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sábado, 15 de outubro de 2016

A ATMOSFERA DA TERRA ESTÁ ESCAPANDO PARA O ESPAÇO


Um estudo publicado recentemente pela revista Science revela que o nível de oxigênio da Terra está caindo.

A Terra está sendo sufocada. Existe uma fenda por onde estamos perdendo os gases que constituem nossa atmosfera, e respiramos.
Se lerem o Relatório Anna Sanders saberão por que o Sol está com atividade extrema e entenderão o que dizem nossos amigos do CORE na Rússia que estão a monitorar o Sol. As medições durante uma tempestade solar severa, a Terra tem perdido cerca de 100 toneladas de atmosfera.
Os pesquisadores independentes estão impressionados com esta descoberta recente - que o nosso planeta perde sua atmosfera mais rápido do que Vênus e Marte perderam apesar do nosso Planeta possuir um campo magnético muito mais significativo e poderoso. Isto significa que o campo magnético da Terra, não é um escudo tão bom.
C. Russell, professor de geofísica da Universidade da Califórnia, trabalhando em um estudo de Marte e Vênus reuniram suas notas e as compararam e de repente tornou-se claro que tudo o que conhecia sobre o campo magnético da Terra não corresponde à realidade.
Cientistas planetários compararam os dados da perda de íons de oxigênio nas três atmosferas dos planetas. Sabe-se que Vênus nunca teve um campo magnético, e Marte perdeu seu cerca de 3,5 bilhões de anos atrás, quando o núcleo daquele Planeta diminuiu seu movimento. É esse movimento do núcleo é a fonte de campo magnético da Terra.
Na atmosfera superior absorve a radiação ultravioleta do sol para aquecer, se expande, e empurrar o ar para cima. Levantando-se, o ar é acelerado, ultrapassa a velocidade do som e atinge a velocidade de fuga.
Esta forma de evaporação térmica é chamada de escoamento hidrodinâmico ou vento planetário (por analogia com o vento solar - a corrente de partículas carregadas ejetadas do sol para o espaço).
O campo magnético está invertendo e poderá complicar ainda mais a situação. A Terra está pronta para voltar o relógio. A inversão dos polos vai parar os processos de fusão do material que constitui o núcleo líquido do nosso Planeta.
Um número crescente de cientistas está começando a se preocupar de que a mudança dos polos magnéticos já parece estar em curso e que isso seja o verdadeiro motivo por trás da aceleração das mudanças climáticas em todo o planeta.
O Sol está lentamente "roubando" a atmosfera da Terra
“Relação de Perdas entre os Planetas”


Diferente da atmosfera de Marte e Vênus, acreditava-se que a atmosfera terrestre era intocável dentro da proteção de nosso campo magnético. Mas um novo estudo afirma que o Sol está lentamente "roubando" nossa atmosfera - e a uma taxa maior do que em Marte ou Vênus. Talvez o mais surpreendente seja que a principal defesa de nosso planeta contra o Sol possa ser um agente duplo, auxiliando e cooperando com o roubo.
Marte, por exemplo, provavelmente começou com uma atmosfera densa semelhante à da Terra. Mas sem a proteção de um campo magnético, o vento solar - na verdade um fluxo de partículas carregadas que vem do sol - está erodindo a atmosfera marciana.
Vênus também não tem uma magnetosfera e está sendo destituído de sua cobertura atmosférica. Atualmente, sua taxa de perda superou a de Marte. Normalmente saudada como um escudo protetor contra a energia brutal do sol, a magnetosfera terrestre na verdade está ajudando as partículas energizadas do sol a eliminar uma fração minúscula da atmosfera da Terra, afirma o novo estudo.
Sem pânico
Uma equipe internacional de pesquisadores tem monitorado atmosferas planetárias usando a missão Mars Express, da Agência Espacial Européia, para Vênus e Marte, e a missão Small Explorer (ou SMEX), da NASA, para a Terra. A SMEX também possui instrumentos para medir a atividade magnética terrestre.
"Na Terra, a magnetosfera funciona como um coletor energético que interage com o material que vem do sol e pode absorver a energia do vento solar", disse Russel.
Mas, então, o campo magnético da Terra canaliza e orienta essa energia para a atmosfera superior, aquecendo a atmosfera e permitindo que ela escape através dos mesmos canais que possibilitaram a entrada da energia.
O funcionamento físico exato ainda precisa ser compreendido, mas não há motivos para alarde, disse Russell. No ritmo atual, nosso estoque atmosférico pode durar pelo menos até o sol - hoje na metade de sua vida - se tornar uma gigante vermelha e engolfar a Terra, disse Russell.
"Quando chegarmos a isso", disse, "a perda de atmosfera se tornará irrelevante."
"Estamos, na verdade, perdendo mais oxigênio e hidrogênio do que Vênus atualmente", disse Chris Russell, professor de física espacial da Universidade da Califórnia em Los Angeles. "Normalmente, dizemos a nossos colegas e a nós mesmos que temos sorte de viver neste planeta, porque temos esse escudo magnéticos que nos protege."
"Ele certamente ajuda", explicou, "mas entendemos agora que, quando se trata da atmosfera, isso não é verdade."

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