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sábado, 23 de outubro de 2010

Caramujos Africanos Achatina Fulica Cuidado

Caramujos Africanos
Achatina Fulica

 Estou colocando este post, pois esta praga já se encontra no meu bairro!!!!!!!
caramujo africano


O caramujo africano pode transmitir uma série de doenças para o homem, sendo que as pessoas não devem manipulá-lo sem luvas, pois o simples contato pode causar o contágio.
O animal pode ser encontrado em hortas, jardins, planta ções e armazéns de grãos e possui uma significativa resistência à seca e ao frio.
O molusco foi introduzido no Brasil como uma versão do escargot, mas depois descobriu-se que a espécie não é comestível e transmite doenças.
Trata-se de um molusco grande, terrestre, que, quando adulto, atinge 15 centímetros de comprimento e 8 centímetros de largura, com mais de 200 gramas de peso. A cada dois meses, um caramujo põe 200 ovos.


Como identificar o verdadeiro caramujo-gigante africano (Achatina fulica) ?

Como se sabe, os caramujos em geral gostam de locais úmidos e sombreados. Por isso, ao iniciar a busca do caramujo africano em seu quintal, verifique bem os cantos dos muros, as paredes onde não bate muita luz e os lugares em que possa haver acúmulo de galhos, restos de poda, folhas, madeiras, etc.
Também são locais muito propícios os restos de construção, entulhos e, em especial, os tijolos furados.

 

caramujo
Se você ainda tiver dúvidas na identificação, links abaixo . 

Como recolher o molusco ?

* A orientação é para que os próprios moradores façam o recolhimento dos moluscos e, munidos de luvas descartáveis para não ter contato com o caramujo, os coloquem em recepientes com tampa.
Para exterminar este caramujo, é necessário queimá-lo completamente, pois, caso contrário, os vermes continuam no local.
* Manuseie e colete o caramujo com a proteção de luvas ou sacos plásticos (verifique se o saco e as luvas não estão furados).
* Não coma, não beba, não fume e não leve a mão à boca, durante o manuseio do caramujo.
Caso queira comer, beber ou fumar, tire as luvas e lave as mãos após ter tido contato com o caramujo.
* Coloque os caramujos africanos em sacos plásticos.
* Para exterminar os caramujos, matenha-os dentro de dois sacos plásticos e pise em cima com calçado adequado (tênis ou botas) para quebrar as conchas.
Outra alternativa e ferver os caramujos durante 50 minutos.
* Após esses procedimentos enterre-os em valas de 80 cm, jogando cal virgem em cima dos caramujos mortos nos sacos (cuidado, pois a cal virgem é cáustica e queima, causando danos à pele).
Depois cubra a vala com terra.
Atenção: essas valas devem estar distantes de poços ou cisternas.
Caso tenha dúvidas sobre o melhor local para cavar a vala, consulte os órgãos de saúde ou de meio ambiente de seu município.
* Lave as mãos após esses procedimentos

 Cuidados extras
Para evitar que os caramujos africanos presentes em propriedades vizinhas cheguem ao seu terreno, prepare uma mistura de sabão em pó e água, formando uma calda forte, e espalhe sobre o muro.
Refaça esse procedimento a cada 3 semanas ou após cada chuva.
Para ingerir verduras, frutas ou legumes de plantações que suspeite apresentar a presença de caramujos africanos:
Observe se as folhas e frutos estão inteiros, ou seja, se não foram comidos por caramujos.
Despreze os vegetais que tiveram contato com os caramujos.
Prevenção
Deixe as verduras, frutas e legumes mergulhados em uma mistura contendo 01 colher (sopa) de água sanitária para 01 litro de água, durante trinta minutos.
Enxágüe muito bem antes de comer.
 Doenças
A simples manipulação desses moluscos vivos pode causar contaminação, pois dois tipos de microorganismos perigosos são encontrados em sua secreção.
Um deles é o Angiostrongytus costaricensis, causador da angiostrongilíase abdominal, doença que pode resultar em morte por perfuração intestinal, peritonite e hemorragia abdominal.
Os sintomas são dor abdominal, febre prolongada, anorexia e vômito.
O outro é o Angiostrongylos cantonensis, causador da angiostrongilíase meningoencefálica humana, que tem como sintomas dor de cabeça forte e constante, rigidez na nuca e distúrbios do sistema nervoso. 

Caramujo Africano "Como Combater"


Vigilância Sanitária da Ilha ensina como eliminar o caramujo africano.
Em razão da grande ocorrência de caramujo africano em diversos balneários da Ilha Comprida, a Vigilância Sanitária do município desenvolveu campanha informativa para que a população contribuisse para a eliminação da espécie. Os caramujos vêm aumentando nos últimos anos causando prejuízos às hortas e oferecendo riscos de doenças para a população.Segundo ela, é necessário que a população auxilie o setor a eliminar os caramujos com a adoção das seguintes medidas: a coleta manual dos caramujos com o uso de luvas ou sacos plásticos para evitar contato direto. Em seguida, a recomendação é que sejam eliminados com o uso de cal puro ou depositando-os em água sanitária misturada com água . Também pode ser utilizado sabão em pó misturado à água.As pessoas devema lavar bem as mãos após o contato com os caramujos. Para quem tem horta, é necessário redobrar os cuidados com a higiene das frutas/legumes e verduras deixando-as de molho no hipoclorito. Outra dica é pintar o muro com cal que contribui para impedir a entrada do caramujo. Como curiosidade, os predadores naturais do caramujo são a garça, o tatu e o lagarto.


Os caramujos africanos são hemafroditas,isto é, não precisam fazer cruzamento para se reproduzirem(possuem os dois sexos).Mas sempre vejo os mesmos grudados uns aos outros em meu jardim,veja na foto que estão cruzando,e se eles mantêm contato,acho que podemos exterminá-los introduzindo alguma doença nos mesmos.Veja fotos desses cruzamentos.Clique na foto e veja com mais detalhes.

Um comentário:

  1. O caramujo africano foi introduzido no Brasil na década de 80, com o intuito de oferecer um substituto mais interessante economicamente e de maior peso que o escargot verdadeiro.Em pouco tempo de criação se verificou que não tinha boa aceitação pelo mercado consumidor brasileiro,o que provocou a desistência da maioria dos criadores, que se desfizeram dos caramujos de forma errônea: liberando os caramujos em jardins, matas ou simplesmente jogando-os no lixo.

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