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quinta-feira, 13 de junho de 2013

CÓDIGO GENÉTICO LANÇA LUZ SOBRE MICROALGA ESPECIALISTA EM ADAPTAÇÃO



Conhecer a microalga ajuda a compreender impacto dos gases do efeito estufa.
Pesquisa divulgada na “Nature” levou mais de dez anos para ser concluída.
Estudo publicado nesta quarta-feira (12) na revista "Nature" apresenta o código genético de uma alga marinha denominada Emiliania huxleyi, considerada uma das formas de vida mais bem sucedidas do planeta e com capacidade de adaptação em qualquer ambiente.
Segundo os cientistas, a alga conhecida com o nome de cocolitoforídeo consegue florescer tanto em regiões quentes como em áreas frias. A pesquisa levou mais de dez anos para ser concluída. A descrição feita na revista "Nature" mostra que a alga tem uma concha fina e dura de carbonato de cálcio.
Considerada um ser unicelular, esta microalga pode atingir um diâmetro (5 milionésimos de metro) que é oito vezes menor do que o diâmetro de um fio de cabelo humano e ocorre em todos os oceanos do mundo, com exceção de mares polares muito frios.
A alga surge em grandes quantidades durante a primavera e verão. Cientistas estão interessados na Emiliana Huxleyi porque esta alga absorve grandes quantidades de dióxido de carbono na superfície do oceano, auxiliando na atenuação do efeito estufa.
Quando ela morre, seus restos mortais são transportados para o fundo do mar, armazenando o carbono nas profundezas por milhares de anos.
Imagem da agência espacial americana, Nasa, mostra formação massiva de algas Emiliania huxleyi na costa da Inglaterra (Foto: Nasa)
Essencial na cadeia alimentar marinha
Assim como o fitoplâncton, o cocolitoforídeo é um elo básico na cadeia alimentar dos oceanos. Originalmente, pensava-se que seu genoma tivesse apenas 30 bilhões de bases ou "cadeias" na escala de DNA.
No entanto, foi revelado que se trata de um emaranhado de 141 milhões de bases, com pelo menos 30 mil genes, um terço a mais do que a quantidade de genes humanos, embora nosso genoma seja muitas vezes maior.
Descobrir como funciona esta microalga poderá, algum dia, ajudar na pesquisa médica e a compreender melhor o impacto dos gases de efeito estufa neste organismo vital.
Emiliana Huxleyi
Identificar os genes e as proteínas que a ajudam a construir sua pequena concha poderia levar ao desenvolvimento de novos materiais compostos para próteses ósseas. "O genoma, por assim dizer, é o 'disco rígido' de um organismo", afirmou Klaus Valentin, do Instituto Alfred Wegener de Pesquisa Polar e Marinha.
"Todas as propriedades estão codificadas ali, sua aparência, como se adapta, como compete com os outros. Se soubermos os dados deste disco rígido, podemos aprender muito sobre o que este organismo pode fazer e como reage às alterações resultantes, por exemplo, das mudanças climáticas", acrescentou. (Nature).

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