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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Acidente com usinas no Japão provoca reação global à energia nuclear

Está reaberto o debate sobre o futuro da energia nuclear no mundo, após o acidente com as usinas do Japão no mês de março. No período de 1970 a 1980, cerca de 30 novos reatores eram postos em funcionamento por ano. Após os acidentes de Three Mile Island (1979) e Tchernobil (1986), apenas três por ano em média eram inaugurados, de acordo com o físico José Goldemberg.
De acordo com o cientista, o motivo desta redução está relacionado ao elevados custos dos reatores nucleares, sobretudo devido às medidas de segurança introduzidas e à redução do custo do gás, que compete com a energia nuclear na produção de eletricidade.
Com o esquecimento da catástrofe de Tchernobil, a indústria nuclear construiu a imagem de que os reatores eram imunes a acidentes. Mas de acordo com José Goldemberg, o desastre de Fukushima, no Japão, sepultou esta ilusão. Para ele, “a energia nuclear é um eterno perigo, ela não vale o risco”.
Para o físico Heitor Scalambrini, professor da Universidade Federal de Pernambuco, doutor em Energética pela Universidade de Marselha/Comissariado de Energia Atômica-França, “a melhor fonte de energia é aquela que não é consumida” – na verdade se referindo à necessidade de uma política de aumento da eficiência energética, “situação da qual estamos muito longe ainda”.  O professor ressalta também o fato de que no Brasil 30% da energia elétrica é usada por seis grandes consumidores industriais: cimento, siderurgia, alumínio, química, metalurgia e celulose, ou seja, temos um perfil altamente concentrado no consumo de energia. O cientista considera que inicialmente a busca pela maior eficiência energética no Brasil permitiria reduzir custos econômicos, sociais e ambientais da energia, suportando a segurança energética do país em conjunto com as fontes solar, eólica e biomassa.
Na matriz global, a importância da energia nuclear é pequena, mas em alguns países, ela é uma fonte primordial, como por exemplo, na França, Alemanha, Finlândia, Suécia e Japão, entre outros. O Brasil é um dos menos dependentes, apenas 3% na matriz nacional.
Heitor Scalambrini informa que o custo de uma central nuclear é enorme, da ordem de R$ 10 bilhões, o que significa que é uma fonte de energia extremamente cara. Do ponto de vista ambiental, na operação de rotina as centrais nucleares pouco agridem o ambiente, mas a sociedade fica exposta a riscos de acidentes de conseqüências catastróficas. Ademais, como já é bastante conhecido, parte do lixo nuclear produzido na usina precisa ser depositado de forma totalmente isolada do meio ambiente em um período de tempo que pode chegar a 240 mil anos. A tecnologia para garantir esta segurança de modo perfeito ainda não existe.

A este respeito, é importante mencionar que de acordo com a legislação brasileira (Lei Federal 10.308/01), a responsabilidade pela destinação final dos resíduos radioativos é da União, através da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), ao passo que a construção e operação dos depósitos dos resíduos iniciais é de responsabilidade dos produtores de resíduos. O depósito definitivo exige condições muito estáveis e seguras, e, por este motivo, é um procedimento muito caro. Qualquer empreendimento brasileiro que não obedecer a esta legislação estará em inconformidade.
Outro aspecto importante é que na geração da eletricidade nuclear a produção de gás carbônico é muito pequena, entretanto, no ciclo do combustível nuclear urânio são produzidas quantidades consideráveis de gases de efeito estufa. Além disso, uma central nuclear consume elevados volumes de água para sua refrigeração, tendo sua instalação obrigatoriamente que ser próxima a grandes recursos hídricos como rios e mares.
O professor afirma que “se há um país no mundo que goza das melhores oportunidades ecológicas e geopolíticas para ajudar a formular um outro mundo necessário para toda a humanidade, este país é o nosso. Ele é a potência das águas, da biodiversidade, das florestas tropicais, a possibilidade de uma matriz energética menos agressiva – à base da água, do vento, do sol, das marés, das ondas do mar e da biomassa

2 comentários:

  1. Já ouví esse comentário muitas vezes. Por que demoram tanto para fazer o melhor? Eu sou muito ingênua!!!

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  2. Porque esperam para tomar as devidas providências depois que vidas humanas foram ceifadas. Negligência pura.

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