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domingo, 20 de maio de 2012

BIÓLOGOS ANGARIAM FUNDOS PARA MONITORAR OS CETÁCEOS EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE


São Tomé e Príncipe parecem ser uma importante área marinha para cetáceos provavelmente devido à existência de baías pouco profundas e protegidas e a abundância de presas. Muito além da presença de espécies costeiras de cetáceos, a origem vulcânica recente das ilhas leva à existência de grandes profundidades próximo de costa, o que favorece o aparecimento de espécies de mar alto.
No entanto, a informação sobre os cetáceos é ainda escassa e descontinuada. Além disso, nesta região, a exploração petrolífera, a atividade turística e a pesca podem causar um impacto nestes animais pela captura acidental e atitudes humanas negativas.
Golfinhos Malhados (Crédito: Inês Carvalho)
Como explica Andreia Pereira, “a maioria das espécies de cetáceos ocorre em zonas tropicais. Mas pouco se conhece sobre estas áreas exceto no oceano Pacífico onde são realizados muitos estudos focados para este grupo de animais”. Segundo a bióloga, a obtenção de dados sobre a sua ocorrência tem “um papel relevante” na identificação de limites adequados para a construção de áreas marinhas protegidas, assim como no desenvolvimento de programas de gestão e de monitorização.
“Numa altura em que a exploração petrolífera iniciou-se em São Tomé e a atividade turística começa a apostar na observação de cetáceos para atrair turistas, torna-se importante conhecer a diversidade de cetáceos existentes para que se estabeleçam áreas prioritárias e planos de gestão para estes animais”, afirmou ao Ciência Hoje.
Para conseguir isso, a cientista e o biólogo Francisco Martinho lançaram um projeto de monitorização de cetáceos e estão, neste momento, a angariar fundos para cobrir as despesas de deslocação necessárias à realização da missão, em Agosto deste ano, em São Tomé e Príncipe.
Francisco Martinho e Andreia Pereira
Os resultados deste projeto, desenvolvido através de uma parceria entre a Associação para as Ciências do Mar, a Escola de Mar e a MARAPA, uma ONG de São Tomé, vão permitir identificar e caracterizar zonas de intenso uso, prever a ocorrência e alterações temporais e espaciais das espécies e interpretar tendências populacionais.
Desde 2002 até hoje se têm feito esforços para estudar a diversidade de cetáceos deste país e já foram avistadas oito espécies de cetáceos: baleia-corcunda, golfinho-roaz, golfinho-malhado-pantropical, orca, cachalote, cachalote-anão, baleia-piloto e mais recentemente a falsa orca.
Os próximos passos no aumento do conhecimento estão agora “muito dependentes” de posterior financiamento.
De acordo com Andreia Pereira, os dados obtidos até agora “não são completamente representativos”, pois “alguns meses não foram amostrados nem a ilha de Príncipe”. Para colmatar esta falha, diz a bióloga, “são necessários outros estudos mais alargados em termos espaciais e temporais para clarificar a sazonalidade de ocorrência de cetáceos” neste arquipélago, como acontece noutras regiões do mundo.
“Estes dados irão permitir fazer sugestões sobre regras de conduta para a atividade de whale watching e a retificação da Convenção de Bona, uma vez que São Tomé é um país membro, mas ainda não implementou nenhuma medida em relativamente à convenção”, afirma.
Por Susana Lage/Ciência Hoje
CETÁCEOS DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

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