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terça-feira, 7 de junho de 2016

PERERECA PEÇONHENTA É ENCONTRADA NA CACHOEIRA DA RONCADEIRA, EM PALMAS/TO

A perereca-de-capacete (Corythomantis greeningi) é a primeira espécie de anfíbio conhecida por ser peçonhenta, ou seja, além de venenosa, a espécie possui estruturas capazes de inocular o veneno na vítima. O novo registro é o segundo da espécie para o Tocantins, que anteriormente somente era conhecida para a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins (região do Jalapão, extremo leste do estado).
Perereca-de-capacete (Corythomantis greeningi)
A espécie foi encontrada na Cachoeira da Roncadeira, um importante atrativo turístico de Palmas, localizada no distrito de Taquarussu. “Era por volta de 9 horas da noite quando encontramos o espécime sobre as folhas de uma palmeira, acima da Cachoeira da Roncadeira”, explica Leandro Alves, biólogo e um dos autores da publicação.
Segundo os autores, o registro da perereca-de-capacete no município de Palmas revela um padrão de distribuição ainda desconhecido, uma vez que essa espécie era conhecida por se distribuir amplamente dentro da Caatinga, e apenas marginalmente no Cerrado, na zona de contato deste domínio com o domínio Caatinga. O registro realizado pelos autores demonstra que a espécie, na verdade, alcança áreas nucleares do domínio Cerrado. De fato, essa espécie foi encontrada a mais de 400 Km dos limites do bioma Caatinga.
O artigo com a descoberta está publicado na revista científica Herpetology Notes, que, além de Leandro Alves, contou com a participação de Mauro Celso Hoffmann e Diego Santana.
Sobre a espécie
A perereca-de-capacete é um anfíbio de médio porte, podendo atingir até 8 cm de comprimento. Tem como principal característica uma evidente ossificação cefálica que lembra um capacete, de onde provém seu nome popular. Vivem sobre folhas, bromélias, buracos de árvores e fendas de rochas no interior das matas, reproduzindo-se em ambientes aquáticos com água parada (lagoa, lagos, etc.) durante o período chuvoso. É uma espécie que além de venenosa é peçonhenta, ou seja, possui estruturas no formato de espinhas capazes de injetar as toxinas na vítima.
Segundo publicação do site Sci-News, os cálculos da equipe que analisaram as toxinas da espécie indicam que um grama da secreção tóxica da perereca-de-capacete é suficiente para matar mais de 300.000 mil ratos ou cerca de 80 humanos. “Felizmente é improvável que a espécie produza essa quantidade tão grande de secreção. Apenas uma quantidade muito pequena é excretada pelas espinhas”, explicou Dr. Carlos Jared, pesquisador do Instituto Butantan, para o site.
De acordo com Leandro Alves, existem outras espécies de pererecas com estruturas na pele semelhantes a espinhos, como por exemplo a espécie Scinax constrictus (Foto abaixo), também encontrada na Cachoeira da Roncadeira. “Não me surpreenderia saber que outras espécies possuem os mesmos mecanismos de inoculação de veneno”, comenta o pesquisador. De todo modo, a possibilidade de ocorrer acidentes com pessoas é relativamente muito baixa. O pesquisador afirma também já ter coletado a espécie em duas ocasiões e nunca foi envenenado.
Como bem sabemos, muitas substâncias produzidas por animais e plantas têm potencial farmacológico. “O fato é que conhecemos muito pouco da nossa biota e estamos extinguindo muitas espécies antes mesmo de conhecê-las. Proteger o ambiente no qual estamos inseridos é um dever moral da nossa sociedade. Unindo isso ao fato de que podemos (e de fato isso ocorre) nos beneficiar de tal atitude, uma vez que poderíamos descobrir substâncias capazes de curar inúmeras doenças, a proteção ambiental se torna uma necessidade com caráter de urgência”, explica Leandro Alves.
Fonte: Biólogo Leandro Alves.

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