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terça-feira, 1 de maio de 2012

MULHERES EXPOSTAS A PESTICIDA ORGANOFOSFORADO PODEM TER FILHOS COM INTELIGÊNCIA COMPROMETIDA

As grávidas expostas a níveis moderados de um pesticida comum podem ter filhos que apresentem mudanças duradouras em sua estrutura cerebral, relacionadas a uma menor inteligência, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.
O estudo, publicado nas Atas da Academia Nacional de Ciências de Nova York, analisou a exposição das grávidas da cidade ao inseticida clorpirifós, ou CPF, um organofosfato amplamente utilizado para o controle de pragas em fazendas e espaços públicos.
As mulheres participantes, um total de 369, fizeram uso do inseticida antes de 2001, quando este foi proibido para uso doméstico nos Estados Unidos, apesar de o produto químico continuar sendo utilizado na agricultura em todo o mundo.
Os pesquisadores compararam 20 crianças, de cinco a 11 anos, cujas mães registraram os níveis mais altos de CPF e encontraram "anomalias significativas" em sua estrutura cerebral na comparação com as 20 crianças cujas mães apresentaram as exposições mais baixas.
"A exposição tóxica durante este período crítico pode ter efeitos de longo alcance no desenvolvimento cerebral e no funcionamento comportamental".
Todas as mulheres do estudo foram expostas a níveis abaixo dos limites máximos de exposição aguda nos Estados Unidos, o que indica que inclusive uma exposição baixa a moderada poderia representar riscos consideráveis para o desenvolvimento cerebral de uma criança.
"O presente estudo proporciona evidências de que o período pré-natal é um momento vulnerável para o desenvolvimento da criança", disse a principal autora, Virginia Rauh, professora da Escola Mailman de Saúde Pública e sub-diretora do Centro Columbia de Saúde Ambiental Infantil (CCCEH, da sigla em inglês).
"A exposição tóxica durante este período crítico pode ter efeitos de longo alcance no desenvolvimento cerebral e no funcionamento comportamental".
Os pesquisadores usaram imagens captadas por ressonância magnética do cérebro das crianças, que mostraram mudanças estruturais: algumas áreas eram maiores que o habitual e algumas diferenças entre homens e mulheres, típicas da estrutura cerebral, pareciam eliminadas ou invertidas no grupo de alto grau de exposição a pesticidas.
São necessários mais estudos para determinar os efeitos de longo prazo das mudanças, "compatíveis com os déficits de coeficiente intelectual, já informados nas crianças com altos níveis de exposição aos clorpirifós", segundo a pesquisa.
O estudo foi o primeiro a utilizar imagens por ressonância magnética para confirmar resultados anteriores de mudanças na estrutura cerebral em animais expostos aos pesticidas, disseram os autores.
"Ao combinar imagens do cérebro e pesquisas na comunidade, agora temos uma evidência muito mais forte que vincula os clorpirifós a problemas de desenvolvimento neurológico", disse outro pesquisador, Bradley Peterson, chefe de Psiquiatria da Criança e do Adolescente do Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova York.
Os cientistas disseram que estudos anteriores demonstraram que os níveis urbanos deste químico diminuíram desde as restrições americanas de 2001, mas alertaram que persistem os riscos, já que esta substância continua sendo utilizada no cultivo de alimentos e no tratamento de madeira e em espaços públicos como campos de golf, parques e estradas.
No Brasil O registro de produtos à base do ingrediente ativo organofosfato clorpirifós está proibido, pela Agência, desde 23 de agosto de 2004. Resolução RDC n° 226/2004, que proíbe o uso de clorpirifós nas formulações dos inseticidas de uso doméstico. A Associação Brasileira de Defensivos Genéricos (Aenda), entretanto, ingressou à época com mandado de segurança coletivo para suspender a determinação da Anvisa, o que foi acatado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mais em 2005 o Supremo Tribunal Federal (STF) restabeleceu os efeitos da Resolução.
  
O VENENO
CLORPIRIFÓS é um inseticida e acaricida organofosforado com ação de contato e ingestão, recomendado para o controle de pragas nas culturas registradas.
Ingrediente Ativo:
CLORPIRIFÓS
Registro no MAPA:
19208
Classe:
Inseticida do grupo dos Organofosforado
Concentração:
480 gramas de Clorpirifós / Litro
Tipo de Formulação:
EC - Concentrado Emulsionável
Classe Toxicológica:
I - Extremamente Tóxico (FAIXA VERMELHA)
Embalagem:
1L, 5L e 20L
» Inseticida com alta ação translaminar nos tecidos vegetais, agindo com profundidade e atingindo pragas de difícil controle como a lagarta-do-cartucho do milho;
» Pode ser aplicado em qualquer época nas culturas não causando desequilíbrio para ácaros;
» Produto com ação de contato, ingestão e efeito fumigante desalojando e atingindo pragas pouco acessíveis pela ação direta;
» Opção eficaz na rotação de produtos para o manejo integrado de pragas.

3 comentários:

  1. Isso é revoltante. Vamos ver qual Tribunal vai vencer.

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  2. Por enquanto a ANVISA está ganhando a causa. Mais como cabeça de Juiz e Bunda de Criança não dá para se confiar, vamos ver o que vai acontecer mais adiante.

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  3. Se esse produto por ser perigoso e foi proibido porque continuam usando ,onde esta os responsáveis por essa proibição que não tem capacidade de controlar o uso deixando assim que varias pessoas fiquem doente e chegam a usar o produto para fins de suicidio.
    Cade os governantes ou os responsáveis da ANVISA.

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