Esta foto foi escolhida pela BBC 28 de setembro, 2012 como uma das 20 mais bonitas

Sejamos proativos nas questões relacionadas às mudanças climáticas, pois não seremos poupados de seus efeitos devastadores a curto e longo prazo.
gmsnat@yahoo.com.br
Um Blog diferente. Para pessoas diferentes!

Grato por apreciar o Blog.
Comentários relevantes e corteses são incentivados. Dúvidas, críticas construtivas e até mesmo debates também são bem-vindos. Comentários que caracterizem ataques pessoais, insultos, ofensivos, spam ou inadequados ao tema do post serão editados ou apagados.

SENATED

SENATED
Senated - Seminário Nacional de Tecnologias na Educação - 100% ONLINE E GRATUITO de 22 a 28 de Outubro de 2017

terça-feira, 29 de março de 2011

INFECÇÕES HOSPITALARES

Staphylococcus aureus: As bactérias resistentes


Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA)


Um novo estudo, levado a cabo por Simon Harris, um filogenetista bacteriano do Instituto Wellcome Trust Sanger em Hinxton, Inglaterra, e seus colegas, e que foi publicado recentemente em Science, revela que o Staphylococcus aureus resistente à meticilina, ou MRSA pelas siglas em inglês, como é mais conhecido, muta muito mais rapidamente do que pensavam até agora.


Esta bactéria, habitual nas infecções hospitalares, consegue mudar pelo menos uma letra (nucleótido) no seu genoma cada seis semanas, e a maior parte deles nos genes envolvidos na resistência aos antibióticos. Esta taxa de mutação nestes genes é muito superior à que se poderia esperar de mutações ao acaso, e o que propõem é que há uma muito forte pressão seletiva nestas bactérias para desenvolver a sua resistência aos antibióticos.

Estes investigadores recolheram amostras da mesma estirpe em 63 hospitais à volta do mundo, e chegaram à conclusão de que todas elas tinham alguma letra do código genético alterada em relação às outras.

A técnica usada foi: sequenciação completa dos seus genomas, pode ser utilizada para obter uma melhor compreensão de como é que se propagam as infecções. Por enquanto, já determinaram que esta estirpe provavelmente surgiu na Europa nos anos 60, e desde então extendeu-se, sendo atualmente a estirpe predominante de MRSA na Ásia, enquanto continua a ser uma das principais na Europa e já é muito comum também na América do Sul, principalmente nos hospitais do Brasil.

Neste último caso, América do Sul, comprovou-se também que as diferentes amostras estão muito relacionadas geneticamente, o que provavelmente indica que uma só variante de MRSA deve ter invadido recentemente o continente, expandindo-se rapidamente.

Os estudos filo-genéticos sobre estas bactérias devem contribuir com novos dados que permitam limitar a expansão das infecções, mesmo tendo em conta que esta linha de investigação ainda se encontra nos seus primórdios. Não é suposto que possa mudar o tratamento de doentes em concreto, mas sim que permita obter uma imagem completa das mutações que podem provocar uma epidemia, e esperam que assim seja possível tomar as medidas apropriadas para a evita-la.

5 comentários:

  1. Importante matéria. Porisso tenho medo de ir à hospitais.

    ResponderExcluir
  2. Esta bactéria está em todo lugar, inclusive na nossa casa. srsrsrsrsrs

    ResponderExcluir
  3. Mas são nos hospitais onde mais se proliferam, não é? É um ambiente muito nocivo, pelas razões que conhecemos.

    ResponderExcluir
  4. A fauna da minha casa eu posso controlar. rsrsrsr

    ResponderExcluir
  5. Quanto maior o hospital, maior fluxo de pessoas doentes, maioir incidência de contaminação, eu por exemplo qdo tenho que me submeter a certos tipos de tratamento procuro Casas de Saúde, de qualidade boa, em assepsia e com menor fluxo de pacientes. Os grandes hospitais, devido ao número de pacientes e serviços oferecidos é um local de incidência bacteriana muito grande, devido a resistência que as mesmas vão adquirindo devido a sua capacidade de assimilação dos antibióticos que com o tempo passam a ser inofensivos à estes organismos.

    ResponderExcluir