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domingo, 27 de novembro de 2011

NOVO GEL PARA PREVENIR AIDS É SUSPENSO

Um teste clínico de um novo gel vaginal para reduzir as infecções de Aids foi suspenso neste sábado, depois que resultou ser menos efetivo do que se esperava, o que significa um grande revés à pesquisa para a prevenção da doença.
Os pesquisadores da Rede de Testes de Microbicidas (MTN, da sigla em inglês), estabelecida pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos, expressaram sua surpresa com o resultado, já que estudos anteriores do gel que contém a substância tenofovir tinham chegado a conclusões promissoras.
Os cientistas estão tentando produzir um gel ou uma pastilha que proteja as mulheres contra a infecção da Aids, mas que lhes permita ficar grávidas, de forma que possa ser utilizada na África subsaariana e em outros lugares onde o uso da camisinha é problemático.
Cientistas estão tentando produzir um gel ou uma pastilha que
proteja as mulheres contra a infecção da Aids
Um primeiro teste do Centro de Programa de Pesquisa da Aids na África do Sul (Caprisa) mostrou uma redução na infecção de HIV em 39% das mulheres que usavam o gel tenofovir e de 54% naquelas que o utilizaram regularmente.
Esses resultados, publicados em 2010, aumentaram as esperanças de que um novo gel pudesse fazer cair a transmissão da Aids e finalmente proporcionar às mulheres meios inovadores para se proteger.
Esperava-se que o teste VOICE (sigla em inglês para Intervenções Vaginais e Orais para Controlar a Epidemia), iniciado em setembro de 2009 e realizado com a ajuda de 5.000 mulheres em África do Sul, Uganda e Zimbábue, reforçaria as conclusões alcançadas nesse primeiro teste.
Uma revisão temporária do VOICE, no entanto, por parte de uma comissão independente de controle de segurança de dados, determinou que o gel foi ineficiente e essa parte da pesquisa foi agora cancelada.
Outra parte do teste, que usava uma pastilha de tenofovir, já tinha sido cancelada em setembro por razões semelhantes, mas continuam os testes de uma terceira via que usaria tenofovir com outra substância de reforço.
"Por enquanto o estudo continuará e trabalharemos para completar as visitas pendentes às mulheres que continuam no estudo", escreveram os pesquisadores Sharon Hillier e Ian McGowan.
"Estamos ansiosos por saber se a adesão ao tratamento, nossa estratégia de dosagem diária e outros fatores podem explicar ineficácia do tenofovir oral e vaginal no VOICE, provavelmente não teremos terminado todos os estudos até o fim do ano que vem", afirmaram.
Hillier disse estar "surpresa e decepcionada" com os resultados e os pesquisadores afirmaram que terão de esperar até o final do que resta do ensaio para realizar uma análise mais aprofundada.

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