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terça-feira, 14 de agosto de 2012

A PERDA DE BIODIVERSIDADE - ESTUDO PUBLICADO NA «NATURE» REFERE DETERIORAÇÃO DE FLORESTAS AFRICANAS E LATINO-AMERICANAS

A biodiversidade das áreas tropicais protegidas está seriamente ameaçada, uma situação que afeta da Amazônia e várias florestas da América Central, segundo estudo publicado na «Nature». A situação da biodiversidade em áreas tropicais protegidas é extremamente variável. Metade das reservas estão bem, mas a outra metade, não. Quem o diz é William Laurance, biólogo da Universidade James Cook (Cairns, norte da Austrália) e autor principal do estudo.
As áreas mais ameaçadas são aquelas em que o nível de proteção diminuiu nas últimas décadas ou que estão a ser prejudicadas por atividades econômicas realizadas em zonas vizinhas, como a exploração florestal, a invasão de terreno, queimadas para criar novas zonas de pastagem e a exploração mineira ilegal.
William Laurance, da Universidade James Cook
A situação deteriorou-se rapidamente nas reservas africanas, mas também é preocupante nas florestas latino-americanas. William Laurance chegou a esta conclusão depois de entrevistar 262 biólogos com mais de 20 anos de experiência em 60 reservas de 36 países.
Na América Latina, a situação está mudando, pois existem uma série de clareiras na Mata Atlântica do Brasil, na América Central e em partes da Amazônia. No entanto, as áreas mais remotas desta floresta ainda estão bastante preservadas.
Entre a fauna mais ameaçada encontram-se alguns dos principais predadores, como jaguares e tigres, assim como animais de grande porte, como elefantes da floresta africana, rinocerontes e antas. Também estão diminuindo em grande número os exemplares de peixes de água doce e anfíbios, além de morcegos, lagartos, e cobras não venenosas.
O Principal impacto da perda da biodiversidade traduz-se  na extinção das espécies que são irrecuperáveis.
Os primatas, as aves da submata, as serpentes venenosas, as grandes aves que se alimentam de frutos e as espécies migratórias também se encontram ameaçados, sendo, no entanto, menos vulneráveis.
Os especialistas ficaram surpreendidos pelo aumento considerável de lianas, espécies invasoras, e árvores de crescimento rápido e de intolerância absoluta à sombra de outras árvores, que aparecem nas clareiras das florestas.
Para travar esta perda de biodiversidade, Laurance recomenda a criação de “zonas-tampão” entre as áreas protegidas e as áreas circundantes. Defende, também, que se trabalhe com as comunidades locais para promover um uso mais benigno do solo.
Artigo: Reserve forests facing biodiversity erosion

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