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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

DESCOBERTA HISTÓRICA EM MARTE. SERÁ SINAIS DE VIDA? A NASA ESTÁ EM SILÊNCIO

A excitação foi total nesta quarta-feira quando um cientista da NASA mencionou uma descoberta "digna de entrar para os livros de história" feita pelo veículo-robô Curiosity em Marte, mas, em seguida, a agência espacial americana reduziu as expectativas em torno do feito.
"Esta descoberta vai entrar nos livros de história, parece realmente excelente", afirmou à rádio NPR John Grotzinger, diretor da missão Curiosity no Laboratório de Propulsão a Jato Jet Propulsion Laboratory, JPL) em Pasadena (Califórnia, oeste dos Estados Unidos).
Segundo a entrevista, divulgada na terça-feira, análises feitas pelo robô enviado ao planeta vermelho para tentar encontrar vestígios de vida no passado, teriam apontado para uma descoberta incrível. Mas os cientistas não poderiam antecipar nada mais antes de confirmar seus estudos preliminares, o que poderá levar várias semanas.
Nesta quarta-feira, no entanto, Guy Webster, responsável pelas relações com a imprensa do JPL, reduziu a expectativa em torno de uma descoberta revolucionária.
"Uma descoberta "digna de entrar para os livros de história" feita pelo Veículo-robô Curiosity (Ilustração) - Foto de NASA/AFP
Por que tanto segredo?
Uma experiência anterior mostrou como a cautela é importante quando se trata de estudos cercados de especulações e expectativa: ao analisar uma amostra de ar no planeta vermelho, a equipe encontrou traços de metano (gás que pode ser produzido por organismos vivos e, assim, poderia indicar que houve vida em Marte); contudo, os cientistas decidiram “segurar” a novidade.
"No que diz respeito ao seu comentário sobre os 'livros de história', a missão em seu conjunto tem uma natureza (que a torna candidata) a entrar nos livros de história (...), não há nada específico no futuro que seja revolucionário.
"John (Grotzinger) estava encantado com a qualidade das análises das amostras provenientes do veículo robótico quando estava com um jornalista em seu escritório na semana passada", explicou Webster. "Já tinha ficado entusiasmado no passado com resultados anteriores e estará de novo no futuro", acrescentou.
"A equipe científica analisa os dados de uma amostra do solo marciano, mas não se pode falar disso neste momento", continuou. "Isto não muda os procedimentos habituais: deve-se confirmar os primeiros resultados antes de torná-los públicos", afirmou.
No final de setembro, o Curiosity descobriu cascalho proveniente do leito de um antigo riacho, sustentando a hipótese da existência de água no planeta vermelho. O veículo robô, dotado de vários instrumentos de medição e análise, encontrou no mês passado "objetos brilhantes" na superfície do solo, o que deixou os especialistas perplexos.
Cientista, um “compartilhador”
Em 1996, um grupo de pesquisadores afirmou ter encontrado compostos orgânicos em um meteoro vindo de Marte que atingiu a Antártida. Apesar da comoção gerada pela notícia, a equipe não podia divulgar dados mais precisos, pois muitos periódicos científicos proibiam os autores de falar sobre suas pesquisas antes de sua publicação – que aconteceria naquele mesmo ano. Como havia a possibilidade de os resíduos terem sido produzidos por processos inorgânicos, o estudo não chegou a comprovar que eram indícios de que houve vida em Marte.
Para o químico Richard Zare, que fez parte da equipe, manter o sigilo foi um desafio. “A grande alegria da ciência é poder compartilhá-la”. Zare compara pesquisadores a artistas, para quem o compartilhamento é essencial. “Quantos compositores iriam realmente compor se lhes dissessem que ninguém poderia ouvir suas obras? Quantos pintores iriam pintar quadros se soubessem que ninguém poderia vê-los?”.


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