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segunda-feira, 18 de junho de 2012

"MAPA CULTURAL" DE INDÍGENAS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA É LANÇADO PELO GOOGLE EARTH


O Google colocou em seu serviço de mapas a etnia indígena Suruí, que habita no coração da Amazônia brasileira, e lançou neste sábado uma plataforma que mostra os traços culturais desta comunidade ameaçada pelo desmatamento.
Representantes do Google e indígenas suruí apresentaram o projeto - o primeiro desse tipo - durante o fórum empresarial paralelo à conferência Rio+20.
"Isso é algo único, representa toda uma nova etapa para o Google", explicou à imprensa Rebeca Moore, engenheira do Google Earth e líder do projeto.
"É uma grande emoção mostrar nossa cultura ao mundo", celebro cacique Amir, chefe dos Suruís.
Na imagem animada do Google Earth, é possível ver um pequeno ponto no território brasileiro: é a tribo suruí, que habita uma extensão de 240.000 hectares no estado amazônico de Rondônia (noroeste), com 1.300 integrantes.
O aplicativo contém imagem em 3D da selva onde vivem, assim como narrações animadas de suas tradições e costumes.
Rebeca Moore, do Google Earth, ao lado do chefe Almir, dos Suruís
Foto de Vanderlei Almeida/AFP
A tribo suruí, que vive no coração da Amazônia brasileira, passou a contar com a tecnologia para enfrentar o desmatamento que a ameaça ao se associar com a gigante de buscas na internet, Google, que criou um aplicativo que retrata suas tradições e registra qualquer alteração na floresta.
O "mapa cultural" dos suruís foi lançado, no último sábado, no Rio de Janeiro, durante um fórum empresarial realizado na conferência Rio+20, das Nações Unidas.
O território suruí está cercado por uma área bastante desmatada e, segundo o Chefe Amir, suas terras são ameaçadas por madeireiros ilegais. Por isso, em 2007, viajou para a Califórnia, onde estabeleceu uma associação com o Google para registrar a realidade da zona.
"É uma ferramenta de trabalho que estamos utilizando para fazer denúncias. Temos uma equipe de monitoração", explicou. Esta equipe é formada por jovens indígenas, que com seus smartphones, registram a região.
O aplicativo está disponível no Google Earth, apesar de ainda não estar integrado à plataforma.
Segundo Moore, a empresa espera repetir a experiência com outras duas etnias vizinhas ao suruís, assim como com outras populações aborígenes do Canadá e Nova Zelândia.

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