." Estudo dos técnicos do Inpe, em janeiro, mostra que os ventos brasileiros podem atender mais de 60% do consumo nacional de energia de forma competitiva. Com o barateamento progressivo da tecnologia, o porcentual deve aumentar. Atualmente, menos de 1% da energia consumida no país é gerada por vento.
Aerogeradores

Oceanos saturados com CO2


A capacidade dos mares de absorver dióxido de carbono (CO2) está se esgotando, como mais uma prova das excessivas emissões do gás estufa proveniente das atividades do homem, advertiu um estudo divulgado esta semana pela National Geographic Society.
O relatório indicou que entre 2000 e 2007, com o aumento das emissões de CO2, a absorção pelos oceanos do carbono produzido pela atividade industrial caiu entre 27% e 24%.

"Trata-se de uma queda bastante grande e a tendência é bastante clara", disse Samar Khatiwala, oceanógrafo do observatório Lamont-Doherty, da Universidade de Colúmbia.

A absorção do CO2 pelos oceanos não consegue mais igualar a quantidade de carbono que está sendo produzida pelo homem, acrescentou.

O cientista esclareceu que isso não significa que tenha ocorrido uma redução da absorção de CO2 pelos oceanos, mas que não está aumentando no mesmo ritmo de antes.

E se os oceanos continuarem se saturando, maior será a quantidade de gás mantida em uma atmosfera onde já é registrado um aumento de sua temperatura, disse.

Segundo Chris Sabine, oceanógrafo do Laboratório Ambiental Marinho do Pacífico, em última instância, são os oceanos que controlam o que acontece no planeta em termos meteorológicos.

"É um grande problema se (os oceanos) se tornaram menos eficientes na absorção de CO2", acrescentou.

Os mares atuam como gigantescos receptáculos de CO2, já que o gás se dissolve na água salgada. No momento, os oceanos do mundo abrigam 2,3 bilhões de toneladas de carbono, o que equivale ao produzido durante seis anos de consumo de gasolina nos Estados Unidos, segundo o cientista.

Em seu estudo, os pesquisadores analisaram dados de temperatura e salinidade de água do mar colhidos entre 1765 e 2008.

Também verificaram a existência de poluentes, como clorofluorocarbonos, que são "marcadores" que permitem determinar o tempo que demoram a chegar da superfície ao fundo do mar.

Sobre modelos criados com esses dados, os pesquisadores determinaram que quando o CO2 proveniente da atividade industrial registrou um brusco aumento na década de 1950, os oceanos receberam uma maior quantidade do gás.

No entanto, os níveis de absorção caíram nos últimos anos por razões desconhecidas, segundo o estudo.

Seus autores sugerem que é possível que a redução se deva a um aumento da acidez marinha, o que diminui a captação do CO2.

Além disso, o gás não se dissolve com tanta facilidade em águas temperadas, o que explica o fato de que cerca de 40% do CO2 tenha sido captado pelas frias águas da Antártida, segundo um estudo que será publicado pela revista "Nature" nesta semana.

Sabine disse que o estudo não leva em conta os processos biológicos que ocorrem no mar e citou o caso dos fitoplânctons, que captam CO2 por fotossínteses.

Quando esse fitoplâncton morre, seus restos são depositados no fundo do mar e se decompõem em um processo que apanha o carbono nas profundezas.

Segundo Timothy Hall, cientista do Instituto de Estudos Espaciais da Nasa (agência espacial americana), até agora se presumia que esse processo não tinha mudado devido ao aquecimento global.
No entanto, advertiu que existe a possibilidade de geração de uma cadeia de efeitos que poderiam alterar o ciclo natural, com o aumento da temperatura das águas.
O cientista explicou que a circulação marinha tem sua origem nas diferenças de temperatura de água e nas quais as mais frias e densas vão para o fundo e as mais mornas e ricas em nutrientes afloram à superfície.
Esse processo não vem ocorrendo normalmente nos últimos anos e é possível que se deva a um aquecimento das águas superficiais, segundo os cientistas.