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domingo, 24 de outubro de 2010

Tocandira (Paraponera clavata) - A Formiga Mais Mortal do Mundo

Steve Brackshall explora a Amazônia em busca da venenosa formiga tocandira, a mais poderosa de sua espécie. Em um ritual indígena, ele será picado nas mãos por 300 delas e terá que suportar a dor.
 Ritual dos jovens para o casamento precisa passar pela Tocandira

Iniciação Indígena a Formiga Tocandira
  
Luva Com Mais de 300 venenosas tocandira

Algumas tribos de índios brasileiros, como a dos maués, submetem seus adolescentes a um rito de iniciação sexual que consiste em expô-los, a fim de testar sua valentia, às terríveis picadas da tocandira. Só os jovens que resistem à prova, por volta dos 14 anos de idade, são tidos por emancipados e aptos para o casamento.
Tocandira (Paraponera clavata) é um inseto himenóptero classificado na grande família dos formicídeos, subfamília das poneríneas. De cor preta, chega a medir 25mm de comprimento. Ocorre da Nicarágua à Amazônia, região onde é também conhecida como tucandeira, tucanaíra, formiga-agulhada, formiga-cabo-verde, formiga-de-febre, formigão e outros nomes.
Dentro das matas, onde vive, a tocandira constrói ninhos subterrâneos na base das árvores, cujas copas utiliza para forragear. A maioria de suas atividades restringe-se ao período noturno. As picadas no homem causam manchas e calombos na pele, mal-estar generalizado e vômitos. A dor, profunda e penetrante, é sentida por períodos de 12, 24 ou até 48 horas. Compressas de água quente, na região atingida, auxiliam a difusão e conseqüente neutralização do veneno.

ATocandira
Formiga gigante imobilizada para colocação da placa numerada

A formiga gigante,  (Dinoponera gigantea vídeo),.também conhecida como falsa-tocandira, é originária da região Amazônica. É chamada de formiga gigante devido ao seu tamanho de aproximadamente 2,5 cm. São formigas carnívoras, que além do tamanho avantajado, possuem veneno fatal quando injetado nas suas presas, que constituem insetos, lesmas e até mesmo pequenos lagartos.

Esse veneno não é prejudicial ao homem, a não ser que o indivíduo seja alérgico, podendo trazer sérias complicações.Ao contrário da maioria das espécies de formigas, as colônias de falsa-tocandira não apresentam rainha. Elas são constituídas exclusivamente por operárias, que são as formigas que estão sempre em atividade e só trabalham em benefício do formigueiro. O que ocorre na colônia é uma disputa entre as operárias, que pode levar dias, com pausa para descansos.
A vencedora torna-se a formiga dominante da colônia, posição semelhante a da rainha de outras espécies, sendo que nessas disputas não ocorrem mortes. Quando a formiga dominante morre, novas disputas são realizadas. Outra diferença da falsa-tocandira em relação às outras espécies é o tipo de formigueiro, que é construído em um buraco escavado no solo a cerca de dois metros de profundidade.
As outras formigas costumam construí-lo acima da superfície.Todas as operárias, inclusive a dominante, têm o mesmo tamanho e a mesma forma, ficando difícil o reconhecimento de cada indivíduo. O Zoológico de São Paulo possuía uma colônia de formigas gigantes e para identificar cada indivíduo eram utilizadas marcações, que consistiam de pequenas placas numeradas e coladas no tórax de cada operária.
As formigas gigantes possuem um tempo de vida reentre 12 e 14 meses. Apesar das formigas em geral incomodarem os seres humanos, elas desempenham funções no meio ambiente que ajudam a manter o equilíbrio ambiental, podendo fazer parte da alimentação de outros animais ou até mesmo ajudar na dispersão de sementes e garantir a reprodução de algumas plantas.
Os Piripkura o segredo do alongamento peniano
  tupi kawahib
O alongamento peniano é uma tradição entre os índios da família lingüística tupi-kawahib. Originalmente, servia para eliminar eventuais divergências quanto a identificação visual dos indivíduos na floresta. Os kayapó fazem crescer os lábios inferiores, os erikbatsa aumentam o lóbulo das orelhas. São os “beiços-de-pau” e os “orelhas-de-pau” – apelidos que receberam de outros índios e dos brancos. Entre os piripkura, a identificação visual é o pênis avantajado sob um grande protetor feito de palha. Daí as piadas elogiosas de “tribo do pau grande” ou “caralhudos”.
São abundantes e detalhistas os laudos etnográficos, microfilmes e Relatórios do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e da Funai, desde o início do século, nos trabalhos dos etnólogos Curt Nimuendaju e Claude Lévi-Strauss, os textos de Roquette-Pinto e do marechal Cândido Rondon, que registram e reiteram como hábito entre os diversos grupos étnicos da família tupi kawahib utilizar protetor peniano com arestas de tamanho avantajado, o que causava impacto nos primeiros contatos e comentários por serem considerados “bem-dotados”. Mas não é só o “protetor” que é avantajado.
Não se sabe a fórmula que usam – um conhecimento tradicional protegido pela legislação internacional que, no futuro, poderá render bom dinheiro para esses índios. Mas o segredo pode estar na poderosa formiga “tocandira”, comum na Amazônia. Conta-se em Rondônia que, desde pequenos, os curumins passam por longos e exaustivos rituais de iniciação. Durante o processo, não se sabe com que freqüência ocorre, as formigas são usadas para “picar” o pênis a ser alongado. Esticam o órgão com as mãos e colocam formigas sobre ele. Quando irritada, a tocandira produz um ruído estridente e pica por um aguilhão abdominal ligado a uma glândula de veneno. Pode ser o veneno, de base protéica e que inclui hialuronidase e fosfolipase A, o segredo. Mas ainda não foi provado cientificamente. O que se sabe, pelos relatos orais, é que a picada é muito dolorosa, e faz dilatar os músculos genitais. Repetidas vezes, o órgão ganha tamanho e volume. As pessoas que me contaram, em Rondônia, essa fórmula, me aconselharam a não tentar isso em casa.
Há também uma mistura de ervas que é usadas para massagear o pênis – procedimento terapêutico utilizado no local da picada das formigas. As plantas podem servir como dilatadores do órgão ou apenas para fazer passar a dor. Enquanto esteve com a equipe da Funai no acampamento, logo após o contato, o índio Tucan não se distraiu de cuidar de sua identificação étnica. Segundo relato dos integrantes da Frente de Proteção Etno-Ambiental Madeirinha, “todo dia, à tardinha, ele pegava um pouco de água morna em uma cumbuca, colocava umas folhinhas lá e ficava massageando o pênis, esticando, balançando, tratando”, relata um dos integrantes da equipe. Mesmo se tornando famoso por causa da triste história de massacre do seu povo, Tucan parece não querer deixar de lado a vaidade peniana, marca registrada de seu povo.

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