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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

CÉLULAS - PROCARIOTOS E EUCARIOTOS


Os termos Procarioto e Eucarioto foram criados em 1930 por Chatton. O grupo de eucarioto designa uma série de endossimbioses sucessivas que foram um novo tipo celular que radiou por todo o globo terrestre e hoje compõem uma grande parcela da biota do planeta, inclusive a nós.
        Comparação Eucariotos e Procariotos
De acordo com a biologia molecular os eucariotos se dividiram em diversas linhagens filogenéticas; Animais, (metazoários invertebrados e vertebrados), fungos, plantas (com clorofila A e B, terrestres e algas verdes), algas vermelhas e estramenopilas (algas pardas, diatomáceas e outras algas com clorofila A e C).
Segundo o botânico alemão Schimper em 1883, os eucariotos surgiram de endossimbioses múltiplas. Acredita-se que um protozoário primitivo fagocitou uma bactéria aeróbica e por algum problema enzimático a associação teria sido vantajosa para ambos, e as bactérias fagocitadas foram reduzindo-se por questões de adaptabilidade até se transformarem nessas estruturas nas quais conhecemos hoje como mitocôndrias. Essa teoria foi formalizada por Altmann em 1890 e em seguida Mereschkowsky em 1905 afirmou que um procedimento semelhante teria ocorrido com os cloroplastos, nas células vegetais. Pode-se dizer que as plantas (eucariotos) podem ser fruto de polissimbiose, ou seja, formado por organismos quadrigênomicos, ou seja, genoma nuclear do organismo fagocitante e mais três genomas bacterianos: aeróbicos, cianobacterias e espiroquetas.
Tipos celulares. A) Eucarioto; B) Procarioto
Para os indivíduos que apresentam flagelos, esse é um exemplo de estrutura que somente surge uma vez e foram passadas para seus descendentes, chamada de característica monofilética. Os flagelos são formados por um sistema de 9 conjuntos duplos de microtúbulos rodeado por dois centrais em qualquer sistema, seja nos protozoários, fungos, algas ou espermatozóide de animais. Isso reforça a proposta que a evolução apresenta e descarta qualquer resolução criacionista sobre a origem dos flagelos, desbancando até mesmo Michael Behe que afirmou que no ponto de vista bioquímico a evolução nunca ocorreria ou necessitaria de mais bilhões e bilhões de anos.
Aqui vemos que ao longo de milhões de anos modificação da bioquímica celular, ou seja, que esses processos cumulativos levam a formação destes flagelos e que por ser um característica com valor adaptativo alto permaneceu (graças a seleção natural) na microbiota até hoje e foi compartilhado com as linhagens que descenderam deste primeiro indivíduo que chamamos de ancestral comum.
A clorofila é uma molécula que surgiu uma única vez e fez parte da história de diferentes ramos da vida através das descendências. Os organismos fotossintetizantes apresentam clorofila obrigatoriamente, mas existem três tipos de clorofila: A, B e C.
Os seres vivos começaram a ser classificados em animais ou plantas a mais de 2 mil anos, pelo filósofo Aristóteles. Entretanto, existem grandes diferenças entre animais e plantas que não se limitam somente a genética ou a biologia.
As plantas são seres autotróficos, que sintetizam moléculas orgânicas a partir de moléculas mais simples, além de serem sésseis. As plantas podem ter partes de sua estrutura removidas sem que afete o seu desenvolvimento, os animais não.
Célula vegetal.
Os animais são seres móveis de tamanho bastante variável, mas limitado pela demanda energética uma vez que gastam energia para realizarem movimentos. Isso em época da faculdade, em trabalhos de campo é melhor estudar plantas, pois toda vez que você voltar para a floresta a arvore vai estar la parada te esperando, se fosse estudar animais, teria que procura-lo primeiro. O trabalho mais difícil dos biólogos é estudar a biologia de animais. O lado bom é que animais fogem de ameaças, as arvores queimam sem que possam fugir. Apesar que certas árvores, como as do Cerrado por exemplo, tem estratégias evolutivas guardadas na manga contra o fogo. Que não vem ao caso agora.
Os animais são estruturas complexas que necessitam de eixos hormonais ligados ao sistema nervoso. Tradicionalmente, a biologia costuma dividir os seres em 5 reinos diferentes: Animal, Vegetal, Fungi, Protista e Monera. Obviamente que esta conformação pode mudar considerando que conhecemos muito pouco sobre a biodiversidade mundial atual e de registros fósseis.
Vejamos a classificação tradicional da biologia.
* Reino Monera: Organismos bastante diversificado morfologicamente e fisiologicamente pelas bactérias, são unicelulares, e podem ser fotossintetizantes ou não. Grupo filogeneticamente mais antigo que posteriormente originou as Archaeobacteria (bactérias extremófilas, ou seja, que vivem em ambientes com condições adversas extremas como altas temperaturas, meios muito ácidos ou alcalinos e até mesmo muito salgados) e os Eucariotos posteriormente.
Reino Vegetal: Organismos com parede celular composta por celulose, reprodução por esporos e são autotróficos. Veremos este grupo a parte no próximo texto.
* Reino Fungi: Organismos com parede celular composta por celulose, reprodução por esporos e são heterotróficos.
* Reino Protista: Descrito por Ernest Haeckel (1986). Seres unicelulares, móveis ou não, que podem ser tanto heterotróficos quanto autotróficos.

Dica: Baseado nos estudos sobre a célula, podemos afirmar que o  material genético dos eucariotos, responsável pela reprodução dos mesmos, está dentro do núcleo, protegido pela membrana nuclear, se retirarmos o núcleo, não haverá reprodução. Enquanto que nos procariotos, como a bactéria este material genético está disperso na membrana plasmática, pois a mesma não possui núcleo, assim sendo ela pode se reproduzir.

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