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quarta-feira, 18 de maio de 2011

ABELHAS PROVOCAM MORTES NA PARAÍBA


Na Paraíba, três pessoas morreram atacadas por abelhas. Em outros dois casos, motoristas e músicos foram atacados por enxames na capital do estado, João Pessoa.
Um dos ataques ocorreu em uma rodovia no sertão após um acidente envolvendo uma moto e um carro. A colisão fez a moto ser jogada para fora da pista, segundo a polícia, onde havia um enxame. Três pessoas que estavam na moto, entre eles uma criança de 3 anos e uma adolescente de 14 anos, foram mortas pelas abelhas. 
Abelha Africanizada
Bombeiros e policiais que participaram da ação também foram atacados pelas abelhas e precisaram de atendimento médico. “Como se tratava de um caso de vida ou morte, mesmo sem equipamentos, nós nos doamos para fazer o resgate imediato”, disse no hospital o policial militar Adailson Alves.
Em João Pessoa, abelhas escondidas em uma caixa de som atacaram músicos de uma banda durante uma festa. No mesmo dia, um carro atingiu o muro de uma casa, ativando um enxame. O motorista levou várias ferroadas, mas conseguiu fugir correndo.
Segundo o apicultor Edvaldo Ferreira, as abelhas atacaram porque se sentiram ameaçadas. “Vibrações, pisar forte, falar alto, cheiros, perfumes, e até a coloração de uma roupa incomodam demais as abelhas”, diz ele. O especialista recomenda não fazer gestos ou tentar afastar o enxame, mas se afastar do local, correndo em zigue-zague.
Fonte: G1
 SOBRE O INSETO E SUA INTRODUÇÃO NO BRASIL
Os insetos da ordem Hymenoptera (abelhas, vespas e marimbondos) são responsáveis pelo maior número de mortes em humanos do que qualquer outro animal venenoso, por meio da indução de graves reações alérgicas ou tóxicas. A apicultura no Brasil teve início em 1839 com a introdução das abelhas pretas, ou abelhas alemãs (Apis mellifera mellifera). Posteriormente, em 1870, foram introduzidas as abelhas amarelas (Apis mellifera lingustica), também de origem européia.
Os acidentes causados por múltiplas picadas de abelhas passaram a ser relatados com mais freqüência após a introdução da abelha africana (Apis mellifera adamsoni) no Brasil, em 1957. Com essa africanização surgiram alguns problemas como o aumento de agressividade e a maior propensão das abelhas a enxameação (Kerr, 1984). No Brasil a apicultura sofreu muito nos primeiros anos com as abelhas ditas africanizadas, ou seja, mestiças de Apis mellifera adansonii e  Apis melllifera ligustica principalmente, porque não havia técnicas adequadas para manejá-las. As abelhas africanas são muito mais produtivas resistentes a doenças, ao ataque de inimigos naturais e extremamente agressivas, as mesmas conseguem passar todas essas características para seus descendentes, inclusive a agressividade (DE JONG, 1992).
Do seu cruzamento com as espécies européias (Apis mellifera mellifera e Apis mellifera lingustica) resultaram híbridos que, apesar da maior produção de mel, conservaram a agressividade das abelhas africanas, responsáveis por acidentes graves e muitas vezes fatais.
Colméia de Abelha aficanizada
O ferrão da abelha, que se situa na extremidade posterior do abdômen da abelha fêmea, é um sistema complexo, compreendendo uma parte glandular, na qual se produz o veneno, e uma estrutura quitinosa e muscular, que serve para ejeção do veneno e protusão e introdução do ferrão. Apresenta rebarbas na sua superfície que dificultam sua saída, de tal sorte que, após a ferroada, todo sistema é destacado, permanecendo na vítima. E a abelha morre logo a seguir. Geralmente, a profundidade de inserção é de 2 a 3 milímetros (mm). No local, movimentos reflexos de sua estrutura muscular fazem com que o ferrão se introduza cada vez mais.
Após 20 segundos da picada, 90% do conteúdo do reservatório de veneno da Apis mellifera são liberados. O conteúdo total é inoculado dentro de um minuto.
Os venenos das abelhas são misturas complexas de aminas biogênicas, peptídios e proteínas (enzimas). Apresentam atividades farmacológicas e alergênicas, produzindo dor localizada, edema e eritema causados por um aumento de permeabilidade vascular. Entre os fatores alergênicos estão as enzimas, que são os maiores componentes da maioria dos venenos animais. Esses fatores são proteínas antigênicas de elevado peso molecular que, quando injetadas durante o ato de ferroar, iniciam uma resposta imune peculiar, responsável pela hipersensibilidade de alguns indivíduos. Algumas vezes, as reações alérgicas imediatas, provocadas por efeito direto de venenos de abelhas, superam até mesmo as reações provocadas pelo veneno de serpentes, escorpiões e aranhas.
As abelhas africanizadas são conhecidas pelos seus ataques em humanos. Cerca de 200 mexicanos morreram devido a um desses ataques somente nos seis primeiros anos depois da chegada delas naquele país. No entanto, a incidência de sérios ataques fatais a animais domésticos é, geralmente, maior do que em pessoas. 
Nota do Blog: Notem que todas vez que se introduz espécies exóticas, numa região, sempre tem um efeito, colateral, nocivo ao meio ambiente. O homem não aprende mesmo. Se a espécie não é de uma região para que introduzi-la? Querem ser mais sábio que a natureza, que regulariza tudo que há no planeta.

2 comentários:

  1. Enquanto eu lia a matéria, pensava extamente como diz a nota do blog. Volto a dizer, a natureza é sábia.

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  2. Muuuuuuuuuito sábia. Se não houver intervenção humana ela e somente ela, poderá regenerar o planeta. Como diz um antigo jargão: " Deixa a natureza agir".

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