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terça-feira, 25 de outubro de 2016

O TIGRE DA TASMÂNIA PODE NÃO ESTAR EXTINTO


O tigre-da-tasmânia foi o maior marsupial carnívoro do mundo

Ele foi declarado extinto há 80 anos, mas alguns acreditam que tenha sobrevivido em silêncio. O tigre-da-tasmânia (Thylacinus cynocephalus) é alvo de relatos sobre sua sobrevivência que atravessam décadas.
No caso mais recente, imagens divulgadas por um grupo de entusiastas do animal, também conhecido como tilacino, foram recebidas com um misto de alegria e ceticismo.
O vídeo em baixa definição, publicado na internet pelo Grupo de Conscientização sobre o Tilacino, supostamente mostraria o marsupial de cauda longa andando pelas redondezas de Adelaide Hills, no sul da Austrália.
Mas especialistas criticaram as imagens, dizendo que o vídeo borrado não prova a existência do animal e observando que não apareceram, por exemplo, evidências de presas mortas para sustentar a tese.
Um vídeo tem circulado como uma suposta prova de que o animal não está extinto.
Karl Kruszelnicki, um popular comentarista de ciência na rádio e TV australiana, afirma que o mais surpreendente nas imagens eram sua péssima qualidade.
"Não podemos deixar de notar que estão fora de foco, quando hoje temos câmeras com foco automático."
Sua explicação para a crença de que o tigre-da-tasmânia esteja vivo - sem que haja provas disso - é simples.
"Algumas pessoas acreditam que o mundo ao seu redor não as entende, por isso elas precisam inventar coisas."
O último conhecido
O pesquisador amador Neil Waters defende a teoria de que o tigre-da-tasmânia sobreviveu escondido na Austrália continental por ser um predador migratório capaz de escavar tocas.
"Eu o vi pela primeira vez em um livro de escola quando era criança, e ali dizia que estavam extinto. Isso desencadeou algo em mim que, desde então, nunca desapareceu", disse Waters à BBC.
Waters rechaça a sugestão de que a busca pelo tilacino já começa a entrar no âmbito da criptozoologia - o estudo de criaturas míticas.
O último tigre-da-tasmânia em cativeiro morreu em um zoológico em 1936
"Há muitas peças de museu em todo o mundo que provam que esse animal realmente existiu. Acho que é uma vantagem sobre quem está atrás do Pé Grande ou de um ovni."
O Tigre da Tasmânia, também conhecido como Lobo da Tasmânia, não tinha nada de lobo, nem de tigre, era um marsupial, mais aproximado do Diabo da Tasmânia ou do canguru. Mas era carnívoro, e quando os colonizadores europeus introduziram as suas criações de ovelhas e galinhas na Austrália, por volta de 1825, o seu comportamento de predador tornou-o alvo de dizimação, encorajada pelo governo local, que recompensava os caçadores que abatessem os animais. A espécie foi considerada totalmente extinta quando morreu o último espécime conhecido em cativeiro, em 1936.No entanto, nas décadas seguintes, houve milhares de casos de pessoas que dizem terem avistado animais na Tasmânia e na Austrália continental.
O tigre-da-tasmânia continua a servir como um alerta para a humanidade
Em 2005, a revista The Bulletin chegou a oferecer uma recompensa de US$ 1 milhão (R$ 3,15 milhões) pela captura de um tigre-da-tasmânia. Nenhum animal apareceu.
Alguns cientistas têm inclusive falado na ressurreição da espécie por meio de métodos de clonagem que lembram os do filme Parque dos Dinossauros.
Cath Temper, especialista em mamíferos do Museu da Austrália do Sul, diz ser pouco provável que a mais recente filmagem seja real, já que "nunca houve tilacinos na parte continental" da Austrália.
Ela acredita serem remotas as chances de haver um punhado de sobreviventes na Tasmânia. "Mas nunca se sabe", diz.
"Seria arrogante se eu dissesse que não existe nenhuma possibilidade."

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