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quinta-feira, 17 de maio de 2012

BORBOLETAS USAM HIBRIDIZAÇÃO PARA SOBREVIVER – CONTRARIANDO A TEORIA DE DARWIN

Borboletas brilhantes pretas e vermelhas que vivem nas margens da floresta amazônica desenvolveram técnicas extraordinárias de troca de genes para sobreviver, indicaram os cientistas nesta quarta-feira.
Diferentes espécies de borboletas Heliconius estão fazendo reprodução cruzada para terem cores nas asas, de acordo com a comparação de seu código genético.
Esse tipo de troca entre espécies, também chamado de hibridização, é extremamente raro na natureza.
Geralmente, o resultado desse processo acaba sendo a morte, porque a prole gerada pela mistura raramente tem uma vantagem competitiva.
O processo de hibridização, raro na natureza, é um método bem mais rápido do que desenvolver um novo padrão do início - Foto de Prakash Mathema/AFP
No entanto, as características cruzadas, vindas de borboletas de espécies tão próximas - a “Heliconius timareta” e a “Heliconius elevatus” - são facilmente adaptáveis a ambientes novos e em mutação.
"O que mostramos é que uma espécie de borboleta pode ganhar um padrão protetor de cor de uma espécie diferente se elas cruzarem entre si - um processo bem mais rápido do que ter que desenvolver um novo padrão do nada", explicou o pesquisador Kanchon Dasmahapatra, da Universidade de Londres.
O genoma trouxe outra surpresa. A delicada antena dessas borboletas tem pequenos receptores, e suas minúsculas patas têm papilas gustativas.

Distribuição geográfica das espécies com hibridização e com relações filogenéticas dos táxons sequenciados
Em teoria, essas borboletas não seriam capazes de cheirar ou sentir o gosto dos alimentos muito bem, porque muito do seu material genético é voltado para valorizar sua aparência para atrair parceiros e se camuflar.
"Em vez disso, aprendemos que elas têm um rico repertório de genes olfativos e de sensações químicas", declarou Adriana Briscoe, da Universidade da Califórnia em Irvine, em um press release.
O estudo foi publicado na revista científica Nature.
Estudo Original no site abaixo (em Inglês)
 
Para Entender O Darwinismo
A teoria proposta por Darwin (Darwinismo) propõe, em resumo, que, na luta pela sobrevivência, os indivíduos portadores de variações (características) adaptativas às condições ambientais levam vantagem competitiva sobre os indivíduos que não as possuem. Os adaptados deixam mais descendentes, e os não adaptados são eliminados.
A essa eliminação diferencial dos indivíduos de uma espécie, Darwin denominou seleção natural. A seleção natural, atuando continuamente sobre uma espécie, pode modificá-la gradualmente, a ponto de originar uma nova espécie.
As idéias de Darwin podem ser assim resumidas:
1. Os organismos vivos têm grande capacidade de reprodução. Apesar disso, já que o suprimento alimentar é reduzido, poucos indivíduos chegam à idade de procriação. Disso decorre que os organismos com as mesmas exigências alimentares competem entre si, "lutando" constantemente pela existência.
2. Os organismos apresentam variações hereditárias e, portanto, transmissíveis. Algumas variações são mais favoráveis à existência do que outras, num determinado ambiente. Disso decorre que os organismos com as variações mais favoráveis num determinado ambiente, onde estarão mais capacitados a sobreviver e a se reproduzir nele do que os que possuem variações desfavoráveis.
Assim, cada geração sucessiva fica mais bem adaptada ao ambiente.
Darwin só não foi mais completo porque não soube explicar a razão pela qual existiam tantas variações em indivíduos pertencentes à mesma espécie. Mais tarde com a aceitação dos cientistas em relação às teorias genéticas de Mendel o porquê destas variações veio à tona
Hibridação
Também chamado do deriva genética em processo ocorre quando o patrimônio genético alterado casualmente, independentemente da seleção natural. Ocorre em pequenas populações e depende do acaso. Assim, só uma mutação ocorre em uma população de 100 organismos, sua frequência, de início, é muito maior do que se acontecesse em população de 10.000 indivíduos.
Neste caso, raro na natureza, está acontecendo em populações de espécies diferentes de borboletas, sem que haja a morte do hibrido e sim sua adaptação ao ambiente. Nem Darwin explica!!!


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