Esta foto foi escolhida pela BBC 28 de setembro, 2012 como uma das 20 mais bonitas

Sejamos proativos nas questões relacionadas às mudanças climáticas, pois não seremos poupados de seus efeitos devastadores a curto e longo prazo.
gmsnat@yahoo.com.br
Um Blog diferente. Para pessoas diferentes!

Grato por apreciar o Blog.
Comentários relevantes e corteses são incentivados. Dúvidas, críticas construtivas e até mesmo debates também são bem-vindos. Comentários que caracterizem ataques pessoais, insultos, ofensivos, spam ou inadequados ao tema do post serão editados ou apagados.

EAD

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A ESCRAVIDÃO TRANSATLÂNTICA INTRODUZIU A MALÁRIA NA AMÉRICA DO SUL

Duas variantes da doença foram introduzidas durante tráfico promovido por portugueses e espanhóis
Francisco Ayala liderou a investigação
Um novo estudo sobre como e quando a malária entrou na América do Sul sugere que a doença teria sido propagada com a escravatura transatlântica. Como já indicavam trabalhos anteriores, a doença chegou a bordo de barcos que transportavam escravos entre África e os portos portugueses e espanhóis na América. Apesar de esta teoria ser “controversa”, são apresentados no estudo “dados conclusivos”, afirmam os próprios investigadores.
A escravatura negra transcontinental impulsionada por estes países durante três séculos terá sido a responsável pelas variantes duas de malária que existem hoje em dia na América do Sul. O estudo, publicado na «PNAS», foi dirigido pelo investigador espanhol Francisco Ayala, da Universidade de Califórnia em Irvine.
Uma equipe de investigadores de 15 países analisou mais de 500 amostras de sangue humano infectado com o parasita Plasmodium falciparum, que provoca a doença, recolhido em 17 países de África, Ásia e América do Sul. A análise genética permitiu reconstruir a expansão da doença desde a sua origem africana.
Estudos anteriores já tinham permitido comprovar que a malária passou dos símios aos humanos e que há 6 mil anos a doença expandiu-se rapidamente devido ao auge do sistema agrícola.
As análises permitiram encontrar duas variantes principais de malária no sul do continente americano, uma para cada país colonizador.
A subdivisão das Américas em dois impérios e o fato de cada um dos países levar os escravos para regiões diferentes explica a origem das duas variantes que estão presentes nos dados recolhidos.
Esta investigação ainda não está completa. Os cientistas querem perceber se a posterior emigração do sul da Europa e da Ásia para a América terá levado consigo novas variantes da doença.
Artigo: Multiple independent introductions of Plasmodium falciparum in South America

Dados:
Plasmodium falciparum
Plasmodium falciparum no sangue
 Classificação científica
Plasmodium falciparum
Welch, 1897

Nenhum comentário:

Postar um comentário