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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

USINA DE FUKUSHIMA CONSEGUIU A "PARADA FRIA" NOS REATORES

O governo japonês declarou nesta sexta-feira a "parada fria" dos reatores da acidentada central nuclear de Fukushima, uma etapa importante que significa a estabilização do local, mas "a batalha ainda não terminou", alertou o primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda.
Os reatores da central de Fukushima "alcançaram o estado de parada fria", declarou Yoshihiko Noda em uma coletiva de imprensa, ao término de uma reunião da célula ministerial sobre o acidente nuclear.
Isto significa que a temperatura dos compartimentos dos reatores se mantém estável abaixo dos 100 graus Celsius e que as emissões radioativas estão controladas, indicou a imprensa japonesa.
"Confirmamos tecnicamente que a água de esfriamento circula de forma regular e que a temperatura no fundo do compartimento dos reatores se mantém abaixo dos 100 graus", explicou Noda.
A "parada fria" não quer dizer que seja possível intervir livremente,
 já que a radioatividade continua sendo muito alta
"Portanto, as emissões radioativas podem ser contidas a um nível suficientemente baixo no exterior das instalações da central, inclusive em caso de novo acidente", disse o primeiro-ministro japonês.
Desta forma, nove meses depois do acidente provocado pelo terremoto e tsunami de 11 de março, o governo completa a segunda etapa de seu programa de controle da central.
"A Etapa 2 foi finalizada e o local está agora mais estabilizado" para permitir a solução do acidente, acrescentou o primeiro-ministro.
O estado de parada fria era um dos principais objetivos da "Etapa 2 do plano de trabalho" formulado pela companhia Tokyo Electric Power (Tepco) para terminar com a catástrofe, a pior já ocorrida na indústria nuclear no mundo desde Chernobyl, há 25 anos.
O fim da Etapa 1, que consistia em instalar meios de esfriamento autônomos, foi anunciado em julho.
"O governo e a Tepco utilizam a expressão 'parada fria' em um sentido diferente do normalmente empregado para um reator em boas condições", disse Takashi Sawada, vice-presidente da Sociedade Japonesa de Energia Atômica.
Em uma central de funcionamento normal, a "parada fria" permite a realização de trabalhos de manutenção.
No caso de Fukushima Daiichi, onde o combustível entrou em fusão, perfurou os compartimentos e vazou no fundo do local de confinamento de três dos seis reatores, a "parada fria" não quer dizer que seja possível intervir livremente a partir do exterior, já que a radioatividade continua sendo muito alta.
O fato de ter alcançado a Etapa 2 não significa o fim da crise, advertiu o porta-voz do governo japonês, Osamu Fujimura.
"Ainda devemos enfrentar muitos desafios", advertiu Noda, que citou, entre outros, a descontaminação da região.
Em longo prazo, Noda prometeu que as autoridades irão agir "com todas as suas forças até o desmantelamento" dos reatores acidentados, um trabalho que pode levar de 30 a 40 anos.
A temperatura no fundo dos compartimentos dos reatores 1 a 3, os mais danificados, passou para menos de 100 graus Celsius em agosto e setembro.
Inicialmente, o estado previa terminar a etapa 2 em janeiro de 2012, mas decidiu adiantar o calendário e conseguiu cumprir com os novos prazos.
O fim da Etapa 2 significa que os riscos são muito menores do que antes, indicaram a Tepco e a agência japonesa de segurança nuclear.

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