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domingo, 27 de março de 2011

Radiatividade crescente prejudica resgate de usina no Japão

Símbolo Universal da Radiatividade
TÓQUIO (Reuters) - Operários foram retirados no domingo do prédio de um reator da usina nuclear japonesa danificada por um terremoto, depois de níveis potencialmente letais de radiação terem sido detectados na água do reator. É um revés importante no esforço para evitar um derretimento nuclear catastrófico.
A operadora da usina disse que a radiação presente na água do reator N 2 chegou a mais de 1.000 milisieverts por hora, a leitura mais alta feita até agora na crise desencadeada pelo terremoto e tsunami maciços de 11 de março.
O nível de radiação considerada segura no país é de 250 milisieverts ao longo de um ano. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA diz que uma única dose de 1.000 milisieverts é o bastante para provocar hemorragia.
"A situação é grave. Eles precisam bombear essa água presente no chão para fora, precisam livrar-se dela para reduzir a radiação. E é virtualmente impossível trabalhar - uma pessoa só pode ficar lá por alguns minutos," disse Robert Finck, especialista em proteção contra radiação junto à Autoridade Sueca de Segurança de Radiação.
"É impossível dizer quanto tempo levará para eles consigam gradualmente controlar a situação."
O governo japonês disse que a situação geral continua sem mudanças na usina, situada 240 quilômetros ao norte de Tóquio.
"Já antecipávamos enfrentar dificuldades imprevistas, e este acúmulo de água com alto grau de radiatividade é um exemplo disso," disse em briefing à imprensa o secretário-chefe do gabinete, Yukio Edano.
Yukiya Amano, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), disse que a emergência nuclear pode prolongar-se por semanas, senão meses. "Este é um acidente muito grave, segundo todos os critérios," ele disse ao New York Times. "E ainda não terminou."
Dois dos seis reatores da usina já são vistos como estando seguros, mas os outros quatro estão voláteis, ocasionalmente emitindo fumaça e vapor.
Em Chernobyl, na Ucrânia, um quarto de século atrás - onde ocorreu o pior acidente nuclear do mundo - levaram-se semanas para estabilizar o que restou do reator que explodiu e meses para limpar os materiais radiativos e recobrir o local com um sarcófago de concreto e aço.
Engenheiros da Tokyo Electric Power Company (Tepco) vêm trabalhando 24 horas por dia para estabilizar a usina de Fukushima Daiichi desde que o terremoto e tsunami de 11 de março destruíram o sistema elétrico de back-up necessário para resfriar os reatores.
A operação já foi suspensa várias vezes devido a explosões e à alta dos níveis de radiação no interior dos reatores.
Na quinta-feira passada, três operários do reator 3 foram hospitalizados depois de pisar em água com níveis de radiatividade 10 mil vezes mais altos do que os que normalmente estão presentes em um reator.

O operador da usina nuclear japonesa de Fukushima Daiichi disse neste domingo (segunda-feira no horário local) que estava errada a leitura de radiação bastante elevada emitida por trabalhadores que fugiam do reator número 2.
O vice-presidente da Tokyo Electric Power, Sakae Muto, desculpou-se pelo erro, divulgado no domingo (horário local), que somou-se aos temores dentro e fora do Japão sobre a situação nuclear do país.
Mais cedo, a agência de segurança nuclear do Japão havia afirmado que os níveis de radioatividade da água do mar estão aumentando perto da usina de Fukushima Daiichi e que testes realizados na sexta-feira mostraram que o iodo radioativo havia subido 1.250 vezes acima do normal na água do mar ao lado da usina.


Nota do Blog: Parece-me que as autoridades japonesas estão escondendo os verdadeiros fatos, pois existem muitas informações desencontradas. Em 26/04/1986 explodiu a turbina 4 de Chernobil o primeiro desastre com usinas nucleares, em 27/04/1986 mais de 1.800 helicópteros jogaram 5.000 toneladas de Chumbo e Areia sobre o reator e em 6 de maio (11 dias depois) havia sido cortado toda a emissão de radiação. O mundo só soube do acidente dia 29/04/86 através do jornal alemão, sendo que a Dinamarca tomou conhecimento no mesmo dia. Em Novembro do mesmo ano foi concluído um sarcófago de Chumbo celando toda a estrutura do reator 4. Antes do reator explodir, sismógrafos registraram tremor de terra. Os Russos agiram rapidamente e com eficácia, evitando-se um mal maior. O Japão tem que pedir ajuda aos russos e ao mundo inteiro para controlar o vazamento, é hora de deixar o orgulho  de lado, a situação é de calamidade mundial.

2 comentários:

  1. Esse povo japonês é muito difícil. Volto a pensar na hipótese de não haver pessoas competentes e compromissadas com o resgate do nosso planeta. Socorro!!!

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  2. Devem estar esperando por um milagre de um dos "Deuses" deles, só não sabem quais desses deuses, tem tecnologia para frear o vazamento. Enquanto isto: Vida que se segue, ladeira abaixo e sem freio.

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