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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

METEORITO QUE CAIU NOS URAIS FOI O MAIOR DOS ÚLTIMOS CEM ANOS



A agência espacial norte-americana NASA informou que o impacto do meteorito que caiu sobre a Rússia e que provocou centenas de feridos é o maior sofrido na Terra nos últimos cem anos. No século XX, só foi superado por outro que atingiu a região da Sibéria, em 1908.
“Não há nada neste momento que se possa apontar que faça ligação entre estes dois fenômenos”, referiu Rui Jorge Agostinho.
A queda do meteorito na Rússia, que se fragmentou ao entrar na atmosfera e atingiu seis cidades nos Montes Urais, segundo os últimos dados do Ministério para Situações de Emergência da Rússia, provocou 474 feridos, 14 dos quais tiveram de ser internados.
Foto do Meteorito
O meteorito que caiu no dia 15 sobre Chelyabinsk (zona dos Urais) media 15 metros no momento em que entrou na atmosfera e pesava 7 mil toneladas. A bola de fogo que formou na entrada na atmosfera pode ser vista durante 30 segundos e brilhou mais do que o Sol. A energia libertada na colisão foi de centenas de quilotoneladas (a quilotonelada e a megatonelada de TNT têm sido tradicionalmente usadas para classificar a libertação de energia, e, portanto, o poder destrutivo, de armas nucleares). Os cientistas dizem que o impacto não está relacionado com o asteroide DA14 que no mesmo dia passou muito perto do nosso planeta.
O meteorito de 1908 foi responsável por uma gigantesca explosão e devastação de uma superfície de 2200 quilômetros, destruindo mais de 80 mil árvores perto do rio Tunguska, na taiga siberiana.
Este que ficou conhecido como «Evento de Tunguska» libertou uma energia 300 vezes superior à bomba nuclear lançada sobre Hiroshima. O fato de não ter sido encontrada nenhuma cratera nem evidências diretas do objeto suscitou diversas teorias especulativas.
Um dos meteoros que mais destruição fez na Terra foi aquele com dez quilômetros de diâmetro que caiu há 65,5 milhões de anos sobre a península mexicana de Yucatán e que pôs fim à era dos dinossauros, afetando também mais de 70 por cento das espécies existentes.
A cratera com maiores dimensões originada por um meteorito foi encontrada em 2006, na zona oriental da Antártida. Esta tem 480 quilômetros de diâmetro e encontra-se atualmente a uma profundidade de quase dois quilômetros abaixo do gelo. Calcula-se que o seu impacto teria acontecido há 250 milhões de anos.

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