Esta foto foi escolhida pela BBC 28 de setembro, 2012 como uma das 20 mais bonitas

Sejamos proativos nas questões relacionadas às mudanças climáticas, pois não seremos poupados de seus efeitos devastadores a curto e longo prazo.
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sexta-feira, 17 de junho de 2011

AS ILHAS BARREIRAS DO ÁRTICO E O AQUECIMENTO GLOBAL


Ilhas do Ártico, perda de tamanho
A imagem acima parece um quadro abstrato. Trata-se de uma imagem de satélite das ilhas que bordejam a costa do Oceano Ártico. São chamadas de ilhas-barreira por suas características. Elas são praticamente formadas por bancos de areia, com pouca altitude. Sofrem intensa pressão das marés, das ondas e dos ventos. E mudam de forma diante desses elementos. No caso do Ártico, também estão encolhendo por causa do aquecimento global. Esse é um dos resultados do maior levantamento global desse tipo de ilha.
O mar congelado e o permafrost (solo permanentemente congelado) ajudam a proteger a estrutura dessas ilhas ao longo do ano. Na medida em que o gelo derrete e o permafrost se funde, as ilhas passam a sofrer mais com a ação dos ventos fortes da região, das ondas e das correntes de água doce. As ilhas-barreira do Ártico têm em média metade do tamanho das encontradas em outras áreas do globo. Medem cerca de 5 quilômetros, enquanto a média global é de 10 quilômetros.
“O aumento nas temporadas de derretimento do permafrost pode aumentar a taxa de retração das ilhas”, dizem os autores do estudo, Matthew Stutz do Meredith College and Orrin Pilkey da Universidade Duke, nos Estados Unidos. Metade do degelo no mundo ocorre em áreas como essas. Esse aquecimento localizado está acelerado.
A foto acima, feita por um satélite da Nasa, agência espacial americana, mostra uma ilha comprida em frente ao Mar Beaufort, no extremo norte de Northwest Territorries, no Canadá. A ilha é cercada pelo mar congelado. A foto foi feita no dia 23 de junho de 2004.
O Pólo Norte pode ficar sem gelo no verão de 2019 e no inverno de 2033
O aquecimento global está derretendo o gelo do Ártico a uma velocidade acelerada. Um gráfico feito recentemente pela equipe do Centro de Ciência Polar da Universidade de Washington dá uma ideia do que significa a tendência atual. Seguindo o histórico de encolhimento da superfície gelada dos últimos anos, a projeção é que o Pólo Norte fique sem gelo por volta de 2019, durante algumas semanas de setembro. O mais impressionante é que, segundo a mesma projeção, o Ártico pode ficar sem gelo também no inverno a partir de 2033.
Degelo devido ao aquecimento global
O gráfico abaixo mostra o recuo da superfície total de gelo no Ártico nos últimos anos. Cada linha representa um mês. A linha inferior, em vermelho, corresponde a setembro, no fim do verão, o ápice do derretimento. O período observado vai de 1979 a 2009. A partir desta data, uma projeção da tendência decrescente da linha vermelha, de abril, levaria a um verão sem gelo em 2019. A linha mais alta, em roxo, corresponde a abril, no fim do inverno, quando há mais gelo acumulado. A projeção da evolução da linha roxa chegaria a um momento sem gelo em 2033.
Previsão
O derretimento do Ártico não eleva diretamente o nível dos mares porque ele já está flutuando sobre a água. Mas tem vários impactos no clima da Terra. Primeiro, muda correntes marinhas importantes, como as que regulam o clima do Atlântico Norte. Também acelera o aquecimento geral do planeta porque acaba com a camada branca reflexiva do gelo, que hoje representa o maior mecanismo de resfriamento da Terra. O derretimento do Ártico pode apressar o colapso das grandes geleiras da Groenlândia. Essas sim têm capacidade para elevar em alguns metros o nível do mar.
O Brasil tem a maior extensão de costa com esse tipo de ilha. São 54 ilhas ao longo de um trecho de 571 quilômetros no litoral da Amazônia. As ilhas brasileiras também podem sofrer com os efeitos do aquecimento global.
Fonte: Blog do Planeta - Época

2 comentários:

  1. Acho que não há mais lugar em nosso planeta que não esteja sofrendo com as violências causadas pelo ser humano. Fico a pensar se haverá condições de recuperar em tempo hábil tamanha devastação. Tento ser otimista, mas o quadro que assistimos diariamente remete-nos a duvidar que haja revertimento.

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  2. Em todo canto do globo, está acontecendo. E ninguém move uma palha para mudar ou frear os acontecimentos.

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