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segunda-feira, 11 de abril de 2016

O SEGREDO DA LONGEVIDADE ESTÁ NO LÍTIO?


Usada para controlar transtornos mentais, substância gerou efeito rejuvenescedor em insetos estudados por cientistas britânicos

Uma droga popular no tratamento de distúrbios mentais pode guardar a chave para a longevidade, segundo um estudo realizado por cientistas britânicos. Pelo menos para um determinado tipo de inseto: a mosca-das-frutas.
Em doses baixas, o lítio prolongou a vida desses invertebrados. Os testes foram conduzidos por uma equipe de pesquisadores da Universidade College London, no Reino Unido.
Os cientistas dizem que a descoberta pode levar ao desenvolvimento de novas drogas que ajudem as pessoas a viver vidas mais longas e saudáveis.
O lítio é receitado por psiquiatras para controlar transtornos mentais, como a bipolaridade e a depressão, mas pode provocar uma série de efeitos colaterais se ministrado em doses altas.
A ciência ainda não sabe explicar muito bem como o lítio atua no cérebro, mas nas moscas a substância retarda o envelhecimento através do bloqueio de uma enzima conhecida como GSK-3.
Lítio fez com que as moscas vivessem 16% mais do que a média
"A resposta das moscas para doses baixas de lítio é bastante encorajadora e nosso próximo passo é atacar o GSK-3 em animais mais complexos", disse Linda Partridge, responsável pelo estudo.
"Dessa forma, podemos no futuro pensar em desenvolver testes em humanos", acrescentou.
O estudo foi publicado na revista científica Cell Reports e concluiu que as moscas tratadas com lítio viveram 16% mais do que a média.
Por outro lado, quando a substância foi ministrada em alta dosagem, diminuiu o período de vida dos insetos.
"As doses baixas não apenas prolongaram a vida das moscas mas também protegeram seus organismos do estresse e ainda bloquearam a produção de gordura naquelas com uma dieta rica em açúcar", acrescentou Ivana Bjedov, parte da equipe responsável pelas descobertas.
A ONG britânica Parkinson's UK ajudou a financiar o estudo. Uma de suas porta-vozes, Claire Bale, afirmou que a pesquisa tem o potencial de gerar idosos mais saudáveis e também oferecer possíveis soluções para tratar ou prevenir doenças, como o Mal de Parkinson.

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